Publicação retrata socioeconomia alagoana em mapas

A Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) lançou, nesta quarta-feira (26), o Alagoas em Mapas. A publicação traz um conjunto de mapas sobre o Estado e seus municípios, abordando diversos aspectos como demografia, caracterização territorial, indicadores socioeconômicos e infraestrutura. Elaborada pela diretoria de Geoprocessamento da Seplande, a publicação, inédita no Estado, conta com 146 mapas e dez imagens anáglifas para visualização em 3D.

Para a formatação dos mapas, foram captados dados de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eletrobras Distribuição Alagoas, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto do Meio Ambiente (IMA). O Alagoas em Mapas será distribuído em escolas das redes municipal e estadual, universidades e para representantes do executivo e legislativo do Estado e dos 102 municípios, como instrumento para nortear a criação de políticas públicas.

“Essas informações são capazes de subsidiar estudos da situação socioeconômica de Alagoas. Além da criação de políticas públicas, os dados podem servir para os gestores avaliarem e monitorarem programas, projetos e ações. O Alagoas em Mapas traz a realidade do Estado de maneira inovadora, nunca contamos com uma publicação com esse volume de informações”, declarou o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, que enfatizou o trabalho de todos os técnicos envolvidos em um processo que teve duração de dez meses.

O Alagoas em Mapas está dividido em seis áreas, que trazem desde aspectos dos setores estruturais, como abastecimento de água e energia, até mapas sobre a produção agrícola, industrial e do comércio em Alagoas.

De acordo com o diretor de Geoprocessamento da Seplande, Robson Brandão, a publicação conta com as informações mais atualizadas de alguns índices como o número de matrículas no ensino fundamental em Alagoas; o total e a distribuição de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas no Estado; a frota de veículos nos municípios; o total da população urbana e a taxa da mortalidade infantil.

Metodologia
O diretor ainda fala que as tecnologias utilizadas na estruturação do banco de dados geográficos foram baseadas em softwares livres. Para elaboração dos mapas, foi utilizado como principal sistema de informações geográficas o TerraView versão 4.2.1, desenvolvido pelo Departamento de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (DPI/INDPE).

Novo Mapa
Outra novidade da diretoria de Geoprocessamento é a atualização do mapa político-administrativo de Alagoas. O material conta com as informações mais recentes sobre as principais rodovias federais e estaduais que cortam o Estado; limites intermunicipais; população; municípios com destinação turística e cidades com ocorrência de assentamentos rurais e de etnias indígenas

A partir do mês de janeiro, o Alagoas em Mapas e o novo mapa político-administrativo do Estado estarão disponíveis para visualização através do site informacao.al.gov.br.

Fonte: Alagoas 24 Horas.

Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Aplicativos chamam táxi pela web e monitoram chegada via GPS; conheça

Na era dos smartphones, não é mais preciso esticar o braço na rua ou sequer discar para chamar um táxi. Aplicativos gratuitos para smartphones mostram em um mapa, com o uso do GPS do aparelho, quais veículos estão na região, onde ficam os pontos mais próximos, permitem selecionar o tipo do carro e até ver a foto do motorista. Para chamá-lo, basta um toque. Confira abaixo como funcionam quatro dessas alternativas.

Taxibeat
Lançado inicialmente no Rio de Janeiro, o Taxibeat agora também está disponível em São Paulo e deve chegar a novas capitais em 2013. Depois de fazer um cadastro rápido, com número de telefone, e-mail e senha, o usuário recebe um SMS com o código para ativação. Aí é só tocar no botão de busca para que ele identifique sua localização no mapa e permita encontrar o táxi mais próximo, em um raio de 3 km (se houver algum disponível, claro).

O aplicativo mostra detalhes sobre os taxistas disponíveis, como foto, tipo de carro que dirigem e a distância, além de permitir escolher um deles. Depois que a chamada é a aceita pelo motorista, é possível acompanhar o deslocamento do veículo no mapa.

Grátis
Para iPhone e Android

Táxi Aqui para Passageiros
Além de mostrar os endereços de pontos de táxi mais próximos (graças ao recurso de localização do smartphone), o Táxi Aqui fornece uma lista com telefones de várias empresas da região. Quem preferir chamar um carro diretamente pelo aplicativo precisa criar uma conta, com nome, telefone, endereço de e-mail e senha. É enviado um PIN, necessário para a ativação.

Ao clicar no ícone chamar, é possível fazer restrições sobre o veículo desejado, como, por exemplo, se tem ar condicionado, acessibilidade (para pessoas com deficiência) e até se aceita cachorro, além de fornecer dados sobre a corrida, como forma de pagamento e destino. O veículo mais próximo recebe o pedido e as informações sobre o passageiro. Disponível em cidades como Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Grátis
Para iPhone e Android

Onde Tem Táxi Aqui?
Se a sua cidade não possui cobertura de nenhum desses serviços e apps mais modernos, que oferecem recursos como mapa com a localização dos carros mais próximos, por exemplo, o Onde Tem Táxi? pode quebrar um galho. Trata-se de um aplicativo bem simples, que apenas procura por pontos de taxistas na região, onde você pode pegar sua condução (ou chamar um carro).

Assim que você toca no botão verde, ele abre um mapa e mostra na tela endereços de alguns pontos de táxi próximos, usando a localização atual do smartphone. Ao tocar no ícone do carrinho, surge o nome, endereço e o telefone, para o usuário ligar e pedir o veículo, da maneira tradicional. Infelizmente, os resultados de suas buscas deixam muitos endereços de pontos de fora e, em alguns casos, indicam endereços muito distantes.

Grátis
Para iPhone e Android

Easy Taxi
Logo que você abre o aplicativo, ele tenta achar sua localização. Caso não consiga com exatidão, ele pede uma ajudinha ao usuário, que pode arrastar em um mapa o marcador vermelho até a posição correta. Depois disso, é preciso completar um formulário com número da casa e ponto de referência, além de criar uma conta, com dados como nome, número de telefone, e-mail e senha.

O serviço identifica a unidade mais próxima e fornece dados como número da placa da unidade que vai buscá-lo. Para saber se ele está chegando, é possível acompanhar na tela do mapa o deslocamento do veículo. Quem não tem smartphone também pode chamar um carro no site www.easytaxi.com.br. Disponível, inicialmente, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Grátis
Para iPhone e Android.

Fonte: UOL.

Com uso de informações geográficas, Prefeitura de Juiz de Fora (MG) aperfeiçoa gestão pública

Imagem, líder no mercado de geotecnologia, foi a responsável pela implantação do projeto, que teve investimento de R$ 5,6 milhões

Juiz de Fora é um município do Estado de Minas Gerais com mais de 500.000 habitantes e território com área superior a 1.400 km2. Em termos de utilização da geotecnologia, a base cartográfica disponível no município de Juiz de Fora desde 1983 não estava integrada a uma plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o que consequentemente não permitia uma análise precisa dos dados nem a interatividade com os recursos da informática. No decorrer dos anos, à medida que a cidade cresceu, detectou-se a necessidade de se pensar no SIG como uma base cartográfica atualizada e única para uso de todas as unidades gestoras e autarquias do município. Buscou-se a concretização desse objetivo investindo recursos financeiros em tecnologias e recursos humanos, tendo em vista criar as condições para a visualização e a disponibilização computadorizada dos dados.

“Houve o consenso que era indispensável termos o mapeamento de Juiz de Fora a partir de uma base cartográfica atualizada e, principalmente, com a universalização do acesso às informações geográficas”, afirma André Zuchi, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora.

A estruturação do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), por parte da Secretaria de Planejamento, exigiu a implantação de uma plataforma robusta de informações georreferenciadas. Diante desse contexto, idealizou-se a execução de um projeto de geotecnologia capaz de armazenar, editar, integrar e fornecer informações precisas e compartilhadas entre diversos órgãos vinculados ao governo municipal. “Após realizar uma pesquisa de mercado, decidimos pela aquisição da plataforma ArcGIS, da Esri, por meio das soluções ArcGIS Desktop, ArcPad e ArcGIS Server”, explica Zuchi.

A solução ArcGIS Desktop permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar, armazenados em bancos de dados geográficos ou arquivos independentes, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; a solução ArcPad permite a coleta de dados geográficos de forma personalizada na área de interesse e a anexação de fotos tiradas por dispositivos móveis com recepção de sinal de GPS (tablets, smartphones e GPS de navegação ); e a solução ArcGIS Server permite o gerenciamento e o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

A partir de então, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora também definiu que o projeto teria início com desenvolvimento e apoio da Imagem, empresa líder no mercado de GIS do Brasil.

“Escolhemos a Imagem como fornecedora por ser uma empresa especializada em soluções de inteligência geográfica com vasta experiência no mercado e, principalmente, a única empresa que atendeu aos requisitos demandados para as ações técnicas e operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora. Outro fator predominante foi o status da Imagem de representante oficial e exclusiva no País da Esri”, detalha Zuchi, informando que a implementação foi realizada na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da SPDE.


O investimento total foi de R$ 5,6 milhões, sendo R$ 1 milhão investido em cursos técnicos, softwares e equipamentos e os demais R$ 4,6 milhões na aquisição de uma nova base cartográfica para o município.

“A Imagem apresentou como diferencial a consultoria prestada à Prefeitura de Juiz de Fora, ao disponibilizar a equipe de especialistas em GIS para promover a capacitação da equipe técnica do cliente”, diz Péricles Picanço Jr., coordenador de pré-vendas da Imagem.

Resultados
Após a implementação das soluções de geotecnologia por parte da Imagem, realizada em 2008, dentre outros benefícios, o mais relevante conquistado pela Prefeitura de Juiz de Fora foi o recobrimento espacial dos 989,953 km2 da área rural, que corresponde a 69% da área total e a 1,14% da população do município. “O projeto tem permitido qualificar em alto grau as decisões e torná-las eficientes, promovendo um ganho substantivo para a gestão pública”, destaca André Zuchi.

Essa caracterização é estratégica para a gestão pública ao proporcionar uma análise detalhada das potencialidades e fragilidades da área rural, contribuindo para a definição de ações voltadas aos setores de educação, saúde, transporte e promoção de atividades produtivas nesta região do município.

“Um exemplo prático é a localização dos pontos de embarque e desembarque dos 493 alunos de 14 escolas municipais, que utilizam o transporte escolar rural, disponibilizado pela Prefeitura de Juiz de Fora”, complementa o executivo, ressaltando que “consequentemente, houve otimização do serviço a partir da identificação de melhores rotas no transporte dos alunos”.


A plataforma ArcGIS foi também utilizada para gerar o mapeamento dos Territórios Socioassistenciais (TSs), para o Sistema de Vigilância Social a ser implantado no município. Também contribuiu diretamente para o reconhecimento de ações sociais apropriadas a diferentes segmentos da população e para a identificação de territórios ainda descobertos por iniciativas públicas.

Outros resultados proporcionados pela plataforma ArcGis
Acesso democratizado às informações geradas pelo mapeamento da cidade a partir da criação do Banco de Dados Multiusuário, que permite a publicização de dados e informações a serem visualizados por 150 gestores públicos, usuários simultâneos do sistema, otimizando seus processos de tomada de decisão;

Os aplicativos disponíveis no SIGJF-Web aperfeiçoam o modelo de gestão pública ao fornecer dados geográficos detalhados e temáticos que facilitam a tomada de decisões por parte dos órgãos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora.

Exemplos de aplicativos: Agenda JF (contém informações de caráter físico e ambiental do município); Defesa Civil (apresenta informações referentes à segurança da população frente aos possíveis desastres naturais ou decorrentes das ações humanas); Geral (apresenta informações de perímetro do município, perímetro urbano e denominação dos principais bairros); e IBGE (apresenta informações do município registradas nos Censos Demográficos de 2000 e 2010).

Sobre a Imagem
Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas, etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.


Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país. Para mais informações, acesse: www.img.com.br.

Fonte: SEGS.

Mapa colaborativo criado na Poli indica alagamentos na cidade de São Paulo

Na Escola Politécnica (Poli) da USP, a geógrafa Eliane Hirata desenvolve em pesquisa de mestrado um esquema conceitual para elaborar mapas dinâmicos e colaborativos, disponibilizados na internet, que indiquem alagamentos na cidade de São Paulo. As informações são obtidas a partir da contribuição voluntária de dados geográficos pelos usuários que acessam o site do projeto, obtidos por receptores GPS em telefones celulares. A página com o mapeamento, denominada Pontos de Alagamento, pode ser acessada por computador, celular e dispositivos móveis. Também é possível aos usuários se cadastrarem no site para receber alertas de inundações.

O site utiliza a plataforma livre e de código aberto Ushahidi, criada por desenvolvedores africanos e já utilizada no exterior em casos de desastres naturais e crises políticas. Essa plataforma permite criar mapas de forma colaborativa, com base no princípio denominado Volunteered Geographic Information (VGI), ou seja, informação geográfica voluntária, conta a geógrafa. A página é hospedada no serviço Crowdmap, que abriga mapas sem a necessidade da instalação em servidores, bastando apenas customizar o site.

Ao acessar a página, o usuário visualiza um mapa da cidade de São Paulo, com marcações dos pontos de alagamento. Ele também pode consultar uma lista com os relatos de inundações, incluindo indicação de endereço, data e horário, aponta Eliane. São disponibilizadas ainda informações fornecidas pelos órgãos oficiais, como o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, e sites de notícias.

A pessoa que quiser colaborar pode enviar um relato de alagamento, preenchendo um formulário, e também mandar fotos e vídeos. A descrição dos eventos é padronizada, de acordo com os padrões do CGE, conta a pesquisadora. O site possui um sistema que indica no mapa se a rua está intransitável, transitável ou se a água já escoou, entre outras categorias.

Os usuários cadastrados também podem receber alertas de alagamento, bastando informar seu endereço. Uma vez cadastrado, ele receberá os informes sobre alagamentos acontecidos em um raio que pode ser de 5 a 100 quilômetros de distância do local informado, ressalta Eliane. O acesso ao site pode ser feito pela internet, e também por telefone celular, iPhone ou Android, por intermédio de um aplicativo disponibilizado aos usuários no site do projeto.

Pela internet, é possível entrar com o nome da rua e marcar manualmente no mapa o ponto de alagamento, afirma a geógrafa. Quando a informação é passada por celular ou aparelhos móveis, o ponto é inserido automaticamente por meio do sistema de localização do celular, baseado em GPS.

A pesquisa está sendo desenvolvida no Laboratório de Geoprocessamento (LabGEO) do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Poli, com orientação dos professores Ana Paula Camargo Larocca, José Alberto Quintanilha e Mariana Abrantes Giannotti. O estudo conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O site está disponível no endereço http://pontosdealagamento.crowdmap.com/ e já aceita informações de colaboradores. Eliane atua como administradora e atualmente tem colocado no mapa da cidade os pontos de alagamento informados no site do CGE. Na medida em que os usuários acessarem, eles também poderão fornecer dados e colaborar com a atualização do mapeamento, diz. Além disso, para quem puder colaborar com a pesquisa, está a disposição um questionário rápido, para que o sistema possa ser aperfeiçoado.

Mais informações: li_hirata@yahoo.com.br, com Eliane Hirata, larocca.ana@usp.br, com a professora Ana Paula Larocca, marianagiannotti@gmail.com, com a professora Mariana Gianotti.

Fonte: Salário Mínimo.

Plano Diretor: empresa será contratada para fazer mapas em Londrina

A Câmara Municipal de Londrina prepara a contratação de uma empresa para detalhar mapas para aprovação da lei de zoneamento, projeto complementar ao Plano Diretor.

“O material que chegou até agora aos vereadores, não dá a segurança para poder votar um projeto tão importante quanto esse”, disse o presidente da Câmara, Rony Alves em entrevista à rádio CBN Londrina.

Ele destacou que o projeto de Uso de Ocupação do Solo é importante, pois define zoneamento de áreas comerciais e residenciais no município.”É um projeto muito sério que afeta diretamente todo o cidadão londrinense”, ressaltou.

De acordo o vereador, sem o material ideal, que deveria ser enviado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul), a Câmara decidiu contratar uma empresa que trabalhe com arquitetura e que possa fornecer na íntegra o zoneamento da cidade de Londrina. O edital de licitação precisa passar por estudos técnicos e os custos ainda não foram definidos.

A aprovação do Plano Diretor de Londrina está atrasado há aproximadamente quatro anos. Além do projeto da lei de zoneamento, a matéria que trata do Sistema Viária ainda tramita pela Casa.

“Nós não conseguimos aprovar o Plano Diretor porque o material enviado é incompleto. Nós estamos fazendo um esforço para votar os dois projetos ainda neste ano, mas não dá para votar do jeito que está”, declarou Rony Alves.

Fonte: Bonde.

IPÊ utiliza informações geográficas em programa para conservação da Anta Brasileira na Mata Atlântica e Pantanal

Projeto para geração de mapas com resultados de pesquisas de ecologia espacial da Anta Brasileira foi desenvolvido com apoio da Imagem, líder no mercado de Informações Geográficas.

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) está utilizando a tecnologia de informações geográficas (Geographic Information Systems) para disponibilizar dois portais de mapas focados em resultados de pesquisa de campo da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB). Por meio dos portais, os internautas têm acesso livre e gratuito à informações detalhadas sobre a ecologia espacial (área total de uso, áreas de maior intensidade de uso e outros parâmetros) de cada anta monitorada pela INCAB na Mata Atlântica e Pantanal brasileiros.

“Ao disponibilizar resultados provenientes de nossas pesquisas de campo, buscamos compartilhar essas informações com outros pesquisadores que trabalham com a Anta Brasileira, além de organizações governamentais e não-governamentais, bem como quaisquer pessoas que tenham interesse em conhecer nossos resultados, utilizando-os para o benefício da conservação dessa espécie no Brasil e no mundo”, afirma Patrícia Medici, Coordenadora de Pesquisas do INCAB-IPÊ. Patrícia ressalta ainda o pioneirismo do IPÊ, explicando que esta é a primeira iniciativa brasileira para divulgação de informações de pesquisa de campo, com acesso gratuito, por meio da tecnologia de informações geográficas.

A INCAB destaca-se, ainda, pela obtenção e compartilhamento de dados relativos à demografia, genética e saúde da Anta Brasileira, os quais contribuem para o desenvolvimento de estratégias para a conservação da espécie nos biomas brasileiros onde ocorre, incluindo Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

Nessa ação, o IPÊ contou com apoio da Imagem, líder no mercado latino-americano de geotecnologia e responsável pela implantação do ArcGIS Online (solução para gerenciamento de conteúdo colaborativo para mapas, aplicativos, dados e outras informações geográficas).

“A solução ArcGIS Online é de propriedade da Esri, empresa líder no mercado mundial de informações geográficas. Como a Imagem é representante oficial e exclusiva da Esri no Brasil, ela proveu todo o conhecimento técnico que o IPÊ necessitava para desenvolver o escopo dos portais e colocá-los no ar”, diz Rafael Ruas, instrutor da Academia GIS Imagem, responsável pela implantação do projeto no IPÊ.

Imagem-Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas,etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.

Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país[www.img.com.br].

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização não governamental brasileira que trabalha pela conservação da biodiversidade do País, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, possui título de Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e tem sua sede em Nazaré Paulista (São Paulo). O Instituto conta com uma equipe de mais de 80 profissionais trabalhando em cerca de 40 projetos espalhados pelo Brasil. Nos locais onde atua, a organização tem adotado o modelo IPÊ de Conservação, um modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de habitats, envolvimento comunitário e desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas. Uma das preocupações do IPÊ é a transferência do conhecimento adquirido em suas pesquisas. Como parte desse processo, a instituição conta com o Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC), que realiza cursos de atualização, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS) com Mestrado Profissional (parceria com o Instituto Arapyaú) e o MBA em Negócios Socioambientais (parceria com Artemisa e apoio do CEATS/USP) [www.ipe.org.br].

Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB)-A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira do IPÊ, coordenada pela pesquisadora Patrícia Medici, é um esforço conservacionista em nível nacional que visa estabelecer programas de pesquisa e conservação da anta nos biomas brasileiros onde ela ocorre. A INCAB teve seu início através do Programa Anta Mata Atlântica conduzido no Parque Estadual Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema, São Paulo, entre 1996-2008. Em 2008, houve uma expansão das pesquisas com o estabelecimento do Programa Anta Pantanal. No futuro próximo, a INCAB será estabelecida nos biomas Cerrado e Amazônia. Através destes projetos de pesquisa são coletados dados de ecologia, demografia, genética e epidemiologia das populações de Anta Brasileira em cada um dos biomas e Planos de Ação Regionais para a conservação da espécie são desenvolvidos e implementados subsequentemente [www.tapirconservation.org.br].

Fonte: Fator Brasil.

Empresários apresentam Sistema de Informações Geográficas ao governador

Serviço consiste em mapear e organizar projetos e processos em sistema informatizado

Em audiência, o presidente da empresa Imagem – Soluções de Inteligência Geográfica, Enéas Rodrigues Brum, e o técnico Deilson Silva, apresentaram ao governador Siqueira Campos (PSDB) como funciona o SIG – Sistema de Informações Geográficas, projeto idealizado pela empresa que tem sede em São José dos Campos (SP). O serviço consiste em mapear e organizar projetos do governo e processos de licenciamento ambiental em um sistema informatizado de acesso público. Segundo Brum, esse sistema é utilizado por empresas como a Petrobras e Vale. O secretário Divaldo Rezende, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, acompanhou a audiência no Palácio Araguaia.

“O principal motivo em desenvolver esse sistema é a alta tecnologia utilizada gerando a capacidade de alinhar projetos de forma transparente e única”, afirmou o presidente da Imagem. Ele acrescentou que o sistema envolve todos os setores do Governo do Estado e permite a compatibilização e integração entre projetos de setores como social, econômico e ambiental.

O governador Siqueira Campos assegurou que o governo tem interesse em projetos que garantem avanço tecnológico e transversalidade. “O secretário Divaldo Rezende está autorizado a fazer a gestão junto a este sistema apresentado para seguirmos em parceria com o projeto apresentado pela Imagem”, informou. As informações são da assessoria de imprensa do governador.

Fonte: CT.

Tecnologia digital está ajudando no mapeamento da produção cultural

O mapeamento de atividades e equipamentos culturais no país está utilizando a tecnologia digital para superar a limitação das pesquisas convencionais. Com a conjugação de bancos de dados, georreferenciamento e ferramentas que permitem o envio de dados diretamente pela população, os ministérios da Cultura (MinC) e Educação (MEC), em cooperação com entidades independentes, têm rastreado e fomentado manifestações desse tipo no país.

Uma dessas iniciativas é o mapeamento do entorno de 15 mil unidades escolares da rede pública, que será um dos pilares da integração de políticas entre MinC e MEC, em curso desde o final do ano passado. Iniciada este mês, sob coordenação do Instituto Lidas, de São Paulo, consiste na montagem de uma base pública de dados, o portal CulturaEduca.

Com o cruzamento de dados das escolas e dos equipamentos no entorno, inclusive os de saúde e assistência social, lançados em mapas com base em tecnologia de georreferenciamento, o portal permitirá que usuários incluam informações sobre a produção de grupos culturais que influenciam na vida e nas atividades de estudantes, professores e moradores.

A opção pelo cadastramento participativo das atividades foi uma estratégia para superar a dificuldade prática de um mapeamento tão extenso, segundo Inaê Batistoni, do Instituto Lidas. “Nesse nível, ele realmente é inviável. Por isso mesmo, o uso de tecnologias que trabalhem uma cartografia colaborativa, com informações que não existem nos cadastros oficiais”, completa Inaê.

O uso de uma plataforma aberta também é um ponto importante, segundo ela, porque permite a evolução da ferramenta e sua adaptação às necessidades das pesquisas sem custos adicionais vultosos. Além disso, impede dificuldades futuras com a mudança de políticas de negócios em plataformas proprietárias, possibilidade admitida por defensores das ferramentas digitais do Google e de outras empresas.

No projeto, que será disponibilizado aos ministérios para que tenha o desenvolvimento continuado, está prevista ainda a criação de um painel de indicadores de cultura e educação, cruzando dados como, por exemplo, a taxa de analfabetismo com a existência de bibliotecas, com o objetivo de dar subsídios à formulação de políticas públicas locais.

A integração das informações sobre atividades culturais, equipamentos e grupos formais ou informais capazes de interagir com o cotidiano pedagógico da escola é uma estratégia presente também no protótipo do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic), iniciativa que está em processo final de modelamento no MinC, podendo ser lançada em breve.

O Sniic pretende integrar os indicadores da área, dispersos em programas e órgãos diferentes. Construído também com ferramentas de software livre, que serão abertas à complementação para grupos independentes, usa o conceito de rede social para permitir a alimentação por qualquer pessoa.

Entre os objetivos do sistema está agregar informações sobre toda a cadeia produtiva da cultura, de insumos e serviços, integrando artistas, produtores e difusores.

No bairro de Acari, na zona norte carioca, a professora do departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), Adriana Amaral, liderou pesquisa de mapeamento das atividades musicais do local, ampliando seu projeto de pós-doutoramento, que teve como tema o funk carioca. “Durante a pesquisa, diversas pessoas reclamavam que a sua produção, que não era funk, não era conhecida”, disse.

Como resultado da pesquisa, desenvolvida com estudantes de graduação da UFF e bolsistas da comunidade e com apoio do Instituto Itaú Cultural, a equipe de Adriana apresentou um documentário e um livro nos quais registra diversas manifestações culturais. Não conseguiram, porém, criar uma agenda cultural do bairro.

“Os eventos têm, constantemente, mudanças de horário e local, e muitos são confirmados com pouco tempo de antecedência. Seria preciso uma presença maior na comunidade, quase diária”, explicou. A pesquisadora, integrante do Observatório da Indústria Cultural da UFF, inicia agora um projeto semelhante em comunidades do Complexo do Alemão, com apoio de outros docentes e com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Outra comunidade que terá mapeamento divulgado será o Complexo da Maré, no qual um censo desenvolvido pela instituição da sociedade civil Redes de Desenvolvimento da Maré registrará os estabelecimentos do bairro, permitindo conhecer oficinas, escolas e estabelecimentos similares.

A busca por mapeamentos no país remete a missões e caravanas históricas, desde as missões antropológicas do período colonial à Missão de Pesquisas Folclóricas, liderada por Mário de Andrade em 1938. Mais recentemente, o Programa Cultura Viva é outro levantamento que pode trazer informações profundas sobre a cultura nacional. Ele integra atividades e manifestações culturais, tanto do ponto de vista etnográfico quanto espacial.

O programa, em curso desde 2004, fomenta atividades em mais de três mil estabelecimentos culturais pelo Brasil. O controle destas atividades e sua sistematização, porém, sempre foram tênues, o que levou à criação de um grupo de trabalho em abril deste ano para elaborar diagnóstico, com base nas pesquisas avaliativas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e nos relatórios de auditoria realizados pela Controladoria-Geral da União, segundo informações do site do MinC.

Fonte: Jornal do Brasil.

Alfândegas chinesas apreenderão aparelhos com mapas ilegais

Os funcionários da alfândega da China receberam orientação para reforçar as inspeções de aparelhos móveis com mapas baseados na internet e apreender artigos que usem mapas ilegais, anunciaram as autoridades nacionais de mapeamento.
Os produtos apreendidos serão transferidos para os departamentos locais da Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação (NASMG, na sigla em inglês) para a posterior investigação, informou uma notícia do Legal Daily, citando um funcionário anônimo da administração.

“Os mapas ilegais” incluem mapas não autorizados com erros nas fronteiras de um país, falta de ilhas importantes ou vazamento de informações geográficas confidenciais, apontou.

A NASMG destacou que muitos mapas baseados na internet, usados por celulares e computadores pessoais eram, na verdade, “mapas ilegais”.

As autoridades de telecomunicações também devem trabalhar com a NASMG para promover a supervisão dos aparelhos móveis. Fornecer mapas impróprios pode resultar na revogação de licenças de internet, acrescentou.

Um projeto de regulamento sobre as atividades de mapeamento estabeleceu mais restrições aos serviços de mapas na internet, requerendo que fornecedores estabeleçam seus provedores de dados dentro do território chinês e usem apenas mapas aprovados.

Falhas na exposição do território completo da China ao mostrar mapas relacionados podem resultar na punição severa, segundo o projeto, que está recebendo comentários da população até 26 de outubro.

Fonte: CRI Online.

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