Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Governo de Luanda anuncia nova forma de cadastramento para realojamento

O vice-governador Provincial de Luanda para a área técnica e infra-estruturas, António Resende, anunciou hoje, terça-feira, no bairro do Zango, município de Viana, que o Programa provincial de habitação Social (PPHS), está a ser executado de forma diferente.

No encontro que serviu para informar aos órgãos públicos do estado sobre o Cadastro Técnico multifinalitario para (Re) qualificação urbana de Luanda, António Resende, informou que o Governo da província está a usar no Programa provincial de habitação Social um novo processo de cadastramento.

“Com o sistema Técnico multifinalitario para (Re) qualificação urbana de Luanda e concessão do direito de superfície, o processo está a ser executado de uma forma diferente, criando-se um programa totalmente informatizado, com todos os sistemas de segurança modernos”, esclareceu.

As pessoas, segundo o governante, “ vão ser identificadas e cadastradas, vão ter uma fotografia digitalizada, um sistema biométrico e todos que forem identificadas e realojadas como sinistradas terão um documento que não lhes permite nem arrendar nem vender as casas”, asseverou.

Segundo o responsável, o direito de superfície espelha que eles (realojados) são impedidos de vender e arrendar as residências, durante um certo período, “nós estamos a prever no mínimo dez anos, se o estado se perceber que algum morador fez esta transacção, deve confiscar a casa, porque esta pessoa não precisa do imóvel”.

No caso do cidadão afectado pelas obras, eles devem receber uma documentação flexível onde vão cumprir uma serie de pressupostos implementados a nível da província de Luanda, esclareceu.

Na ocasião, apelou à população das tendas para que aguarde, pois o governo da província tem a incumbência de realoja-los agora, e está-se a trabalhar para que a qualquer momento se realize o realojamento das pessoas que realmente necessitam destas casas.

Fonte: Angonotícias.

Sistema de georeferenciamento utilizado em Manaus é apontado como referência

O Sistema de Informações Geográficas (SIG-Manaus) foi utilizado no recadastramento e levantamento do mapa imobiliário da cidade, aumentando a base de contribuintes do IPTU de 300 mil para 540 mil cadastros imobiliários

Manaus foi apontada como referência no que diz respeito à utilização do Sistema de Informações Geográficas (SIG-Manaus), implantada há dois anos pela Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), pela empresa Esri/Imagem, em São Paulo, que desenvolve sistemas de georeferenciamento para todo o Brasil.

“Hoje, a partir do ‘SIG’, temos um sistema eficiente para cálculo da planta venal de um imóvel, com acesso a croqui, fotometria, planta métrica e demais ferramentas para cálculos de IPTU. Diante disso, fomos convidados a apresentar esses resultados aos representantes de outras cidades”, declarou o subsecretário de Tecnologia da Informação da Semef, Raymundo Thury.

O sistema de georeferenciamento da Esri/Imagem já é utilizado em várias capitais brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Curitiba, entre outras.

“Conseguimos desenvolver a melhor aplicação com o SIG-Manaus e estamos trabalhando para avançar ainda mais. Nosso próximo passo é disponibilizar todas essas informações na internet para consulta do contribuinte”, conclui.

Tecnologia e integração
A implementação do SIG-Manaus, segundo Thury, culminou na expansão tecnológica e investimentos em novos servidores e unidades de armazenamento da Prefeitura de Manaus. Além disso, o sistema permitiu a interligação de todas as secretarias municipais.

“Hoje os órgãos colegiados da prefeitura são integrados em rede de alta disponibilidade e meios físicos em fibra óptica. Isso é um grande avanço”, destacou.

O uso dessa tecnologia será exposto pelo subsecretário de TI da Semef durante um evento da Esri/Imagem, em setembro. Ele explicará todas as utilidades dos mapas multifinalitários para cada uma das secretarias. De acordo com ele, por meio do SIG-Manaus, inúmeras informações importantes poderão ser levantadas.

“A Defesa Civil do município, por exemplo, já utiliza nossos mapas para identificar as áreas de risco da cidade”, ilustrou Thury.

“Vamos avançar ainda mais. Estamos trabalhando para ampliar a integração do ‘SIG’ às esferas estadual e federal. O Estado, por exemplo, já usa nossos mapas multifinalitários para o projeto ‘Ronda nos Bairros’ da Secretaria de Segurança Publica”, concluiu.

Números
Com a implementação do SIG-Manaus, a Prefeitura realizou um trabalho inédito no que diz respeito a recadastramento e levantamento do mapa imobiliário na capital amazonense. Em dois anos, a base de contribuintes do IPTU saltou de 300 mil para 540 mil cadastros imobiliários, um crescimento de 80% se comparado com a planta imobiliária da capital amazonense de dois anos atrás.

Fonte: A Crítica.

Guaraciaba recebe dados do cadastro técnico multifinalitário

A empresa que executou o trabalho do cadastramento técnico multifinalitário do perímetro urbano de Guaraciaba, apresentou os dados na última semana. O trabalho é composto de duas partes: a base cartográfica, composta de mapas em grande escala e os dados descritivos contendo os registros como indicação fiscal, proprietário, características geométricas, localização, benfeitorias, valor histórico, etc.

O cadastramento começou a ser feito no início deste ano por uma equipe especializada e é parte complementar do Plano Diretor e de Habitação que entrou em vigor no município em janeiro deste ano. Com esses dados, o município tem informações atualizadas sobre a territorialidade municipal, permitindo a melhor compreensão da realidade geográfica para planejamento, gestão e fiscalização.

Cada unidade imobiliária foi registrada e todas as suas estruturas espaciais como localização, limites, infra-estrutura, subunidades, entre outros dados estão descritos em um Mapa Cadastral Digital.

Conforme o secretário de Administração e Finanças, Valmir Mayer, com o cadastramento feito a empresa irá capacitar um servidor público que será o responsável em atualizar periodicamente os dados no sistema. Esse funcionário irá trabalhar conjuntamente com os setores de engenharia, tributação e com o fiscal de obras e comunidade para que todas as mudanças que ocorram como ampliação, novas construções, novos loteamentos, novas ruas, etc, sejam atualizadas no sistema.

Fonte: Jornal Regional.

Orla de Vila Velha recebe manutenção na iluminação pública

Cerca de 140 postes estão sendo substituídos em toda Orla de Vila Velha. A manutenção das unidades danificadas é realizada por uma equipe do setor de Iluminação Pública da Secretaria de Obras. A ação beneficiará os moradores quanto à segurança pública, tráfego de veículos e pedestres; além de ser um serviço essencial para qualidade da vida noturna da população. A previsão é que o trabalho seja concluído dentro de noventa dias.

A manutenção dos pontos de iluminação pública no município está mais ágil, graças à conclusão do Módulo de Iluminação Pública pertencente ao “Cadastro Técnico Multifinalitário Georreferenciado do Município de Vila Velha” (CTM/Geo). O projeto já está proporcionando uma melhora qualitativa e quantitativa no sistema, propiciando aperfeiçoamento nos métodos e na organização de trabalhos nas áreas de produção e uso de informação; eliminando a redundâncias no serviço e duplicidades de dados.

Na primeira fase do cadastramento da iluminação pública foram registrados 33 mil postes na cidade. Os pontos foram codificados, recebendo placas com os respectivos códigos (foto) e georreferenciados através de coordenadas geográficas no Sistema CTM/Geo. Em seguida foram feitos os levantamentos, com utilização de Micro Coletor de Dados, de informações relativas às características físicas de cada unidade.

O sistema permitirá a manutenção integrada de informações referentes a mapas, dados alfanuméricos e imagens que poderão ser utilizados na implantação de outros sistemas em apoio aos processos administrativos da Prefeitura e demais Órgãos Públicos. Apoio aos serviços de manutenção e expansão de novos postes, atendendo aos contribuintes com maior eficácia, direcionar os investimentos no setor, controlar e até simular as contas emitidas pela concessionária de energia, além da análise e projetos para melhorias dos pontos de iluminação pública já instalados.

Atendimento à população
Em casos de lâmpadas queimadas, quebradas, acesas durante o dia ou intermitentes, a população pode acionar o serviço de manutenção por meio da Ouvidoria, que funciona 24 horas. O telefone é 0800 28 39 059.

Para tanto o morador deve informar o código da placa que fica no ponto de iluminação, desta forma agiliza-se o atendimento. Isso facilita a localização do poste citado e uma equipe é encaminhada ao local para verificar a situação em até 48 horas.

Em dias úteis, os registros também podem ser feitos por meio do telefone 3149-7314, que funciona das 8h às 18h, com intervalos das 12h às 14h.

Fonte: Prefeitura de Vila Velha.

Georreferenciamento vai auxiliar nas de políticas públicas

A prefeitura de Porto Velho inicia já no próximo mês de junho, os testes com o sistema de geoprocessamento que está sendo instalado na secretaria municipal de Planejamento e Gestão (Sempla), o PortoGeo. A confirmação foi feita pelo secretário da Sempla, Bóris Alexandre. E apartir de julho, o sistema estará disponível para o acesso da população também.

O sistema consiste no processamento informatizado de dados, por meio de uma referência geográfica, formatada a partir de fotos aéreas e frontais de todos os imóveis e terrenos de Porto Velho.

Aliado ao sistema será criado o Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), onde serão levantadas informações da realidade atual da população em diversas áreas, como educação, saúde, desenvolvimento social, economia, dentre outras, através de um relatório socioeconômico.

O processo se dá por meio de um programa de computador que coleta, armazena e trata as informações espaciais ou georreferenciadas, para serem utilizadas em sistemas específicos a cada aplicação que, de alguma forma utiliza o espaço físico geográfico. “O geoprocessamento nada mais é do que o uso automatizado de informação que de alguma forma está vinculada a um determinado lugar no espaço, seja por meio de um simples endereço ou por coordenadas. A utilização destes sistemas produz informações que permitem tomar decisões para colocar em pratica ações. Estes sistemas se aplicam a qualquer tema que manipule dados ou informações vinculadas a um determinado lugar no espaço, e que seus elementos possam ser representados em um mapa, como casas, escolas ou hospitais. Nessa primeira etapa, o sistema será alimentado com os dados que a prefeitura já dispõe como o cadastro de imóveis”, explicou o secretário.

Acesso fácil
O coordenador do PortoGeo, João Carlos Amaral, adiantou que na fase em que o sistema estiver disponibilizado à população, qualquer cidadão, além de obter informações, poderá também contribuir com a administração indicando situações que necessitem da atuação do poder municipal.“Ele poderá utilizar o sistema, por exemplo, para fazer consultas prévias sobre alvará, localização de imóveis, saber qual empreendimento poderá instalar em uma região específica da cidade e baixar mapas. Para essas consultas ele não necessitará fazer senha. Agora, para o outro serviço que ficará disponível, o da notificação, ele precisará fazer um cadastro on line”, disse.

Cidadão Notifica
Pelo “Cidadão Notifica”, o munícipe poderá indicar à prefeitura os terrenos baldios, as ruas que necessitam de manutenção, se há a necessidade de troca de luminárias queimadas ou quebradas em determinada rua ou trecho de bairros, entre outros, auxiliando também o gestor público.

Outra vantagem do sistema é funcionar como ferramenta de gestão para auxiliar na tomada de decisão de políticas públicas. “Outro exemplo, se o município quer construir uma escola, por meio das informações geoprocessadas o prefeito tem como saber qual a região da cidade mais carente deste tipo de equipamento público. As variáveis podem ser: distância mínima de outras escolas, faixa de renda da população, número de habitantes na faixa etária dos, dentre outros. O mesmo vale para a construção de um posto de saúde”, informou o secretário.

Fonte: Gente de Opinião.

Salvador: Sistema de Gestão Cadastral na Web vai substituir Mapa Digital do Município

O módulo Web do Sistema de Gestão Cadastral (SGC) da Prefeitura Municipalde Salvador para a rede Sicad (Sistema Cartográfico e Cadastral do Município deSalvador) foi apresentado para parceiros e corpo técnicoda Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente(Sedham). Até o início de 2012, o novo aplicativo deverá ser disponibilizado aopúblico no site Mapa Digital.

Com este sistema, as principais bases de dados georreferenciados daadministração municipal e de outros órgãos podem ser editados num mesmo bancode dados corporativo via internet e, ao mesmo tempo, disponibilizados aopúblico através do módulo SGC-Web, acessível por qualquer navegador dainternet. “Este trabalho é um instrumento efetivo do desenvolvimento dapolítica urbana do município”, salientou o secretário da Sedham, PauloDamasceno. Para a gestora da Coordenadoria Central de Informações doórgão, Ana Lúcia Aragão, “a idéia é tornar este aplicativo a vitrine de dadoscadastrais”, disse.

Sem limite
O novo aplicativo vai substituir oMapa Digital do Município de Salvador. A diferença básica é que no novoaplicativo não haverá limitação à entrada de novos dados, e qualquer órgão ouentidade pública ou privada, pode ter seus dados georreferenciados tambémdisponibilizados no mapa do município. O aplicativo mostra as inscriçõesimobiliárias, a base de endereçamento que está sendo criada pela Prefeitura,medidores de água da Embasa, ortofotos do Sicad, dentre outros. Alémdisso, tem ferramenta de desenho e pode-se obter a área de lotes e gerar mapas.

Após a apresentação do módulo web, o especialista argentino Diego AlfonsoErba, proferiu a palestra “Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) eInstrumentos de Política Urbana”. Diego é graduado em engenharia de agrimensurapela Universidade Nacional do Rosário (Argentina), possuindo especialização,mestrado e doutorado na mesma área, com larga experiência em geociências bemcomo nas áreas afins ao cadastro territorial multifinalitário,geoprocessamento, cartografia digital e fotogrametria.

Fonte: Sua Cidade.

Boletim sobre geotecnologias na América Latina e Caribe disponível em português

Os interessados em saber novidades sobre as Insfraestruturas de Dados Espaciais (IDE) já têm ao alcance a versão em português do boletim mensal IDE América Latina e Caribe (SDI-LAC), produzido pelo Instituto Panamericano de Geografia e História (IPGH), para a Associação para Insfraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI, na sigla em inglês). A instituição também tem disponibilizado boletins sobre IDE na África, Ásia e Pacífico.

O boletim IDE-LAC traz informações sobre as IDE, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), sensoriamento remoto e administração de dados na América Latina e Caribe. Também busca criar consciência, prover informação útil para o fortalecimento de iniciativas nacionais de IDE e apoiar esforços regionais. O IPGH, entidade membro de GSDI, e o Comitê Permanente para a Infraestrutura de Dados Espaciais das Américas (CP-IDEA) promovem o desenvolvimento de IDE na região.

A versão em português do IDE-LAC teve sua primeira edição entre 2007 e 2009, e agora está sendo relançada, com tradução das publicações de agosto e setembro. Isso aconteceu devido o trabalho de um grupo de voluntários, espalhados pelo Brasil, Estados Unidos e Canadá.

Essa equipe de tradução é formada por voluntários, sob a coordenação de Silvane Paixão, MSc em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, PhD em Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial; revisão geral de Eduardo Freitas, editor do MundoGEO, mestrando em SIG; e comunicação geral de Edmilson Volpi, Msc. em Engenharia Urbana, Especialista Ambiental na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Se você tem interesse em receber os boletins mensais da GSDI, acesse o link:
http://www.gsdi.org/newslist/gsdisubscribe

Para Abbas Rajabifard, presidente da GSDI e direitor do Centro para Infraestrutura de Dados Espaciais e Gestão Territorial da Universidade de Melbourne, Austrália, “a informação espacial é uma ferramenta crítica para qualquer tomada de decisões sobre as principais questões econômicas, ambientais e sociais. Informação espacial tem permitido o desenvolvimento de tecnologia e infraestrutura para a sociedade moderna. A crescente necessidade de organizar os dados e serviços através de diferentes disciplinas e organizações resultou no conceito de Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE)”.

Segundo Luiz Paulo Fortes, diretor de Geociências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), secretário-executivo da Comissão Nacional de Cartografia (Concar) e presidente do CP-IDEA, “atualmente o Brasil se encontra em processo de implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e nesse momento é importante considerar a necessidade de articulação com outras IDEs regionais e estaduais, garantindo a interoperabilidade das informações geoespaciais produzidas e existentes no Brasil e na América Latina”.

INDE
Em 2008, foi instituída, por meio do Decreto 6.666, a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), com o objetivo de integrar todos os dados geoespaciais existentes em diversas instituições do governo brasileiro, para harmonizá-los, disseminá-los e proporcionar o uso efetivo do serviço.

Fonte: Paranashop.

Prefeitura apresenta sistema inovador de informação geográfica

Sistema foi apresentado na antiga Câmara Municipal da cidade
O Departamento de Geoprocessamento da Prefeitura de Itapecerica da Serra apresentou no último dia 26 de agosto o seu novo Sistema de Informação Geográfica, intitulado MultiGeo.

Sistema revolucionário e único no país, o MultiGeo foi totalmente desenvolvido com tecnologia própria e é capaz de reunir em um cadastro multifinalitário informações das mais diversas atividades, compondo um banco de dados que permitirá o acesso a informações que possibilitarão entender melhor a dinâmica urbana do município e complementar as ações relacionadas ao planejamento urbano.

“Este é um novo beneficio, desburacratizando serviços de acesso a dados que antes exigia consulta em várias secretarias e departamentos. Passaremos a ter dados importantes para a administração pública em apenas um click”, disse o secretário de Obras e Serviços, Carlos Hueb.

O diretor de Geopropcessamento, Rodrigo Moreira, explicou e deu uma prévia de como o sistema irá funcionar. “Teremos dois tipos de informação: espacial, que dará localização com imagem aérea e frontal de lotes, e alphanumerico, que trará uma enorme gama de informações de dados em diversas áreas como transporte, saúde, turismo, educação, cultura, esporte, habitação, inclusão social e etc”, contou Rodrigo.

Um dos principais recursos do sistema é o acesso ao Plano Diretor do Município e à relatórios urbanísticos de um determinado lote, com informações de tipo da zona inserida, o que pode ser construído no local – inclusive com a Lei do Guarapiranga – e dados sobre assentamentos e áreas de risco mapeadas.

O diretor de Receita da PMIS, Antonio Sueiro Lopes Filho, salientou a economia que o Departamento de Geoprocessamento está proporcionando aos cofres públicos. “Antes terceirizávamos este serviço e tínhamos uma empresa contratada a um custo alto. Hoje podemos contar com o apoio do Geo para diversos serviços, agilizando o trabalho”, disse Sueiro.

Para o prefeito Jorge Costa, o MultiGeo é mais uma mostra de como a Administração Pública Municipal avançou nesses últimos seis anos e meio. “Economia aos cofres públicos e mais agilidade nos serviços municipais são marcas de nosso governo”, falou.

Estiveram ainda presentes à apresentação do MultiGeo o presidente da Câmara Municipal, Amarildo Gonçalves “Chuvisco”; o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Dr. Luis Pires; o secretário de Finanças, Antonio de Godoi; o assessor do prefeito Pastor Marcio; os vereadores José Maria e José de Moraes; entre outras autoridades.

Fonte: Jornal na Net.

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    Datas: 01/10 – 08/10 – 15/10 – 22/10 – 29/10/2011 (aos sábados) – 36 horas
    Investimento: R$ 685,00 (seiscentos e oitenta e cinco reais) pagos através e conforme critérios do PagSeguro da UOL (em até 18x).
    Corpo docente: Daniel Henrique A. Superbi, Gerente de Projetos da GEOeasy;

    Ms. Tatiana Diniz Prudente, Esp. em Geomática – GEOeasy.

    Local: Centro de Convenções do Hotel Porto Bello

    Novidade! Será feita a demonstração de equipamentos para levantamentos topográficos de precisão. Dentre eles, algumas Estações Totais (equipamento que realiza medições de ângulo e distância eletronicamente) e um par de GPS/GNSS Geodésico RTK – Real Time Kinematic de 72 canais com capacidade de rastreamento de sinais das constelações artificiais GPS, GLONASS e GALILEO.

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    Treinamento em GIS

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