Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Valor de produção da indústria chinesa de geoinformação atingirá US$ 31,8 bilhões em 2012

O valor de produção da indústria de informação geográfica da China deve chegar a 200 bilhões de yuans (US$ 31,8 bilhões) até o final do ano.

Segundo um comunicado divulgado pela Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação na quinta-feira, a produção da indústria poderá ultrapassar 400 bilhões de yuans antes do final de 2015.

Os softwares nacionais de informação geográfica representam 70% da cota do mercado relevante do país, e a cota do mercado de softwares domésticos de fotogrametria digital na China atingiu 90%, de acordo com o comunicado.

Um sistema avançado de tecnologias e equipamentos relacionados à informação geográfica está formado na China, combinando tecnologias e equipamentos do espaço, ar e terra, incluindo o satélite Ziyuan III, o sistema de navegação por satélites Beidou e um sistema de monitoramento de geoinformação emergencial, diz o documento.

A China abriu na quinta-feira seu primeiro parque nacional de indústria tecnológica em Shunyi, no subúrbio de Beijing.

Fonte: CRI Online.

Georreferenciamento de Macapá é primeiro passo para a regularização de lotes

O processo de regularização de lotes em Macapá passa a ser uma realidade a partir desta quarta-feira, 12. A empresa Foto Terra vai detalhar à imprensa como vai desenvolver o trabalho, numa coletiva marcada às 9h, no Aeroporto Internacional de Macapá. A previsão para concluir o serviço é de seis meses obedecendo a critérios de precisão que irão fornecer à administração do município, informações precisas que até então não podiam ser obtidas. Entre elas as invasões em áreas de ressaca e outras ocupações ilegais, assim como a necessidade de asfaltamento e recapeamento de bairros da cidade. O último levantamento feito ocorreu entre os anos de 2006 e 2007, mas não possuía a tecnologia com a qual este vai ser realizado. A necessidade de atualizar dados também foi levada em consideração. De acordo com Guilher Pinho, porta-voz da empresa, Macapá é a única capital hoje no país, que vai ter o levantamento de sua área de forma completa.

Tudo será fotografado de um avião com equipamento de alta tecnologia que permite resolução precisa das imagens. Para se ter ideia, o gestor terá a dimensão de toda área ocupada por prédios e residências, o que vai facilitar no cálculo de impostos.

Outro ponto considerado pela Foto Terra é a saúde. A partir do detalhamento fotográfico será possível o acompanhamento de áreas consideradas de risco para endemias. A empresa já tem estrutura montada na cidade, vai funcionar em cinco pisos para atender a população que procurar a regularização de lotes. Tudo inicia com o agendamento com hora marcada pela internet, que poderá ocorrer no prédio matriz ou nos postos de atendimento da zona Norte e Sul. A estrutura também terá serviço de cartório e financiamento bancário com taxas reduzidas.

Fonte: Amapá Digital.

Sema adquire nova tecnologia para aumentar controle ambiental no Pará

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) adquiriu nova tecnologia para aumentar o controle ambiental no Pará. O RapidEye, geotecnologia do tipo Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant), alia imagens de satélite de alta resolução e softwares desenvolvidos para monitoramento, classificação de imagens e mapeamento de uso do solo. O secretário de Meio Ambiente do Pará, José Alberto Colares, apresentou a nova tecnologia em reunião com os demais órgãos que atuam na área ambiental no estado, nesta quinta-feira, 4. “Temos um comprometimento com o desmatamento zero e queremos discutir a potencialização das imagens entre os parceiros, para uma gestão compartilhada”, destacou.

Na ocasião, engenheiros da consultoria responsável pela transferência de tecnologia à Sema explicaram as características técnicas das imagens obtidas pelo RapidEye, que vai atender os interesses da secretaria no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no monitoramento de planos de manejos e outras aplicações na fiscalização e vistorias necessárias ao Estado.

O CAR é reconhecido como importante instrumento de controle ambiental e é tratado como obrigatório pelo novo Código Florestal. Atualmente, mais de 60 mil imóveis rurais foram cadastrados no site da Sema, via on line. Este novo comportamento ambiental tem permitido que municípios do Pará que faziam parte da lista de maiores desmatadores do Brasil saíssem dela. Paragominas é o maior representante desse exemplo.

Bastante avançado e de baixo custo, o novo sistema permite a captura de imagens do território paraense por veículo aéreo não tripulado, para ser utilizado pelos especialistas de aerofotogrametria do Núcleo de Geotecnologias da Sema, na produção de mosaicos que mostrarão a situação ambiental do dia do aerolevantamento e com resolução centimétrica. Essas informações vão tirar dúvidas de interpretação e medição sobre imagens, em locais onde uma vistoria encontra dificuldades de acesso, proporcionando economia e garantia de resultados na elaboração de laudos técnicos.

Em teste realizado na área do Parque Estadual do Utinga, a aeronave com piloto automático, sistema inteligente acoplado, com câmera e Sistema Global de Posição (GPS, sigla em inglês), fez sobrevoo a 164 metros de altura e captou imagens de alta resolução. Segundo a engenheira gerente de produtos da Vant, Raquel Carlessi, o planejamento do percurso da aeronave mantém controle da altitude, da velocidade do vento, carga da bateria, do número de fotografias feitas e da extensão territorial percorrida, entre outros controles. “O plano de voo no Parque do Utinga cobriu 27 hectares, em 20 minutos, mas em 30 minutos pode-se percorrer em torno de 40 ha. Se houver condições meteorológicas adversas, o equipamento retorna ao ponto de lançamento”, orienta.

O coordenador de geotecnologias da Sema, Vicente Sousa, considera que “essa ferramenta vai ser muito importante na gestão florestal, no CAR, no Licenciamento de Atividades Rurais, na dinâmica do desmatamento, da regeneração da cobertura vegetal e para tirar dúvidas da análise espacial, em vistorias de áreas de manejo florestal. Esse empreendimento só está sendo possível por causa de verba captada pelo Fundo Amazônia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES”. A Sema também vai criar uma Sala de Solução para que haja um permanente contato entre os órgãos envolvidos nesse trabalho.

Fonte: Agência Pará de Notícias.

Cientistas explicam como usar o sensoriamento remoto para o estudo da vegetação e a elaboração de projetos ambientais

Como avaliar os impactos de um evento climático na Amazônia, maior floresta tropical do mundo? Qual a perspectiva de safra de soja nas imensas áreas plantadas do Centro-Oeste brasileiro? Ou ainda, como prevenir a decadência dos sensíveis bolsões remanescentes da Mata Atlântica? Para responder a essas e outras perguntas que interessam a agricultores, ambientalistas, governos e à sociedade civil – levando-se em conta a escala geográfica do território brasileiro – é preciso recorrer ao sensoriamento remoto.

O estudo da vegetação, de sua biomassa, seus índices de absorção de radiações, entre diversas outras características, é um dos segmentos de pesquisa nos quais a utilização do sensoriamento remoto mais se desenvolve. Uma obra específica, que se aprofunde nas idiossincrasias dessa área, deve estar acessível a profissinais, pesquisadores e estudantes das ciências biológicas e da terra. Por isso, a editora Oficina de Textos lança a segunda edição de Sensoriamento remoto da vegetação, revisada pelos autores e acrescida de um capítulo especialmente dedicado ao uso de radares.

Os autores, Flávio Jorge Ponzoni, Yosio Edemir Shimabukuro e Tatiana Mora Kuplich, reuniram informações sobre as técnicas e tecnologias mais recentes no sensoriamento remoto da vegetação e explicam como obter dados quantitativos e qualitativos a partir de imagens multiespectrais e dados radiométricos. A evolução de equipamentos e modelos de cálculos contribui para intensificar e difundir a importância do sensoriamento remoto, solução adotada desde a década de 40, embora de maneira rudimentar, para o estudo da vegetação: naquela época os pesquisadores tinham como aliadas apenas as fotografias aéreas, que cobriam pequenas porções de terra.

Título: Sensoriamento remoto da vegetação
Autores: Flávio Jorge Ponzoni, Yosio Edemir Shimabukuro
e Tatiana Mora Kuplich
Editora: Oficina de Textos
No. de páginas: 164
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 49,00
ISBN: 978-85-7975-053-3

Sobre os autores
Flávio Jorge Ponzoni é doutor em ciências florestais pela UFPR. Atualmente é professor do curso de pós-graduação em Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde atua também como pesquisador. Yosio Edemir Shimabukuro é PhD em Ciências Florestais e Sensoriamento Remoto pela Colorado State University (EUA). É docente do curso de pós-graduação em Sensoriamento Remoto do Inpe e também atua como pesquisador na instituição. Tatiana Mora Kuplich é PhD em Geografia na University of Southampton (Reino Unido). É professora colaboradora na pós-graduação do Inpe (onde também pesquisa) e da UFRGS; e permanente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Fonte: Revista Meio Ambiente.

Geoprocessamento e sensoriamento remoto aquecem mercado de trabalho

O coordenador do bacharelado de geografia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas), Abimael Cereda Junior, afirma que a profissão vem sofrendo grandes modificações. “Hoje, o geógrafo ressurge como um profissional com visão integrada do ambiente. Ele pode atuar em planejamento e apoio à gestão territorial e ambiental, além de elaborar relatórios de impacto ambiental, interpretar fotografias aéreas e imagens de satélite, criando mapas interativos.”

A formação capacita o aluno para compreender, dominar e aplicar novas tecnologias. Os geógrafos também podem desenvolver pesquisas realizando análise socioeconômica ambiental, ou seguir carreira acadêmica. “Temos ex-alunos trabalhando com geração de mapas digitais para empresas de dispositivos móveis. Outros, analisam imagens de satélite para reduzir riscos de queimadas.”

Cereda diz que, hoje, a área que mais aquece o mercado de trabalho é a de sistemas de informações geográficas. “Esse trabalho envolve as disciplinas de geoprocessamento e sensoriamento remoto, permitindo aos profissionais unir tecnologia e computação com a geografia.” O estágio de 136 horas é obrigatório e o registro profissional da categoria é obtido no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).”

Salário inicial
R$ 1,8 mil

Duração
8 semestres

Disciplinas
Cartografia, sensoriamento remoto, geografia da população, geoprocessamento, introdução a geotecnologia e geomorfologia

Fonte: MSN.

Simepar utiliza veículo aéreo não tripulado na coleta de dados ambientais

O Instituto Tecnológico Simepar está utilizando uma nova tecnologia para coletar dados em áreas agrícolas e ambientais: é o veículo aéreo não tripulado, ou simplesmente vant. Um aeromodelo da marca Piper foi transformado em vant pela integração de um piloto automático da marca Micropilot, de fabricação canadense, com câmera digital de alta resolução. Controlado a distância por meios eletrônicos e computacionais lógicos programáveis, o vant está sendo empregado pelo Simepar em ações de monitoramento atmosférico e ambiental com custos bem inferiores em relação aos voos tripulados.

Dotados de interface gráfica que permite definir um plano de voo com dados de altura, velocidade, coordenadas do trajeto e das imagens a serem geradas, os vants do Simepar incorporam recursos como sensores e métodos de comunicação de dados em telemetria. O mais sofisticado tem flutuadores para pouso em água. Esta tecnologia é adaptada às características de peso e espaço de cada vant, buscando a melhor relação custo-benefício.

“O Simepar concebe, projeta, desenvolve, adquire e configura o vant de acordo com a missão que o equipamento deve cumprir”, explica o pesquisador José Eduardo Gonçalves, responsável pelo projeto, que começou a ser desenvolvido em 2008 em parceria com o curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná. Segundo ele, a inteligência está na melhor configuração possível para determinada necessidade.

Ao apostar na tecnologia, o Simepar fez investimentos iniciais na configuração da aeronave para múltiplos usos, desenvolvendo um protótipo com diversas aplicações em pesquisa, ensino e serviços. “O monitoramento aéreo por meio de vants requer conhecimento e integração tecnológica de áreas como miniaturização de sensores ambientais, telemetria de imagens e vídeo, processamento e georreferenciamento, bem como adaptação e projeto de aeronaves”, observa o diretor do Simepar, Eduardo Alvim Leite.

Segundo ele, cada aplicação exige solução tecnológica própria. “O Simepar está colhendo os frutos e resultados de suas pesquisas nos últimos cinco anos, com o sucesso de soluções para os setores elétrico, meteorológico, ambiental, de recursos hídricos e estradas”.

Custo e benefício
O monitoramento atmosférico feito pelo vant mede dados de temperatura, pressão e umidade em níveis pré-determinados de altitude que podem chegar a 2 mil metros. O monitoramento ambiental, por sua vez, consiste no reconhecimento do uso do solo por meio de fotografias e filmes, gerando imagens em alta resolução em tempo real.

Esse recurso de baixo custo e grande benefício possibilita, por exemplo, a determinação da camada limite para dispersão de poluentes atmosféricos de acordo com as características ambientais que incluem variáveis como relevo, estação climática e ocupação do solo. Permite ao setor elétrico monitorar as bordas de reservatórios. Ao setor ambiental, a fiscalização de áreas de preservação permanente ou de domínio – aquelas vedadas para qualquer tipo de ocupação – para evitar invasões, bem como a avaliação de impactos ambientais. O setor público também pode empregá-lo na gestão de obras em rodovias e estradas vicinais.

Os voos podem ser programados de torres, subestações, linhas de transmissão e oleodutos, por exemplo. “O vant tira fotos aéreas georreferenciadas de locais de interesse e coleta dados, gerando uma espécie de mosaico das imagens, o que viabiliza a elaboração de mapas e relatórios e a atualização de bases de dados já constituídos por imagens de satélites ou aerofotogrametria”, diz o pesquisador.

Serviços
O Simepar vem usando vants em experimentos e prestação de serviços à Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), à Copel (Companhia Paranaense de Energia) e à Petrobras. Pretende ampliar o uso dos equipamentos para as áreas de saúde e sustentabilidade. “Indústrias poluentes, por exemplo, podem usar os dados no planejamento de suas atividades produtivas, adequando seus processos à situação do momento conforme indicam os modelos numéricos”, observa Gonçalves.

Está em estudo a possibilidade de dotar os vants de câmeras infravermelho para detecção de problemas em linhas de transmissão, como aquecimento. Também está em fase de pesquisa sua aplicação para avaliar a severidade e a dimensão dos eventos sob condições atmosféricas adversas, por exemplo em desastres ambientais nos quais o acesso por terra fica dificultado.

Nesses casos, o vant poderá transferir imagens em tempo real à central de comando para dar uma noção da abrangência e do grau de gravidade do desastre, subsidiando o socorro a vítimas prestado pela defesa civil.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.

Dados cartográficos serão ampliados em Várzea Grande

A prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Receita, está ampliando os dados cartográficos do município. Os trabalhos já iniciaram com captura de imagens fotográficas, feitas por uma aeronave que sobrevoou os limites territoriais de Várzea Grande. Com os novos dados, a secretaria de Receitas estará ampliando suas bases de informações cadastrais.

Durante a estada dos operadores da aeronave, a equipe técnica da Divisão de Geoprocessamento da prefeitura, foi convidada para conhecer as instalações do avião e as tecnologias que foram utilizadas. Na ocasião, eles puderam ainda saber como são capturadas as imagens que, posteriormente, serão codificadas no sistema de informações, que serão utilizadas como ferramentas de trabalho.

De acordo com o assessor técnico da secretaria de Receitas, Vicente Lacerda, essa nova cobertura aérea proporcionará uma visão mais detalhada do município, mostrando sua evolução e características, proporcionando realizações de várias ações no âmbito da gestão territorial.

“Estaremos acompanhando o crescimento da cidade, indicando as melhores áreas a serem destinadas à expansão urbana e de projetos habitacionais. Esse recobrimento cartográfico irá compreender, todo o perímetro urbano do município, bem como os Distritos de Passagem da Conceição, Bonsucesso, Capão Grande, bem como outras localidades rurais, perfazendo uma área de varredura, de aproximadamente, 200 km²”, informou.

Lacerda disse ainda, que o novo recobrimento aéreo mostrará a real ocupação do solo, identificando novas instruções ou ampliações. “Neste processo é possível identificar se existem inconsistências entre a área cadastrada e a área edifica”, pontuou.

A partir dessas informações serão realizadas as atualizações da base de dados cadastrais no município, permitindo assim, uma cobrança de impostos mais justa. O contribuinte pagará o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, conforme a sua edificação (construção), e isso trará um incremento significativo na arrecadação de impostos do município.

Tecnologia
O comandante da aeronave que realizou a captura das imagens em Várzea Grande, Gabriel Petronni, disse que avião possui os mais modernos equipamentos, de alta precisão e tecnologia de ponta.

Recentemente receberam dois sensores aerotransportáveis a ADS80, um sensor de imageamento digital e o ALS60, um escaner para perfilamento a laser, ambos da empresa Suíça Leica Geosystems. Os modelos adquiridos são inéditos no Brasil.

Tempo
O comandante Gabriel Petronni disse ainda que para realizar a captura de imagens é preciso que o tempo esteja favorável. “O céu precisa estar totalmente claro, para que as fotos estejam em perfeitas condições. Se o dia estiver encoberto não é possível realizar o trabalho, ficando o voo comprometido”.

Ele destacou ainda que a tripulação da nave é composta por três integrantes: o comandante e dois técnicos de imagens. “A operação só é realizada após a determinação da Infraero. Geralmente ficamos em cada município, de três a cinco dias”, informou o comandante destacando que o trabalho cartográfico é realizado em toda América Latina.

Fonte: O Documento.

Ortofotos escala 1:10.000 do Município do Rio de Janeiro

Em 1999 foi realizado um levantamento aerofotogramétrico que produziu ortofotos coloridas na escala 1:10.000 de todo município do Rio de Janeiro. Estas ortofotos podem ser selecionadas para download na extensão PDF e estão disponíveis em 2 tipos de resolução. A visualização dos arquivos de melhor qualidade oferece um maior detalhamento da área escolhida mas levará um tempo maior para ser acessado. As ortofotos podem ser selecionadas abaixo pelo mapa índice clicando aqui , d onde são encontrasas as articulações de folhas 1:10.000 ou através da busca por bairro que listará as folhas correspondentes a área solicitada.

Para download do mosaico o link é: http://portalgeo.rio.rj.gov.br/ortofotos/ortofoto.zip

Um antigo post do blog já havia indicado as plantas 1:10.000 para download, para aqueles que quiserem associar mais informações o link do post é: http://sosgisbr.com/2011/11/14/plantas-digitais-do-municipio-do-rio-de-janeiro/

Fonte: SOS GISbr.

Georreferenciamento dá suporte para combate

Prefeito Anderson Adauto (PMDB) anuncia que os dados do georreferenciamento, realizado pela Brasil Partness, vão dar suporte ao trabalho dos agentes de zoonoses. Pelo levantamento aéreo fotográfico realizado pela empresa foram diagnosticados 3.700 imóveis com piscinas.

De acordo com o prefeito, os dados estão no sistema de informações geográficas, em fase de formatação, que deve entrar em funcionamento em 2012. Com o mecanismo, será possível monitorar as residências com piscinas e, desta forma, intensificar as visitas pelos agentes de zoonoses. “O instrumento será importante para facilitar o combate à dengue’, garante o prefeito.

Conforme o gerente de projetos da Brasil Partness, Mauricio Nagib Haddad, o sistema de informações geográficas oferece uma gama de serviços para a Administração Municipal. Na Fazenda, por exemplo, foi utilizado para diagnosticar os imóveis irregulares no cadastro imobiliário do Município. Na Saúde, servirá para monitorar as residências no combate à dengue. Segundo ele, a empresa está terminando de processar os dados. “Este trabalho deverá ser concluído em fevereiro”, finaliza.

Fonte: Jornal da Manhã.

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