Revolução na Geologia

Unisinos apresentou software inovador nos estudos de afloramentos de rochas durante workshop
Para discutir e compartilhar conhecimentos sobre uma tecnologia que traz dados fundamentais para a área dos estudos de afloramentos de rochas, reuniram-se, em 16 e 17/8, no campus da Unisinos em São Leopoldo, os principais pesquisadores do assunto no país. O evento, Workshop sobre Lidar Terrestre, aconteceu na sala de Seminários II da Biblioteca.

Interessados em aprender sobre a técnica Lidar (Light Detection and Ranging), pesquisadores em Geologia e Computação Aplicada, de sete universidades brasileiras, e geólogos da Petrobras vieram debater, com o Grupo de Pesquisa em Modelagem Digital de Afloramento da Unisinos, a técnica de laser scanner. “Para nós, é uma grande alegria receber um grupo que trabalha nas fronteiras do conhecimento, desenvolvendo novas tecnologias”, diz Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unidade de Pesquisa e Pós-Graduação, ao dar as boas vindas aos participantes.

Durante os dois dias do evento, as instituições mostraram um pouco do trabalho desenvolvido, apresentando resultados e dificuldades da utilização do laser scanner terrestre. A reunião teve o objetivo de aproximar as instituições que compõem a Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia, que desenvolvem projetos de pesquisa apoiados pela Petrobras.

Conheça um pouco mais sobre o Lidar
Popular nas áreas de Arquitetura e Engenharia no início dos anos 2000, o laser scanner terrestre foi adaptado para a geologia. Um dos primeiros trabalhos de aplicação foi desenvolvido por uma universidade do Texas, EUA, e publicado em 2005. Desde então, diversas instituições do mundo têm estudado e aprimorado a técnica.

O estudo de afloramentos terrestres permite um acesso muito maior a informações cruciais para as jazidas de petróleo e recursos minerais em geral. Utilizando afloramentos análogos, que são blocos de referência, é possível conhecer feições e propriedades da rocha como, por exemplo, distribuição de porosidade, permeabilidade, barreiras de permeabilidade entre camadas. “Para nós, como geólogos, esse estudo é importante. A técnica Lidar consegue gerar imagens de afloramentos de maneira precisa e georreferenciada em 3D”, aponta Alípio José Pereira, representante da Gerência de Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras.

O laser scanner vem para substituir a análise de rochas em afloramentos a partir de modelos feitos com montagens fotográficas. Das duas dimensões, que deixam a desejar quanto à volumetria, a geologia passa a obter modelos tridimensionais através do sistema laser, que realiza uma leitura mais completa da superfície escaneada, gerando uma nuvem de pontos que cria um Modelo Digital de Afloramento (MDA).

A vantagem é a obtenção de um número muito maior e preciso de informações sobre a rocha, através da confecção dos MDAs. No entanto, essa grande quantidade de dados é também um desafio para os softwares, que, até então, não davam conta de interpretar de forma eficiente os centenas de milhões de pontos que um escaneamento chega a ter.

Inovação como diferencial
Com um equipamento desde 2008, quando obteve apoio da Petrobras para iniciar o projeto de estudos de afloramento, alunos de Mestrado e Doutorado em Geologia da Unisinos têm trabalhado no desenvolvimento de aplicações e técnicas de utilização do laser. Assim como as outras instituições do país, o PPG em Geologia enfrentou a barreira tecnológica, que impedia a interpretação e manipulação dos dados gerados pelo equipamento. “Para melhorar a eficiência, no que tange à manipulação de um grande volume de dados, havia a necessidade de desenvolver novas técnicas de visualização 3D integradas a ferramentas de interpretação interativa de afloramentos”, diz Maurício Veronez, professor do PPG em Geologia.

Formou-se, então, como parceria entre os PPGs em Geologia e Computação Aplicada e a Empresa V3D, incubada no Tecnosinos, o Grupo de Pesquisa em Modelagem Digital de Afloramentos. Ele está desenvolvendo um aplicativo em GPU (Graphics Processing Units), que proporciona uma manipulação eficiente de um grande volume de dados, além de estar projetado para possuir ferramentas de interpretação geológica: o Mountain View.

Software inovador consegue visualizar e manipular imagens formadas por um bilhão de pontosAo contrário das ferramentas genéricas existentes no mercado, que podem ser utilizadas para várias funções, o software criado pelo grupo é específico para a interpretação de MDAs. “Sendo um sistema específico, ele consegue ser muito mais adequado à forma de trabalhar dos geólogos, com ferramentas direcionadas para suas necessidades. O desempenho também é melhor, pois o programa é otimizado para esta aplicação”, afirma Leandro Motta Barros, desenvolvedor de software na V3D.

De acordo com Barros, em um teste realizado em 15/8, o Mountain View foi capaz visualizar e manipular uma nuvem contendo um bilhão de pontos. “Este é um número muito expressivo, mas esse não é um limite do software”, conta.

De acordo com Maurício Veronez, já há um interesse muito grande por parte da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia. “Todos gostaram muito e perceberam que a Unisinos está se comportando como desenvolvedora de aplicações e utilização para a técnica Lidar em estudo de afloramentos, e não como mera usuária”, afirma.

A universidade já tem um projeto em fase de aprovação técnica junto à Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras, que garantirá a continuidade do desenvolvimento do Mountain View, para que ele seja disponibilizado para todos os integrantes da rede. “Se tudo der certo, a Unisinos será o centro de gerenciamento de informações de toda a rede, concentrando o conteúdo do estudo proveniente da utilização da técnica laser de instituições de todo o país”, conta Maurício.

O workshop teve o incentivo e o apoio da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia da Petrobras e foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação de Geologia. A Petrobras apoia, por meio da Rede Tecnológica em Sedimentologia e Estratigrafia, o trabalho de universidades brasileiras na área de mapeamento 3D de afloramentos.

Fonte: Jornal da Unisinos.

Tecnologia para preservar prédio e evitar desabamento

Pesquisadores da Uerj testam no Rio dois equipamentos importados que detectam vazamentos e infiltrações e ainda previnem contra acidentes e depredações

Uma visão além das paredes. Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) testam na cidade dois equipamentos importados de última geração que permitem visualizar, em 3D, estruturas de patrimônios históricos. O scanner a laser e a câmera termográfica têm olhar de Raio-X e conseguem, de longe, identificar se há vazamentos ou infiltrações nas paredes e evitar acidentes que depredem o patrimônio. Eles podem ser usados até para impedir desabamentos.

Se a tecnologia já fosse usada no País, casos como o desmoronamento de prédios na Rua Treze de Maio, no Centro, em janeiro, poderiam ser evitados. Segundo o professor de Engenharia Cartográfica da Uerj Jorge Luís Nunes, o ideal seria que todo prédio tivesse a ‘varredura’ antes e depois de reformas. “Também serve como comparação: podemos avaliar se o prédio sofreu modificações”, explica.
Foto: Arte O Dia
O Palácio Guanabara, a Câmara Municipal e o Theatro Municipal foram os primeiros a passar pelo teste. A câmera termográfica, importada da Suécia, identifica redes elétricas e hidrográficas. Análise é feita pela diferença de temperaturas. “Na Europa, os aparelhos já são muito utilizados. Conseguimos identificar onde passar fiação e tubulação sem derrubar paredes”, diz o pesquisador italiano Pietro Grimaldi.

Fabricado nos EUA, o scanner reproduz medidas de pilares em 360 graus. As informações são transmitidas para computador e é possível identificar as medidas da fachada e estrutura interna.

Banco de dados para restaurações
O objetivo dos pesquisadores é criar um banco de dados de preservação dos patrimônios. Os documentos obtidos com as supermáquinas serão apresentados para instituições públicas, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para restaurações. “Se um prédio cair, conseguimos construir outro exatamente igual, com precisão”, explica o professor da Uerj Jorge Luís Nunes.
Professor da Uerj Jorge Luís Nunes (E) e pesquisador Pietro Grimaldi usam o laser na Câmara Municipal | Foto: André Mourão / Agência O Dia
Com a aprovação das máquinas, a universidade pretende ainda divulgar a modernidade para órgãos fiscalizadores, como o Crea-RJ. “O scanner a laser seria um ótimo equipamento de avaliação e não dependeria de proprietários para fazê-la”, conta Nunes.

Os equipamentos foram emprestados pelo pesquisador italiano, Pietro Grimaldi, que está no Rio a pedido da Uerj para realizar a ‘varredura’ nos prédios.

Fonte: O Dia.

Tiranossauro teve mordida mais potente de todas as criaturas, diz estudo

Pesquisa feita na Grã-Bretanha usou scanner a laser para reproduzir mandíbulas do dinossauro em 3D; impacto seria equivalente ao impacto de um elefante.

O tiranossauro teve a mordida mais poderosa entre todas as criaturas que já habitaram a Terra, dizem cientistas.
Estimativas anteriores a respeito da mordida deste predador pré-histórico indicavam que ela era muito mais modesta, se comparada com predadores modernos, como os jacarés.

Esta medição, baseada em um escaneamento a laser da mandíbula de um Tyrannosaurus rex, mostrou que a sua mordida era equivalente a 3 toneladas — equivalente ao peso de um elefante.
Força da mordida do tiranossauro foi medida em laboratório (Foto: BBC)
As descobertas foram publicadas na revista científica ‘Biology Letters’. A pesquisa foi coordenada por Karl Bates, do Laboratório de Biomecânica da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha.

Bates, junto de seu colega Peter Falkingham, da Universidade de Manchester, usou uma cópia em tamanho real do esqueleto de um tiranossauro exibido no Museu de Manchester como modelo de estudo.

‘Nós digitalizamos o crânio com um scanner a laser, então obtivemos um modelo 3D do crânio em nosso computador’, afirmou Bates.

‘Com isso, nós pudemos mapear os músculos sobre aquele crânio’, explicou.

Os cientistas então reproduziram a força plena de uma mordida ao ativar os músculos para contrair totalmente, fechando as mandíbulas digitais.

‘Aqueles músculos (simulados) fecharam a mandíbula como eles fariam na vida real e (…) nós medimos a força quando os dentes se encontraram’, disse Bates à BBC.

‘As forças máximas que nós encontramos — nos dentes de trás — ficaram entre 30.000 e 60.000 newtons’, afirmou. ‘Isto equivale a um elefante de tamanho médio sentando em você.’

Estudos anteriores estimavam que a mordida do Tyranossaurus rex tinha uma força entre 8.000 e 13.000 newtons.

Mordida de bebê
Os pesquisadores descobriram como a força da mordida do tiranossauro mudava à medida que ele crescia.

‘Obviamente, com a sua cabeça ficando muito maior, há um aumento esperado na força da mordida associado a isso’, afirma Bates.

Mas para o tiranossauro, a força por trás de sua mordida aumentava desproporcionalmente, muito mais do que seria esperado de um ‘aumento linear contínuo’, segundo o cientista.

Isto sugere que a dieta do predador mudava enquanto ele envelhecia, e que talvez somente os tiranossauros adultos pudessem morder através da dura pele de outro dinossauro.

‘Eu acho que todos esperavam que o tiranossauro tivesse uma grande força na mordida, mas ela é ainda maior do que esperávamos’, disse à BBC o especialista Bill Sellers, que estuda as capacidades físicas de animais vivos e extintos na Universidade de Manchester.

‘E ela fica maior à medida em que ele cresce, o que é surpreendente’, afirmou.

Sellers explicou que estudar os dinossauros lançou uma luz sobre os limites do que os seres vivos são capazes.

‘Estes animais são extremos, um dos maiores carnívoros que já viveram’, disse. ‘Então isso diz muito sobre as limitações da biologia. Nós queremos saber como os organismos funcionam, mas os organismos vivos (hoje) são muito menores. E, em termos de mecânica, o tamanho é muito importante.’

O crânio do tiranossauro media cerca de 1,5 metro de comprimento e era equilibrado pela longa e pesada cauda do animal. Segundo cientistas, esses poderosos carnívoros podem ter se alimentado uns dos outros, assim como de outros dinossauros.

Fonte: G1.

Brasileiro desenvolve método rápido para prever enchentes

Um novo método criado por um cientista brasileiro torna mais rápido, simples e barato identificar áreas com risco de enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais. O sistema pode ser usado para prevenir as tragédias que se acumulam no período de chuva no país.

Enquanto as metodologias consagradas hoje em dia precisam que os pesquisadores visitem os locais e tenham um mapeamento detalhado das topografias, o que em geral custa muito caro, o novo projeto pode ser feito à distância e com bem menos requisitos.

Batizado de Hand (sigla em inglês para altura acima da drenagem mais próxima), ele é um modelo digital de terreno que, para identificar as áreas de risco, precisa apenas de uma imagem da topografia da região -capturada por radar ou laser – e de informações sobre os rios do entorno.

É gerada então uma espécie de maquete virtual.

A partir daí, o computador, usando cálculos especialmente desenvolvidos para isso, encarrega-se de identificar as características do terreno, incluindo declividades e distâncias de encostas, entre outras informações.

Matemático
O modelo parte do princípio de Arquimedes, de que a água escolhe a trajetória mais curta para os terrenos mais baixos. O sistema então traça a trajetória da água e identifica as áreas de risco.

O modelo foi integrado ao Google Earth, permitindo que a Defesa Civil de qualquer parte do país possa ter acesso rápido às informações e consiga planejar a retirada ou o resgate de moradores.

“É um arquivo pequeno, pode ser baixado facilmente. O objetivo é simplificar o uso”, explica Antonio Donato Nobre, cientista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele liderou o trabalho, que levou dez anos para ser desenvolvido.

Apesar de inédito, o cientista diz que a ideia é simples.

“A inspiração surgiu por acaso. Eu tive uma intuição, decidi aplicar e deu certo. Quando eu apresento nos congressos, alguns cientistas no início duvidam, acham que é fácil demais”, diz ele.

A simplicidade, pelo visto, atraiu os pesquisadores. Publicado no “Journal of Hydrology”, uma das publicações mais importantes da área, o artigo sobre o Hand ficou vários meses na lista dos mais acessados, à frente até de publicações de referência.

O modelo Hand foi aplicado com sucesso em áreas com históricos de inundação, inclusive na Grande São Paulo, e em outras onde houve grandes tragédias recentemente, como a região Serrana do Rio.

Adoção
Embora já tenha sido apresentado no Senado e na Câmara, não há previsão de quando (ou se) ele será adotado pelo poder público.

“A recepção foi muito boa, os políticos elogiaram muito. Mas não sei o que vai acontecer agora”, diz Nobre.

Ele já distribui informalmente o sistema para prefeituras e outros interessados.

“Mas isso não é certo, tem de haver planejamento. Sou pesquisador, é necessário uma estrutura operacional.”

“Ao mesmo tempo, eu não consigo ficar parado assistindo à tevê enquanto está acontecendo um temporal e eu tenho condições de ajudar.”

Fonte: Canal Rio Claro.

Scanner a laser ajuda a analisar áreas atingidas por terremotos

Pesquisadores usam scanner a laser para analisar terreno atingido por abalo e obtêm maior compreensão do processo de ocorrência dos tremores. A técnica ajudará na definição de áreas de risco e na orientação dos projetos de engenharia em regiões suscetíveis aos sismos

Quando alguém ouve a palavra terremoto, as primeiras imagens que vêm à cabeça são desastres de grandes proporções, que deixam cidades devastadas e centenas de mortos e desabrigados. O que faz, porém, com que alguns abalos causem mais destruição que outros? Além do local onde a terra treme, evidentemente, o planejamento ao fazer construções e a compreensão das falhas geológicas na região têm um importantíssimo papel nas consequências desse tipo de fenômeno. Daí a importância do estudo realizado por Michael Oskin, da Universidade da Califórnia, câmpus de Davis, nos Estados Unidos, e sua equipe, que mostraram como o sensoriamento remoto pode ser uma ferramenta eficiente para entender como os terremotos modificam o solo e ajudar os sismólogos a definirem zonas de risco.

Na pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Science, o grupo usou um aparelho chamado Light Detection and Ranging (Lidar), scanner a laser que envia pulsos de luz para o solo e capta seu formato, para analisar a região da Serra Cucapah, no norte do México, atingida por um terremoto de magnitude 7,2 em 2010. A ideia era detectar o local exato onde o solo foi rompido durante o sismo. Eles compararam os dados obtidos com os resultados da medição feita com o aparelho em 2006 — antes do tremor, portanto — e descobriram que o abalo foi provocado por rachaduras simultâneas no nordeste da região, como nas falhas Borrego e Pescadores.

De acordo com Oskin, especialista em geologia, geomorfologia e geodinâmica, essa foi uma das primeiras áreas de ruptura que já haviam sido mapeadas com o scanner a ter imagens geológicas captadas logo após um terremoto. Ele explica, em entrevista ao Correio, que documentar a geometria e a mecânica de como as falhas geológicas se ligam dá aos cientistas uma ideia melhor da dimensão dos eventos que elas podem causar. “Com isso, descobrimos como os sistemas dessas falhas interagem e aumentam para uma zona de risco”, acrescenta. Ele adverte que o registro histórico de abalos sísmicos ainda é pequeno, mas necessário para compreender o que pode ocorrer no futuro.

A partir de que magnitude um terremoto pode se tornar perigoso?
Não há um número específico que revele a partir de quanto um tremor causa perigo para a população, já que não é só a magnitude que determina o poder de destruição de um terremoto, embora seja o primeiro fator determinante. Um abalo sísmico de magnitude 7,0 na Escala Richter pode ser catastrófico, como ocorreu no Haiti em 12 de janeiro de 2010. A tragédia deixou 220 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados. Mais de dois anos após a catástrofe, o país ainda não se recuperou das consequências do terremoto.
Por outro lado, o Brasil, que é notoriamente um país com poucos sismos — e, os poucos que ocorrem, normalmente são de baixa intensidade —, já teve um terremoto com epicentro no interior de seu continente com magnitude 7,1. O tremor, que aconteceu no Amazonas em 20 de junho de 2003, não causou nenhum dano, porque seu hipocentro foi a 500km de profundidade.

Outro fator determinante no poder de destruição dos terremotos, além da magnitude e profundidade do foco, é a qualidade das construções. Terremotos iguais e com a mesma distância de centros urbanos produzem, em diferentes países, resultados muito distintos. Tudo depende do quanto a população está preparada para enfrentá-los, como pôde ser observado nas tragédias ocorridas em 2010 no Haiti e no Chile.

Fonte: Correio Braziliense.

Carros terão piloto automático em até dez anos

Protótipos de sete veículos automatizados com diferentes funcionalidades foram testados na cidade sueca de Boras. A conclusão é de que a máquina comete menos erros que o ser humano

Imagine-se voltando da viagem do feriado prolongado de Corpus Christi: trânsito congestionado, cansaço e sonolência. Você aperta um botão e o piloto automático assume a direção durante parte do trajeto.

A cena, hoje futurística, será real num período de seis a dez anos, quando tecnologias similares àquelas adotadas pela aviação vão estar disponíveis nos automóveis. Protótipos de sete veículos automatizados com diferentes funcionalidades foram testados na semana passada na cidade sueca de Boras, vizinha a Gotemburgo.

Um consórcio formado por 17 montadoras, fabricantes de autopeças, centros de pesquisas e universidades, com patrocínio da União Europeia, passou três anos e meio trabalhando num projeto para tornar a mobilidade veicular mais segura. Ao todo, foram investidos 28 milhões de euros no projeto que envolveu quatro automóveis, dois caminhões e um ônibus.

Entre as principais conclusões está a de que a máquina comete menos erros que o ser humano. Segundo pesquisas, 90% dos acidentes de trânsito ocorrem por erro do motorista, 30% pelas condições das estradas e 10% por problemas nos veículos. Alguns índices se sobrepõem. Diante do desafio, o consórcio denominado HAVEit (sigla em inglês para Highly Automated Vehicles for Intelligent Transport ou Veículos Altamente Automatizados para Transporte Inteligente) criou novas tecnologias e juntou-as a outras já existentes para tornar o automóvel mais seguro e mais confortável e, com isso, reduzir o índice de mais de 1,2 milhão de mortes por ano em acidentes de trânsito no mundo. Também foram desenvolvidos sistemas para reduzir emissão de poluentes.

O sistema apresentado pela Volkswagen permite acionar o piloto automático temporariamente em situações de congestionamentos em estradas ou longas distâncias em linha reta, quando o dirigir torna-se monótono. O motorista tem três opções.

Um é acionar um sistema de assistência que informa a distância dos carros da frente e obstáculos e avisa se o motorista ultrapassou a faixa de segurança da pista. Outro é semiautomático, em que o condutor controla o volante, mas não usa os pés para frear ou acelerar o carro. O terceiro é o sistema altamente automático, em que ele tira as mãos do volante e o carro segue o trajeto numa velocidade de até 130 quilômetros por hora.

Responsabilidade
“Não é um carro robotizado, o motorista mantém responsabilidade de condução e está sempre no controle”, adverte Jürgen Leohold, diretor executivo do grupo de desenvolvimento da Volkswagen. Ou seja, o sistema ainda não permite que o condutor leia jornal ou durma enquanto o piloto automático estiver acionado. Uma câmara instalada no veículo detecta a distração do condutor e o programa computadorizado chama sua atenção. Segundo Leohold, o carro totalmente automatizado, que pode percorrer longas distâncias sem intervenção do motorista e pode circular por vias urbanas “é para o futuro mais distante, daqui a uns 20 anos”. Já o altamente automatizado pode estar nas ruas em “seis a dez anos”, ao menos da Europa.

“O custo é muito alto”, admite o executivo, sem revelar números. Um carro sem piloto está sendo testado pelo Google. A Volkswagen apresentou, há quatro anos, uma experiência similar nos Estados Unidos em que o veículo percorreu um trajeto de seis horas sem controle humano. Mas são experiências específicas, com soluções inviáveis para produção em série. Os sistemas apresentados pelo HAVEit podem ser adotados em veículos de diversos fabricantes. Dos quatro automóveis usados para testes por um grupo de jornalistas na última terça-feira, dois eram Passat Volkswagen e dois sedãs Volvo.

Eles têm sistemas similares, mas com aplicações diferenciadas. Também foram apresentados dois caminhões e um ônibus da Volvo, adaptados com tecnologias criadas por empresas como Continental (câmaras e radares), Haldex (freios elétricos), Sick (scanners a laser), Efkon (sistemas de comunicação) e softwares do Centro Espacial da Alemanha (DLR). As novas tecnologias foram associadas às já disponíveis em alguns veículos, como sistemas que mantêm distância segura do veículo à frente, que avisam se o motorista sai da faixa da rodovia, se está com sono, alcoolizado ou a presença de veículos nas laterais, como forma de evitar o ponto cego. Para caminhões, o piloto automático pode ser adotado apenas nos congestionamentos.

A Volvo Technology desenvolveu um sistema chamado AQuA que, se acionado, controla os movimentos do veículo. Ele para quando necessário e segue o fluxo do tráfego. Quando detecta que o movimento voltou ao normal, avisa o motorista para reassumir o controle. No caso do ônibus, toda a tecnologia para segurança foi agregada à híbrida, resultando num veículo menos poluente.

Fonte: Época Negócios.

Rede de Museus vai estudar a pré-história em biomas brasileiros

Pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ), e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) formaram uma Rede de Museus, para fortalecer coleções e núcleos de pesquisa nas áreas de paleontologia e neontologia. O projeto, denominado, Evolução da fauna de vertebrados terrestres brasileiros do cretáceo ao recente: paleontologia e filogenia, tem como proposta fazer pesquisas para entender os processos de diversificação de espécies brasileiras, assim como a constituição da biodiversidade, baseados nas relações ancestrais entre espécies conhecidas ainda existentes e as já extintas.

O projeto também se propõe estudar os aspectos históricos que formaram os principais ecossistemas intertropicais brasileiros. Para fazer essa análise, os pesquisadores irão buscar informações sobre a fauna e a flora brasileira em coleções científicas, acervos bibliográficos, como também por meio de pesquisa de campo.

A rede
O Dr. Hussam El Dine Zaher, Diretor do Museu de Zoologia da USP, é o coordenador geral do projeto. A equipe do Museu Nacional é composta pelo Dr. Sergio de Azevedo, responsável pela paleontologia, e o Dr. Leandro Salles, coordenando a neontologia e a biologia molecular. Pelo Museu Goeldi, a Dra. Heloisa Moraes Santos, da Coordenação de Ciências da Terra é responsável pela área de paleontologia. A Dra. Ana Lúcia Prudente, da Coordenação de Zoologia, coordena os estudos de neontologia e o Dr. Alexandre Aleixo coordena os estudos moleculares. No total, o projeto é composto por 48 pesquisadores, sendo 11 colaboradores estrangeiros e 29 colaboradores brasileiros.

De acordo com Ana Prudente, é importante obter parâmetros nas áreas de pesquisa envolvidas, para que haja uma “compreensão dos processos geradores e mantenedores da biodiversidade atual”, afirma a pesquisadora. Para a pesquisadora, uma rede de pesquisa entre diferentes instituições possibilita troca de conhecimentos “entre pesquisadores de uma mesma área e de áreas distintas, ações que refletem diretamente sobre todos os envolvidos”.

Os estudos iniciaram no início de 2011 e através do conhecimento científico gerado por esta Rede, pretende-se subsidiar políticas ambientais e constituir um atualizado acervo científico brasileiro.

As pesquisas serão feitas em um conjunto de bacias, como a Bacia Sanfranciscana, localizada no nordeste de Minas Gerais e a Bacia do Marajó, no leste do Pará, além de biomas e cavernas, nas quais serão coletados materiais da época Pleistocênica (1,8 milhão a 11.000 anos atrás) e Holocênica (11.000 anos até os dias atuais).

Mamíferos, aves e serpentes serão os grupos recentes a serem estudados. Já os grupos fósseis serão os de répteis, como crocodilos, dinossauros, quelônios, mamíferos e aves.

Objetivo
Com a pesquisa, os estudiosos pretendem verificar a expansão e retração ocorridas entre as espécies analisadas. A partir disso, o grupo de pesquisadores acredita que podem surgir estratégias de conservação e de utilização sustentável da Amazônia e do Cerrado. Assim, as pesquisas contribuirão para formar um acervo de informação sobre a biodiversidade brasileira, desde a origem até sua a diversificação.

Metolodogia
O primeiro passo é fazer a coleta de dados, nas quatro principais bacias sedimentares – Bacia Sanfranciscana, Bacia Bauru, Bacia de Taubaté e na Bacia do Marajó. Outros dados também serão coletados em cavernas cársticas — cavernas formadas pela corrosão das rochas -, e nos biomas da Amazônia e do Cerrado.

As coletas de material fóssil e recente nos biomas serão feitas através de metodologias digitais, as quais não são invasivas ou destrutivas, o que possibilita a obtenção de imagens sem danificar o material analisado. Serão utilizados laser, scanners, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, os quais materializam estruturas internas não visíveis.

As três instituições farão coleta de dados ao longo de três meses. O período previsto de pesquisa é de dois anos, mas pretende-se dar continuidade ao projeto, ainda nessa linha de pesquisa, a respeito dos outros biomas brasileiros.

A coleta de dados ajudará também, como fonte de conhecimento de outras áreas, como a taxonomia, filogeografia, história natural, entre outros.

Instituições de pesquisa da França, Estados Unidos, Inglaterra e Israel também farão parte da Rede através de estudos acerca da distribuição geográfica contemporânea de animais. Pesquisadores brasileiros farão intercâmbio para pesquisar nos acervos dessas instituições, para contribuir com as pesquisas feitas em território brasileiro.

Fonte: Agrosoft Brasil.

Vale terá controle online de estoque de minério nos portos

O uso da tecnologia aplicada à logística está criando uma espécie de “Big Brother” do minério de ferro nos portos da Vale. No porto de Tubarão, no Espírito Santo, a mineradora desenvolve projeto-piloto que permite o monitoramento online das pilhas de minério de ferro depositadas nos pátios de estocagem. O sistema utiliza scanners a laser 3D, instalados no alto de grandes máquinas, que coletam as imagens das pilhas e as enviam a um servidor central encarregado de processar as informações. Os dados são recebidos em computadores no centro de controle operacional do porto.

O monitoramento online vai permitir à Vale ter a operação totalmente automática dos pátios de minério de ferro, diz Gustavo Mucci, gerente-geral de inovação e desenvolvimento portuário da mineradora. A tecnologia possibilita ter o controle do estoque de forma contínua através das câmeras (scanners) instalados nas máquinas nos pátios. E tende a substituir o controle tradicional do estoque feito diariamente por topógrafos que monitoram as pilhas e repassam às informações à equipe de planejamento dos pátios.

Os topógrafos também usam scanners para fazer o levantamento sobre o perfil e o volume das pilhas de minério, mas ao colocar essas câmeras no alto dos equipamentos nos pátios garante-se maior eficiência ao processo, disse a Vale. Os topógrafos poderão passar a trabalhar nas equipes de planejamento de pátio em Tubarão ou serem redirecionados para outras funções dentro da empresa.

O projeto-piloto de Tubarão está sendo testado em duas máquinas, uma empilhadeira e uma recuperadora de minério de ferro. O recuperador é um equipamento com rodas dentadas que retira o minério das pilhas nos pátios. Dali o produto segue por correias para ser carregado nos navios.

No total, Tubarão tem 18 equipamentos como esses. Até o fim de 2013 o projeto estará todo implantado no terminal portuário, cuja capacidade estática de armazenagem de minério de ferro é de 3,3 milhões de toneladas. Mas existe a expectativa de que a tecnologia, depois de desenvolvida e homologada, seja estendida a outras instalações da empresa, afirmou Mucci.

O executivo acrescentou que o monitoramento online permite melhorar a gestão do estoque e a produtividade. A tecnologia também reforça a segurança operacional. Segundo Mucci, o mapeamento online do minério faz parte da segunda fase do controle remoto das operações de pátio, sistema adotado pela Vale a partir do terminal portuário de Ponta da Madeira, em abril de 2010. Esse terminal tem capacidade de estocagem de 5,6 milhões de toneladas.

Ao todo a Vale investiu R$ 15 milhões no projeto de controle remoto de operação dos pátios de minério, dos quais R$ 500 mil foram aplicados no projeto piloto de Tubarão. O controle remoto funciona por meio de software que possibilita o comando à distância das máquinas. Os operadores, que antes subiam nas empilhadeiras e recuperadoras para operá-las nos pátios, passaram a fazê-lo desde o centro de controle operacional. A mineradora registra ganhos de produtividade.

Com a adoção do sistema, houve um ganho médio nos terminais da Vale de 10% nos volumes de minério de ferro recuperados nos pátios. O volume, que situava-se em 8 mil toneladas por hora, passou para quase 9 mil toneladas/hora.

Os ganhos de produtividade obtidos com o controle remoto das operações nos pátios também são importantes em um cenário de expansão dos terminais portuários da Vale. Se a empresa não investisse em novas tecnologias, poderia ter de acompanhar o crescimento das operações com um contingente de pessoal equivalente à expansão programada.

Fonte: Portos & Navios.

Mais segurança para motos nos cruzamentos

Mais segurança para carros e motos nos cruzamentosQuem pilota motocicleta na cidade já passou por essa situação. Circulando por uma via de mão dupla, um automóvel no sentido contrário cruza a sua frente forçando uma frenagem de emergência. A primeira reação do motorista é pedir desculpas e afirmar: “não vi você vindo!”.

Para evitar esse tipo de situação, a BMW acabou de anunciar uma nova tecnologia de comunicação entre veículos. Chamada de “Turn-Left Assistant”, ou “Assistente para virar à esquerda” em uma tradução literal, a tecnologia está sendo testada em um automóvel BMW Série 5 e em uma motocicleta R 1200 GS.

A tecnologia entre em ação assim que os sensores detectam a intenção do motorista em realizar uma conversão à esquerda. Primeiramente o sistema de navegação identifica a posição do carro próximo a cruzamentos, uma câmera na frente do automóvel identifica a faixa de conversão e ativa o sistema.

Com isso scanners de laser mapeiam a área a frente até uma distância de 100 metros, identificando outros carros, caminhões e até mesmo motocicletas. Caso detecte veículos no sentido contrário e o motorista insista em virar à esquerda, o sistema aciona os freios parando o carro, desde que a velocidade seja de até 10 km/h.

Ao mesmo tempo um alarme sonoro e luminoso piscará no painel explicitando o motivo da intervenção. Segundo a marca, a intervenção deliberada e sem nenhum aviso prévio se faz necessária, pois uma resposta rápida é fundamental para evitar acidentes.

Comunicação carro – moto
Porém com o sistema de comunicação entre o carro e outros veículos, tanto outros carros como motocicletas, amplia ainda mais a funcionalidade da nova tecnologia, ainda em fase de testes. Pois além dos scanners a laser e a câmera, há uma unidade de comunicação wireless (sem fio) que aumenta a função de reconhecimento de outros veículos para 250 metros e ainda detecta a presença de outros veículos com a mesma tecnologia.

Por exemplo, imagine a situação descrita no primeiro parágrafo, porém com um carro e uma moto, ambos equipados com a nova tecnologia. O carro com a tecnologia “Left-Turn Assistant” identificaria a intenção do motorista em virar à esquerda. “O carro e a moto trocam informações por meio da interface de comunicação carro-moto e assim que a motocicleta se aproximasse.

Informações como tipo de veículo, posição, velocidade e até mesmo se as luzes de direção estão ativadas”, explica Udo Rietschel, engenheiro da BMW. Com base nesses dados, o sistema calcula a trajetória dos dois veículos e prevê se uma colisão poderá acontecer.

Se a situação for crítica, a motocicleta aciona o farol alto e dois LEDs posicionados nos espelhos retrovisores começam a piscar para alertar o motorista do automóvel e tornar a moto mais visível. Na iminência de um acidente, até mesmo a buzina da moto toca sozinha.

Se o desatento motorista insistir em fazer a conversão, o “Lef-Trun Assistant” irá frear o automóvel, uma vez que a preferência nesse caso é de quem segue sua trajetória. O condutor do carro é informado pelo painel o motivo da parada. E mais um acidente pode ser evitado.

Embora possa evitar muitos acidentes, a nova tecnologia está ainda em fase de testes. A primeira aparição pública e em situações reais aconteceu em 17 e 18 de maio durante a Intersafe 2 – Improved Safety at Intersections (algo como segurança aprimorada em cruzamentos), um consórcio de diversos fabricantes de veículos e institutos de pesquisas europeus para realizar estudos que possam evitar acidentes em cruzamentos, segundo a União Européia o local onde mais acontecem acidentes de trânsito.

Fonte: MOTO.com.br.

Conheça novas tecnologias arqueológicas que deixam Indiana Jones no chinelo

Vamos falar a verdade: Indiana Jones era um arqueólogo muito ruim. Ele destruía seus sites arqueológicos e era mais propenso a matar seus colegas do que escrever um trabalho com eles – sem falar naquele chicote (cientificamente inútil).

Independentemente disso, “Os Caçadores da Arca Perdida”, que celebra seu 30º aniversário em junho, inspirou uma geração de cientistas. E os arqueólogos modernos, felizmente, aprenderam com os erros de Jones.

Hoje, a utilização de tecnologia avançada, tais como imagens de satélite, mapeamento a laser, robôs e scanners, é o que configura o mundo da arqueologia.

Essas inovações permitiram que os arqueólogos descobrissem pirâmides enterradas a partir do espaço, criassem mapas 3D de antigas ruínas maias, explorassem destroços de navios romanos e encontrassem doenças em múmias de 3.000 anos de idade.

A maior parte do novo kit de ferramentas arqueológicas vem de outras áreas como biologia, química, física ou engenharia, bem como dispositivos comerciais que incluem GPS, computadores portáteis e smartphones.

Os cientistas comparam o novo campo de exploração arqueológica com o da medicina. Eles precisam dessas ferramentas, assim como os médicos precisam fazer raios-X e tomografias antes de operar uma pessoa.

“Se cavamos um site para achar algo, acabamos o destruindo”, diz David Hurst Thomas, curador de antropologia do Museu Americano de História Natural, em Nova York. “A tecnologia nos permite descobrir muito mais sobre ele antes de desenterrá-lo”, completa.

Os arqueólogos têm aproveitado essas ferramentas para encontrar antigos locais de interesse mais facilmente do que nunca. Eles podem cavar com maior confiança e menos danos colaterais, aplicar técnicas de laboratório recentes para antigos artefatos humanos ou restos mortais, e identificar melhor quando as pessoas ou objetos existiram no tempo.

Uma das revoluções é com os satélites. A egiptóloga Sarah Parcak usou imagens de satélite para observar 10 metros abaixo do deserto egípcio e descobriu 17 pirâmides desconhecidas e mais de 1.000 túmulos. As imagens também revelaram ruas e casas enterradas da antiga cidade egípcia de Tanis (site arqueológico bem conhecido que foi destaque em “Os Caçadores da Arca Perdida”).

Mesmo imagens de satélite comuns, usadas pelo Google Earth, ajudam. Muitos dos sites antigos egípcios foram enterrados em arquitetura de tijolos de barro que se desfazem ao longo do tempo e se misturam com a areia. Quando chove, o solo com tijolos de barro mantém a umidade por mais tempo e aparece em fotos de satélite descolorido.

Ferramentas como o radar de penetração no solo também podem ajudar os arqueólogos a evitar destruição de dados preciosos enquanto escavam sítios arqueológicos. Magnetômetros podem distinguir entre metais, pedras e outros materiais enterrados baseado em diferenças no campo magnético da Terra, e levantamentos de resistividade do solo detectam objetos com base em mudanças na velocidade da corrente elétrica.

Uma vez que os objetos ou os ossos vêm à tona, os arqueólogos podem levá-los a laboratórios forenses que impressionam qualquer agente CSI. Tomografias computadorizadas (TC) comumente usadas na medicina revelam até artérias obstruídas de uma antiga princesa egípcia mumificada há 3.500 anos.

Olhar para as razões de diferentes elementos, chamados isótopos, em ossos de povos antigos também pode revelar o que eles comeram. Os detalhes da dieta podem incluir se a pessoa preferia alimentos como milho ou batata, ou se curtiam carne.

Assinaturas químicas similares podem dizer onde os humanos cresceram. Arqueólogos identificaram a origem de dezenas de soldados encontrados em uma vala comum de 375 anos na Alemanha; eles foram capazes de descobrir que alguns vieram da Finlândia, outros da Escócia.

Os arqueólogos têm muitas outras novas ferramentas na caixinha. A técnica de mapeamento a laser usada em ruínas maias, chamada LIDAR (em inglês, Light Detection And Ranging), tornou-se uma norma para a arqueologia: os robôs começaram a explorar pirâmides e cavernas, bem como naufrágios.

A tecnologia é brilhante, mas os arqueólogos garantem (e adoram) que ela não vai eliminar a necessidade de escavar muito em breve. “É uma constante em arqueologia; você tem que escavar e explorar”, afirma Sarah Parcak.

Fonte: Hypescience.

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