China lançará primeira pesquisa nacional de geoinformação

A China lançará no próximo ano a primeira pesquisa nacional sobre as condições geográficas do país.

A pesquisa, com um investimento de cerca de 1,1 bilhão de yuans (US$ 175 milhões), durará três anos para monitorar as condições naturais e geográficas da China relacionadas aos seres humanos, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação.

As informações colecionadas incluirão a superfície territorial, as regiões geológicas, as características topográficas e geomórficas do país, assim como as redes de estrada e transporte.

As informações serão utilizadas para estabelecer um banco de dados nacional das condições geográficas do país, diz o comunicado.

A administração também anunciou que lançará um programa nacional para equipar as cidades chinesas com serviços públicos digitais apoiados pela rede de geoinformação.

Fonte: CRI Online.

Revolução na Geologia

Unisinos apresentou software inovador nos estudos de afloramentos de rochas durante workshop
Para discutir e compartilhar conhecimentos sobre uma tecnologia que traz dados fundamentais para a área dos estudos de afloramentos de rochas, reuniram-se, em 16 e 17/8, no campus da Unisinos em São Leopoldo, os principais pesquisadores do assunto no país. O evento, Workshop sobre Lidar Terrestre, aconteceu na sala de Seminários II da Biblioteca.

Interessados em aprender sobre a técnica Lidar (Light Detection and Ranging), pesquisadores em Geologia e Computação Aplicada, de sete universidades brasileiras, e geólogos da Petrobras vieram debater, com o Grupo de Pesquisa em Modelagem Digital de Afloramento da Unisinos, a técnica de laser scanner. “Para nós, é uma grande alegria receber um grupo que trabalha nas fronteiras do conhecimento, desenvolvendo novas tecnologias”, diz Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unidade de Pesquisa e Pós-Graduação, ao dar as boas vindas aos participantes.

Durante os dois dias do evento, as instituições mostraram um pouco do trabalho desenvolvido, apresentando resultados e dificuldades da utilização do laser scanner terrestre. A reunião teve o objetivo de aproximar as instituições que compõem a Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia, que desenvolvem projetos de pesquisa apoiados pela Petrobras.

Conheça um pouco mais sobre o Lidar
Popular nas áreas de Arquitetura e Engenharia no início dos anos 2000, o laser scanner terrestre foi adaptado para a geologia. Um dos primeiros trabalhos de aplicação foi desenvolvido por uma universidade do Texas, EUA, e publicado em 2005. Desde então, diversas instituições do mundo têm estudado e aprimorado a técnica.

O estudo de afloramentos terrestres permite um acesso muito maior a informações cruciais para as jazidas de petróleo e recursos minerais em geral. Utilizando afloramentos análogos, que são blocos de referência, é possível conhecer feições e propriedades da rocha como, por exemplo, distribuição de porosidade, permeabilidade, barreiras de permeabilidade entre camadas. “Para nós, como geólogos, esse estudo é importante. A técnica Lidar consegue gerar imagens de afloramentos de maneira precisa e georreferenciada em 3D”, aponta Alípio José Pereira, representante da Gerência de Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras.

O laser scanner vem para substituir a análise de rochas em afloramentos a partir de modelos feitos com montagens fotográficas. Das duas dimensões, que deixam a desejar quanto à volumetria, a geologia passa a obter modelos tridimensionais através do sistema laser, que realiza uma leitura mais completa da superfície escaneada, gerando uma nuvem de pontos que cria um Modelo Digital de Afloramento (MDA).

A vantagem é a obtenção de um número muito maior e preciso de informações sobre a rocha, através da confecção dos MDAs. No entanto, essa grande quantidade de dados é também um desafio para os softwares, que, até então, não davam conta de interpretar de forma eficiente os centenas de milhões de pontos que um escaneamento chega a ter.

Inovação como diferencial
Com um equipamento desde 2008, quando obteve apoio da Petrobras para iniciar o projeto de estudos de afloramento, alunos de Mestrado e Doutorado em Geologia da Unisinos têm trabalhado no desenvolvimento de aplicações e técnicas de utilização do laser. Assim como as outras instituições do país, o PPG em Geologia enfrentou a barreira tecnológica, que impedia a interpretação e manipulação dos dados gerados pelo equipamento. “Para melhorar a eficiência, no que tange à manipulação de um grande volume de dados, havia a necessidade de desenvolver novas técnicas de visualização 3D integradas a ferramentas de interpretação interativa de afloramentos”, diz Maurício Veronez, professor do PPG em Geologia.

Formou-se, então, como parceria entre os PPGs em Geologia e Computação Aplicada e a Empresa V3D, incubada no Tecnosinos, o Grupo de Pesquisa em Modelagem Digital de Afloramentos. Ele está desenvolvendo um aplicativo em GPU (Graphics Processing Units), que proporciona uma manipulação eficiente de um grande volume de dados, além de estar projetado para possuir ferramentas de interpretação geológica: o Mountain View.

Software inovador consegue visualizar e manipular imagens formadas por um bilhão de pontosAo contrário das ferramentas genéricas existentes no mercado, que podem ser utilizadas para várias funções, o software criado pelo grupo é específico para a interpretação de MDAs. “Sendo um sistema específico, ele consegue ser muito mais adequado à forma de trabalhar dos geólogos, com ferramentas direcionadas para suas necessidades. O desempenho também é melhor, pois o programa é otimizado para esta aplicação”, afirma Leandro Motta Barros, desenvolvedor de software na V3D.

De acordo com Barros, em um teste realizado em 15/8, o Mountain View foi capaz visualizar e manipular uma nuvem contendo um bilhão de pontos. “Este é um número muito expressivo, mas esse não é um limite do software”, conta.

De acordo com Maurício Veronez, já há um interesse muito grande por parte da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia. “Todos gostaram muito e perceberam que a Unisinos está se comportando como desenvolvedora de aplicações e utilização para a técnica Lidar em estudo de afloramentos, e não como mera usuária”, afirma.

A universidade já tem um projeto em fase de aprovação técnica junto à Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras, que garantirá a continuidade do desenvolvimento do Mountain View, para que ele seja disponibilizado para todos os integrantes da rede. “Se tudo der certo, a Unisinos será o centro de gerenciamento de informações de toda a rede, concentrando o conteúdo do estudo proveniente da utilização da técnica laser de instituições de todo o país”, conta Maurício.

O workshop teve o incentivo e o apoio da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras e foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação de Geologia. A Petrobras apoia, por meio da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia, o trabalho de universidades brasileiras na área de mapeamento 3D de afloramentos.

Fonte: Jornal da Unisinos.

Especialistas discutem geotecnologias em Sergipe no 6º Geonordeste

Especialistas em geoprocessamento, sensoriamento remoto e áreas afins do Nordeste se reúnem em Aracaju de 26 a 30 de novembro para a sexta edição do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Geonordeste).

O 6º Geonordeste é um evento técnico-científico bienal promovido pela Rede Sergipe de Geotecnologias (Resgeo), e é o principal ponto de convergência de estudiosos da região para discutir os avanços das geotecnologias e promover a troca de experiências profissionais.

Realizado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), o 6º Geonordeste pretende abordar o impacto das geotecnologias na sociedade da informação com o tema “Geotecnologias: socialização e sustentabilidade”.

O objetivo do simpósio é fortalecer a discussão sobre como a sociedade é influenciada pelas geotecnologias e, reciprocamente, como os usuários da Internet estão provocando uma revolução na produção, consumo e apropriação de conhecimento geocientífico sobre a realidade do ambiente em que vivem. Essa condição é essencial para a legitimação da sustentabilidade ambiental preconizada nas agendas internacionais.

A edição deste ano acontece no Hotel Mercure Aracaju, e marca os dez anos desde a realização do primeiro Geonordeste. De acordo com o vice-presidente do evento, o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Julio Amorim, são esperados cerca de 600 participantes, entre pesquisadores, professores, estudantes e profissionais das áreas de agronomia, biologia, cartografia, geografia, geologia e engenharias em geral da Região Nordeste e demais regiões do Brasil.

Inscrições
As inscrições podem ser feitas pela Internet, com formulário disponível em www.vigeonordeste.com.br. Após o preenchimento, basta seguir as instruções para a impressão da fatura e pagamento na rede bancária.

Para inscrição por meio de boleto bancário, basta preencher a ficha disponível no site, efetuar depósito na conta-corrente 1465-4, operação 003, agência 2382, Caixa Econômica Federal, e enviar ficha e comprovante de depósito através do fax (79) 3243-0537. Até 30 de setembro, os valores vão de R$ 80 para estudantes de nível médio a R$ 250 para profissionais. Os preços sofrerão reajustes em 1º de outubro e 18 de novembro.

Submissão de trabalhos
O prazo para submissão de trabalhos vai até o dia 20 de agosto. A taxa de inscrição dá direito à submissão de até três trabalhos, além de crachá, pasta, caneta, certificados e publicação de trabalhos aceitos nos anais do evento.

Fonte: Cenário MT.

Geólogos visitam afloramentos de rochas sedimentares durante treinamento na Chapada Diamantina

O grupo conheceu formações de calcário raso na bacia de Irecê

Pesquisadores em geociências que participam do treinamento em cartografia geológica, que está sendo realizado no Centro Integrado de Estudos Geológicos (CIEG), em Morro do Chapéu (BA), realizaram, nesta terça-feira (17/7), mais uma atividade de campo. Eles visitaram área de lavra de uma mina de fosfato e afloramentos de rochas carbonáticas na formação salitre na bacia de Irecê, e de arenitos, no topo do Morro do Chapéu, que fazem parte da Chapada Diamantina.

O treinamento faz parte do programa de reciclagem dos profissionais que atuam em projetos de mapeamento da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais. “Durante os exercícios de campo os alunos observam o processo de formação, tipo, idade e ambiente das rochas”, explica o geólogo Reginaldo Alves dos Santos, chefe do Departamento de Geologia. A região possui uma grande diversidade geológica permitindo que em um raio de 40 km seja possível conhecer três ambientes de rochas sedimentares.


“Durante visita aos afloramentos selecionados eles desenvolvem habilidades que irão contribuir para o trabalho de mapeamento geológico em suas respectivas unidades”, destaca o geólogo Antônio Dourado, coordenador do CIEG. Segundo Dourado, o centro de estudos passa por um processo de revitalização e deverá receber novas turmas de geólogos da CPRM para treinamento, além de alunos de graduação e pós-graduação de diversas universidades.

Para o geólogo Joaquim das Virgens, que atua em projetos desenvolvidos pela Residência de Teresina, os cursos do treinamento servem não apenas para reciclar, mas também adquirir novos conhecimentos. “Estamos tendo novas visões e conceitos da geologia, com os novos recursos tecnológicos e técnicas”, avalia. Helen Lopes, geóloga da Superintendência de Belém, também compartilha a mesma opinião. “É um resgate de tudo que aprendi na universidade, mas que ainda não havia colocado em prática”, acrescenta Helen.

O grupo de pesquisadores irá integrar projetos piloto, que serão iniciados no segundo semestre, em Goiás, Tocantins, Pará, Mato Grosso do Sul, Piauí, Bahia e Minas Gerais. Durante o treinamento, os participantes estão reciclando o conhecimento em diversas áreas: interpretação geofísica, sensoriamento remoto, geologia estrutural, processamento digital de imagens de satélite, fotointerpretação, estratigrafia e metodologia de mapeamento da CPRM. A última etapa do treinamento será uma expedição à Faixa Sergipana.

Fonte: CPRM.

Satélite de mapeamento chinês expande cobertura

O satélite Ziyuan III, lançado em 9 de janeiro para produzir imagens em alta resolução para uso civil, enviou de volta dados visuais cobrindo 45,79 milhões de quilômetros quadrados da Terra até 18 de maio, segundo um anúncio feito nesta quarta-feira.

Uma nota emitida pela Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação diz que o satélite marcou um avanço nos esforços do país em mapeamento espacial, pois muitos dos padrões técnicos da nave são mais altos do que os satélites similares de outros países.

Os dados enviados de volta pelo satélite cobrem mais de 9,32 milhões de quilômetros quadrados do território chinês.

O órgão produziu imagens em alta resolução com base na análise dos dados e as divulgou no site tianditu.cn, website de mapas com direitos de propriedade intelectual independentes. Os dados também vêm sendo usados em mapeamento básico, levantamento de recursos terrestres, administração de aviação e prevenção de desastres naturais em diversas regiões chinesas.

A nota também aponta que a viabilidade de lançar outro satélite Ziyuan III está sendo estudada, e que, se for lançado, pode coletar dados em tempo real em qualquer ponto da Terra em cooperação com o satélite Ziyuan III existente e outros satélites.

Segundo o texto, o Ziyuan III está no momento coletando dados visuais sobre diversas ilhas no Mar do Sul da China.

Também nesta quarta-feira, a administração anunciou que um banco de dados nacional para o monitoramento de condições geográficas será criado até o fim de 2015, utilizando sensoriamento remoto, mapeamento por satélite e outras tecnologias de ponta.

Espera-se que o banco de dados possibilite a coleta de informação em tempo real e análise sobre características geológicas, redes de trânsito e utilização da terra, entre outros.

Fonte: CRI Online.

Scanner a laser ajuda a analisar áreas atingidas por terremotos

Pesquisadores usam scanner a laser para analisar terreno atingido por abalo e obtêm maior compreensão do processo de ocorrência dos tremores. A técnica ajudará na definição de áreas de risco e na orientação dos projetos de engenharia em regiões suscetíveis aos sismos

Quando alguém ouve a palavra terremoto, as primeiras imagens que vêm à cabeça são desastres de grandes proporções, que deixam cidades devastadas e centenas de mortos e desabrigados. O que faz, porém, com que alguns abalos causem mais destruição que outros? Além do local onde a terra treme, evidentemente, o planejamento ao fazer construções e a compreensão das falhas geológicas na região têm um importantíssimo papel nas consequências desse tipo de fenômeno. Daí a importância do estudo realizado por Michael Oskin, da Universidade da Califórnia, câmpus de Davis, nos Estados Unidos, e sua equipe, que mostraram como o sensoriamento remoto pode ser uma ferramenta eficiente para entender como os terremotos modificam o solo e ajudar os sismólogos a definirem zonas de risco.

Na pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Science, o grupo usou um aparelho chamado Light Detection and Ranging (Lidar), scanner a laser que envia pulsos de luz para o solo e capta seu formato, para analisar a região da Serra Cucapah, no norte do México, atingida por um terremoto de magnitude 7,2 em 2010. A ideia era detectar o local exato onde o solo foi rompido durante o sismo. Eles compararam os dados obtidos com os resultados da medição feita com o aparelho em 2006 — antes do tremor, portanto — e descobriram que o abalo foi provocado por rachaduras simultâneas no nordeste da região, como nas falhas Borrego e Pescadores.

De acordo com Oskin, especialista em geologia, geomorfologia e geodinâmica, essa foi uma das primeiras áreas de ruptura que já haviam sido mapeadas com o scanner a ter imagens geológicas captadas logo após um terremoto. Ele explica, em entrevista ao Correio, que documentar a geometria e a mecânica de como as falhas geológicas se ligam dá aos cientistas uma ideia melhor da dimensão dos eventos que elas podem causar. “Com isso, descobrimos como os sistemas dessas falhas interagem e aumentam para uma zona de risco”, acrescenta. Ele adverte que o registro histórico de abalos sísmicos ainda é pequeno, mas necessário para compreender o que pode ocorrer no futuro.

A partir de que magnitude um terremoto pode se tornar perigoso?
Não há um número específico que revele a partir de quanto um tremor causa perigo para a população, já que não é só a magnitude que determina o poder de destruição de um terremoto, embora seja o primeiro fator determinante. Um abalo sísmico de magnitude 7,0 na Escala Richter pode ser catastrófico, como ocorreu no Haiti em 12 de janeiro de 2010. A tragédia deixou 220 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados. Mais de dois anos após a catástrofe, o país ainda não se recuperou das consequências do terremoto.
Por outro lado, o Brasil, que é notoriamente um país com poucos sismos — e, os poucos que ocorrem, normalmente são de baixa intensidade —, já teve um terremoto com epicentro no interior de seu continente com magnitude 7,1. O tremor, que aconteceu no Amazonas em 20 de junho de 2003, não causou nenhum dano, porque seu hipocentro foi a 500km de profundidade.

Outro fator determinante no poder de destruição dos terremotos, além da magnitude e profundidade do foco, é a qualidade das construções. Terremotos iguais e com a mesma distância de centros urbanos produzem, em diferentes países, resultados muito distintos. Tudo depende do quanto a população está preparada para enfrentá-los, como pôde ser observado nas tragédias ocorridas em 2010 no Haiti e no Chile.

Fonte: Correio Braziliense.

Mapas na rede

Nova ferramenta do IBGE permite visualização e análise de mapas interativos e é boa pedida para curiosos e entusiastas da cartografia e do geoprocessamento.

Captura de tela do SIG IBGE, lançado em janeiro. Uma das possibilidades da ferramenta é visualizar e interagir com o mapa da fauna ameaçada de extinção.“Vivemos hoje, na internet, uma espécie de era pós-Google Earth”. A opinião é da geógrafa Maria do Carmo Dias, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após o lançamento da ferramenta, em 1995, o acesso à informação geográfica se popularizou como nunca antes na história.

Desde então, cartografias on-line de toda sorte vêm aparecendo aqui e ali. A última delas merece destaque: é o novo Sistema de Informações Geográficas (SIG) do IBGE, disponível desde o início de janeiro na página da entidade na internet.

A interface estilosa e moderna é porta de entrada para uma série de mapas interativos – atraentes tanto para leigos quanto para especialistas. O usuário acessa mapas temáticos referentes a vários assuntos ligados à geografia. Clima, relevo, geologia, vegetação, fauna, biomas, potencial agrícola e por aí vai.

Breve tutorial
Mesmo os não iniciados na cartografia deverão se animar com a forma simples e intuitiva do aplicativo. Logo na página inicial, escolhe-se o mapa-base com o qual se quer trabalhar – digamos, o da Amazônia Legal, por exemplo.

Clicando ali em cima, em ‘camadas’, você verá opções para visualizar uma série de variáveis, como ‘estados’, ‘biodiversidade’, ‘hidrografia’, ‘terras indígenas’, ‘geologia, ‘áreas preservação’ e dezenas de outras opções concernentes à área em questão.

Digamos que você queira estudar a biodiversidade de um determinado local. Após visualizar a camada correspondente, basta selecionar a opção ‘identificar’ e clicar sobre uma região específica do mapa. Se você selecionou as imediações do município de Itaituba (PA), por exemplo, uma nova página como esta lhe trará as informações mais atuais e completas de que dispõe o IBGE. Ou seja, o SIG não deixa de ser, também, uma ótima enciclopédia em forma de mapa.

Não é preciso ser expert em geoprocessamento para utilizar a ferramenta, que tem grande potencial didático
Nos dois ou três primeiros minutos, você pode achar um pouco difícil. Mas logo se acostuma com a lógica da ferramenta. E, em pouco tempo, será capaz de espacializar praticamente qualquer dado de seu interesse.

O geógrafo Marciel Lohmann, da Universidade Federal do Paraná, aprovou a ferramenta. “Não é preciso ser nenhum expert em geoprocessamento para utilizá-la”, afirma. “Vejo nela um ótimo potencial didático, para alunos de ensino básico e mesmo de graduação.”

Também para iniciados
Usuários avançados em geoprocessamento também vão gostar do novo SIG on-line. Afinal, poderão inserir novas informações baixadas de outros bancos de dados (tomando, é claro, os devidos cuidados quanto à compatibilidade dos sistemas de projeção cartográfica).

Outra funcionalidade que se destaca é a confecção de mapas. Após selecionar as informações desejadas, pode-se exportar a visualização em formato de imagem – com direito a escala, legendas e bom acabamento estético.

Fica a dúvida: será que a precisão cartográfica é acurada o bastante? Pode não ser suficiente para usos militares ou geodésicos, mas para consultas diárias e elaboração de mapas gerais está excelente. E é de graça.

Cenário atual
Há vários softwares especializados em cartografia e geoprocessamento. Mas normalmente são bastante complexos; ou são caríssimos. Ou, na pior das hipóteses, somam esses dois atributos.

Opção gratuita – excelente, mas só para especialistas – é o velho e bom Spring, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Alternativa mais amigável é o ArcGIS, já consagrado líder no segmento. Seu pequeno inconveniente é o preço. A versão original básica da plataforma não custa menos de R$ 5 mil.

O público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética
A propósito, a interface do SIG foi resultado de uma parceria entre o IBGE e o Instituto de Pesquisa em Sistema Ambiental (ESRI, na sigla em inglês), desenvolvedor do ArcGIS. Ou seja, o público brasileiro tem agora uma ferramenta que não fica atrás do que há de mais avançado em termos de usabilidade e estética.

Outras opções gratuitas disponíveis na rede são o i3Geo Mapserver, o ArcGIS Online e o Geocommons. Mas, na verdade, o SIG IBGE parece superar todas elas (pelo menos para o público brasileiro).

Mesmo com suas limitações – de fato, procedimentos mais avançados de geoprocessamento continuam disponíveis somente nos softwares especializados –, o sistema é mais que suficiente para consultas cotidianas da navegação nossa de cada dia.

Fonte: Ciência Hoje.

Carta geotécnica obrigatória poderá prevenir catástrofes

Documento define áreas urbanas que podem ou não ser ocupadas
Carta geotécnica define áreas ocupáveis, prevenindo desastres como os de Minas Gerais. Tramita na Câmara projeto que estabelece que a elaboração do plano diretor seja orientada por carta geotécnica, baseada em critérios de segurança geológica, com o objetivo de evitar a ocupação urbana de áreas de risco. De acordo com a proposta (Projeto de Lei 2440/11), do Senado, os municípios cujos planos diretores já tenham sido elaborados sem a orientação da carta geotécnica terão o prazo máximo de dois anos para adaptarem seus respectivos projetos. O projeto altera o Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01).

A carta geotécnica é um documento cartográfico com informações sobre as diversas características geológicas e geomorfológicas de um determinado município. O objetivo do documento é facilitar a criação de regras e normas para a ocupação urbana, ao definir critérios de ocupação das áreas ocupáveis e indicar as áreas que não devem ser ocupadas por apresentarem riscos geológicos.

Autor da proposta, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) observa que para evitar tragédias como desmoronamentos de encostas e alagamento de vales e várzeas, os planos diretores instituídos pela Constituição Federal de 1988 devem ancorar-se em conhecimento técnico e prévio das condições geológicas do território municipal, para contribuir com a promoção sustentável do desenvolvimento urbano. Proposta com o mesmo objetivo havia sido apresentada em 2009 pelo ex-senador Flávio Torres, sendo arquivada no fim da legislatura.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara dos Deputados.

Clima mudou no macroeixo Rio-São Paulo

Considerado o maior aglomerado urbano existente na faixa subtropical do planeta, o macroeixo Rio-São Paulo mostra que fatores externos estão afetando drasticamente seu clima. Os verões apresentam tempestades mais violentas, com grande volume pluviométrico, e as temperaturas oscilam em largas faixas nos termômetros.

Para os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as cidades do interior situadas dentro do macroeixo são despreparadas para enfrentar esses problemas oriundos das mudanças climáticas pontuais.

São José dos Campos e Campinas, além de Taubaté, e Jacareí, no trecho paulista, como Resende e Volta Redonda, na porção fluminense, estão entre as áreas mais críticas.

Segundo o pesquisador e mestre em Planejamento Urbano do Inpe, Edmundo de Carvalho, anomalias antes concentradas principalmente na capital paulista estão se expandindo para outras localidades, conforme as cidades crescem de maneira acelerada e desordenada.

“Isto está gerando imensas ilhas de calor que modificam o microclima e o regime de chuvas na região mais habitada do Brasil, elevando muito as tempestades violentas, além de essas águas encontrarem grandes áreas de solo impermeabilizado por asfalto e concreto”, diz o cientista.

Apesar de o maior impacto desta anomalia climática criada por interferência humana se concentrar na região metropolitana de São Paulo, e que agora vai para o interior, a frequência de desastres naturais tem aumentado de forma exponencial nos últimos anos, como as enchentes que destruíram São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, ou a catástrofe na serra fluminense.

Pesquisadores do Inpe foram os primeiros a identificar essa transformação no clima na porção mais Atlântica do Brasil.

A primeira conclusão é que isto vem ocorrendo devido à alta concentração de cidades nessa região, onde se encontram 80% da população brasileira. A antiga área de domínio da Mata Atlântica, que vai da costa litorânea até em média 200 a 300 quilômetros continente adentro. Esse é o trecho que mais preocupa.

As tempestades ficaram mais fortes e violentas nos últimos anos e a tendência é ter esse quadro agravado com a intensificação do aquecimento global e a alteração em macroescala advinda desta transformação do clima do planeta. Até mesmo o inverno está com um comportamento singular no sul e no sudeste do Brasil, alternando períodos de intenso frio, neve e geada em diversos pontos, com veranicos muito quentes.

A distribuição demográfica irregular do Brasil se tornou o mais novo problema climático a ser enfrentado em escala nacional. A maioria das cidades brasileiras ocupa a porção continental voltada para o Oceano Atlântico e tem formado um aglomerado urbano com grande interferência no clima desta região.

“Temos notado a tendência de as tempestades ficarem mais fortes, e a urbanização é o fator mais decisivo para esse fenômeno”, comentou o chefe do Laboratório de Descargas Elétricas Atmosféricas (Elat), Osmar Pinto Júnior.

Nos estudos desenvolvidos pelo Elat, a anomalia das grandes tempestades passou a ser notada na última década, e agora tem merecido estudos especiais. As chuvas se intensificaram em cidades que ultrapassam a faixa dos 500 mil habitantes e em áreas de conurbação, como as cidades que se situam dentro do eixo Rio-São Paulo.

Numa análise prévia que antecede estudos mais aprofundados, foram escolhidas três primeiras cidades paulistas com grande desenvolvimento urbano. Neste cenário de pesquisa foram destacadas São Paulo, Campinas e São José dos Campos. As duas cidades do interior, além de terem uma alta concentração populacional, também se encontram em áreas de conurbação com alto potencial de adensamento demográfico.

O pesquisador e mestre em Planejamento Urbano e regional, Edmundo de Carvalho, endossa as observações do Elat. As ilhas de calor, o volume de poluentes dispersos na atmosfera, e a expansão desordenada das cidades, associados à supressão da Mata Atlântica, transformaram drasticamente o regime de chuvas nesta faixa. “O processo de urbanização agravou esse fenômeno do ciclo hidrológico e isto começou a ser percebido em observações técnicas em 1946″, revelou o especialista.

O Inpe já identificou que na última década houve um aumento de 18% das grandes tempestades sobre o território nacional, percentual cuja maior parte se concentra na faixa leste.

“Precisamos ver o motivo disto, se está ligado ao modelo econômico de produção que incha essa porção leste do Brasil. Não se pode conceber que uma cidade que tinha 100 mil habitantes na década de 80 chegue ao ano de 2010 com 700 mil habitantes sem que isto cause um imenso impacto ambiental”, argumentou o geólogo e especialista em sensoriamento remoto do instituto, Paulo Roberto Martini.

Alagoas vai contar com mapa geológico e de recursos minerais em 2012

O Estado de Alagoas contará com um mapa geológico e de recursos minerais, que será entregue em março de 2012. O produto é de extrema importância para atrair novos investimentos e corresponde a um convênio entre o Serviço Geológico do Brasil (Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais – CPRM) e a Secretaria de Estado do Planejamento do Desenvolvimento Econômico (Seplande).

O mapa fornece informações de base, que permite o conhecimento das rochas e superfícies de Alagoas, e representa o planejamento estratégico para o setor mineral. Segundo o secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, o mapa de Arapiraca já foi concluído e disponibilizado ao Estado.

A CPRM também trabalha para a concretização de um mapa da geodiversidade, que traduz os dados geológicos para fins de planejamento estratégico, respaldando tomada de decisões e ocupação territorial, seja habitacional ou para construção de empreendimentos.

“Caso o Governo pense em implantar uma rodovia, é preciso saber as condições geotécnicas e de relevo. O mapa permite um conhecimento de determinadas propriedades do solo baseadas nas características das rochas e até quais serão os impactos ambientais com a construção de determinado empreendimento.”, explicou a coordenadora nacional de Geoprocessamento da CPRM, Angelica Barreto.

Em dezembro será concluída a versão impressa do mapa da geodiversidade e em junho de 2012 será disponibilizado o sistema de informações e texto explicativo. Todos os mapas construídos pela CPRM ficam disponíveis no banco de dados corporativo, de livre distribuição, no site www.cprm.gov.br.

Na ocasião, o superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Seplande, Thiago Ávila, apresentou o portal geográfico de Alagoas, que vai concentrar informações importantes sobre o Estado. “Um grande número de dados poderá ser acessado pelo portal, que também contará com o Sistema de Informações Municipais – SIM, disponibilizando um acervo importante para os empreendedores e a sociedade alagoana em geral”, afirmou Thiago Ávila.

Fonte: AquiAcontece.

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