Embrapa desenvolve manejo florestal de precisão em florestas tropicais

Desenvolvido pela Embrapa Acre (Rio Branco) e Embrapa Florestas (Colombo/PR), o Modeflora permite um mapeamento rigoroso da área de manejo, levando em consideração aspectos da realidade da floresta. Desde 2007 a tecnologia é utilizada por diversas empresas do setor madeireiro acreano, na execução de seus planos de manejo. O Estado já contabiliza mais de 80 mil hectares de floresta manejados de forma digital.

Indicado para o manejo de florestas tropicais, o Modeflora utiliza de forma integrada aparelhos GPS, barômetros, imagens de radar de alta resolução, coordenadas geográficas, programas de sensoriamento remoto e outros recursos tecnológicos para fornecer a localização exata das árvores e detalhes do relevo e da hidrografia entre outras questões essenciais para o bom manejo da floresta.

Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Evandro Orfanó, este detalhamento evita erros no planejamento e na execução da atividade, além de permitir o monitoramento das operações de campo. “Um dos grandes ganhos do sistema digital é a alta precisão das informações, fator que confere maior eficiência à atividade. O planejamento eficiente das intervenções e torna o manejo florestal mais harmônico com o ecossistema florestal, reduz custos e minimiza o impacto ambiental sobre a floresta”, afirma o pesquisador.

Para saber mais

Baixe aqui o Folder do Modeflora (arquivo PDF – 6 Mb).

Assista os vídeos

Manejo florestal de precisão em florestas tropicais – Vídeo 1

Manejo florestal de precisão em florestas tropicais – Vídeo 2

Fonte: Agrosoft Brasil.

Brasileiro desenvolve método rápido para prever enchentes

Um novo método criado por um cientista brasileiro torna mais rápido, simples e barato identificar áreas com risco de enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais. O sistema pode ser usado para prevenir as tragédias que se acumulam no período de chuva no país.

Enquanto as metodologias consagradas hoje em dia precisam que os pesquisadores visitem os locais e tenham um mapeamento detalhado das topografias, o que em geral custa muito caro, o novo projeto pode ser feito à distância e com bem menos requisitos.

Batizado de Hand (sigla em inglês para altura acima da drenagem mais próxima), ele é um modelo digital de terreno que, para identificar as áreas de risco, precisa apenas de uma imagem da topografia da região -capturada por radar ou laser – e de informações sobre os rios do entorno.

É gerada então uma espécie de maquete virtual.

A partir daí, o computador, usando cálculos especialmente desenvolvidos para isso, encarrega-se de identificar as características do terreno, incluindo declividades e distâncias de encostas, entre outras informações.

Matemático
O modelo parte do princípio de Arquimedes, de que a água escolhe a trajetória mais curta para os terrenos mais baixos. O sistema então traça a trajetória da água e identifica as áreas de risco.

O modelo foi integrado ao Google Earth, permitindo que a Defesa Civil de qualquer parte do país possa ter acesso rápido às informações e consiga planejar a retirada ou o resgate de moradores.

“É um arquivo pequeno, pode ser baixado facilmente. O objetivo é simplificar o uso”, explica Antonio Donato Nobre, cientista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele liderou o trabalho, que levou dez anos para ser desenvolvido.

Apesar de inédito, o cientista diz que a ideia é simples.

“A inspiração surgiu por acaso. Eu tive uma intuição, decidi aplicar e deu certo. Quando eu apresento nos congressos, alguns cientistas no início duvidam, acham que é fácil demais”, diz ele.

A simplicidade, pelo visto, atraiu os pesquisadores. Publicado no “Journal of Hydrology”, uma das publicações mais importantes da área, o artigo sobre o Hand ficou vários meses na lista dos mais acessados, à frente até de publicações de referência.

O modelo Hand foi aplicado com sucesso em áreas com históricos de inundação, inclusive na Grande São Paulo, e em outras onde houve grandes tragédias recentemente, como a região Serrana do Rio.

Adoção
Embora já tenha sido apresentado no Senado e na Câmara, não há previsão de quando (ou se) ele será adotado pelo poder público.

“A recepção foi muito boa, os políticos elogiaram muito. Mas não sei o que vai acontecer agora”, diz Nobre.

Ele já distribui informalmente o sistema para prefeituras e outros interessados.

“Mas isso não é certo, tem de haver planejamento. Sou pesquisador, é necessário uma estrutura operacional.”

“Ao mesmo tempo, eu não consigo ficar parado assistindo à tevê enquanto está acontecendo um temporal e eu tenho condições de ajudar.”

Fonte: Canal Rio Claro.

Micro-algas podem ajudar a prever impactos de derramamento de óleo

Mudanças nas condições ambientais alteram número de fitoplâncton no Ártico.
Isso ajuda cientistas a entender as consequências em todo ecossistema.


Um estudo apresentado em 17 de fevereiro no Canadá mostra que micro-organismos do Ártico poderão, em breve, ajudar a prever com precisão os impactos ambientais provocados por derramamentos de petróleo e também pelas mudanças climáticas. A pesquisa é de Marcel Babin, da Universidade Laval, no Canadá.
“Se alguém me pergunta qual será o impacto de um derramamento de petróleo no Ártico, a única maneira de dar uma resposta precisa é conhecendo e entendendo como funcionam estes sistemas [dos micro-organismos marinhos]“, afirma Babin.

O cientista tenta descobrir como mudanças nas condições ambientais, provocadas por mudanças climáticas ou derramamentos de petróleo, podem modificar a quantidade de algas em águas do Ártico. Até o final deste ano, os modelos da pesquisa poderão prever como será a produção desses micro-organismos durante a próxima década na região.

“A luz é necessária para que as algas cresçam. Menos gelo do mar significa mais luz, o que significa mais algas”, explica Babin. “Como elas são a base da cadeia [alimentar], nós esperamos que essas mudanças vão alterar a estrutura de comunidades inteiras em ambientes marinhos”.

Babin e sua equipe estão utilizando os mais recentes avanços em sensoriamento remoto por satélite para desenvolver novas maneiras de monitorar mudanças de condições ambientais no Ártico. Isso envolve a criação de modelos computacionais do ecossistema da região, além da reprodução em laboratório do habitat dos fitoplânctons, com variações nos níveis de nutrientes, luz e temperatura.

“Estamos olhando para mudanças na produção de algas marinhas na última década e observando o impacto que ela sofre de mudanças na cobertura de gelo e da quantidade de nuvens no Ártico”, aponta Babin.

Fonte: G1.

Plano prevê redução de 10% nas tarifas de ônibus em Mato Grosso

A proposta técnica do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso prevê maior qualidade à prestação do serviço de transporte intermunicipal, “com tarifas mais justas aos usuários – a redução prevista é de 10% – segurança jurídica aos empresários e maior controle e fiscalização ao poder concedente”. A previsão do Governo do Estado é publicar o edital de licitação até o início de março e o plano de outorga já foi aprovado.

As ligações entre 141 municípios e 73 localidades do Estado deverão atender mais de 800 pares de origem e destino dentro do modelo definido por agrupamento dos serviços estruturados nas oito áreas de operação, denominadas mercado, prevê a AGER – Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso. As empresas operadoras do sistema terão um alto grau de autonomia para adequação entre demanda e oferta durante todo o período de vigência dos contratos de concessão. No modelo atual, novas linhas têm de ser licitadas pelo governo. Com o novo sistema, a estimativa é atender cerca de 8 milhões de passageiros por ano.

No plano também é prevista instalação de rastreadores da frota e bilhetagem eletrônica nos ônibus, cujas informações serão direcionadas a uma base única de dados sobre o acompanhamento, controle e bilhetagem dos concessionários.

O acesso on-line, em tempo real, a esta base de dados será feito pela Ager e Secretaria de Estado de Fazenda. Mesmo assim, as empresas concessionárias do transporte intermunicipal deverão fornecer relatórios específicos para auditoria periódica da Agência dos principais indicadores de eficiência operacional estabelecidos previamente.

A tecnologia do GPS associada ao chamado sistema de informações geográficas (GIS) e de câmeras de vídeo vai garantir a eficácia das ações de identificação e localização dos veículos da frota, danos aos usuários como ocorrência de incidentes e outros fatores que possam ocasionar atrasos no horário das viagens, por exemplo, prevê a agência.

O prazo entre a assinatura do contrato e o início de operação do novo sistema será de seis meses, período definido com pré-operacional, para que sejam feitos os ajustes e adequações às exigências do edital como garagens, ponto de apoio e frota. A partir do sétimo mês, os oito mercados deverão estar implantados e em funcionamento.

Fonte: Só Notícias.

Scanner a laser ajuda a analisar áreas atingidas por terremotos

Pesquisadores usam scanner a laser para analisar terreno atingido por abalo e obtêm maior compreensão do processo de ocorrência dos tremores. A técnica ajudará na definição de áreas de risco e na orientação dos projetos de engenharia em regiões suscetíveis aos sismos

Quando alguém ouve a palavra terremoto, as primeiras imagens que vêm à cabeça são desastres de grandes proporções, que deixam cidades devastadas e centenas de mortos e desabrigados. O que faz, porém, com que alguns abalos causem mais destruição que outros? Além do local onde a terra treme, evidentemente, o planejamento ao fazer construções e a compreensão das falhas geológicas na região têm um importantíssimo papel nas consequências desse tipo de fenômeno. Daí a importância do estudo realizado por Michael Oskin, da Universidade da Califórnia, câmpus de Davis, nos Estados Unidos, e sua equipe, que mostraram como o sensoriamento remoto pode ser uma ferramenta eficiente para entender como os terremotos modificam o solo e ajudar os sismólogos a definirem zonas de risco.

Na pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Science, o grupo usou um aparelho chamado Light Detection and Ranging (Lidar), scanner a laser que envia pulsos de luz para o solo e capta seu formato, para analisar a região da Serra Cucapah, no norte do México, atingida por um terremoto de magnitude 7,2 em 2010. A ideia era detectar o local exato onde o solo foi rompido durante o sismo. Eles compararam os dados obtidos com os resultados da medição feita com o aparelho em 2006 — antes do tremor, portanto — e descobriram que o abalo foi provocado por rachaduras simultâneas no nordeste da região, como nas falhas Borrego e Pescadores.

De acordo com Oskin, especialista em geologia, geomorfologia e geodinâmica, essa foi uma das primeiras áreas de ruptura que já haviam sido mapeadas com o scanner a ter imagens geológicas captadas logo após um terremoto. Ele explica, em entrevista ao Correio, que documentar a geometria e a mecânica de como as falhas geológicas se ligam dá aos cientistas uma ideia melhor da dimensão dos eventos que elas podem causar. “Com isso, descobrimos como os sistemas dessas falhas interagem e aumentam para uma zona de risco”, acrescenta. Ele adverte que o registro histórico de abalos sísmicos ainda é pequeno, mas necessário para compreender o que pode ocorrer no futuro.

A partir de que magnitude um terremoto pode se tornar perigoso?
Não há um número específico que revele a partir de quanto um tremor causa perigo para a população, já que não é só a magnitude que determina o poder de destruição de um terremoto, embora seja o primeiro fator determinante. Um abalo sísmico de magnitude 7,0 na Escala Richter pode ser catastrófico, como ocorreu no Haiti em 12 de janeiro de 2010. A tragédia deixou 220 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados. Mais de dois anos após a catástrofe, o país ainda não se recuperou das consequências do terremoto.
Por outro lado, o Brasil, que é notoriamente um país com poucos sismos — e, os poucos que ocorrem, normalmente são de baixa intensidade —, já teve um terremoto com epicentro no interior de seu continente com magnitude 7,1. O tremor, que aconteceu no Amazonas em 20 de junho de 2003, não causou nenhum dano, porque seu hipocentro foi a 500km de profundidade.

Outro fator determinante no poder de destruição dos terremotos, além da magnitude e profundidade do foco, é a qualidade das construções. Terremotos iguais e com a mesma distância de centros urbanos produzem, em diferentes países, resultados muito distintos. Tudo depende do quanto a população está preparada para enfrentá-los, como pôde ser observado nas tragédias ocorridas em 2010 no Haiti e no Chile.

Fonte: Correio Braziliense.

Cai desmatamento no Pantanal, na Mata Atlântica e no Pampa

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgou nesta quinta-feira (9) dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009. O monitoramento começou em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama. Os dados utilizados são baseados em mapas do satélite Landsat.

Confira o vídeo:


Fonte: NBR.

Satélite japonês vai continuar monitorando desmatamento na Amazônia em época chuvosa

Carregamento ilegal de madeira apreendido pelo Ibama, com apoio de satélite, em 2011 (Divulgação/Ibama)Ibama negocia com agência aeroespacial do Japão a continuidade da utilização do satélite ALOS

O governo brasileiro estuda renovar o contrato com a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (Jaxa) para a utilização do satélite ALOS no monitoramento e identificação de desmatamentos na Amazônia em períodos de alta cobertura de nuvens.

Em 2011, o ALOS foi usado pela primeira vez nas missões de fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O chefe de fiscalização da superintendência do Ibama no Amazonas, Jerferson Lobato, conta que o satélite foi fundamental para identificar áreas desmatadas especialmente no período chuvoso, quando as nuvens dificultam a identificação das áreas.

Em janeiro deste ano, o Ibama recomeçou a fiscalização no Amazonas, especialmente no Sul do Estado. Por enquanto, segundo Lobato, a fiscalização é aérea, sem ajuda de satélite. “O que a gente sabe é que o ALOS deverá ser renovado”, comentou.

Na semana passada, após visita do diretor-executivo da Jaxa ao Brasil, Hideshi Kozawa, o chefe do Centro de Sensoramento Remoto do Ibama disse que já está em negociação a continuidade do acordo de cooperação com a agência japonesa.

Uma das atividades desse novo acordo prevê a produção e validação de mapas de floresta e não-floresta e de biomassa vegetal da Amazônia e do Cerrado.

Nuvens
Por usar sistema de radar, o satélite japonês conseguia capturar imagens de áreas florestais devastadas, independente da quantidade de nuvens, complementando as informações obtidas por outros satélites empregados no monitoramento da Amazônia.

A partir das imagens do ALOS, técnicos do Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama identificaram mais de 2 mil polígonos de desmatamento em dois anos de análise de imagens de radar.

“Grande parte do sucesso do nosso trabalho e da redução do desmatamento é mérito da Jaxa”, declarou o diretor de Proteção Ambiental, Ramiro Hofmeister Martins-Costa, que, ao lado do chefe do Centro de Monitoramento Remoto, Edson Sano, participou da audiência entre o presidente do Ibama e a delegação japonesa.

Dinâmica
O governo brasileiro lançou o Programa de Proteção e Combate de Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), prevendo ações como presença mais constante na região, parceria da Polícia Federal, Ibama e demais instituições em operações de combate à exploração ilegal da floresta, monitoramento por satélite (o que inclui o acordo de cooperação com a Jaxa), entre outras.

Com o PPCDAM, os infratores mudaram a dinâmica. Deixaram de explorar grandes áreas de uma só vez, pulverizando os cortes (80% dos desmatamentos detectados em 2010 eram em áreas menores de 50 hectares).

Também anteciparam o corte da floresta para o início do ano, reduzindo a atividade na época seca (de julho e dezembro) para fugir ao olhar dos satélites ópticos que tinham a capacidade de detecção reduzida quando havia muitas nuvens. Esse problema pode ser contornado com o satélite ALOS. O diretor-executivo da Jaxa ficou impressionado com o aproveitamento das imagens do satélite japonês.

Fonte: A Crítica.

Agricultura de baixo carbono, um modelo brasileiro

Como surgiu o Programa ABC? Como ele funciona? Qual será o impacto econômicode sua adoção no Brasil? O assessor técnico da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CNA Nelson Ananias Filho respondeu essas e outras perguntas para você ficar por dentro do programa que vai revolucionar a agricultura brasileira. Veja abaixo:

Como surgiu o programa ABC? Explique um pouco sobre como ele funciona.

O programa surgiu da necessidade de criar linhas de financiamento e crédito específicos para incentivar a adoção de tecnologias que evitem a emissão ou capturem os Gases de Efeito Estufa (GEEs). O público alvo é formado por produtores rurais e suas cooperativas, inclusive, para repasse aos associados. Através da apresentação de um projeto técnico para uma instituição bancária, este público terá acesso a recursos financeiros, com juros e formas de pagamento diferenciados, e que possibilitem a adoção de práticas como a recuperação de áreas e pastagens degradadas, a implantação de sistemas orgânicos de produção agropecuária e a adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental.

-A agricultura de baixo carbono é baseada em um mecanismo chamado“sequestro” de carbono. Como ele funciona?

Funciona por meio da adoção das seguintes tecnologias:

Recuperação de pastagens degradadas: a recuperação e manutenção da produtividade das pastagens contribuem para mitigar a emissão dos gases do efeito estufa, o que permitiria também um aumento da capacidade de suportedessas pastagens, dos atuais 0,4 para 0,9 unidades animais por hectare (UA/ha), reduzindo a pressão pela conversão de novas áreas em pastagens.

Integração lavoura-pecuária-floresta(iLPF): Ossistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e os sistemas Agroflorestais (SAFs) são estratégias de produção sustentável que integram atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, e busca efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema. A expectativa é aumentar a área com sistemas iLPF e Sistemas Agroflorestais (SAFs) em 4 milhões dehectares.

Sistema Plantio Direto (SPD): Além de contribuir para o aumento da resiliência do solo, a adoção do SPD resulta na redução da emissão dos gases de efeito estufa, mediante redução da degradação de matéria orgânica do solo, de combustível fóssil pelo menor uso de maquinário e redução na adubação.

Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN): é amplamente reconhecida, pois, reduz os riscos para o meio ambiente pela redução de emissão de gases de efeito estufa, além de reduzir o custo da produção, elevar o conteúdo de matéria orgânica (seqüestro de carbono) e melhorar a fertilidade do solo.

Florestas Plantadas: A produção de florestas plantadas(econômicas) nas propriedades rurais poderá contribuir para a redução de 8 a 10 milhões de toneladas de CO2 eq, uma vez que a expansão dessa atividade deverá se dar sobre áreas de pastagens degradadas, onde há emissões oriundas da degradação de matéria orgânica no solo, e pela fixação de carbono na biomassa florestal.

A Adoção das tecnologias citadas propiciam a fixação de carbono no solo e nas plantas, além de reduzir as emissões dos GEEs.

- Na COP-15, o governo brasileiro divulgou o compromisso de reduzir entre 36,1% e 38,9% a emissão de CO2 até 2020. Como o programa ABC pode ajudar o Brasil a cumprir essas metas?

Os compromissos da agricultura referem-se a ações que implicarão em redução das emissões projetadas até 2020, entre 133 a 166 milhões t CO2 eq, por meio da adoção de tecnologias desenvolvidas e aperfeiçoadas pelos institutos de tecnologias agropecuárias.

-Quais são os principais desafios que o país vai ter que enfrentar para que o programa funcione como esperado?

O Brasil precisa continuar estimulando o desenvolvimento, com a produção crescente da agricultura, para gerar divisas com a exportação, mas, sobretudo, para alimentar a população brasileira. A questão ambiental associada com a redução das emissões de gases de efeito estufa são necessidades fundamentais no desenvolvimento do Brasil, o que concretiza diversos novos imperativos para os produtores e para a ação governamental. Será preciso enfrentar um duplo desafio: estimular o crescimento e reduzir as emissões de GEE e, para tanto, a agricultura brasileira dispõe de tecnologias mitigadoras dos gases de efeito estufa e que podem ser incorporados pelos agricultores no seu processo de produção.

-A agricultura de baixo carbono já é utilizada em outros países? Em quais? Como essa prática é vista no exterior?

Não temos notícias sobre políticas análogas a esta no mundo. O Brasil desenvolveu e aperfeiçoou estas tecnologias que já fazem parte da rotina de muitos proprietários rurais. O Programa apenas favorece a adoção destas tecnologias a quem ainda não teve acesso a elas.

-Qual será o impacto econômico da adoção da agricultura de baixo carbono no Brasil? Para o meio ambiente, não há dúvida deque ela é favorável, mas e para a economia? Ela é mais ou menos rentável que a agricultura tradicional?

As vantagens da adoção destas tecnologias sustentáveis são extremamente benéficas à economia. Por um lado, o produtor poderá incorporar ao processo produtivo as tecnologias sustentáveis para uma produção mais eficiente, que proporciona o aumento da renda através do incremento da produtividade e da diversificação da produção. Por outro, o país ganha agregando a variável ambiental em seus produtos de exportação, evitando a incidência de barreiras não tarifárias. Os benefícios do programa ABC em números poderão ser avaliados no final deste ano quando fecharemos o primeiro ciclo do programa, que com certeza será positivo.

Fonte: Agronotícias.

Mapas na rede

Nova ferramenta do IBGE permite visualização e análise de mapas interativos e é boa pedida para curiosos e entusiastas da cartografia e do geoprocessamento.

Captura de tela do SIG IBGE, lançado em janeiro. Uma das possibilidades da ferramenta é visualizar e interagir com o mapa da fauna ameaçada de extinção.“Vivemos hoje, na internet, uma espécie de era pós-Google Earth”. A opinião é da geógrafa Maria do Carmo Dias, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após o lançamento da ferramenta, em 1995, o acesso à informação geográfica se popularizou como nunca antes na história.

Desde então, cartografias on-line de toda sorte vêm aparecendo aqui e ali. A última delas merece destaque: é o novo Sistema de Informações Geográficas (SIG) do IBGE, disponível desde o início de janeiro na página da entidade na internet.

A interface estilosa e moderna é porta de entrada para uma série de mapas interativos – atraentes tanto para leigos quanto para especialistas. O usuário acessa mapas temáticos referentes a vários assuntos ligados à geografia. Clima, relevo, geologia, vegetação, fauna, biomas, potencial agrícola e por aí vai.

Breve tutorial
Mesmo os não iniciados na cartografia deverão se animar com a forma simples e intuitiva do aplicativo. Logo na página inicial, escolhe-se o mapa-base com o qual se quer trabalhar – digamos, o da Amazônia Legal, por exemplo.

Clicando ali em cima, em ‘camadas’, você verá opções para visualizar uma série de variáveis, como ‘estados’, ‘biodiversidade’, ‘hidrografia’, ‘terras indígenas’, ‘geologia, ‘áreas preservação’ e dezenas de outras opções concernentes à área em questão.

Digamos que você queira estudar a biodiversidade de um determinado local. Após visualizar a camada correspondente, basta selecionar a opção ‘identificar’ e clicar sobre uma região específica do mapa. Se você selecionou as imediações do município de Itaituba (PA), por exemplo, uma nova página como esta lhe trará as informações mais atuais e completas de que dispõe o IBGE. Ou seja, o SIG não deixa de ser, também, uma ótima enciclopédia em forma de mapa.

Não é preciso ser expert em geoprocessamento para utilizar a ferramenta, que tem grande potencial didático
Nos dois ou três primeiros minutos, você pode achar um pouco difícil. Mas logo se acostuma com a lógica da ferramenta. E, em pouco tempo, será capaz de espacializar praticamente qualquer dado de seu interesse.

O geógrafo Marciel Lohmann, da Universidade Federal do Paraná, aprovou a ferramenta. “Não é preciso ser nenhum expert em geoprocessamento para utilizá-la”, afirma. “Vejo nela um ótimo potencial didático, para alunos de ensino básico e mesmo de graduação.”

Também para iniciados
Usuários avançados em geoprocessamento também vão gostar do novo SIG on-line. Afinal, poderão inserir novas informações baixadas de outros bancos de dados (tomando, é claro, os devidos cuidados quanto à compatibilidade dos sistemas de projeção cartográfica).

Outra funcionalidade que se destaca é a confecção de mapas. Após selecionar as informações desejadas, pode-se exportar a visualização em formato de imagem – com direito a escala, legendas e bom acabamento estético.

Fica a dúvida: será que a precisão cartográfica é acurada o bastante? Pode não ser suficiente para usos militares ou geodésicos, mas para consultas diárias e elaboração de mapas gerais está excelente. E é de graça.

Cenário atual
Há vários softwares especializados em cartografia e geoprocessamento. Mas normalmente são bastante complexos; ou são caríssimos. Ou, na pior das hipóteses, somam esses dois atributos.

Opção gratuita – excelente, mas só para especialistas – é o velho e bom Spring, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Alternativa mais amigável é o ArcGIS, já consagrado líder no segmento. Seu pequeno inconveniente é o preço. A versão original básica da plataforma não custa menos de R$ 5 mil.

O público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética
A propósito, a interface do SIG foi resultado de uma parceria entre o IBGE e o Instituto de Pesquisa em Sistema Ambiental (ESRI, na sigla em inglês), desenvolvedor do ArcGIS. Ou seja, o público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética.

Outras opções gratuitas disponíveis na rede são o i3Geo Mapserver, o ArcGIS Online e o Geocommons. Mas, na verdade, o SIG IBGE parece superar todas elas (pelo menos para o público brasileiro).

Mesmo com suas limitações – de fato, procedimentos mais avançados de geoprocessamento continuam disponíveis somente nos softwares especializados –, o sistema é mais que suficiente para consultas cotidianas da navegação nossa de cada dia.

Fonte: Ciência Hoje.

GPS europeu terá super foguete para levar quatro satélites

Satélite da categoria Capacidade Operacional Plena, a próxima família do Galileo a ser lançada. [Imagem: OHB]Satélites e foguete

A ESA (agência espacial europeia) assinou o contrato para a construção de mais oito satélites Galileo, cuja constelação criará a versão europeia do GPS norte-americano.

Para adiantar a instalação do GPS europeu, a ESA também firmou um acordo para modificar o foguete Ariane 5, para que ele possa transportar até quatro satélites de uma só vez.

O contrato para a construção e teste dos satélites Galileo foi entregue a um consórcio liderado pela OHB System AG, em Bremen, na Alemanha, que tem como parceira a Surrey Satellite Technology Ltd (SSTL), em Guilford, Reino Unido.

A OHB é responsável pela plataforma dos satélites e pela integração, enquanto a SSTL constrói o equipamento de navegação.

Em Janeiro de 2010, este mesmo consórcio já tinha conseguido o contrato para a construção dos 14 satélites anteriores.

Super foguete
A ESA também assinou dois contratos com a Astrium, em França, para a modificação do Ariane 5 modelo ES, criando numa variante mais potente, de forma que o foguete seja capaz de lançar até quatro satélites Galileo de uma só vez, em uma órbita considerada média.

O Ariane 5 ES está sendo usado atualmente no lançamento do Veículo de Transferência Automatizado para a Estação Espacial Internacional, a cerca de 380 km de altitude, mas exige mudanças e requalificações para colocar satélites a uma altitude de mais de 23.000 km, como é o caso do Galileo.

Será necessário também desenvolver um equipamento para transportar e liberar o conjunto de quatro satélites nas suas órbitas.

O lançador requalificado, chamado de Ariane 5 ES Galileo, deverá estar disponível na segunda metade de 2014, ao lado do atual Soyuz, na Guiana Francesa.

Relógios atômicos
Os satélites do sistema europeu Galileo combinam os melhores relógios atômicos já lançados ao espaço – o erro é de apenas um segundo em três milhões de anos – com um potente transmissor capaz de transmitir sinais de navegação muito precisos.

A constelação Galileo começou a tomar forma em 21 de Outubro de 2011, quando os primeiros dois dos quatro satélites de Validação em órbita (IOV) foram lançados. Os dois estão funcionando de acordo com o esperado. Os dois que faltam serão lançados até Março. Seguir-se-á o lançamento dos satélites de Capacidade Operacional Plena (FOC), que já estão sendo construídos pela OHB e pela SSTL.

Fonte: Inovação Tecnológica.

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