Informações unificadas ajudam na gestão pública

Prefeituras de Joinville (SC) e de São José do Rio Preto (SP) aperfeiçoam serviços com a adoção do geoprocessamento.

O modelo de gestão por meio de sistemas de informação tem ajudado muitas prefeituras a melhorar a arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

E de olho no potencial do geoprocessamento, em que é possível traçar um mapa atualizado da área de um município, muitas governanças ampliaram o uso desse sistema para além da secretaria de planejamento.

É o caso da prefeitura de Joinville, em Santa Catarina que utiliza os serviços nas sete principais secretarias do município. Segundo Celso Voos Vieira, gerente da unidade de gestão da Secretaria de Planejamento (Seplan), o uso do geoprocessamento teve início em 2007.

“O motivo principal era o fator tributário, mas percebemos que seria importante ter a adesão das secretarias.”

Com investimento de R$ 1 milhão em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a prefeitura implantou o sistema na saúde, educação e meio ambiente.

“A imagem do município ajuda a melhorar a tomada de decisão, o que resulta em uma margem de erro menor”, avalia.

Lúcio Graça, sócio diretor da Imagem, empresa de Sistemas de Informações Geográficas avalia que na saúde é possível estabelecer os locais ideais para instalação de unidades de atendimento e hospitais.

“É possível balancear a distribuição de remédios com base no perfil etário da população (crianças e idosos), ainda, no âmbito epidemiológico, pode-se identificar focos de dengue, área de ação do mosquito e estratégias de atuação do poder público.”

Já na educação, o executivo destaca que é possível balancear número de vagas em creches e escolas conforme a localização das residências dos alunos bem como posicionar bibliotecas e parques. “Por meio da tecnologia os tomadores de decisões, forças policiais, entre outros, conseguem rapidamente reagir a calamidades protegendo a população”, alerta.

Em Joinville, Vieira conta que o multiuso evita surpresas, além de ajudar a unificar as informações. “Cada secretaria gerava sua informação e muitas vezes elas eram divergentes.”

O gerente de gestão também conta que foi solucionado um problema de transporte escolar. “Fizemos o cadastro dos alunos e por meio do mapa identificamos as escolas mais próximas. Dessa forma, conseguimos reduzir gastos com transporte dos alunos, que atualmente é oferecido pela prefeitura.” Além disso, destaca que houve o cadastro de professores, para que fossem alocados em unidades mais perto de suas residências.

Já na secretaria de meio ambiente, Vieira explica que foi possível delimitar as áreas de preservação ambiental. “Agora é impossível construir sem que a prefeitura saiba se o local possui restrição ambiental.”

Diante do bom resultado, o gerente ressalta que a meta é transferir a tecnologia para 100% da administração pública.

“Já fizemos o mapeamento de todo o perímetro urbano e recentemente adotamos na zona rural.” A expectativa da prefeitura é que as imagens sejam atualizadas a cada dois anos.

Plano de gestão disseminado
O processo de multiuso do geoprocessamento também está sendo utilizado na prefeitura de São José do Rio Preto, em São Paulo. De acordo com Carlos Henrique Souza, gerente de geoprocessamento da Empresa Municipal de Processamento de Dados (Empro), o mapa virtual é utilizado por quase todas as secretarias.

No caso da saúde, Souza conta que é possível identificar os locais com maior incidência de casos de doenças.

“Por meio do mapa cruzamos informações socioeconômicas e regiões ambientais e assim podemos planejar ações.”

Diante da demanda das prefeituras, a Imagem prevê um faturamento de R$ 85 milhões em 2011, motivado principalmente pelo multiuso do geoprocessamento.

Fonte: Brasil Econômico.

Nova tecnologia permite mapeamento detalhado das florestas

Sistema de monitoramento desenvolvido pelo Instituto Carnegie para Ciência detecta minuciosamente biodiversidade das florestas, composição do solo e captura de carbono, e pode auxiliar na preservação de ecossistemas.

Já diz uma máxima popular que para preservar é necessário conhecer. Se o ditado for verdadeiro, o novo sistema de monitoramento florestal criado pelo Instituto Carnegie para Ciência, que oferece um mapeamento detalhado para a vegetação, promete ser de grande valia para a conservação da natureza. Resta saber se essa tecnologia será realmente utilizada para ajudar a manter de pé nossas florestas e alimentar nossa esperança de um futuro mais verde.

O Airborne Taxonomic Mapping System (Sistema de Mapeamento Taxonômico Aéreo – AtoMS) foi idealizado por Greg Asner, pesquisador do Instituto Carnegie, a partir Carnegie Airborne Observatory (Observatório Aéreo Carnegie – CAO), e consegue captar imagens individuais de árvores a uma taxa de 500 mil ou mais por minuto, permitindo aos cientistas criar um mapa tridimensional de alta resolução da estrutura física, química e ótica da floresta.

De acordo com Asner, o sistema, utilizado na Amazônia, visa sobretudo medir a biodiversidade das florestas. “A ideia era medir as coisas que os botânicos medem no solo para avaliar a biodiversidade. Não havia tecnologia que pudesse medir cada uma das características que precisávamos, então decidimos unir tecnologias que estavam perto de fazer algumas dessas coisas. Ao longo disso, desenvolvemos algumas tecnologias novas”, declarou o cientista.

Uma dessas tecnologias é conhecida como LiDAR, e é constituída por dois lasers que penetram a vegetação e chegam até o solo, retornando com informações sobre a estrutura florestal. Dependendo da altitude do avião onde o LiDAR é transportado, os sensores podem mapear a floresta com resoluções que variam de 10 centímetros a um metro, o que torna possível analisar detalhadamente a diversidade vegetal.

Além da vegetação, essa tecnologia também é muito eficiente para captar informações sobre a estrutura, elevações e relevos do solo, a biomassa da floresta, bacias hidrográficas e hidrovias e até a quantidade de carbono armazenada na vegetação e no solo.

Mas para identificar as estruturas captadas pelo LiDAR, inclusive aquelas que não podem ser vistas a olho nu, os cientistas precisam conhecer as características e espécies da região rastreada. Para isso, eles utilizam o sensor VSWIR Imaging Spectrometer (VSWIR Espectrômetro de Imagem).

Esse sensor pode detectar dezenas de sinais da vegetação, incluindo as concentrações de pigmentos fotossintéticos, o teor de água das folhas e os compostos estruturais como a lignina, a celulose, o fósforo e outros micronutrientes, que podem ser utilizados para distinguir as espécies de plantas e outras questões relacionadas à condição das florestas.

“Quando as folhas interagem com a luz do sol, os compostos se curvam, esticam e vibram em padrões e taxas diferentes. Essas taxas diferentes levam a diferentes dispersões de luz. Essa é a porta de entrada para entender a química do sistema. Podemos fazer um mapa de onde as árvores estão crescendo mais rápido. O espectrômetro é uma importante descoberta”, explicou Asner.

Porém, para obter esse conhecimento, os pesquisadores precisam primeiro fazer um trabalho de campo para coletar informações sobre as propriedades das plantas e coloca-las em uma base de dados, que alimenta a biblioteca do sistema.

Na Amazônia, a equipe de Asner fez um trabalho de campo para reunir informações de cerca de cinco mil espécies de plantas. “Temos a melhor equipe de alpinistas de árvore do mundo. Eles podem escalar 75 árvores por dia, realizando a amostragem total”, afirmou o cientista.

Com o novo sistema, é possível identificar as características da vegetação de regiões onde o homem não pode chegar, pois a partir das amostras coletadas, é possível verificar a diversidade de espécies em outros locais da Amazônia. “Estamos analisando a biodiversidade em regiões que nunca haviam sido colocadas no mapa da ciência”, diz Asner.

Além de servir para mapear a biodiversidade da região, o novo sistema poderá ajudar a mensurar o armazenamento de carbono na vegetação e no solo – auxiliando o desenvolvimento de programas como a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD) – e a taxa de crescimento da vegetação – contribuindo para o monitoramento de preservação e conservação florestal.

“A floresta que tem solos do Pleistoceno retém 20% menos carbono. A única forma de saber isso é pelo sensor. Visualmente, tudo parece igual visto de cima”, exemplifica Asner. “Com suas capacidades expandidas, o novo CAO nos ajuda a entender a química, estrutura e biodiversidade da floresta. Ele também pode fornecer indicações da saúde florestal – incluindo evidências de estresse hídrico – assim como potenciais ameaças da atividade humana”.

No entanto, para aplicar a nova tecnologia em outras florestas, os cientistas garantem que serão necessários mais estudos. “A diversidade botânica nos dois lugares onde trabalhamos foi muito bem documentada. No entanto, aplicar esse método em uma nova área vai requerer levantamento de dados em campo”, disse Pete Lowry, diretor do Departamento da África e Madagascar do Jardim Botânico Missouri e que trabalhou com Asner em pesquisas anteriores.

Ainda assim, outros estudiosos acreditam que a nova tecnologia pode ser particularmente útil na realização de avaliações biológicas em áreas desconhecidas. “Qualquer ferramenta que dê uma aproximação de primeira ordem sem os altos custos de trazer uma grande equipe de expedição vai ser uma ferramenta valiosa”, argumentou o ecologista Adrian Forsyth, fundador e líder da Associação de Conservação da Amazônia.

Fonte: Envolverde.

Tecido tecnológico traz GPS embutido que ajuda na localização de pessoas

Agência Espacial Europeia criou uma antena de localização leve, a prova d’água e que pode ser colocada em roupas

Antena em pedaço de tecido
Nos dias de hoje, nos quais o GPS tornou-se algo tão popular, é quase impossível imaginar que alguém ainda possa se perder para sempre em alguma parte do mundo. Mas a Agência Espacial Europeia (ESA) criou um pequeno pedaço de tecido que pode ajudar na sua localização, evitando, assim, qualquer tipo de problemas.

A Agência desenvolveu uma antena impermeável, flexível e que se parece com um pequeno quadrado de tecido comum. Dessa forma, ela pode ser instalada em qualquer peça de roupa.

A antena trabalhará em conjunto com um satélite de busca e resgate chamado Cospas-Sarsat, que já ajudou a resgatar mais de 26 mil pessoas, segundo a própria ESA. O funcionamento será idêntico ao de equipamentos usados por aventureiros, que são ativados em casos de emergência. Porém, o tecido usará frequência baixas para operação.

Segundo Peter de Maagt, engenheiro da ESA, “a antena pode funcionar em condições extremas no oceano, o que torna essa tecnologia bastante útil”. Os testes feitos apontaram que uma pessoa perdida pode ser encontrada em apenas alguns minutos, se estiver vestindo a nova tecnologia.

Fonte: Olhar Digital.

NASA divulga novo mapa digital da Terra

Ele abrange 99% da massa terrestre e foi feito em pareceria com o Japão
Precisão de suas imagens permite visualizar lagos com apenas 1km - o que é muito pequeno para os padrões espaciais

A NASA divulgou uma nova versão do mais completo e detalhados modelo digital dos relevos terrestres.

Feito em parceria com o Japão, o mapa 3D da topografia do planeta abrange 99% da massa terrestre, cobrindo de 83º latitude norte a 83º latitude sul.

Sua precisão permite visualizar lagos muito pequenos (para os padrões espaciais), de apenas 1 km.

Os dados para obtenção do mapa forma coletados com o instrumento japonês ASTER, a bordo do satélite Terra. O ASTER é um dos cinco instrumentos lançados ao espaço em 1999; ele faz imagens de comprimentos de luz visíveis e infravermelhos, com resolução entre 15 e 90 metros. O modelo das elevações foi criado com o pareamento de duas imagens 2D.

A primeira versão do levantamento foi divulgada em junho de 2009; agora, o novo modelo possui 260 mil imagens a mais e está disponível online, de graça na página da NASA ou do Japão.

Fonte: Exame.

África, enfim, chega ao espaço

Os debates sobre o uso e a exploração do espaço chegaram à África. Estamos no ano 54 da Era Espacial, inaugurada em 4 de outubro de 1957 pelo primeiro satélite feito pela mão humana, o Sputnik I, lançado pela União Soviética.

(*) José Monserrat Filho

Neste ano da graça de 2011, pela primeira vez na história, o continente africano acolheu o mais importante encontro global sobre questões espaciais: o 62º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado na Cidade do Cabo, na África do Sul, de 2 a 7 de outubro.

Foi um megaevento. Seu tema central fala por si próprio: “African Astronaissance”. Ou, em outras palavras: “O Nascimento das Atividades Espaciais na África”. Veio gente do mundo inteiro. Participaram mais de dois mil pesquisadores, especialistas, autoridades governamentais, empresários, estudantes de muitas dezenas de países, de todos os continentes.

O presidente do Conselho de Assuntos Espaciais da África do Sul, Peter Martinez, também presidiu o Comitê Local de Organização do Congresso. Falando correntemente o português, ele ressaltou que a África vive um tempo muito especial de avanço dos programas espaciais: “Estamos assistindo ao surgimento de muitas agências espaciais no continente e também ao fortalecimento da cooperação espacial entre os países africanos”.

Espaço no Plano de Inovação de 10 anos – “Cresce o número de países africanos envolvidos com tecnologias espaciais, e por boas razões”, reiterou o ministro da indústria e do Comércio da África do Sul, Rob Davies, na abertura do Congresso, marcada por um espetáculo musical de rara beleza e criatividade.

E explicou: “Grande quantidade de problemas no esforço de desenvolvimento do continente africano pode se beneficiar com a aplicação de tecnologias de base espacial. Isso inclui desafios nas áreas de segurança alimentar, energia, recursos hídricos, telecomunicações e navegação.”

O Plano de Inovação de 10 anos, elaborado pelo Departamento (Ministério) de Ciência e Tecnologia e aprovado pelo Governo sul-africano, considera a C&T espacial como um dos cinco maiores desafios a serem enfrentados para promover a economia do conhecimento no país, afirmou, também no ato de abertura, a ministra do setor, Naledi Pandor, ex-ministra da Educação, a quem subordina-se a Agência Espacial da África do Sul (SANSA).

Atraso, nem pensar – A Estratégia Nacional para o Espaço, elaborada pela SANSA como base do futuro Programa Espacial da África do Sul, concentra-se, em especial, no desenvolvimento de micro satélites, porque busca “alavancar os benefícios da ciência e tecnologias espaciais para o crescimento sócio econômico e o desenvolvimento sustentável”.

A ministra Pandor apresenta a Estratégia Nacional para o Espaço, asseverando que “não podemos nos dar ao luxo de atrasar o desenvolvimento do setor” e que “os próximos cinco anos serão cruciais para garantir que a África do Sul não caia fora da tela de radar devido ao capital humano corroído e à infraestrutura envelhecida”.

A líder acrescenta: “A ciência e a tecnologia espaciais serão usadas como plataforma para prover dados e serviços essenciais a ampla série de aplicações, que vão desde a pesquisa e o desenvolvimento até serviços comerciais. Serão usadas ainda como instrumentos para a monitorar e avaliar recursos essenciais no território nacional, considerados importantes nos processos de tomada de decisões e capazes de apoiar o desenvolvimento sócio econômico sustentável”.

Prioridades sul-africanas

A estratégia espacial sul-africana define três prioridades-chave: proteção ambiental e gestão dos recursos naturais; saúde, proteção e segurança para as comunidades sul-africanas; e estímulo à inovação, maior produtividade e crescimento econômico através da comercialização.

Para realizar tais prioridades delineiam-se três tipos de programas: temático (observação da Terra, navegação, comunicação, ciência espacial e exploração); funcional (tecnologias críticas, missões de desenvolvimento, missões operacionais e missões de aplicação); e de apoio (desenvolvimento de capital humano, infraestrutura e parcerias internacionais).

Detalhe crucial: segundo a estratégia espacial, ao se assumirem essas iniciativas, permanece como desafio manter a opinião pública engajada e animada diante do panorama espacial em transformação: “O que devemos evitar é implementar tais iniciativas sem o apoio e a compreensão do grande público, pois elas foram concebidas com base na perspectiva do desenvolvimento sócio econômico destinado a atingir, no final, a mais ampla população.”

Espaço Brasil-África do Sul
Neste contexto, os presidentes das Agências Espaciais da África do Sul e do Brasil, respectivamente, Sandile Malinga e Marco Antônio Raupp, tiveram, em 6 de outubro, um primeiro encontro muito cordial e produtivo para trocar informações e ideias sobre cooperação bilateral.

Ficou claro o enorme interesse de ambos no desenvolvimento conjunto de micro satélites nos campos do clima espacial e da observação da Terra. Técnicos brasileiros e sul-africanos já se encontraram em 2010, no âmbito do IBAS (Fórum Índia, Brasil e África do Sul), de onde emergiu um relatório inicial sobre as possibilidades, a oportunidade e o desejo mútuo de colaboração em torno dos referidos satélites. Esse documento incentiva e facilita a retomada das conversações.

Daí que os dois presidentes acertaram uma videoconferência para tão logo sejam feitas as consultas internas necessárias – provavelmente na primeira quinzena de novembro.

Os dois países coincidem na urgência de tirar o máximo proveito das benesses do espaço para o desenvolvimento nacional.

Política e Direito Espacial na África

Cabe frisar que o Instituto Internacional de Direito Espacial¹ (IIDE), promotor do colóquio anual a respeito de questões do direito das atividades espaciais, promoveu este ano durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em 5 de outubro, uma sessão especial sobre “África: Direito Espacial e Aplicações – Passado, Presente e Futuro”.

A maioria dos trabalhos apresentados na ocasião abordou problemas relativos à observação dos recursos naturais e o acesso aos dados produzidos pelos sistemas de sensoriamento remoto a partir do espaço exterior.

Houve trabalhos também sobre os marcos jurídicos das atividades espaciais já criados e a serem criados pelos países africanos, bem como sobre as relações entre a África e o desenvolvimento progressivo do direito espacial, além da visão dos juristas africanos frente a esse novo ramo do direito internacional.

Sylvia Ospina, advogada colombiana residente em Miami, EUA, conhecida consultora para questões de telecomunicações e direito espacial, participou da sessão com um trabalho extremamente original sobre “O ‘gap’ digital e as atividades espaciais no Hemisfério Sul”, que compara as situações existentes, nesse setor, na África e na América Latina.

Sylvia lembrou as lutas e aspirações dos países em desenvolvimento no passado recente, inclusive na área espacial, e concluiu: “Hoje, 40 anos mais tarde, enquanto centenas de satélites estão disponíveis para as comunicações, o ‘gap’ digital é aproximadamente tão amplo quanto era nos anos 70″. A seu ver, a cooperação internacional e a boa vontade (good will) são fundamentais para o êxito das missões espaciais, inclusive dos projetos de telecomunicação e de tecnologias da informação e comunicação (TICs), em que se apoiam os satélites para superar o fosso digital entre o Norte e o Sul”.

Espaço exclusivo para fins pacíficos – Um dos pontos altos da programa de 2011 do Instituto Internacional de Direito Espacial foi a conferência (Nandasiri Jasentuliyna² Keynote Lecture) proferida pelo Juiz da Corte Internacional de Justiça, Abdul Koroma, como parte da sessão dedicada aos novos pesquisadores da área de direito espacial. Natural de Serra Leoa, país situado no oeste da África, o Juiz Koroma atua há mais de 10 anos do Juri Simulado sobre casos espaciais, promovido anualmente pelo IIDE desde 1992.

Em sua aplaudida palestra, o Juiz Koroma criticou a instalação de armas em órbitas da Terra e defendeu o uso e a exploração do espaço exclusivamente para fins pacíficos. E propôs o conceito de “soberania da humanidade”, que, cada vez mais, precisa ser respeitada pelas “soberanias nacionais”, em benefício da vida e do progresso de toda a comunidade internacional.

Referências:

1) O Instituto Internacional de Direito Espacial (Internacional Institute of Space Law – IISL), fundado em 1960, é uma das instituições especializadas que compõe a Federação Internacional de Astronáutica (International Astronautical Federation – IAF), ao lado da Academia Interncional de Astronáutica (International Acadey of Astronautic – IAA). Visite o site da IAF: ; o site da IISL: ; e o site da IAA: .
2) Nandasiri Jasentuliyna, nascido em Bangladesh, foi presidente do Instituto Internacional de Direito Espacial () e também dirigiu o Escritório das Nações Unidas sobre Assuntos do Espaço Exterior (United Nations Office on Outer Space Affairs – UNOOSA).

(*) José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Fonte: Portal Vermelho.

EUA boicotaram o programa espacial do Brasil nos anos 90

Em um dos telegramas, o Itamaraty associou a ação norte-americana a um atraso de quatro anos na produção e lançamento de satélites

Telegramas confidenciais do Itamaraty revelam que os EUA promoveram embargo e “abortaram” a venda, por outros países, de tecnologia considerada essencial para o programa espacial brasileiro na década de 1990.

Em um dos telegramas, o Itamaraty associou a ação norte-americana a um atraso de quatro anos na produção e lançamento de satélites.

A pressão norte-americana sobre o projeto espacial já foi ressaltada por especialistas brasileiros ao longo dos anos, e um telegrama do Wikileaks divulgado em 2010 indica que ela ainda ocorria em 2009. Os documentos agora liberados permitem compreender a origem e o alcance do embargo, assim como a enérgica reação do Brasil.

Em despacho telegráfico de agosto de 1990, o Itamaraty afirmou que a ação norte-americana começara três anos antes, por meio de “embargos de venda de materiais”, impostas pelos países signatários do RCTM (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) –um esforço voluntário entre países, de 1987, para coibir o uso de artefatos nucleares em mísseis.

O Itamaraty incluiu o bloqueio dos EUA como um dos motivos para o atraso na entrega do VLS (Veículo Lançador de Satélites), que deveria estar pronto em 1989. O primeiro teste de voo foi em 1997.

Além do VLS, o programa espacial previa a construção de quatro satélites, dois para coleta de dados e dois para sensoriamento remoto.

O Brasil só aderiu ao acordo em 1995. Os telegramas revelam que, um ano depois, o diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, Reginaldo dos Santos, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), informou ao Itamaraty que os EUA negaram o pedido para importar transmissores para uso em foguetes brasileiros.

O Itamaraty orientou seu embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima, a manifestar “estranheza e preocupação” ao governo dos EUA. A medida dos EUA só foi revista meses depois.

José Israel Vargas, ministro da Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1998, confirmou à Folha as gestões dos EUA para prejudicar o programa espacial brasileiro.

“Houve sim pressão americana para qualquer desenvolvimento de foguetes, contra nós e todo mundo [que o fizesse].” Segundo ele, países avançados na área, que ajudavam outros a criar seus programas espaciais, como a França fez com o Brasil, também eram pressionados.

A Embaixada dos EUA em Brasília, quando procurada em agosto pela Folha, não comentou os telegramas do Itamaraty, mas elogiou a divulgação dos documentos.

Fonte: Correio do Estado.

Agricultura apresenta mapas das principais atividades agrícolas de SP

ateriais são importantes ferramentas para auxílio de pesquisadores e estudantes

Os Mapas foram elaborados com aplicativos de sistemas de informações geográficas. Eles reunem as principais culturas do Estado de acordo com o Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agrícola do Estado de São Paulo (UPA). Estes mapas são importantes ferramentas para auxílio de pesquisadores e estudantes.

Para visualizar os mapas clique aqui.

Fonte: SP Notícias.

Paraná terá plano diretor para os próximos 10 anos

Remuneração fixa para presidente e diretor de futebol, além da criação de um Conselho Gestor são as principais novidades

Além do projeto para o futebol de 2012, o Paraná está elaborando um “plano diretor”, que irá traçar as metas e conduzir as ações do Tricolor na próxima década.

O plano está sendo criado por um grupo de 16 pessoas ligadas ao clube, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Ele deve ser concluído até a próxima semana e precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo para entrar em vigor.

“Aprovado, independente de quem seja o próximo presidente, terá que seguir essas diretrizes no clube”, garantiu o presidente do Tricolor, Aramis Tissot. Os dirigentes paranistas não quiseram especificar quais serão estas diretrizes.

Um dos pontos deve ser a profissionalização do futebol. O presidente e o diretor de futebol do clube passariam a receber um salário fixo para exercer suas funções. Outro aspecto do “plano diretor” é transformar a diretoria em um Conselho Gestor. Para isso, seria necessário alterar o estatuto do clube.

Para o atual presidente, Aramis Tissot, todos essas mudanças visam melhorar a gestão do clube. De acordo com ele, já na próxima temporada, a situação financeira do Tricolor estará melhor. Segundo Tissot, o pagamento, no final do ano passado, de R$ 2 milhões ao Vitória, na ação envolvendo a dispensa do atacante Flávio Guilherme, e os R$ 560 mil pagos em ações trabalhistas prejudicaram a montagem do elenco em 2011.

“Se nós não tivéssemos tidos esses problemas a situação não teria sido tão ruim. Esse dinheiro que tivemos que pagar fez falta e tenho certeza que ano que vem não será assim”, afirmou.

Segundo o presidente, a ideia é manter 15 jogadores do atual elenco (8 possuem contrato para o ano que vem), utilizar seis jogadores da base e contratar outros seis. “Se nós aproveitarmos os jogadores do atual elenco, não precisaremos fazer muitas contratações. Começaríamos o próximo ano de uma forma diferente do que temos feitos nos últimos anos”, projeta Tissot.

Fonte: Gazeta do Povo.

Rússia aumentará o número de satélites orbitais

Está concluída a implantação da constelação GLONASS da Rússia, declarou o chefe da agência espacial russa, Vladimir Popovkin: “Hoje este grupo de satélites é verdadeiramente global e está pronto para determinar a localização do objeto com grande precisão a qualquer momento, em qualquer lugar do mundo”.

De acordo com Popovkin, até 2015, a GLONASS aumentará o número de satélites dos atuais 24 para 30 aparelhos. “Pretendemos nos concentrar na criação de novos meios de sensoriamento remoto, navegação, avisos de emergência, meteorologia, e sistemas de comunicação. Esta posição é coordenada por todos os ministérios”, disse Popovkin.

Fonte: Voz da Rússia.

Conheça programas gratuitos para a criação de mapas para GPS

Veja também comunidades de usuários que compartilham trilhas.

* Ronaldo Prass
GPX Editor é um editor gratuito de mapas para GPS (Foto: Reprodução)
Com a popularização dos dispositivos de posicionamento global, também conhecidos pela sigla GPS (Global Positioning System), os motoristas contam com uma poderosa ferramenta de navegação para trafegar por ruas e estradas.

Dependendo do modelo de GPS, as funcionalidades não se restringem a fornecer a localização e orientação do trajeto, pois já estão disponíveis no mercado aparelhos com sintonizador de TV Digital, comandos de voz, reprodução de DVD, rádio com amplificador embutido e conexão 3G. Os principais modelos de smartphone também já oferecem a funcionalidade de GPS com a mesma confiabilidade.

Porém, para um aparelho de GPS ser realmente útil, ele já deve dispor de uma quantidade significativa de mapas carregados em sua memória interna. Os fabricantes geralmente disponibilizam centenas de mapas, que, de acordo com a região em que o proprietário estiver, são os mais relevantes para auxiliá-lo durante o deslocamento. Se não forem suficientes, o proprietário também pode adquirir pacotes de mapas adicionais e carregá-los no GPS.

Mas que tal poder criar, alterar e compartilhar os seus próprios mapas de localização? Nesta coluna, irei apresentar ferramentas gratuitas que auxiliam na edição e customização de mapas para aparelhos de GPS.

Programas de edição
Criar um mapa de GPS não é uma tarefa tão fácil assim. Por isso é importante contar com uma ferramenta de edição que descomplique essa tarefa. Entre as ferramentas gratuitas disponíveis, duas excelentes alternativas são o Viking, que possui versão de instalador para os sistemas operacionais Windows, Linux e Mac OS X. Já o GPX Editor possui instalador somente para o sistema operacional Windows.

Para personalizar uma trilha com o Viking, conecte o aparelho no PC, abra o programa e clique em File>Acquire>From GPS> o seu modelo de GPS. Aguarde enquanto o programa importa os dados da memória do dispositivo. Também é possível criar uma trilha usando o serviço do Google. Nesse caso, selecione a opção “Google Directions”, então informe a origem e o destino. São os mesmos parâmetros informados no Google Maps. Aguarde alguns instantes enquanto o programa gera a trilha.

O programa permite a adição de novas camadas para os TrackWaypoint. Ao término da edição, salve o arquivo. É recomendável exportar as trilhas no formato GPX, que é o apropriado para transferir dados entre aplicações.
O OpenStreetMap é um serviço que permite editar e compartilhar mapas no próprio site (Foto: Reprodução)
Compartilhar mapas
Existem comunidades de usuários que se organizam voluntariamente para produzir e compartilhar mapas. Para participar dessas comunidades, o requisito básico é a disposição de também contribuir, na medida do possível, com o acervo de mapas.

Entre as comunidades no Brasil, o projeto Tracksource conta com milhares de colaboradores que contribuem para a criação de um dos maiores e mais atualizados mapas do Brasil para GPS. No site do projeto é possível fazer o download de um programa para visualizar os mapas no PC ou no Mac, além de estarem disponíveis gratuitamente centenas de mapas.

Fora do Brasil, uma outra alternativa de desenvolvimento colaborativo de mapas é o OpenStreetMap. Nesse serviço, é possível visualizar, editar e usar os dados geográficos do mundo todo. Os mapas criados no OpenStreetMap podem ser exportados no formato XML OpenStreetMap, Imagem, HTML para embutir e Imagem Osmarender. Também é possível criar trilhas de GPS e também baixar trilhas de GPS criadas por outros usuários.
O Garmin Voice Studio é um editor de mensagens de áudio para os GPS da marca Garmin (Foto: Reprodução)
Editar mensagens de áudio
É possível alterar as orientações em áudio que são reproduzidas pelo aparelho de GPS da marca Garmim. Para isso, baixe e instale o Garmin Voice Studio.

Para a edição das orientações, é preciso estar atento ao real significado, já que elas originalmente estarão em inglês. Se caso o vocabulário for alterado erroneamente, as mensagens reproduzidas pelo GPS também ficarão erradas.

* Ronaldo Prass é programador de sistemas sênior e professor de linguagens de programação em cursos de extensão universitários. É ao mesmo tempo um entusiasta do software livre e macmaníaco. Nem por isso deixa de conferir o que está rolando nas outras tecnologias. Na coluna “Tira-dúvidas”, ele vai dar dicas para tornar o uso do computador mais fácil e divertido, além de responder as dúvidas dos leitores na seção de comentários.

Fonte: G1.

Subscribe: Entries | Comments

Copyright © GEOeasy – Geotecnologias & Meio Ambiente 2012 | GEOeasy – Geotecnologias & Meio Ambiente is proudly powered by WordPress and Ani World.