China lançará primeira pesquisa nacional de geoinformação

A China lançará no próximo ano a primeira pesquisa nacional sobre as condições geográficas do país.

A pesquisa, com um investimento de cerca de 1,1 bilhão de yuans (US$ 175 milhões), durará três anos para monitorar as condições naturais e geográficas da China relacionadas aos seres humanos, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação.

As informações colecionadas incluirão a superfície territorial, as regiões geológicas, as características topográficas e geomórficas do país, assim como as redes de estrada e transporte.

As informações serão utilizadas para estabelecer um banco de dados nacional das condições geográficas do país, diz o comunicado.

A administração também anunciou que lançará um programa nacional para equipar as cidades chinesas com serviços públicos digitais apoiados pela rede de geoinformação.

Fonte: CRI Online.

Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Incra reduz burocracia para certificar georeferenciamento de imóveis rurais

Atendendo a um pedido do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) , a direção nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) alterou as regras para a certificação de georreferenciamento, exigida a todas as propriedades rurais com área superior a 500 ha. A Norma de Execução 105, publicada no Diário Oficial da União, reduz a quantidade de documentos pedida aos proprietários e disciplina a análise dos processos por parte do Incra, o que reduz bastante o tempo de tramitação e facilita a emissão do certificado.

“É uma grande vitória dos produtores rurais . Vamos ganhar em agilidade, tempo e, principalmente, resolver uma série de pendências de processos que estão parados ou levam anos para serem resolvidos. Esse é mais um gol de placa do INCRA e do governo da presidenta Dilma”, comemorou Delcídio.
Alteração vai reduzir bastante o tempo de tramitação e facilitar a emissão do certificado - Divulgação
Para conseguir a edição das novas normas de certificação, o senador fez gestões junto a Superintendência do INCRA em Mato Grosso do Sul e também conversou com a direção nacional da instituição.

“Quero parabenizar o empenho da equipe do superintendente regional em Campo Grande, Celso Cestari, e de seu substituto, Celso Menezes, além do trabalho do diretor nacional de Ordenamento Fundiário, Richard Torsiano, que foram fundamentais nesse processo”, ressaltou Delcídio.

De acordo com Torsiano, antes das novas normas existiam exigências em demasia, que acabavam atrasando ou mesmo emperrando a certificação. “Os funcionários do INCRA faziam um trabalho que, na verdade, compete aos cartórios. Agora não, tudo ficou mais fácil e rápido”, garante.

Segundo Torsiano, responsável pela edição dos novos critérios de certificação, a Norma 105 coloca o INCRA para fazer estritamente aquilo que lhe cabe fazer.

“Nossos funcionários terão que conferir apenas o levantamento topográfico da propriedade para checar se os limites do imóvel que está sendo georreferenciado não se sobrepõem aos das propriedades vizinhas,além de verificar se o memorial descritivo atende a normativa”, explica.

Para se ter uma ideia da abrangência da medida, desde 2003, quando a certificação passou a ser exigida, deram entrada na Superintendência Regional do Incra em Mato Grosso do Sul, 14.880 pedidos de georreferenciamento. Até agora, 7.230 foram emitidos. Dos outros 7.650 processos, 4.400 possuem problemas de sobreposição e 3.250 já foram pré-certificados, e , com as novas normas, poderão ser resolvidos rapidamente.

“Nossa expectativa é de que , no prazo máximo de três meses, esses 3.250 processos devem ser analisados, podendo ou não ser certificados, desde que atendam os demais critérios da nova norma. Os outros 4.400 , devido a sobreposição, deverão passar por correções pelo técnicos responsáveis”, explica Celso Menezes, superintende regional substituto.

O diretor Richard Torsiano diz que o processo de certificação de georreferenciamento ganhará ainda mais agilidade a curto prazo.

“A partir de fevereiro do ano que vem as certificações poderão ser emitidas via Internet. O profissional que fizer o levantamento topográfico da propriedade submeterá o trabalho a um programa que disponibilizaremos na rede mundial de computadores. A partir daí , a análise dos processos será ainda mais rápida e a emissão dos certificados também”, garante Torsiano.

Fonte: Agora MS.

China lança com sucesso “satélite de sensoriamento remoto”

O Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan informou que a China lançou para o espaço, às 12h06m de hoje (25), com sucesso, o Yaogan XVI, um satélite de sensoriamento remoto.

O satélite, lançado a partir do centro localizado na província de Gansu, no noroeste da China, foi efetuado através do foguete Longa Marcha-4C, e enviado para a órbita predeterminada.

O satélite foi projetado para usos diversos, incluindo experiências tecnológicas, levantamentos topográficos, estimativa da safra e prevenção e controle de desastres.

Semam adquire aparelho de precisão milimétrica para geoprocessamento

Para mostrar as possibilidades do novo GPS adquirido, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) realiza um café-da-manhã com representantes de 30 construtoras de Fortaleza. Na ocasião, serão informados todos os benefícios que o aparelho trará ao controle urbano e à fiscalização ambiental da cidade. O GPS RTK ProMark 500 permite precisão milimétrica, dando uma confiabilidade de quase 100% nos dados por ele georreferenciados.

Com a aquisição, a Semam poderá informar, com muito mais precisão, os limites das áreas de preservação em ocasiões de fiscalização e de licenciamento. As coordenadas do terreno em questão serão jogadas dentro da cartografia da cidade e, em tempo real, poderá ser diagnosticado um crime ambiental ou, até mesmo, levantada a quantidade de sedimento utilizado para se aterrar um recurso hídrico, usando os dados comparativos da altura e da extensão do terreno antes e depois do crime ambiental. O GPS de navegação utilizado anteriormente não dava essas possibilidades. A sua precisão era de 10 metros; a do GPS RTK é de menos de 5mm.

Licenciamento
A partir deste mês, todos os empreendimentos que derem entrada para licenças e alvarás devem apresentar o terreno georreferenciado. Essa medida tornará muito mais fluido o trâmite dos processos dentro da Semam. Antes, os processos que davam entrada na Secretaria tinham como referenciamento somente as vias que lhe davam limite. Esse referenciamento era simples e impreciso – em alguns casos, a rua não estava na cartografia da cidade; em outros, o nome dela era diferente daquele que foi indicado. A verificação dessas informações tomavam tempo dos analistas da Semam, e isso tornava o trâmite mais lento.

Além disso, a medida melhora a precisão do controle urbano. Em sua vistoria a campo, o topógrafo pode constatar, por meio do GPS RTK, se as coordenadas do terreno são as mesmas que o interessado lhe passou. As coordenadas do terreno serão lançadas diretamente na cartografia do Município e, ali, serão verificadas quais as ruas que lhe fazem limite, bem como o zonemanto em que ele se encontra. Dessa forma, consegue-se saber em que sistema ambiental está o terreno. Essa precisão ajuda a proteção dos ecossistemas de Fortaleza.

Fonte: Prefeitura de Fortaleza.

Alfândegas chinesas apreenderão aparelhos com mapas ilegais

Os funcionários da alfândega da China receberam orientação para reforçar as inspeções de aparelhos móveis com mapas baseados na internet e apreender artigos que usem mapas ilegais, anunciaram as autoridades nacionais de mapeamento.
Os produtos apreendidos serão transferidos para os departamentos locais da Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação (NASMG, na sigla em inglês) para a posterior investigação, informou uma notícia do Legal Daily, citando um funcionário anônimo da administração.

“Os mapas ilegais” incluem mapas não autorizados com erros nas fronteiras de um país, falta de ilhas importantes ou vazamento de informações geográficas confidenciais, apontou.

A NASMG destacou que muitos mapas baseados na internet, usados por celulares e computadores pessoais eram, na verdade, “mapas ilegais”.

As autoridades de telecomunicações também devem trabalhar com a NASMG para promover a supervisão dos aparelhos móveis. Fornecer mapas impróprios pode resultar na revogação de licenças de internet, acrescentou.

Um projeto de regulamento sobre as atividades de mapeamento estabeleceu mais restrições aos serviços de mapas na internet, requerendo que fornecedores estabeleçam seus provedores de dados dentro do território chinês e usem apenas mapas aprovados.

Falhas na exposição do território completo da China ao mostrar mapas relacionados podem resultar na punição severa, segundo o projeto, que está recebendo comentários da população até 26 de outubro.

Fonte: CRI Online.

Tecnologia agiliza processo de elaboração de mapas

Mapeamento Digital de Solos ajuda pedólogos, diminuindo o tempo e o custo necessário para se elaborar um mapa

A aplicação de tecnologias pode reduzir o tempo e os recursos utilizados na obtenção de mapas de solos, por meio de técnicas de Mapeamento Digital de Solos (MDS). A conclusão é de um estudo que comparou os mapas obtidos pelos métodos convencional e digital, realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pelo engenheiro agrônomo Osmar Bazaglia Filho.

A área analisada foi uma fazenda de 182 hectares cultivados com cana-de-açúcar, no município de Rafard, região de Piracicaba. Bazaglia se baseou em dados de pesquisas anteriores e do próprio estudo para passar informações da região para os pedólogos, cientistas do solo que produzem mapas pelo método convencional. “A área foi escolhida por não apresentar uma grande variação no solo, dando condições de comparar os mapas gerados”, diz.

Bazaglia pediu para que quatro pedólogos diferentes produzissem mapas de solo de nível detalhado (escala 1:10.000) da fazenda. “Levei-os um a um, individualmente, à área e forneci as mesmas informações a todos”. As informações dadas consistiam em fotografias aéreas coloridas e mapa planialtimétrico da área (ambos escala 1:10.000) e mapa geológico e de solos da região.

O pedólogo e a tecnologia
O mapeamento digital se baseia em uma correlação de dados, em geral gratuitos ou de baixo custo — imagens de satélite da área quando seu solo estava exposto (sem vegetação), a declividade do terreno, o perfil de curvatura, dentre outros, que foram jogados em uma classificação — que geram padrões e a partir destes padrões se pode construir um mapa digital.

O Brasil é carente em informações detalhadas a respeito dos solos, e vem enfrentando dificuldades na obtenção de novos levantamentos, sendo um dos motivos a falta de investimentos governamentais nessa área. Isso torna atrativa a estratégia de mapeamento digital de solos. “A grande atratividade desta técnica está no menor custo e tempo de execução quando comparada aos métodos convencionais. O processo é mais rápido e barato quanto utilizamos o máximo de tecnologia disponível, porque ela auxilia o trabalho humano do pedólogo. A qualidade dos mapas ficou muito próxima, mas ainda maior do que eu esperava. Acreditamos que isso aconteceu porque a área era muito complexa e exigia um grande detalhamento”, explica.

“A similaridade entre os mapas foi relativamente baixa quanto à classificação dos solos, ou seja, os nomes que eles receberam nas duas classificações. No entanto, observou-se grande concordância com relação a diversas características do solos (textura, cor, entre outros), importantes para orientar o seu manejo. Acredita-se que isso tenha ocorrido porque a área é muito complexa em termos de solos, o que aumentou enormemente as chances de ocorrer divergências.”

Para comparar os mapas, Bazaglia analisou as similaridades dois a dois, para verificar os pontos em que eram semelhantes e os pontos em que divergiam. Foi gerada uma matriz de erros, que deixava mais claro as diferenças entre os mapas e as concordâncias entre os mapas.

Ele observou que, quanto maior o detalhamento dos mapas, menor a correspondência entre os modelos convencionais e digitais. Além disso, o método utilizado pelo pedólogo também influencia no mapa gerado, devido às diferenças nos conhecimentos de cada um . “Existe a necessidade de uniformizar o trabalho das pessoas que estão catalogando a área, pois com um método único, quaisquer mapas gerados podem ser considerados para estudo e não é preciso se atentar para o método que foi utilizado na sua elaboração. É preciso mais uniformidade entre os mapas gerados”, diz o engenheiro agrônomo.

Os mapas digitais são interessantes pois podem ajudar na uniformização dos procedimentos, mas Bazaglia ressalta que o trabalho do pedólogo é indispensável. “A tecnologia pode diminuir os gastos e facilitar as análises de solo e o trabalho de campo, melhorando o produto final, mas é essencial um profissional capacitado para a elaboração do mapa”, conclui.

Fonte: Exame.com.

Satélite chinês realizará mapeamento topográfico de alta resolução

O satélite Ziyuan III, o primeiro satélite de alta resolução da China destinado a uso não militar, começou a ser oficialmente usado pela Administração Estatal de Topografia e Cartografia da China. O Ziyuan III tem capacidade para realizar mapas topográficos e monitoramento de alta resolução, além de permitir a cobertura da totalidade das ilhas situadas nas áreas litorâneas da China. O Ziyuan III permitirá também reunir dados de áreas até agora não estudadas, nomeadamente na zona oeste da China.

O satélite foi desenvolvido para ter uma vida ativa de cerca de cinco anos. Tem como principais tarefas o fornecimento de dados para uso topográfico, na prevenção de desastres, na gestão e organização do setor agrícola, recursos hídricos e planejamento urbano. Lançado a 9 de janeiro, o Ziyuan III representou um passo decisivo da China no desenvolvimento dos padrões tecnológicos de satélite. Sendo a primeira vez que tal acontece nos satélites chineses, o Ziyuan III pode captar imagens tridimensionais de diversos ângulos, o que resulta em imagens de qualidade ao melhor que se faz no mundo. Na cerimônia de transferência do controlo do Ziyuan III para o Estado chinês, o vice-gerente da Companhia de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC, na sigla em inglês), Yuan Jie, afirmou:

“O Ziyuan III está equipado com um sistema de câmaras de alta resolução. A precisão dos dados fornecidos pelo Ziyuan III é do que se faz ao mais alto nível internacionalmente. Este satélite põe fim à época em que a China não dispunha de satélites para o uso civil, reforçando a capacidade de observação dos recursos territoriais.”

O programa espacial chinês conta com uma história de dezenas de anos, tendo o Ziyuan III sido precedido pelas séries Fengyun, Haiyang e Ziyuan. A utilização desta tecnologia oferece uma garantia indispensável para a segurança e organização da vida do dia-a-dia do povo chinês. O vice-diretor da Administração Nacional de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional, Hu Yafeng, explicou as funções do Ziyuan III:

“O Ziyuan III desempenha um papel muito importante na produção de mapas topográficos de alta resolução (à escala 1:50000), na observação da região oeste da China, e no fornecimento de dados para uso em agricultura, desenvolvimento de recursos hídricos, planejamento urbano, observação de meio-ambiente, e, especialmente, na realização de mapas de alta resolução que cobrem todas as ilhas localizadas nas áreas litorâneas da China.”

O vice-diretor da Administração Estatal de Topografia e Cartografia, Li Mingde, indicou que, com o desenvolvimento das tecnologias presentes no Ziyuan III, a China vai estabelecer uma “constelação de mapas topográficos tridimensionais”.

“Nos próximos anos, a China vai lançar os satélites de Ziyuan III-02, Ziyuan III-03, etc., para construir, junto com o Ziyuan III, um ‘mapa topográfico tridimensional’. Este mapa vai fazer parte importante dos equipamentos chineses de tecnologia espacial. Vai oferecer grande quantidade de dados à indústria de mapeamento, para garantir a segurança e os interesses do país. O Ziyuan III representa, também, o grande desenvolvimento alcançado pela tecnologia espacial da China.”

Fonte: CRI Online.

Satélite de mapeamento chinês é entregue à autoridade de topografia

A companhia responsável pelo design do Ziyuan III, o primeiro satélite de sensoriamento remoto de alta resolução da China para o uso civil, transferiu oficialmente seu uso à Administração Estatal de Topografia e Cartografia, o principal assinante do satélite.

Outros departamentos, incluindo o Ministério dos Recursos Hídricos, Ministério da Agricultura e o Ministério da Terra e dos Recursos Naturais, também aproveitarão os dados oferecidos pelo Ziyuan III para servir o desenvolvimento econômico e social do país, segundo um comunicado divulgado pela Companhia de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC, na sigla em inglês).

O satélite, lançando em 9 de janeiro, representou um passo decisivo da China no desenvolvimento dos padrões tecnológicos do satélite.

O satélite, desenvolvido com uma vida de cinco anos, tem como tarefa fornecer dados para usos em topografia, prevenção de desastres, agricultura, desenvolvimento de recursos hídricos e planejamento urbano.

O Ziyuan III pode realizar topografia e monitoramento de alta resolução, além da cobertura total das ilhas localizadas nas áreas litorâneas da China, diz o comunicado.

Um regulamento sobre a administração de dados colecionados pelo Ziyuan III foi emitido no mesmo dia.

O documento estipula que a Administração Nacional de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional é responsável pela distribuição de dados do Ziyuan III em geral, enquanto a Administração Estatal de Topografia e Cartografia lidará com a distribuição e aplicações de dados relacionados ao mapeamento.

Fonte: CRI Online.

IBGE facilita download de mapas topográficos do Brasil

Mapa Índice Digital está disponível no site do instituto.
Usuários podem consultar mapas para estudos.

Usuários poderão consultar folhas topográficas como a da cidade de Brasília, na imagem (Foto: Divulgação)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou em seu site uma versão digital de mapas topográficos do Brasil de forma que o usuário consiga baixá-los mais facilmente. Os dados podem ser utilizados para estudos e estão disponíveis na área de downloads do site do instituto (clique aqui para acessar).

O Mapa Índice Digital tem como referência dados do ano de 2011, e traz um conjunto de informações atualizadas relativas ao mapeamento sistemático existente no país, de acordo com o IBGE.

Esta é a quarta edição do Mapa Índice em versão digital desde 2002. Anteriormente, ele só era possível ser obtido pela loja virtual do IBGE ou no Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI).

O conteúdo é composto por um conjunto de informações sobre bases cartográficas de referência, permitindo sua recuperação e apresentação tanto para impressão quanto em meio digital. Nesta edição, foram inseridas informações sobre ortofotos – mosaico de fotos aéreas ortorretificadas – e modelos digitais de elevação.

O Mapa Índice foi feito para consulta de órgãos governamentais, instituições públicas e privadas, universidades, órgãos de pesquisa e profissionais como engenheiros cartógrafos, geógrafos, geofísicos, estatísticos, planejadores e administradores, bem como professores e estudantes, entre o público geral.

As informações podem ser aplicadas em mapeamento aeronáutico, rodoviário e ferroviário; legislação de estruturas territoriais, regional e setorial; projetos ambientais; segurança e defesa nacional; estudos e projetos governamentais; projetos de desenvolvimento urbano entre outros.

Fonte: Globo.com.

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