Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

NASA quer redefinir o significado de “aqui”

Onde é aqui?

Os pequenos aparelhos de GPS usam uma constelação de satélites artificiais em órbita da Terra para dizer exatamente em qual esquina do mundo você se encontra a cada momento.

Mas você já parou para pensar como que é que os satélites sabem onde “eles” se encontram, para poder lhe dizer com tanta precisão onde “você” se encontra?

O início da resposta está aqui embaixo, em uma rede de antenas plantadas ao redor do mundo, que servem como pontos de referência para os satélites, do tipo “você está aqui agora”.

Mas isto não é tudo, porque o nível de precisão exigido coloca em questão uma definição ainda mais básica: o que exatamente significa “aqui”?

Quando trocam informações com as antenas em terra, o que os satélites da constelação GPS estão perguntando continuamente é “onde exatamente é o ‘aqui’ que você está me apontando?”

Geodésia
Para entender tanta insistência com detalhes, é preciso lembrar que a Terra está longe de ser algo como uma esfera rígida e imutável navegando pelo espaço: a Terra muda de formato o tempo todo.

Os continentes se movem sobre as placas tectônicas. O equilíbrio da atmosfera muda constantemente. Os oceanos vão para lá e para cá.

Tudo isto muda não apenas o formato externo da Terra, o chamado geoide, mas também o centro de massa e a orientação do planeta no espaço.

Essas modificações podem ser detectadas no campo gravitacional da Terra e na variação da sua velocidade de rotação.

“Em termos práticos, nós não podemos determinar uma localização hoje e esperar que ela seja precisa o suficiente amanhã – muito menos ainda no ano que vem,” explica o Dr. Herbert Frey, membro do Projeto Geodésia da NASA.

Geodésia é a ciência que trata da medição dessas propriedades da Terra, incluindo o levantamento e a representação da forma e da superfície do planeta.

Você já deve ter ouvido falar que, sobretudo durante a Idade Média, muitos acreditavam que a Terra era plana – de fato, ainda hoje é fácil encontrar pessoas que acreditam em coisas muito estranhas.

Mas a realidade é que o homem nunca perdeu a noção da esfericidade da Terra, principalmente depois que ela foi determinada com precisão pela primeira vez por Eratóstenes, por volta do ano 240 AC – ou seja, a Geodésia não é uma ciência da “era dos GPS”.

Eratóstenes descobriu que, quando o Sol estava diretamente acima do Rio Nilo, na cidade de Assuã, seus raios incidiam em um ângulo de 7,2 graus (1/50 de um círculo) no norte da cidade de Alexandria. Por triangulação, ele calculou que a circunferência da Terra era de 40.200 quilômetros, bem próximo da medição moderna, que é de 40.075,16 quilômetros.

Rede de nova geração
Apesar das sofisticadas ferramentas disponíveis hoje para os cientistas, os cálculos continuam usando as mesmas regras de geometria aplicadas por Eratóstenes.

Mas a precisão exigida hoje chega a ser irritante, sobretudo porque não são apenas os aparelhos de GPS que dependem dela.

Todas as observações da Terra feitas do espaço dependem da precisa determinação de todos os “aquis” da Terra – seja para medir o quanto cada terremoto altera a Terra, mapear as camadas de gelo, verificar o nível global dos oceanos, monitorar o efeito de secas e inundações etc.

É por isto que a NASA verificou que é já é hora de fazer um upgrade em sua rede mundial de estações terrestres e antenas.

Entre 25 e 40 estações terrestres terão que ser atualizadas ou instaladas nos próximos anos, até atingir o que a NASA chama de “rede de nova geração”.

Isso, é claro, não dependerá apenas da agência espacial norte-americana. Estão envolvidas também agências da Alemanha, França, Japão e Austrália, que estão se reunindo em comitê para determinar a melhor localização das diversas estações.

Em busca de um “aqui” universal
Uma das principais modificações dessa rede de nova geração é que cada estação terá instrumentos para utilizar simultaneamente três ou quatro técnicas de geodésia para determinar cada “aqui” com uma precisão ainda não alcançada hoje.

Por exemplo, a medição da posição de cada satélite artificial em órbita da Terra é geralmente feita com uma técnica chamada SLR (Satellite Laser Ranging), que dispara pulsos de laser em direção a cada satélite e mede o tempo que leva para a luz retornar.

Esta técnica permite também determinar com grande precisão o centro de massa da Terra, uma vez que os satélites sempre orbitam ao redor do centro de massa do planeta.

Outra forma de medir as altitudes de cada satélite é com uma técnica chamada DORIS (Doppler Orbitography and Radiopositioning Integrated by Satellite).

A técnica DORIS utiliza o efeito Doppler, avaliando a variação de frequência de um sinal de rádio emitido por uma estação e recebido pelo satélite – medindo a variação na frequência, os engenheiros podem descobrir a distância da estação até o satélite com muita precisão.

Mas, finalmente, é necessário colocar a Terra em seu contexto, ou seja, saber onde a Terra está no espaço.

Essa espécie de “GPS para planetas” é feita pela técnica VLBI (Very Long Baseline Interferometry).

Para calcular a orientação da Terra no espaço, além de pequenas variações na sua velocidade de rotação, as estações em terra observam dezenas de quasares, estrelas pulsantes que estão longe o suficiente para servirem como pontos de referência.

Ou seja, a VLBI diz onde a Terra está no Universo, a DORIS e a SLR dizem onde os satélites estão no espaço, e o GPS diz onde você está na Terra.

Compreendeu agora a importância de responder com precisão à pergunta “O que exatamente significa aqui”?

Fonte: Inovação Tecnológica.

Mapas na rede

Nova ferramenta do IBGE permite visualização e análise de mapas interativos e é boa pedida para curiosos e entusiastas da cartografia e do geoprocessamento.

Captura de tela do SIG IBGE, lançado em janeiro. Uma das possibilidades da ferramenta é visualizar e interagir com o mapa da fauna ameaçada de extinção.“Vivemos hoje, na internet, uma espécie de era pós-Google Earth”. A opinião é da geógrafa Maria do Carmo Dias, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após o lançamento da ferramenta, em 1995, o acesso à informação geográfica se popularizou como nunca antes na história.

Desde então, cartografias on-line de toda sorte vêm aparecendo aqui e ali. A última delas merece destaque: é o novo Sistema de Informações Geográficas (SIG) do IBGE, disponível desde o início de janeiro na página da entidade na internet.

A interface estilosa e moderna é porta de entrada para uma série de mapas interativos – atraentes tanto para leigos quanto para especialistas. O usuário acessa mapas temáticos referentes a vários assuntos ligados à geografia. Clima, relevo, geologia, vegetação, fauna, biomas, potencial agrícola e por aí vai.

Breve tutorial
Mesmo os não iniciados na cartografia deverão se animar com a forma simples e intuitiva do aplicativo. Logo na página inicial, escolhe-se o mapa-base com o qual se quer trabalhar – digamos, o da Amazônia Legal, por exemplo.

Clicando ali em cima, em ‘camadas’, você verá opções para visualizar uma série de variáveis, como ‘estados’, ‘biodiversidade’, ‘hidrografia’, ‘terras indígenas’, ‘geologia, ‘áreas preservação’ e dezenas de outras opções concernentes à área em questão.

Digamos que você queira estudar a biodiversidade de um determinado local. Após visualizar a camada correspondente, basta selecionar a opção ‘identificar’ e clicar sobre uma região específica do mapa. Se você selecionou as imediações do município de Itaituba (PA), por exemplo, uma nova página como esta lhe trará as informações mais atuais e completas de que dispõe o IBGE. Ou seja, o SIG não deixa de ser, também, uma ótima enciclopédia em forma de mapa.

Não é preciso ser expert em geoprocessamento para utilizar a ferramenta, que tem grande potencial didático
Nos dois ou três primeiros minutos, você pode achar um pouco difícil. Mas logo se acostuma com a lógica da ferramenta. E, em pouco tempo, será capaz de espacializar praticamente qualquer dado de seu interesse.

O geógrafo Marciel Lohmann, da Universidade Federal do Paraná, aprovou a ferramenta. “Não é preciso ser nenhum expert em geoprocessamento para utilizá-la”, afirma. “Vejo nela um ótimo potencial didático, para alunos de ensino básico e mesmo de graduação.”

Também para iniciados
Usuários avançados em geoprocessamento também vão gostar do novo SIG on-line. Afinal, poderão inserir novas informações baixadas de outros bancos de dados (tomando, é claro, os devidos cuidados quanto à compatibilidade dos sistemas de projeção cartográfica).

Outra funcionalidade que se destaca é a confecção de mapas. Após selecionar as informações desejadas, pode-se exportar a visualização em formato de imagem – com direito a escala, legendas e bom acabamento estético.

Fica a dúvida: será que a precisão cartográfica é acurada o bastante? Pode não ser suficiente para usos militares ou geodésicos, mas para consultas diárias e elaboração de mapas gerais está excelente. E é de graça.

Cenário atual
Há vários softwares especializados em cartografia e geoprocessamento. Mas normalmente são bastante complexos; ou são caríssimos. Ou, na pior das hipóteses, somam esses dois atributos.

Opção gratuita – excelente, mas só para especialistas – é o velho e bom Spring, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Alternativa mais amigável é o ArcGIS, já consagrado líder no segmento. Seu pequeno inconveniente é o preço. A versão original básica da plataforma não custa menos de R$ 5 mil.

O público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética
A propósito, a interface do SIG foi resultado de uma parceria entre o IBGE e o Instituto de Pesquisa em Sistema Ambiental (ESRI, na sigla em inglês), desenvolvedor do ArcGIS. Ou seja, o público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética.

Outras opções gratuitas disponíveis na rede são o i3Geo Mapserver, o ArcGIS Online e o Geocommons. Mas, na verdade, o SIG IBGE parece superar todas elas (pelo menos para o público brasileiro).

Mesmo com suas limitações – de fato, procedimentos mais avançados de geoprocessamento continuam disponíveis somente nos softwares especializados –, o sistema é mais que suficiente para consultas cotidianas da navegação nossa de cada dia.

Fonte: Ciência Hoje.

IBGE redefinirá locai de poços de petróleo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dará início em 2012 a estudos para tornar mais precisa a metodologia de cálculo que define a territorialidade de poços de exploração de petróleo e gás no mar.

O instituto é responsável por calcular em que município e Estado se encontram os poços de exploração, o que é tomado como base pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para estipular o valor dos royalties pagos pelas companhias petrolíferas.

A definição mais precisa das linhas que demarcam os limites do litoral de cada Estado, que são traçadas com base em cálculos sobre a angulação da costa brasileira, pode ajudar a definir com mais precisão a localização de novos pontos de exploração.

No entanto, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, não acredita que uma maior precisão nas linhas vá mudar a territorialidade dos poços existentes. A metodologia atual foi definida em 1986, por lei que determinava os critérios de cálculo. Na época, a tecnologia de medição não era tão desenvolvida, diz Wasmália.

A Coordenação de Geodésia do IBGE ficará encarregada de estudar em 2012 a metodologia de cálculo das linhas geodésicas ortogonais à costa. Mas, segundo Wasmália, não existe nenhuma ação no instituto para refazer os cálculos dessas linhas invisíveis que demarcam, no mar, em que área está cada poço.

“O objetivo é reanalisar essa metodologia e avaliar se, com todas essas evoluções, nós não poderíamos propor aperfeiçoamentos”, disse a presidente do IBGE. Wasmália ressaltou que, em 1986, quando foram definidas as projeções para a distribuição dos royalties entre Estados e municípios, não existiam as tecnologias e metodologias atuais.

Fonte: IstoÉ Dinheiro.

Boletim sobre geotecnologias na América Latina e Caribe disponível em português

Os interessados em saber novidades sobre as Insfraestruturas de Dados Espaciais (IDE) já têm ao alcance a versão em português do boletim mensal IDE América Latina e Caribe (SDI-LAC), produzido pelo Instituto Panamericano de Geografia e História (IPGH), para a Associação para Insfraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI, na sigla em inglês). A instituição também tem disponibilizado boletins sobre IDE na África, Ásia e Pacífico.

O boletim IDE-LAC traz informações sobre as IDE, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), sensoriamento remoto e administração de dados na América Latina e Caribe. Também busca criar consciência, prover informação útil para o fortalecimento de iniciativas nacionais de IDE e apoiar esforços regionais. O IPGH, entidade membro de GSDI, e o Comitê Permanente para a Infraestrutura de Dados Espaciais das Américas (CP-IDEA) promovem o desenvolvimento de IDE na região.

A versão em português do IDE-LAC teve sua primeira edição entre 2007 e 2009, e agora está sendo relançada, com tradução das publicações de agosto e setembro. Isso aconteceu devido o trabalho de um grupo de voluntários, espalhados pelo Brasil, Estados Unidos e Canadá.

Essa equipe de tradução é formada por voluntários, sob a coordenação de Silvane Paixão, MSc em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, PhD em Cadastro Técnico Multifinalitário e Gestão Territorial; revisão geral de Eduardo Freitas, editor do MundoGEO, mestrando em SIG; e comunicação geral de Edmilson Volpi, Msc. em Engenharia Urbana, Especialista Ambiental na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Se você tem interesse em receber os boletins mensais da GSDI, acesse o link:
http://www.gsdi.org/newslist/gsdisubscribe

Para Abbas Rajabifard, presidente da GSDI e direitor do Centro para Infraestrutura de Dados Espaciais e Gestão Territorial da Universidade de Melbourne, Austrália, “a informação espacial é uma ferramenta crítica para qualquer tomada de decisões sobre as principais questões econômicas, ambientais e sociais. Informação espacial tem permitido o desenvolvimento de tecnologia e infraestrutura para a sociedade moderna. A crescente necessidade de organizar os dados e serviços através de diferentes disciplinas e organizações resultou no conceito de Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE)”.

Segundo Luiz Paulo Fortes, diretor de Geociências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), secretário-executivo da Comissão Nacional de Cartografia (Concar) e presidente do CP-IDEA, “atualmente o Brasil se encontra em processo de implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e nesse momento é importante considerar a necessidade de articulação com outras IDEs regionais e estaduais, garantindo a interoperabilidade das informações geoespaciais produzidas e existentes no Brasil e na América Latina”.

INDE
Em 2008, foi instituída, por meio do Decreto 6.666, a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), com o objetivo de integrar todos os dados geoespaciais existentes em diversas instituições do governo brasileiro, para harmonizá-los, disseminá-los e proporcionar o uso efetivo do serviço.

Fonte: Paranashop.

GIS para embarcações de apoio

A Petrobras estuda utilizar sistemas de informações geográficas (GIS, na sigla em inglês) submarinas para monitorar suas 287 embarcações de apoio. A informação é do gerente de Geodésia da Unidade de Serviços Submarinos da E&P de Serviços da Petrobras, Gilberto da Silva Ferrão.

De acordo com o engenheiro, o uso da tecnologia otimizará o uso de PSVs, OSRVs e PLSVs – cujas diárias variam entre US$ 30 mil e US$ 300 mil – ao identificar qual embarcação está em condições mais apropriadas para executar determinada ordem de serviço.

Atualmente, a Petrobras faz uso desses sistemas para monitorar boias de ancoragem, as quais, eventualmente, se desprendem. “Com o GIS, sabemos que, se a movimentação está se dando lentamente, é porque a boia está derivando; se for rápido, é porque está sendo rebocada”, explica Ferrão.

A estatal também pretende utilizar a tecnologia para elaborar o planejamento de movimentação de sondas, delimitando rotas adequadas de abandono em caso de contingência; integração de dados ambientais e de sistemas para inspeção de dutos – hoje, a Petrobras possui mais de 5,5 mil km de linhas flexíveis e 4 mil km de umbilicais, aos quais devem ser acrescentados mais 2.735 km até 2015.

Gilberto da Silva Ferrão participou nesta terça-feira (29/11) do seminário GIS Óleo & Gás 2011, no Rio de Janeiro.

Fonte: Portal EnergiaHoje.

Parque Atalaia recebe sistema de georreferenciamento

Reduto de espécies da fauna e flora de Macaé, o Parque Natural Atalaia está passando por processo de georreferenciamento para demarcação territorial. O procedimento tem como objetivo delimitar as coordenadas do local, através da implantação de marcos de concreto, que definirão com precisão a localização do parque.

Ao todo serão implantados 20 marcos geodésicos – pontos materializados no solo, com sua localização determinada por coordenadas que definem com precisão sua posição no terreno e no mapa. Com a demarcação, o Parque Natural Atalaia poderá ser localizado através de serviços online de pesquisa e visualização de imagens de satélite, como o Google Maps, por exemplo. O serviço possibilitará ainda a elaboração de mapas com a descrição das trilhas do parque, para serem entregues aos visitantes.

O secretário de Meio Ambiente, Maxwell Vaz, explica que o georreferenciamento do parque faz parte das compensações ambientais pelo licenciamento da Estação Iriri, de Furnas, patrocinadora do projeto.

- O parque Municipal do Atalaia tem 16 anos e só agora seus limites serão bem definidos. Além de atender a uma compensação ambiental, este levantamento cumpre a exigência do Plano de Manejo Florestal e a Lei do Sistema Nacional de Unidade de Conservação.

O secretário adiantou que já foi aberto um procedimento administrativo para a ampliação do parque, com a incorporação da nascente do rio Areia Branca, que abastece a comunidade local. Hoje o parque possui 235 hectares, com 75% de sua extensão de Mata Atlântica Fechada. Com a ampliação, o parque deverá dobrar de tamanho.

Reinauguração
O parque Atalaia foi revitalizado e, para comemorar, a Prefeitura de Macaé está com uma programação especial para receber os visitantes. A reinauguração está marcada para o dia primeiro de dezembro, a partir das 10h. Na ocasião será inaugurado o novo borboletário ao ar livre, o parquinho e o viveiro de bromélias e de espécies frutíferas silvestres. Os visitantes poderão ainda se aventurar nas trilhas do parque, que possuem diversos graus de dificuldade, mas sempre com acompanhamento de um guia. Este ano quase seis mil pessoas já visitaram o parque.

Fonte: Rede Presença.

SEPLAG entrega base cartográfica de alta precisão à Prefeitura de Canindé

Meta é mapear 100% do território sergipano com esse projeto, cuja base traz o reconhecimento do território e do arranjo espacial que nele se estabelece

O secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, Oliveira Júnior, durante a Conferência do Plano Plurianual Participativo 2012-2015, no território do Alto Sertão, entregou ao prefeito interino de Canindé do São Francisco, Marcondes Marinho, a Base Cartográfica do município. Na oportunidade, assinaram o termo de cooperação técnica entre prefeitura e Governo do Estado para conjugar esforços para gestão do banco de dados geográficos e cartográficos do Estado de Sergipe.

Esse produto que a Seplag vai oferecer a todos os municípios de Sergipe é inovador, por se tratar de um mapeamento que fará de Sergipe o primeiro Estado do país a possuir 100% do território mapeado em escala de alta precisão, contribuindo para otimização de gastos e maior definição das políticas públicas, destaca Oliveira Júnior.

O produto de alta precisão entregue ao prefeito possui a escala 1:10.000 nas áreas rurais e 1:20.000 nas sede municipal de Canindé do São Francisco. Essa nova base cartográfica possui um nível de detalhamento que beneficia diversas ações, que vão desde o planejamento até a execução de obras, pois permite termos a altimetria do terreno a cada metro, identificação com cadastro de todos os arruamentos e das áreas das principais edificações. Nossa meta é mapear, além das sedes, 100% do território sergipano com esse projeto, detalha o superintendente de Estudos e Pesquisas Walter Uchôa.

Com o objetivo de fornecer às instituições públicas que atuam em Sergipe instrumentos para orientar o gerenciamento de políticas que permitam uma administração produtiva e eficiente, a Seplag vai lançar no dia 19 de julho a Base Cartográfica do Estado de Sergipe. Não só o município de Canindé do São Francisco, mas todos os 75 municípios sergipanos têm a possibilidade de utilizar esse mapeamento no desenvolvimento de políticas públicas que beneficiem diretamente sua comunidade, disse Oliveira Júnior.

A concepção da base traz o reconhecimento do território sergipano e do arranjo espacial que nele se estabelece, condições fundamentais para subsidiar a consecução das políticas públicas no monitoramento e execução das ações. A Nova Base Cartográfica contempla o mapeamento do Estado de Sergipe em conformidade com as normas e convenções cartográficas, através da técnica de aerofotogrametria, compreendendo 17.878 km² (aproximadamente 80% do território que ainda não foi mapeado em escala 1:10.000) de áreas municipais na escala 1:10.000 em todo o território e na escala 1:2.000 em sedes municipais. Esse projeto tem como particularidade a utilização do novo referencial geodésico brasileiro, o Sirgas 2000 (Estabelecido pelo IBGE) a ser utilizado por todos os países da América.

A assessora de Planejamento da prefeitura de Canindé do São Francisco, Soayan Silveira de Almeida, esclareceu que esse é um grande instrumento de planejamento para o município. A maioria dos municípios não possui recursos para produzir um material dessa precisão e qualidade. Esse banco de dados vai ser de suma importância para subsidiar o planejamento urbano de Canindé, além de contribuir para a revisão do plano diretor e na análise das possibilidades de crescimento urbano, regularização fundiária entre outras utilidades. planejamento.

Aplicabilidade e benefícios
A base permitirá a todos os sergipanos o conhecimento pleno e real das condições geográficas, econômicas e sociais de cada um dos municípios, com a precisão e agilidade necessária à eficaz gestão pública estadual e municipal. São inúmeras aplicações a Base cartográfica que vão permitir a condução de melhorias das políticas públicas no Estado.

A base cartográfica poderá ser utilizada em diversas áreas como, por exemplo, no Planejamento Urbano e Infraestrutura com a análise e estudo sócio-econômicos, densidade habitacional, arrecadação via tributação justa e ponderada do IPTU, acréscimo na participação do ICMS, zoneamentos urbanos; elaboração de planos diretores de desenvolvimento, uso e ocupação do solo, ampliação da rede viária e de logradouros, locação de novas escolas, hospitais, rodoviárias, áreas comerciais, conjuntos habitacionais etc. Na segurança, na localização de delegacias e postos policiais, rastreamento de viaturas, mapeamento da criminalidade, otimização do efetivo policial para as áreas de criminalidade etc.

Na área de Saúde, as informação da Base Cartográfica Digitalizadas poderão auxiliar no mapeamento e vigilância em controle epidêmico e endêmico, localização de áreas para novas unidades de saúde, rastreamento das unidades móveis de saúde, determinação de áreas de risco sanitário.

No âmbito da Educação, auxiliará para localização das unidades de ensino, mapeamento dos índices escolares, disseminação do conhecimento da Cartografia, Geografia e Geoprocessamento. Já na área de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, estudos e anteprojetos de barragens, cadastramento e mapeamento de impactos e zoneamentos ambientais, planejamento integrado em bacias hidrográficas, estudos locacionais para implantação e monitoramento de aterros sanitários podem ser e realizados.

As informações georreferenciadas podem ainda auxiliar gestores da pasta de Agricultura no cadastramento e mapeamento das áreas (cultivos, irrigação, erosão), planejamento do transporte e escoamento da produção, identificação de áreas para regularização fundiária. No fornecimento de serviços como água, Esgoto, Energia Elétrica e Gás, possibilita a criação e manipulação das redes de adução e distribuição de água, esgoto, energia e gás, análise e simulação de vazamentos das redes, planejamento e projetos de novas redes, além disso, será um estímulo aos projetos de turismo com mapeamento de atrativos, identificação de novas rotas e serviços turísticos.

Fonte: FAXAJU.

Professor da Feevale recebe prêmio internacional

O professor do programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale, Carlos Eduardo Morelli Tucci, receberá a distinção máxima da hidrologia mundial. Ele foi agraciado, por unanimidade, com o Prêmio Internacional de Hidrologia 2011, concedido anualmente pela International Association for Hydroloy Science, Unesco e Organização Meteorológica Mundial (WMO). A cerimônia de premiação acontecerá durante sessão plenária da International Union of Geodesy and Geophysics 2011, na quarta-feira, dia 6 de julho, em Melbourne, Austrália. O Prêmio Internacional de Hidrologia é atribuído a uma pessoa que fez uma importante contribuição para a hidrologia, conferindo reconhecimento universal a seus ganhadores.

O trabalho premiado deve ter uma dimensão de identificação internacional, ultrapassando o país do autor.

Fonte: Planeta Universitário.

Unesp – Universidade é indicada em premiação de geotecnologia

A Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) foi uma das mais votadas como instituição de ensino e pesquisa de maior destaque, e o professor João Francisco Galera Monico, livre docente dessa mesma unidade em Presidente Prudente, indicado como personalidade da década no setor pelo MundoGEO#Connect. O trabalho de Monico em geociências tem ênfase em geodésia, sobretudo em geodésia celeste, GNSS para geodésia e atmosfera, ajustamento de observações e controle de qualidade em geodésia e cartografia.

Em janeiro e fevereiro, a sua comunidade virtual participou da primeira fase e indicou os finalistas do prêmio. De março a maio foi realizada a etapa final. Mais de duas mil pessoas votaram para escolher quem deveria receber a homenagem.

Interativo
O MundoGEO#Connect reúne empresas, instituições e profissionais de geomática que estão em contato direto com as últimas tendências da indústria geoespacial. Além de uma programação técnica com seminários, minicursos, workshops e encontros de usuários, o evento abriga uma feira com mais de trinta empresas especializadas em geotecnologia. A iniciativa prioriza a interatividade e reúne especialistas em uma grade com diversos seminários, cursos e atividades paralelas com assuntos sugeridos pelos internautas.

O encontro é organizado pelo grupo MundoGEO, com apoio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)/ Monitoramento por Satélite, Prefeitura de São Paulo e a Emplasa (Empresa Paulista de Planejanemento Metropolitano), do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo MundoGEO produz desde 1998 conteúdo para mídias impressas e on-line, feiras, seminários, cursos e webinars (webconferências) na área de geoinformação. Publica duas importantes revistas voltadas para o setor: InfoGEO, sobre imagens de satélite e Sistemas de Informação Geográfica (GIS), e InfoGNSS, com foco em agrimensura e cartografia. Nesta área a empresa conta com o Portal MundoGEO, com conteúdo diário em português, espanhol e inglês, líder em visitantes na América Latina, Portugal e Espanha.

Em parceria de conteúdo com o UOL, atua na área de geomobilidade com o Portal InfoGPS que, juntamente com o Portal MundoGEO, tem mais de 50 mil profissionais cadastrados e mais de 5 mil seguidores nas redes sociais. Na área de sustentabilidade, mantém o Portal Atitude Sustentável, também em parceria com o UOL.

Conheça os três mais votados em cada categoria do Prêmio MundoGEO#Connect:

Personalidade da Década no Setor de Geotecnologia
Gilberto Câmara, Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
João Francisco Galera Monico, professor livre docente da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)
Luiz Paulo Souto Fortes, diretor de geociências no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Instituição de Ensino e/ou Pesquisa de Maior Destaque
Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT-Unesp)
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Lista de Discussão Mais Ativa
Abec-SP | http://br.dir.groups.yahoo.com/group/ABEC-SP
ArcGIS-Brasil | http://br.groups.yahoo.com/group/ArcGIS-Brasil
Listageografia | http://br.groups.yahoo.com/group/listageografia

Melhor Blog de Geotecnologia
Geoinformação Online | http://geoinformacaonline.com
Geo.Net | http://blog.geoprocessamento.net
Sadeck Geotecnologias | http://geotecnologias.wordpress.com

Empresa de Geotecnologia com Maior Presença Online
Engemap www.engemap.com.br | @engemap
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Santiago & Cintra www.santiagoecintra.com.br | @santiagoecintra

Profissional de Marketing de Maior Destaque
Fernando Schmiegelow, diretor de marketing para América Latina & Caribe na Sisgraph
Lúcio Muratori de Alencastro Graça, diretor de marketing na Imagem
Luiz Henrique Amoedo, gerente de marketing das empresas Santiago & Cintra Geo-tecnologias, Santiago & Cintra Consultoria e Geo Agri

Fonte: Planeta Universitário.

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