Fibria apresenta pesquisa em geotecnologia para monitoramento de áreas de conservação

A área de Cadastro e Geoprocessamento da Fibria, em parceria com a área de Meio Ambiente Florestal, vem aperfeiçoando seus estudos e pesquisas em monitoramento de suas áreas. Prova disso é o artigo sobre o Monitoramento multitemporal em áreas de conservação – Estudo de Caso: Projeto Major Vicente, apresentado no 4° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal – GeoPantanal, no final de outubro em Bonito/MS.

O objetivo do congresso foi promover o encontro de profissionais das comunidades acadêmico-científicas e de estudantes interessados no uso de geotecnologias para estudos no Pantanal, incluindo-se a regiões do entorno delimitadas pela bacia do alto rio Paraguai.

O evento também abriu a oportunidade para trabalhos de desenvolvimento metodológico que, de alguma forma, possam ser aplicados ao Pantanal. Neste âmbito, a Fibria colaborou com o artigo em painel, exemplificando como é realizado o monitoramento de suas áreas de conservação, incluindo Áreas de Preservação Permanente – APPs e Reservas Legais – RLs. O artigo foi elaborado por Dennis Bernardi, Renato Cipriano Rocha e Fabio Henrique de Almeida, todos da Fibria, sendo apresentado pelo último, que é analista de Sistemas de Informações Geográficas em Três Lagoas.

Para o analista, o congresso foi uma oportunidade de divulgar e discutir informações entre os níveis de conhecimento prático e de pesquisa básica, visando a sustentabilidade. “A aproximação de empresas privadas, como a Fibria, no meio acadêmico-científico proporciona a oportunidade de absorção de novas geotecnologias para nosso negócio e vem reafirmar que estamos no caminho correto no monitoramento de nossas áreas”, disse Fabio.

O palestrante doutor Edson Luís Piroli (UNESP) destacou em sua apresentação a importância das imagens de alta resolução espacial para o mapeamento da dinâmica do uso da terra e enfatizou que a tendência do Governo é direcionar-se ao uso de tais imagens para gestão de recursos em geral. “Como Fibria, isso nos deixa bastante satisfeitos, pois estamos em constante melhorias no que diz respeito a imagens de alta resolução e suas aplicações”, completou Fabio.

Geotecnologia para a sustentabilidade
O presidente do Comitê Técnico-científico do 4º GeoPantanal, João dos Santos Vila da Silva, da Embrapa Informática Agropecuária, afirmou que a participação das empresas no evento é importante, pois podem divulgar suas atividades, tanto na pesquisa científica e responsabilidade ambiental, quanto na exposição dos seus produtos para a sociedade. “É através da visão das empresas que, em grande parte, compreendemos a viabilidade econômica dos projetos. A Fibria, no MS, cuja atividade econômica é associada ao reflorestamento em crescente expansão no Estado, tem a possibilidade de contribuir com a recuperação de áreas degradadas na região e, ao mesmo tempo, mostrar a preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente, cujo acompanhamento e monitoramento podem ser efetuados por meio do uso de geotecnologia.”

Simpósio
O 4º GeoPantanal foi organizado pela Embrapa Informática Agropecuária, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A Fibria já foi convidada para participar da próxima edição do GeoPantanal, que será realizado em Rondonópolis/MT em 2014.

Sobre a Fibria
Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,25 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas localizadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint venture com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). Com uma operação integralmente baseada em plantios florestais renováveis localizados nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, a Fibria trabalha com uma base florestal total de 958 mil hectares, dos quais 336 mil são destinados à conservação ambiental. Em outubro de 2012, a companhia firmou aliança estratégia com a norte-americana Ensyn para investir no segmento de combustíveis renováveis a partir de madeira e biomassa.

Fonte: Jornal Dia Dia.

Incra tem seis meses para obter licenciamento ambiental de assentamentos em MT

A Justiça Federal determinou um prazo de seis meses para que o Incra obtenha o licenciamento ambiental dos assentamentos da reforma agrária implantados em Mato Grosso. O Incra também está proibido de criar e implantar novos projetos de assentamento sem o prévio licenciamento ambiental.

Em sua decisão, no dia 23 de outubro, o juiz federal César Bearsi determinou a intimação do Incra e estipulou multa de pessoal ao superintendente do órgão ou qualquer servidor que “obste ao cumprimento da medida”, no valor de 10 mil reais.

A decisão foi dada a partir da ação proposta pelo Ministério Público Federal, em julho deste ano, com base em estudos sobre o desmatamento dentro de assentamentos da reforma agrária. De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), até 2010, 133.644 quilômetros quadrados de desmatamento aconteceram dentro dos 2.163 projetos de assentamento que existem na região amazônica.

Comparando com a média atual de desmatamento, que é de cerca de 6 mil quilômetros quadrados por ano, o desmatamento unicamente dentro dos assentamento corresponde a 20 anos de degradação ambiental.

Do total de assentamentos na região amazônica, 764 têm entre 75% a 100% da vegetação devastada, sendo responsáveis, até o ano de 2010, pelo desmate de 64.127 hectares. Desses, 117 assentamento estão localizados em Mato Grosso. O tamanho de um hectare pode ser comparado ao tamanho de um campo de futebol oficial. Então, o desmatamento seria equivalente a mais de 64 mil campos de futebol de vegetação.

“A lei já obrigava o Incra a obter o licenciamento ambiental para implantar assentamentos, mas essa determinação vem sendo desrespeitada repetidamente. O resultado dessa má gestão é um desmatamento descontrolado e prejudicial. Os dados sobre desmatamento indicam que a grande devastação na área da Amazônia Legal tem origem em assentamentos de reforma agrária promovidos pelo Incra. Agora, a partir da atuação do Ministério Público Federal e da decisão da Justiça Federal, o Incra está obrigado por lei e por determinação judicial a regularizar a situação ambiental nos assentamentos em Mato Grosso”, explica a procuradora da República Marcia Brandão Zollinger.

Segundo a procuradora, o Incra tem que garantir a criação da reserva legal da vegetação nativa de acordo com a localização da propriedade, o bioma da região e que, de preferência, seja em uma área de reserva contínua. Porém, os dados e os estudos mostram que isso não tem sido feito nos assentamentos em Mato Grosso e nos outros Estados da região amazônica para garantir que o assentado possa exercer a sua atividade econômica.

O Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) regulamentou o licenciamento ambiental para projetos de assentamentos. A portaria 237 prevê como etapa inicial o licenciamento ambiental para criação de projetos de assentamento pelo Incra. Isto significa que, para que um assentamento possa ser criado, o órgão responsável por implementar a política de reforma agrária deve providenciar o licenciamento ambiental, justamente para que sejam mensurados os possíveis impactos ocasionados com a instalação do assentamento.

O licenciamento ambiental, a que o Incra está obrigado a obter para os assentamentos da reforma agrária, é uma autorização concedida pelo órgão ambiental para a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que possam causar degradação ambiental.

Ações
Em julho, o Ministério Público Federal propôs ações na Justiça Federal em seis Estados – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima – apontando o Incra como responsável por um terço do desflorestamento na Amazônia, o que torna a autarquia a maior responsável pelo desmatamento ilegal da região. “Os procedimentos irregulares adotados pelo Incra na criação e instalação dos assentamentos vêm promovendo a destruição da fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio genético, provocando danos irreversíveis ao bioma da Amazônia”, registrou a ação.

Das outras cinco ações apresentadas à Justiça pelo MPF contra o desmatamento provocado pelo Incra, a Justiça Federal atendeu ao pedido liminar (urgente) feito pelo MPF no Pará e negou no Amazonas. As ações no Acre, Rondônia e Roraima aguardam a manifestação do juiz responsável.

Fonte: 24 horas News.

Reflorestamento, PRAD, Crédito de Carbono

Por Domingos Sávio Bruno

“É preciso que esteja bem claro, quanto ao plantio das espécies exóticas nas áreas degradadas”

Atualmente prefeitos e proprietários de terras rurais, com aberturas em local de uso por ocupação humana, são obrigados a se adequarem e a cumprirem o que determina a legislação florestal. Para prefeitos há ainda como instrumento para obrigá-los a tais empenhos, a agenda 21 dos administradores públicos. Os prefeitos deverão fiscalizar e orientar e ainda punirem transgressores da lei. Para tanto, se exige que tenha equipe técnica habilitada e uma secretaria de meio ambiente preparada e equipada. E as suas obrigações vão desde o inventário com diagnóstico e constatação da situação florestal, no perímetro rural e em cada propriedade, até o plantio das florestas. O que inclui as terras queimadas e ainda queimando segundo relatórios que podem ter acessos semanais do INPE.

A recuperação de áreas degradadas, bem como o reflorestamento é um assunto promissor no estado de Mato Grosso. Mas que ainda aguarda a adequação da legislação florestal ao novo código aprovado. Mais especificamente no que se refere às áreas de matas ciliares e das encostas de morros dentro do nosso território nacional. Todavia, essa questão da recomposição apesar de já estar bastante difundida teoricamente, ainda carece de mais atenção para a execução. É importante que as atividades sejam imediatamente colocadas em prática. Há necessidades urgentíssimas de um programa e linhas de créditos para que os projetos sejam viabilizados com máxima brevidade. Ou seja, tão logo identificados os locais e definidos os termos de ajustamento de conduta junto aos órgãos ambientais, para que sejam executados no campo conforme cronograma do seu projeto.

É preciso que esteja bem claro, quanto ao plantio das espécies exóticas nas áreas degradadas, visto que também estão aptas a cumprirem o seu papel de proteção, além de serem economicamente viáveis e rentáveis. Podendo ser plantadas desde que permitida por lei, juntamente com essências usadas de forma consorciadas e revertendo em lucratividade aos envolvidos. Merece estudos e debates sobre a questão.

A questão das medidas das faixas de matas ciliares, exigidas rigidamente ao pé da lei, numa área já a dezenas e até centenas de anos consolidadas, com ocupações estabelecidas no local, onde o ambiente encontra-se já em equilíbrio e estabilizado. Essa recuperação muitas vezes causará a remoção de habitações de famílias ali estabelecidas há muito tempo, além de movimentação e remoção de solos, que provocará novo impacto para o local. Para tanto, é necessário ainda estudos para que sejam definidas regras aplicáveis, que não prejudiquem as funções produtivas das terras aráveis e lavradias, e nem as moradias de longa data. E ainda respeitando os corredores de bebedouros de animais.

Merece que sejam definidas regras através de cooperação técnica entre o órgão ambiental e o órgão de saúde pública, responsável pelo controles de endemias no nosso estado, para a recuperação das áreas degradadas em caso de proximidades de moradias e alojamentos de humanos, principalmente nas áreas rurais de regiões malarígenas, para se evitar a reincidência da endemia. Este assunto merece toda a atenção dos legisladores, para que não se cometam enganos prejudiciais ao homem do campo.

Porém, prefeitos e proprietários de terras a partir da regulamentação do novo código florestal, estão obrigados a promoverem e efetuarem a recomposição das áreas degradadas e que se encontrarem a margem do que determina os preceitos legais. No entanto é salutar, inteligente e lucrativo ocupar as terras com florestas, promovendo reflorestamentos em áreas de pastos não utilizados e a recomposição de áreas degradas, que podem ser nas matas ciliares, encostas de morros ou nas áreas de reserva legal. Vele ressaltar que as árvores de plantios novos servem para captura do carbono, que ainda podem gerar créditos que podem reverter em lucratividade aos proprietários de terras. A captura do carbono é assunto novo, que vem sendo difundido ainda um tanto lentamente, mas que se mostra como sendo lucrativo. E deve ganhar notoriedade e adeptos em curto espaço de tempo.

Fonte: Correio Press.

Nortão: Ibama embarga área de 500 hectares desmatada ilegalmente

Agentes ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de Sinop, embargaram uma área de 500 hectares que estava sendo desmatada ilegalmente, na região do município de Feliz Natal, no final de semana. De acordo com a assessoria do Ibama Sinop, no local foi apreendido um trator de esteira utilizado para a derrubada das árvores. A multa aplicada ao proprietário chega a R$ 1,3 milhão.

A ação faz parte da operação “Soberania Nacional”, que está sendo conduzida da seguinte forma: a partir de dados fornecidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama passa as informações às bases, que fazem a vistoria em campo, permitindo, assim, rastrear o desmate, a extração e o eventual transporte da madeira ilegal.

O Núcleo de Operações Aéreas (NOA) complementa a agilidade proporcionada pelo serviço de geoprocessamento do Ibama, pois promove uma chegada rápida aos locais de degradação. Nessa mesma vertente, a destinação dos bens apreendidos também tem sido muito célere.

Os agentes ambientais federais estão distribuídos nas diversas frentes espalhadas pelo Mato Grosso, visando o combate ao desmatamento ilegal no estado.

Fonte: Só Notícias.

Cientistas explicam como usar o sensoriamento remoto para o estudo da vegetação e a elaboração de projetos ambientais

Como avaliar os impactos de um evento climático na Amazônia, maior floresta tropical do mundo? Qual a perspectiva de safra de soja nas imensas áreas plantadas do Centro-Oeste brasileiro? Ou ainda, como prevenir a decadência dos sensíveis bolsões remanescentes da Mata Atlântica? Para responder a essas e outras perguntas que interessam a agricultores, ambientalistas, governos e à sociedade civil – levando-se em conta a escala geográfica do território brasileiro – é preciso recorrer ao sensoriamento remoto.

O estudo da vegetação, de sua biomassa, seus índices de absorção de radiações, entre diversas outras características, é um dos segmentos de pesquisa nos quais a utilização do sensoriamento remoto mais se desenvolve. Uma obra específica, que se aprofunde nas idiossincrasias dessa área, deve estar acessível a profissinais, pesquisadores e estudantes das ciências biológicas e da terra. Por isso, a editora Oficina de Textos lança a segunda edição de Sensoriamento remoto da vegetação, revisada pelos autores e acrescida de um capítulo especialmente dedicado ao uso de radares.

Os autores, Flávio Jorge Ponzoni, Yosio Edemir Shimabukuro e Tatiana Mora Kuplich, reuniram informações sobre as técnicas e tecnologias mais recentes no sensoriamento remoto da vegetação e explicam como obter dados quantitativos e qualitativos a partir de imagens multiespectrais e dados radiométricos. A evolução de equipamentos e modelos de cálculos contribui para intensificar e difundir a importância do sensoriamento remoto, solução adotada desde a década de 40, embora de maneira rudimentar, para o estudo da vegetação: naquela época os pesquisadores tinham como aliadas apenas as fotografias aéreas, que cobriam pequenas porções de terra.

Título: Sensoriamento remoto da vegetação
Autores: Flávio Jorge Ponzoni, Yosio Edemir Shimabukuro
e Tatiana Mora Kuplich
Editora: Oficina de Textos
No. de páginas: 164
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 49,00
ISBN: 978-85-7975-053-3

Sobre os autores
Flávio Jorge Ponzoni é doutor em ciências florestais pela UFPR. Atualmente é professor do curso de pós-graduação em Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde atua também como pesquisador. Yosio Edemir Shimabukuro é PhD em Ciências Florestais e Sensoriamento Remoto pela Colorado State University (EUA). É docente do curso de pós-graduação em Sensoriamento Remoto do Inpe e também atua como pesquisador na instituição. Tatiana Mora Kuplich é PhD em Geografia na University of Southampton (Reino Unido). É professora colaboradora na pós-graduação do Inpe (onde também pesquisa) e da UFRGS; e permanente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Fonte: Revista Meio Ambiente.

Georreferenciamento: como encontrar pessoas, locais e objetos na Terra

Sistema associa informações a uma representação geográfica específica. O GPS é um dos métodos de coleta de dados mais conhecido

Há séculos os mapas e as bússolas ajudam o homem a se localizar no mundo. Com o avanço da tecnologia, se encontrar e achar outras pessoas, locais e objetos está ficando cada vez mais fácil e preciso. As informações geográficas, antes desenhadas em papéis e paredes de cavernas, são representadas atualmente em ambientes computacionais, nos chamados Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que, por geoprocessamento, tratam as informações geográficas e são capazes de realizar análises espaciais complexas, criando banco de dados georreferenciados. Já o georrefereciamento consiste em associar uma informação a uma representação geográfica específica, ou seja, determinar a posição de um objeto no globo terrestre, como uma escola, um hospital, uma padaria, um poste, um rio… No âmbito da educação, o sistema de georrefereciamento é adotado por alguns estados brasileiros, como o Paraná, contribuindo para alocar os alunos nas escolas mais próximas de suas residências, como mostrado no programa do Globo Educação.

“Tendo em mãos a latitude e a longitude, podemos determinar a posição de qualquer objeto no globo terrestre. Existem vários métodos de coletas de dados de posição sobre a Terra, o mais conhecido é o GPS, ou Sistema de Posicionamento Global (em inglês Global Positioning System), um sistema de navegação por conjunto de satélites que fornece a um aparelho receptor móvel (GPS) a posição determinada, assim como informação horária, a qualquer momento e em qualquer lugar na Terra, desde que o receptor se encontre no campo de visão de pelo menos quatro satélites GPS. Existem outros sistemas de localização, como os utilizados pelas operadoraes de celular, que conseguem localizar um aparelho cruzando as informações obtidas das antenas. Hoje temos também os globos virtuais, como o Google Maps e o Google Earth, que caíram no gosto das pessoas porque são fáceis de usar”, explica o professor Homero Fonseca Filho, do curso de bacharelado em gestão ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o professor, o georreferenciamento pode ser aplicado em várias áreas, como saúde, meio ambiente, agricultura… “As companhias telefônicas usam o sistema para determinar onde vão instalar as antenas de celulares, por exemplo. O governo pode adotar para saber onde vai construir escolas, hospitais, bases de polícia. Alguns setores são mais avançados no uso da ferramenta, outros nem tanto. Na educação, os globos virtuais e bancos de dados georreferenciados são extremamente úteis para o ensino mas, de modo geral, os professores têm dificuldade para utilizar tais ferramentas e nem sempre as escolas estão bem equipadas”, explica.

Com o surgimento dos tablets e smartphones, as pessoas estão mapeando a si próprias, o que os especialistas chamam de informação geográfica voluntária. “Eu digo onde estou e compartilho a informação com meus amigos. Além do lazer, isso é importante porque cidadão pode contribuir voluntariamente com os mapeamentos e com a cartografia, a partir do momento em que diz onde fica uma farmácia, escola, rua ou padaria perto da casa dele, por exemplo. Temos órgãos oficiais que fazem a cartografia do país com precisão para grandes construções e estudos detalhados, porém, ainda existem lugares mais afastados que não têm sequer um mapeamento mais simples, e os cidadãos podem ajudar, pois para isso não é necessário uma aparelho sofisticado ou uma informação 100% precisa”, ressalta.

O professor Gilberto Camara, que lidera a equipe de Geoinformática e Modelagem Ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), explica porque os sistemas de georreferenciamento podem ter erros de precisão. “A Terra não é uma esfera perfeita, ela tem deformações, e os mapas, geralmente achatados, aumentam a imprecisão dos sistemas. Em muitos casos, não precisamos saber onde fica exatamente um objeto, alguns erros não são relevantes. O GPS, por exemplo, já vinha com erro de localização embutido, uma estratégia do governo americano para impossibilitar que aparelhos de uso civil operassem com precisão inferior a 90 metros. A partir de 1º de maio do ano 2000, porém, o então presidente Bill Clinton assinou uma lei determinando o fim da interferência no sinal do sistema, e atualmente o erro de precisão não passa de 20 metros”, explica o professor.

Camara, que foi diretor do Inpe de 2005 a maio de 2012, ressalta a importância do instituto no desenvolvimento de ferramentas de geoprocessamento. “Quando começamos, na década de 80, não existiam os computadores avançados de hoje, parece que foi há um tempo muito distante. Com o avanço dos estudos, desenvolvemos softwares para pesquisa, ensino e políticas públicas. Mais de 1,5 milhão de imagens de satélite foram distribuídas pelo Inpe e o instituto também obteve grandes avanços no monitoramento de florestas por satélites, o que levou a uma grande queda no desmatamento na Amazônia. Este esforço foi apoiado pela total transparência da informação, o que mudou a forma como o Brasil e o mundo olham a Amazônia”, completa.

Fonte: Rede Globo.

Inpe lança sistema para estimar emissões na Amazônia

Durante cerimônia de comemoração de seus 51 anos, instituto apresentou serviço com informações sobre a quantidade de gases de efeito estufa emitida por causa do desmatamento na região amazônica (Foto: Inpe)oO Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentou no dia 10/8, durante a cerimônia de seu 51º aniversário, o Inpe-EM, um novo serviço que fornecerá informações sobre quanto carbono é emitido por causa do desmatamento na Amazônia.

O sistema, que utiliza informações sobre desmatamento geradas pelos programas de monitoramento da Amazônia por satélites, proverá estimativas anuais de emissão de gases de efeito estufa (GEE) para os estados da região.

A estimativa de emissões de GEE por mudanças de cobertura da terra é informação crítica na quantificação dos impactos da perda da floresta para o balanço global de gases na atmosfera, assim como para monitorar os efeitos de ações que visem a redução de emissões.

A exemplo de outros serviços do Inpe, como o Prodes e o Deter, o novo sistema estará disponível no site do instituto na internet.

Além do lançamento do Inpe-EM, a programação do evento de comemoração de 51 anos do Inpe prevê uma apresentação sobre a MUX, a inovadora câmera multiespectral desenvolvida pelo instituto, em parceria com a indústria nacional, que estará a bordo do satélite sino-brasileiro CBERS-3, cujo lançamento deverá ocorrer no final do ano.

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Agência Fapesp.

INPE doa mapa de São Luís à Base de Alcântara

Um tapete com imagem da região de São Luís, gerada por um dos Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (CBERS), será doado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) à Base de Alcântara, no Maranhão. A imagem captada por sensoriamento remoto foi exposta na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A responsável pelo Centro de Visitantes do instituto, Miriam Vicente, lembra que a ideia foi usada em edições anteriores da SBPC. “Nós temos trazido esta imagem porque desperta a atenção do público. As pessoas procuram onde é sua casa, a universidade, e o interessante é que conseguem localizar”, explica. Com o término desta edição da reunião, o mapa será encaminhado para o comando da base e ficará exposto no Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA).

Os satélites de sensoriamento remoto CBERS, desenvolvidos em parceria com o governo da China, efetuam a captação de imagens em todo o planeta, colaborando para controle das queimadas e desmatamentos, pesquisa dos recursos hídricos e minerais, planejamento urbano e agricultura, entre outros fins. A cooperação Brasil-China já produziu três modelos pertencentes a essa linha, os CBERS-1, 2 e 2-b.

Está previsto para novembro o lançamento do CBERS-3, a partir de um centro do país asiático. O transporte é efetuado por um foguete com capacidade de anexar um satélite de grande porte. Os satélites 1, 2 e 2-b pesam cerca de 1.450 quilos, ao passo que o 3 deverá ter em torno de 2 mil quilos.

O CBERS possui três câmeras, cada uma delas com um grau específico de resolução, e processa imagens em cada passagem do satélite por um determinado ponto. Circula em órbita polar a 25 mil quilômetros por hora e revisita o mesmo ponto a cada 26 dias.

Fonte: Defesanet.

Rio Amazonas, maior do mundo

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu em 2008 as medições com imagens de satélites que indicam o Amazonas como o maior rio do mundo. Segundo a metodologia do trabalho coordenado por Paulo Roberto Martini, da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, o Amazonas tem 6.992,06 quilômetros de extensão enquanto o Nilo atinge 6.852,15 quilômetros.

Desde o início dos anos 90 o INPE estuda o rio Amazonas por meio do sensoriamento remoto e geoprocessamento, tecnologias derivadas do Programa Espacial Brasileiro. Neste estudo sobre as extensões dos rios foram utilizados mosaicos ortorretificados Geocover, gerados a partir de dados Landsat, e cenas do sensor Modis corrigidas a partir dos mosaicos. A interpretação dos dados foi feita diretamente sobre a imagem na tela do Spring, o software de geoprocessamento desenvolvido no INPE.

As medidas do Amazonas foram tomadas sobre imagens Modis (resolução espacial de 250 metros de pixel) e mosaicos Geocover (25 metros de pixel) seguindo seus canais mais longos. A diferença entre as medidas ficou menor do que um pixel do sensor Modis – 250 metros em 6.992,06 quilômetros. “Um erro aceitável em termos cartográficos”, diz Martini.

As vertentes mais distantes do Amazonas, onde se iniciaram as medidas, só foram cientificamente definidas na expedição às nascentes organizada pela RW Cine, em junho de 2007, e que reuniu pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do próprio INPE. Segundo Martini, um importante suporte para o registro cartográfico e ecológico desta expedição foi obtido através das imagens da câmera CCD do satélite sino-brasileiro CBERS e da plataforma Google, cujos dados foram integrados por Oton Barros, pesquisador que representou o INPE na expedição.

“A metodologia pode ser aplicada para qualquer grande rio do planeta coberto por imagens Modis ou mesmo pela câmera WFI do CBERS, que também possui resolução espacial de 250 metros”, comenta Martini.

O trabalho que analisou os rios Amazonas e Nilo foi apresentado no XIII Simpósio Latino Americano de Sensoriamento Remoto, no mês de setembro de 2008 em Havana, Cuba. Com o título “Metodologia de Medição das Extensões dos Rios Amazonas e Nilo utilizando Imagens Modis e Geocover”, o trabalho foi assinado por Paulo Roberto Martini, Valdete Duarte, Egídio Arai, estes do INPE, e Janary Alves de Moraes.

Fonte: Portal Amazônia.

Inpe apresenta primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil

Equipamento utilizado para correção de altitude e elevação de órbita de satélite foi criado em parceria com empresa apoiada pela FAPESP por meio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequena EmpresaO Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentou o primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil, que entrará em órbita a bordo do Amazônia-1.

O equipamento é necessário para correção de altitude e elevação de órbita durante a vida útil do satélite. E foi desenvolvido pela Plataforma Multimissão (PMM), criada pelo Inpe para base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes, em parceria com a empresa Fibraforte, de São José dos Campos (SP), que já teve dois projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa (PIPE).

O modelo de qualificação do subsistema de propulsão da PMM foi submetido a uma sequência de testes severos, realizados em laboratórios do Inpe, que reproduzem todo tipo de esforços e o ambiente hostil que o satélite terá desde o lançamento ao fim de sua vida útil no espaço.

No Laboratório de Integração e Testes (LIT), em São José dos Campos, foram realizados os testes de vibração, termovácuo, alinhamento e vazamento. Antes disso, em conjunto com a Fibraforte, o LIT também foi responsável pelo desenvolvimento dos processos de soldagem, pela qualificação dos corpos de prova e pela própria soldagem de todas as tubulações do subsistema.

Já no Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), em Cachoeira Paulista, aconteceu o teste de tiro real sob vácuo, que simula manobras em órbita. Todos os testes foram aprovados na etapa de qualificação.

“Como os testes foram realizados pela primeira vez em um subsistema de propulsão, os laboratórios tiveram adaptações em suas estruturas. O BTSA, que integra o Laboratório de Combustão e Propulsão, obteve investimentos para adaptações e melhorias”, contou Heitor Patire Júnior, pesquisador do Inpe e responsável técnico pelo projeto.

“Novos desenvolvimentos e domínio de tecnologia foram necessários para a construção do subsistema de propulsão, tanto do lado Inpe como pela empresa contratada”, completou.

Segundo o pesquisador, alguns equipamentos que fazem parte do subsistema de propulsão ainda foram importados por não haver produto similar no país, enquanto outros foram desenvolvidos pela Fibraforte, como propulsores, válvulas de enchimento e dreno de combustível e gás pressurizante, tubulação e a própria estrutura e suportes do subsistema.

Já no Inpe está sendo desenvolvido o catalisador que abastece os propulsores (onde o combustível sofre reação química gerando a propulsão nos motores), além de todo processo de soldagem da tubulação que transporta o combustível entre o tanque e os propulsores e o treinamento das equipes de vários laboratórios envolvidos no desenvolvimento do equipamento.

Para os próximos satélites, a Fibraforte pretende desenvolver também o tanque de propelente.

A empresa desenvolveu, com apoio da FAPESP, um propulsor monorepelente para satélite e uma ferramenta para otimização de estruturas.

Mais informações: www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=2983.

Fonte: Agência Fapesp.

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