Raio laser: Um novo paradigma na medição da poluição atmosférica

Em Cubatão, sensores medem com exatidão a emissão de partículas em grandes áreas, a uma distância de até 20 km e a 100 km de altitude.

Um programa desenvolvido no Centro de Pesquisas e Capacitação em Meio Ambiente – Cepema, órgão da Universidade de São Paulo administrado pela Escola Politécnica (Poli/USP), com sede em Cubatão, permite monitorar com mais amplitude e maior precisão o nível de poluentes na atmosfera, principalmente os lançados pelas chaminés das indústrias. Para isso, os pesquisadores estão utilizando um equipamento portátil de sensoriamento a distância com cerca de 1,90 metro de altura, chamado Lidar, composto basicamente por um gerador de raios laser, um telescópio e um sensor. Os raios, emitidos pulsadamente, refletem nas partículas e moléculas presentes na área focada e retornam ao aparelho, que faz a leitura dos dados e, usando técnicas de tratamento de dados desenvolvidas pela equipe, determina suas características e concentração.

O Lidar é uma sigla para Light Detection and Ranging. “O princípio é semelhante ao dos radares utilizados na medição da poluição atmosférica, com a diferença de que esses trabalham com ondas eletromagnéticas na frequência de rádio e não laser”, explica o professor Roberto Guardani, docente do Departamento de Engenharia Química da Poli e coordenador do projeto. “Além de poder ser visualizado, o laser é multidirecional, o que permite mapear detalhadamente grandes áreas e por longos períodos, e oferece dados mais precisos”. O uso do laser para medição de poluentes atmosféricos se iniciou nos anos 60, nos Estados Unidos. Esta tecnologia vem sendo aperfeiçoada, assim como tem sido diversificada sua aplicabilidade.

O alcance do Lidar chega a 20 km de distância e a 100 km de altitude, dependendo das condições climáticas. “Além de atingir camadas da atmosfera que nenhum outro sistema consegue atingir, ampliando o campo de atuação, elimina-se a necessidade de ter que se aproximar da chaminé de uma indústria, em geral de difícil acesso, para medir os tipos e a concentração dos poluentes”, exemplifica Renata da Costa, doutoranda no tema e que tem desenvolvido pesquisas com o Lidar. “Todos se beneficiam da tecnologia deste sistema, desde os órgãos fiscalizadores até a população, incluindo as indústrias, que podem controlar melhor seus equipamentos poluidores e realizar a manutenção adequada”, lembra Renata.

O sistema Lidar pode ser utilizado em várias situações. Para medir a concentração de partículas e gases poluentes no ar, nas chaminés industriais, em queimadas, em erupções vulcânicas, poeira dos desertos e até avaliar a degradação da camada de ozônio. A pesquisa do Cepema desenvolve métodos de análises específicos para monitorar gases como o monóxido de carbono, hidrocarbonetos, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, além de partículas poluentes. A próxima etapa do estudo visa aplicar a técnica para medir a distribuição de tamanhos do material particulado expelido por chaminés.

O Projeto Lidar é interdisciplinar. Integra profissionais da USP de várias áreas, incluindo engenheiros químicos, físicos, químicos e meteorologistas. Vem sendo desenvolvido em parceria com a equipe coordenada pelo Dr. Eduardo Landulfo, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen.

Fonte: Escola Politécnica da USP.

Qual o potencial solar do seu telhado?

Investigadores estimam rentabilidade de sistemas fotovoltaicos nos edifícios

Um grupo de investigadores do Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional (e-GEO) da Universidade NOVA de Lisboa e do Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia da Universidade de Lisboa, está a estudar o potencial fotovoltaico da cobertura dos edifícios.

O objectivo é estimar a rentabilidade da instalação de sistemas fotovoltaicos em áreas urbanas, através de uma solução que a equipa desenvolveu que cruza elementos como a área de telhado disponível, o rendimento alcançado por cada painel solar e custo da instalação.

Segundo explicou a engenheira florestal do e-GEO, Teresa Santos Silva, ao Ciência Hoje, o projecto “permite que as pessoas saibam quanto é que têm de investir e quanto tempo demora a retornar esse investimento na conta da electricidade”.

Para isso, basta aceder ao site e “facilmente se consegue obter o potencial energético do edifício”, desde que se localize na freguesia de Alvalade, em Lisboa, e numa parte da freguesia de Carnaxide, em Oeiras, onde por enquanto está disponível o serviço.

Para extrair informação relevante ao estudo, o grupo de investigadores utilizou a detecção remota/imagens aéreas. De entre os diferentes dados recolhidos por este meio, a equipa destaca os obtidos por varrimento laser (LiDAR – Light Detection And Ranging), que “têm mostrado ser uma fonte de informação útil sobre edifícios em meio urbano”.

Portugal tem poucos recursos em energias fósseis e enorme dependência energética do exterior, ainda que seja um país com índices de irradiação solar elevado: 1,74 MWh/m2/ano, bastante superior à média europeia (1,16 MWh/m2/ano). “Estes valores justificam, só por si, o crescente interesse em soluções energéticas mais amigas do ambiente”, sublinha Teresa Santos Silva.

Actualmente “em negociações para saber se o projecto segue em frente”, os próximos passos no estudo incluem a avaliação do potencial solar térmico e da possibilidade de reconversão de topos de edifícios em ‘coberturas verdes’.

Estas ‘coberturas verdes’ são jardins com certas características em cima de telhados que permitem, entre outras coisas, “uma grande eficiência térmica dos edifícios”, exemplifica a investigadora.

Fonte: Ciência Hoje (Portugal).

Scanner a laser ajuda a analisar áreas atingidas por terremotos

Pesquisadores usam scanner a laser para analisar terreno atingido por abalo e obtêm maior compreensão do processo de ocorrência dos tremores. A técnica ajudará na definição de áreas de risco e na orientação dos projetos de engenharia em regiões suscetíveis aos sismos

Quando alguém ouve a palavra terremoto, as primeiras imagens que vêm à cabeça são desastres de grandes proporções, que deixam cidades devastadas e centenas de mortos e desabrigados. O que faz, porém, com que alguns abalos causem mais destruição que outros? Além do local onde a terra treme, evidentemente, o planejamento ao fazer construções e a compreensão das falhas geológicas na região têm um importantíssimo papel nas consequências desse tipo de fenômeno. Daí a importância do estudo realizado por Michael Oskin, da Universidade da Califórnia, câmpus de Davis, nos Estados Unidos, e sua equipe, que mostraram como o sensoriamento remoto pode ser uma ferramenta eficiente para entender como os terremotos modificam o solo e ajudar os sismólogos a definirem zonas de risco.

Na pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Science, o grupo usou um aparelho chamado Light Detection and Ranging (Lidar), scanner a laser que envia pulsos de luz para o solo e capta seu formato, para analisar a região da Serra Cucapah, no norte do México, atingida por um terremoto de magnitude 7,2 em 2010. A ideia era detectar o local exato onde o solo foi rompido durante o sismo. Eles compararam os dados obtidos com os resultados da medição feita com o aparelho em 2006 — antes do tremor, portanto — e descobriram que o abalo foi provocado por rachaduras simultâneas no nordeste da região, como nas falhas Borrego e Pescadores.

De acordo com Oskin, especialista em geologia, geomorfologia e geodinâmica, essa foi uma das primeiras áreas de ruptura que já haviam sido mapeadas com o scanner a ter imagens geológicas captadas logo após um terremoto. Ele explica, em entrevista ao Correio, que documentar a geometria e a mecânica de como as falhas geológicas se ligam dá aos cientistas uma ideia melhor da dimensão dos eventos que elas podem causar. “Com isso, descobrimos como os sistemas dessas falhas interagem e aumentam para uma zona de risco”, acrescenta. Ele adverte que o registro histórico de abalos sísmicos ainda é pequeno, mas necessário para compreender o que pode ocorrer no futuro.

A partir de que magnitude um terremoto pode se tornar perigoso?
Não há um número específico que revele a partir de quanto um tremor causa perigo para a população, já que não é só a magnitude que determina o poder de destruição de um terremoto, embora seja o primeiro fator determinante. Um abalo sísmico de magnitude 7,0 na Escala Richter pode ser catastrófico, como ocorreu no Haiti em 12 de janeiro de 2010. A tragédia deixou 220 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados. Mais de dois anos após a catástrofe, o país ainda não se recuperou das consequências do terremoto.
Por outro lado, o Brasil, que é notoriamente um país com poucos sismos — e, os poucos que ocorrem, normalmente são de baixa intensidade —, já teve um terremoto com epicentro no interior de seu continente com magnitude 7,1. O tremor, que aconteceu no Amazonas em 20 de junho de 2003, não causou nenhum dano, porque seu hipocentro foi a 500km de profundidade.

Outro fator determinante no poder de destruição dos terremotos, além da magnitude e profundidade do foco, é a qualidade das construções. Terremotos iguais e com a mesma distância de centros urbanos produzem, em diferentes países, resultados muito distintos. Tudo depende do quanto a população está preparada para enfrentá-los, como pôde ser observado nas tragédias ocorridas em 2010 no Haiti e no Chile.

Fonte: Correio Braziliense.

IMA tem novas tecnologias para o setor florestal brasileiro

A IMA Gestão e Análise Florestal está trabalhando com uma inovação na área de sensoriamento remoto e LiDAR (Light Detection And Ranging) no Brasil, representando a norueguesa Blom, que é a maior empresa do setor na Europa, tendo aero-levantado países inteiros como Itália, Suécia, Finlândia, e parte de outros, possuindo, além disso, expertise de mais de dois milhões de hectares de florestas inventariadas por meio de LiDAR.

A tecnologia de sensoriamento remoto possibilita o mapeamento altimétrico da topografia das fazendas em altíssima resolução e a realização de inventários florestais através de determinação direta de altura, densidade e estrutura o dossel arbóreo. Informações sobre o terreno e sobre o estoque de madeira possibilitam planos e controles de silvicultura, colheita, baldeio e transporte muito precisos e acurados, reduzindo consideravelmente os custos operacionais em razão da maior previsibilidade dos planos operacionais e precisão nos controles.

Com base na avaliação da demanda crescente dessa tecnologia, na experiência e na aplicação do sensoriamento remoto na gestão florestal brasileira realizado pela IMA e do interesse da Blom de entrar no mercado brasileiro com seus produtos e serviços, a IMA e a Blom assinaram contrato de joint venture, em que a IMA representa os produtos e serviços da Blom para o segmento florestal e agrícola.

Fonte: Jornal do Povo.

Carro sem motorista: conheça o Google Driverless Car

car-e1323686158302A maior parte dos acidentes de carro é causada por falhas humanas. Então, o que é possível fazer para tornar o trânsito mais seguro? Tirar o motorista do volante.

Parece mentira, mas os engenheiros do Google realmente desenvolveram um carro assim, o Google Driverless Car. Em 2010, a empresa anunciou o veículo teste para carros autônomos que já havia percorrido mais de 220 mil quilômetros sem qualquer motorista na direção, apenas a partir de sensores e softwares.

O projeto está sendo liderado pelo engenheiro Sebastian Thrun, que é também o co-inventor do Google Street View. A equipe que desenvolve o Google Driverless Car é composta por 15 outros engenheiros.

O carro sem motorista do Google funciona com um sistema que combina informações do Google Street View, softwares de inteligência artificial, dados de um sensor LIDAR (Light Detection And Ranging, detecção de luz e alcance), sensores de radar e um sensor de posicionamento. O carro está programado para dirigir no limite de velocidade armazenado do mapa, mantendo distância dos outros veículos.

O Google colocou uma trava de segurança que permite que um ser humano dirija o carro se necessário, para evitar um Skinet – o que aconteceu em “O exterminador do futuro”, quando o software de computador com inteligência artificial se revoltou contra seu próprio criador.

Em junho, a Assembleia Legislativa de Nevada, EUA, aprovou uma lei que autoriza o uso de veículos autônomos. Ele foi o primeiro estado americano em que os carros sem motorista podem andar pelas ruas legalmente.

No Brasil, esses carros certamente irão demorar muito para aparecer. Se por um lado o Google Driverless Car pode ser uma ótima saída para o trânsito – evitando bêbados ao volante e motoristas apressadinhos – surgem outras questões: será que não será mais fácil assaltar um carro sem nenhum motorista? Dá para confiar totalmente em um carro que funciona sem ninguém o controlando?

Em agosto, foi relatado um acidente entre cinco carros próximo ao complexo de Montain View do Google, causado por um carro autônomo. O Google garante que havia uma pessoa pilotando esse carro, mas é difícil saber se isso é realmente verdade.

Confira um vídeo do Google Driverless Car em ação aqui.

E você, acha que esse sistema vai vingar ou prefere continuar sonhando com os carros voadores?

Fonte: HypeScience.

Quer saber como serão os carros em 2030?

Designer desenvolve o projeto de um veículo que detecta tudo o que acontece ao seu redor, como possíveis acidentes e engarrafamentos
Carro detectará veículos a mais de 200 metros de distânciaPoluição, congestionamento e todos os problemas enfrentados pelas grandes metrópoles poderiam ser reduzidos significativamente com o Autonomo, um carro desenhado para rodar nas ruas em 2030. Segundo o designer industrial Charles Rattray, responsável pelo projeto, o veículo seria sustentável e equipado com inteligência artificial. Para desenvolver o projeto, o designer se inspirou na cidade de Los Angeles, famosa por seus grandes congestionamentos.
Computador de bordo do veículo irá prever acontecimentos ao redorO veículo contará com um computador de bordo que monitorará e controlará o veículo. Esse sistema irá avaliar o ambiente e os objetos em volta do carro e, em tempo real, irá comunicar e antecipar os acontecimentos nas imediações. Se houver muito trânsito em alguma avenida, por exemplo, o carro será desviado para outro caminho (uma tecnologia similar a já existente atualmente em sistemas GPS).
Conceito sustentável permitirá que os veículos compartilhem energia entre siO sistema do Autonomo irá construir uma imagem em 3D das estradas e ruas em tempo real. Nesse mapa virtual, serão incluídas tecnologias como o LIDAR (Light Detection And Ranging), que determina a distância de objetos, e o laser, que poderá ser usado para descobrir veículos distantes a mais de 200 metros à frente ou atrás do carro. Câmeras de alta definição irão reconhecer objetos, interpretar gestos humanos e prever a trajetória de pedestres e ciclistas.

Dois transparentes painéis solares irão transformar energia solar em eletricidade. Essa energia ainda poderá ser compartilhada com outros veículos.

Fonte: Época Negócios.

Nova tecnologia permite mapeamento detalhado das florestas

Sistema de monitoramento desenvolvido pelo Instituto Carnegie para Ciência detecta minuciosamente biodiversidade das florestas, composição do solo e captura de carbono, e pode auxiliar na preservação de ecossistemas.

Já diz uma máxima popular que para preservar é necessário conhecer. Se o ditado for verdadeiro, o novo sistema de monitoramento florestal criado pelo Instituto Carnegie para Ciência, que oferece um mapeamento detalhado para a vegetação, promete ser de grande valia para a conservação da natureza. Resta saber se essa tecnologia será realmente utilizada para ajudar a manter de pé nossas florestas e alimentar nossa esperança de um futuro mais verde.

O Airborne Taxonomic Mapping System (Sistema de Mapeamento Taxonômico Aéreo – AtoMS) foi idealizado por Greg Asner, pesquisador do Instituto Carnegie, a partir Carnegie Airborne Observatory (Observatório Aéreo Carnegie – CAO), e consegue captar imagens individuais de árvores a uma taxa de 500 mil ou mais por minuto, permitindo aos cientistas criar um mapa tridimensional de alta resolução da estrutura física, química e ótica da floresta.

De acordo com Asner, o sistema, utilizado na Amazônia, visa sobretudo medir a biodiversidade das florestas. “A ideia era medir as coisas que os botânicos medem no solo para avaliar a biodiversidade. Não havia tecnologia que pudesse medir cada uma das características que precisávamos, então decidimos unir tecnologias que estavam perto de fazer algumas dessas coisas. Ao longo disso, desenvolvemos algumas tecnologias novas”, declarou o cientista.

Uma dessas tecnologias é conhecida como LiDAR, e é constituída por dois lasers que penetram a vegetação e chegam até o solo, retornando com informações sobre a estrutura florestal. Dependendo da altitude do avião onde o LiDAR é transportado, os sensores podem mapear a floresta com resoluções que variam de 10 centímetros a um metro, o que torna possível analisar detalhadamente a diversidade vegetal.

Além da vegetação, essa tecnologia também é muito eficiente para captar informações sobre a estrutura, elevações e relevos do solo, a biomassa da floresta, bacias hidrográficas e hidrovias e até a quantidade de carbono armazenada na vegetação e no solo.

Mas para identificar as estruturas captadas pelo LiDAR, inclusive aquelas que não podem ser vistas a olho nu, os cientistas precisam conhecer as características e espécies da região rastreada. Para isso, eles utilizam o sensor VSWIR Imaging Spectrometer (VSWIR Espectrômetro de Imagem).

Esse sensor pode detectar dezenas de sinais da vegetação, incluindo as concentrações de pigmentos fotossintéticos, o teor de água das folhas e os compostos estruturais como a lignina, a celulose, o fósforo e outros micronutrientes, que podem ser utilizados para distinguir as espécies de plantas e outras questões relacionadas à condição das florestas.

“Quando as folhas interagem com a luz do sol, os compostos se curvam, esticam e vibram em padrões e taxas diferentes. Essas taxas diferentes levam a diferentes dispersões de luz. Essa é a porta de entrada para entender a química do sistema. Podemos fazer um mapa de onde as árvores estão crescendo mais rápido. O espectrômetro é uma importante descoberta”, explicou Asner.

Porém, para obter esse conhecimento, os pesquisadores precisam primeiro fazer um trabalho de campo para coletar informações sobre as propriedades das plantas e coloca-las em uma base de dados, que alimenta a biblioteca do sistema.

Na Amazônia, a equipe de Asner fez um trabalho de campo para reunir informações de cerca de cinco mil espécies de plantas. “Temos a melhor equipe de alpinistas de árvore do mundo. Eles podem escalar 75 árvores por dia, realizando a amostragem total”, afirmou o cientista.

Com o novo sistema, é possível identificar as características da vegetação de regiões onde o homem não pode chegar, pois a partir das amostras coletadas, é possível verificar a diversidade de espécies em outros locais da Amazônia. “Estamos analisando a biodiversidade em regiões que nunca haviam sido colocadas no mapa da ciência”, diz Asner.

Além de servir para mapear a biodiversidade da região, o novo sistema poderá ajudar a mensurar o armazenamento de carbono na vegetação e no solo – auxiliando o desenvolvimento de programas como a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD) – e a taxa de crescimento da vegetação – contribuindo para o monitoramento de preservação e conservação florestal.

“A floresta que tem solos do Pleistoceno retém 20% menos carbono. A única forma de saber isso é pelo sensor. Visualmente, tudo parece igual visto de cima”, exemplifica Asner. “Com suas capacidades expandidas, o novo CAO nos ajuda a entender a química, estrutura e biodiversidade da floresta. Ele também pode fornecer indicações da saúde florestal – incluindo evidências de estresse hídrico – assim como potenciais ameaças da atividade humana”.

No entanto, para aplicar a nova tecnologia em outras florestas, os cientistas garantem que serão necessários mais estudos. “A diversidade botânica nos dois lugares onde trabalhamos foi muito bem documentada. No entanto, aplicar esse método em uma nova área vai requerer levantamento de dados em campo”, disse Pete Lowry, diretor do Departamento da África e Madagascar do Jardim Botânico Missouri e que trabalhou com Asner em pesquisas anteriores.

Ainda assim, outros estudiosos acreditam que a nova tecnologia pode ser particularmente útil na realização de avaliações biológicas em áreas desconhecidas. “Qualquer ferramenta que dê uma aproximação de primeira ordem sem os altos custos de trazer uma grande equipe de expedição vai ser uma ferramenta valiosa”, argumentou o ecologista Adrian Forsyth, fundador e líder da Associação de Conservação da Amazônia.

Fonte: Envolverde.

Conheça novas tecnologias arqueológicas que deixam Indiana Jones no chinelo

Vamos falar a verdade: Indiana Jones era um arqueólogo muito ruim. Ele destruía seus sites arqueológicos e era mais propenso a matar seus colegas do que escrever um trabalho com eles – sem falar naquele chicote (cientificamente inútil).

Independentemente disso, “Os Caçadores da Arca Perdida”, que celebra seu 30º aniversário em junho, inspirou uma geração de cientistas. E os arqueólogos modernos, felizmente, aprenderam com os erros de Jones.

Hoje, a utilização de tecnologia avançada, tais como imagens de satélite, mapeamento a laser, robôs e scanners, é o que configura o mundo da arqueologia.

Essas inovações permitiram que os arqueólogos descobrissem pirâmides enterradas a partir do espaço, criassem mapas 3D de antigas ruínas maias, explorassem destroços de navios romanos e encontrassem doenças em múmias de 3.000 anos de idade.

A maior parte do novo kit de ferramentas arqueológicas vem de outras áreas como biologia, química, física ou engenharia, bem como dispositivos comerciais que incluem GPS, computadores portáteis e smartphones.

Os cientistas comparam o novo campo de exploração arqueológica com o da medicina. Eles precisam dessas ferramentas, assim como os médicos precisam fazer raios-X e tomografias antes de operar uma pessoa.

“Se cavamos um site para achar algo, acabamos o destruindo”, diz David Hurst Thomas, curador de antropologia do Museu Americano de História Natural, em Nova York. “A tecnologia nos permite descobrir muito mais sobre ele antes de desenterrá-lo”, completa.

Os arqueólogos têm aproveitado essas ferramentas para encontrar antigos locais de interesse mais facilmente do que nunca. Eles podem cavar com maior confiança e menos danos colaterais, aplicar técnicas de laboratório recentes para antigos artefatos humanos ou restos mortais, e identificar melhor quando as pessoas ou objetos existiram no tempo.

Uma das revoluções é com os satélites. A egiptóloga Sarah Parcak usou imagens de satélite para observar 10 metros abaixo do deserto egípcio e descobriu 17 pirâmides desconhecidas e mais de 1.000 túmulos. As imagens também revelaram ruas e casas enterradas da antiga cidade egípcia de Tanis (site arqueológico bem conhecido que foi destaque em “Os Caçadores da Arca Perdida”).

Mesmo imagens de satélite comuns, usadas pelo Google Earth, ajudam. Muitos dos sites antigos egípcios foram enterrados em arquitetura de tijolos de barro que se desfazem ao longo do tempo e se misturam com a areia. Quando chove, o solo com tijolos de barro mantém a umidade por mais tempo e aparece em fotos de satélite descolorido.

Ferramentas como o radar de penetração no solo também podem ajudar os arqueólogos a evitar destruição de dados preciosos enquanto escavam sítios arqueológicos. Magnetômetros podem distinguir entre metais, pedras e outros materiais enterrados baseado em diferenças no campo magnético da Terra, e levantamentos de resistividade do solo detectam objetos com base em mudanças na velocidade da corrente elétrica.

Uma vez que os objetos ou os ossos vêm à tona, os arqueólogos podem levá-los a laboratórios forenses que impressionam qualquer agente CSI. Tomografias computadorizadas (TC) comumente usadas na medicina revelam até artérias obstruídas de uma antiga princesa egípcia mumificada há 3.500 anos.

Olhar para as razões de diferentes elementos, chamados isótopos, em ossos de povos antigos também pode revelar o que eles comeram. Os detalhes da dieta podem incluir se a pessoa preferia alimentos como milho ou batata, ou se curtiam carne.

Assinaturas químicas similares podem dizer onde os humanos cresceram. Arqueólogos identificaram a origem de dezenas de soldados encontrados em uma vala comum de 375 anos na Alemanha; eles foram capazes de descobrir que alguns vieram da Finlândia, outros da Escócia.

Os arqueólogos têm muitas outras novas ferramentas na caixinha. A técnica de mapeamento a laser usada em ruínas maias, chamada LIDAR (em inglês, Light Detection And Ranging), tornou-se uma norma para a arqueologia: os robôs começaram a explorar pirâmides e cavernas, bem como naufrágios.

A tecnologia é brilhante, mas os arqueólogos garantem (e adoram) que ela não vai eliminar a necessidade de escavar muito em breve. “É uma constante em arqueologia; você tem que escavar e explorar”, afirma Sarah Parcak.

Fonte: Hypescience.

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    Microsoft coloca carros de mapeamento do Bing nas ruas

    A Microsoft está dando seus últimos passos para enfrentar o Google de igual para igual no mercado dos mapas digitais. De acordo com informações do britânico Register, quatro veículos da MS devidamente equipados com câmeras panorâmicas, localizadores e um sensor de mapeamento 3D conhecido como Lidar começaram a circular nessa semana a serviço de seu futuro Streetside, concorrente do Google Street View que dará as caras em breve no Bing Maps.

    As primeiras cidades a receberem os veículos foram Londres, Paris, Barcelona, Dallas, Miami Nova York e San Francisco. O mapeamento deverá ser concluído em três meses.

    Como em seu rival mais conhecido, as placas dos veículos e rostos dos pedestres deverão ser borrados, com a vantagem de que os cidadãos que quiserem ter suas residências ou veículos excluídos do serviço poderão fazê-lo de maneira “mais fácil”. Agora só resta saber que a MS irá seguir o exemplo do Google e coletar dados — como informações sobre as localizações de redes sem fio desprotegidas — que poderão lhe render processos judiciais por invasão de privacidade.

    Enquanto isso, no segmento das buscas, o Bing vai muito bem, obrigado. De acordo com uma pequisa divulgada pela empresa Hitwise, o Bing cresceu 5% em março no mercado norte-americano, enquanto o onipresente e oniscente Google encolheu 3% no período, contabilizando respectivamente 64,42% e 30,01% do mercado.

    Fonte: tecnoblog.

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