Publicação retrata socioeconomia alagoana em mapas

A Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) lançou, nesta quarta-feira (26), o Alagoas em Mapas. A publicação traz um conjunto de mapas sobre o Estado e seus municípios, abordando diversos aspectos como demografia, caracterização territorial, indicadores socioeconômicos e infraestrutura. Elaborada pela diretoria de Geoprocessamento da Seplande, a publicação, inédita no Estado, conta com 146 mapas e dez imagens anáglifas para visualização em 3D.

Para a formatação dos mapas, foram captados dados de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eletrobras Distribuição Alagoas, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto do Meio Ambiente (IMA). O Alagoas em Mapas será distribuído em escolas das redes municipal e estadual, universidades e para representantes do executivo e legislativo do Estado e dos 102 municípios, como instrumento para nortear a criação de políticas públicas.

“Essas informações são capazes de subsidiar estudos da situação socioeconômica de Alagoas. Além da criação de políticas públicas, os dados podem servir para os gestores avaliarem e monitorarem programas, projetos e ações. O Alagoas em Mapas traz a realidade do Estado de maneira inovadora, nunca contamos com uma publicação com esse volume de informações”, declarou o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, que enfatizou o trabalho de todos os técnicos envolvidos em um processo que teve duração de dez meses.

O Alagoas em Mapas está dividido em seis áreas, que trazem desde aspectos dos setores estruturais, como abastecimento de água e energia, até mapas sobre a produção agrícola, industrial e do comércio em Alagoas.

De acordo com o diretor de Geoprocessamento da Seplande, Robson Brandão, a publicação conta com as informações mais atualizadas de alguns índices como o número de matrículas no ensino fundamental em Alagoas; o total e a distribuição de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas no Estado; a frota de veículos nos municípios; o total da população urbana e a taxa da mortalidade infantil.

Metodologia
O diretor ainda fala que as tecnologias utilizadas na estruturação do banco de dados geográficos foram baseadas em softwares livres. Para elaboração dos mapas, foi utilizado como principal sistema de informações geográficas o TerraView versão 4.2.1, desenvolvido pelo Departamento de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (DPI/INDPE).

Novo Mapa
Outra novidade da diretoria de Geoprocessamento é a atualização do mapa político-administrativo de Alagoas. O material conta com as informações mais recentes sobre as principais rodovias federais e estaduais que cortam o Estado; limites intermunicipais; população; municípios com destinação turística e cidades com ocorrência de assentamentos rurais e de etnias indígenas

A partir do mês de janeiro, o Alagoas em Mapas e o novo mapa político-administrativo do Estado estarão disponíveis para visualização através do site informacao.al.gov.br.

Fonte: Alagoas 24 Horas.

WWF-Brasil apoia consolidação de Resex no Mato Grosso

Conhecer com precisão os limites geográficos das Unidades de Conservação amazônicas é um dos maiores desafios de quem trabalha com conservação em nosso país. Por isso, o WWF-Brasil, junto à Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema/MT) apoiou, em 2012, o georreferenciamento e demarcação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, uma área situada no noroeste do Mato Grosso e local de uma série de trabalhos realizados pelo Panda na região.

Criada em 1996 e posteriormente ampliada por meio de uma lei estadual em 2007, a Resex Guariba-Roosevelt possui 138 mil hectares e está localizada no município de Colniza, que fica a 1,2 mil quilômetros da capital mato-grossense Cuiabá.

Segundo o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Cortez, a ideia de apoiar o georreferenciamento e a demarcação da Reserva Extrativista surgiu da necessidade de se ter maior clareza sobre os limites daquela Unidade de Conservação.

“Nosso objetivo foi orientar as pessoas, principalmente os produtores rurais e extrativistas que moram e trabalham por ali já que, com a ampliação ocorrida em 2007, muitas áreas com grande riqueza florestal foram incorporadas à Unidade de Conservação”, explicou. Marcelo disse também que a área é marcada pela presença intensa de fazendas e madeireiras, reforçando alguns problemas ambientais como a exploração predatória dos recursos naturais, a grilagem e o clima de incerteza sobre aquele território.

O especialista declarou ainda que a Resex Guariba-Roosevelt é uma das últimas UC’s do País a contar com populações tradicionais em seu interior – ou “beiradeiros”, como eles se chamam localmente.

Seis meses de trabalho
Alguns dos objetivos do georreferenciamento e demarcação foram: levantar e demarcar, com precisão, os limites legais da Unidade de Conservação e garantir que os dados gerados pudessem ser utilizados para a resolução de conflitos fundiários.

O processo todo durou cerca de seis meses: dois deles dedicados ao levantamento de informações legais e técnicas; e mais quatro de coleta de dados no campo, fixação de marcos e sistematização de informações técnicas, como pontos mapeados com GPS, listas de atividades realizadas e coordenadas geográficas.

A empresa Brasterra Consultoria e Planejamento Agroflorestal, sediada em Alta Floresta (MT), foi a responsável pelo trabalho no campo. O sócio proprietário da empresa, o engenheiro florestal Celço Givanni, afirmou que foram realizadas duas incursões à floresta: a primeira, para o levantamento de informações e planejamento da logística; e a segunda para a abertura de picadas, marcação dos pontos e fixação de placas. “Na primeira excursão, navegamos cerca de sete dias, no curso dos rios Guariba e Roosevelt. Andamos para o Norte, fomos até o limite do Mato Grosso com o Amazonas”, disse.

Três meses em campo
Givanni afirmou que a segunda visita demandou uma logística mais complexa. Foram oito pessoas – entre técnicos e auxiliares como piloteiros, mateiros e guias – e cerca de três meses em campo. Entre as atividades realizadas neste segundo momento, estão a abertura de picadas de até 80 quilômetros, o mapeamento dos limites da área protegida e a fixação de placas de advertência em trechos específicos (foram 6 marcos e 58 pontos fixados pela equipe de campo naquela região).

O produto final desta iniciativa foi um DVD com todas as informações coletadas e sistematizadas, segundo padrões técnicos nacionais de georreferenciamento e demarcação. Este material foi entregue a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, a gestora da Unidade de Conservação.

Nova espécie de primata
A reserva extrativista Guariba-Roosevelt está situada no interior da região conhecida como “Arco do Desmatamento” e, por conta disso, sofre uma série de pressões ambientais como grilagem, pesca predatória, poluição dos rios, desmatamento, expansão agrícola desenfreada e ausência de fiscalização por parte dos órgãos ambientais. A existência de fazendas e madeireiras dentro da Unidade de Conservação, como já dito, é outro grave problema ambiental verificado ali.

Em 2010, o WWF-Brasil e a Sema promoveram uma expedição científica àquela área para subsidiar a elaboração dos planos de manejo de quatro Unidades de Conservação da região – e o resultado mais significativo da empreitada foi a descoberta de uma nova espécie de primata, do gênero Callicebus, que foi tombada e hoje é objeto de estudos no Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém (PA).

Fonte: WWF Brasil.

Seminário do Levantamento Quantitativo do Manguezal

“Sergipe possui hoje 25.626,24 hectares de área total de manguezal”. Essa foi à afirmação feita pelo secretário de Meio Ambiente, Genival Nunes, durante a realização do II Seminário Temático do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, realizado no auditório da Codise durante a manhã do dia 18. Na oportunidade, houve o lançamento do CD-ROM Interativo do Projeto Levantamento Quantitativo Manguezal em Sergipe.

O seminário, que irá acontecer até amanhã, 19, está direcionado para a disseminação de informações sobre o ecossistema por meio da utilização de ferramentas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

Conforme explicou Genival Nunes, a partir das imagens de satélite Rapideye, Sergipe possui quatro regiões onde estão localizados os manguezais. “Somente 2911,07 hectares estão situados na região do Baixo São Francisco; 291,31 ha no Leste Sergipano, 13325,46 na Grande Aracaju e 8343,23 na região Sul Sergipano”, afirmou.

Ainda referente ao Estado, o secretário de Meio Ambiente destacou que a área de manguezal em Sergipe da qual abrange 256,26 km² equivalente a 1,17% do território sergipano. “Se formos para a Grande Aracaju, uma área que sofre ações antrópicas devido a pressão imobiliária, percebemos que a área de manguezal corresponde à 133,25 km², equivalendo assim a 52% da área total de manguezais do Estado e 0,61% do território de Sergipe”, disse.

Outro ponto importante abordado pelo secretário em função do índice de manguezal se deu a partir do município de Brejo Grande, do qual, corresponde uma área de 20,392 km², equivalendo assim 13,6% do território municipal. “Em Brejo Grande existe um paradoxo muito grande, uma vez que a cidade possui o menor IDH do Estado e um dos mais significativos mangues de Sergipe”, apontou Genival.

Sobre a distribuição dos manguezais entre os municípios sergipanos, Genival ponderou ainda que os mesmos apresentam em média 15,56 km² com 41,34 km² em Estância e 0,37 km² em Riachuelo. “A porcentagem média dos territórios municipais ocupados por manguezais é de 6,54%, com 0,48% em Riachuelo e 14,16 da Barra dos Coqueiros”, frisou o secretário.

Ações
Referente às próximas ações a serem realizadas em função do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, Genival apontou que foram feitas aquisições de novas Imagens RapidEye do Litoral Sergipano, para monitoramento. “Iremos também promover o desenvolvimento de ferramenta para realização do processo automático de monitoramento, a geração de alarmes para envio de equipes de fiscalização, análise multi-temporal do avanço/recuo do desmatamento, a Integração das informações geoespaciais ao licenciamento ambiental e o Monitoramento remoto das áreas de manguezais”,disse, revelando ainda que umas de suas metas em sua gestão é realizar também o levantamento quantitativo do bioma caatinga.

Palestras
Ainda durante toda a programação houve também palestras sobre “Aplicação do Geoprocessamento no Cadastro Ambiental Rural” (CAR), proferida por Adm. Leonardo Machado do SCCON; “Análise integrada do meio ambiente utilizando-se de técnicas de sensoriamento remoto”, ministrada pelo Dr. Antônio Lázaro Ferreira Santos, professor da Universidade Federal de Sergipe; “Sistema de Recepção de Imagens de Satélite na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos” feita pelo meteorologista da Semarh, Overland Amaral, além de minicursos sobre a utilização do Atlas Digital dos Recursos Hídricos de Sergipe.

Fonte: Infonet.

Atividades de educação ambiental conscientizam crianças sobre aves e mamíferos

“O que o morcego come?”, “Por que a anta vive sozinha?”, “Existe diferença entre o ouriço e o porco-espinho?”. Essas foram algumas das perguntas feitas por crianças, entre quatro e cinco anos, durante o projeto Mamíferos da Mata Atlântica, na Escola Ursinho Branco – localizada no entorno da Reserva Biológica Tamboré (SP).

O projeto faz parte das atividades de educação ambiental realizadas, em 2012, com crianças da escola Ursinho Branco, em que elas fizeram uma imersão no mundo das aves com o Projeto Aves do Entorno da Escola (crianças de quatro e cinco anos) e também no mundo dos mamíferos, com o projeto Mamíferos da Mata Atlântica (crianças com quatro anos de idade). Projetos com direito a aulas cheias de perguntas, curiosidades e interação dos alunos com professores e especialistas.

Foi devido ao sucesso do projeto das Aves que a escola Ursinho Branco convidou novamente o Instituto Brookfield e o Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba para participarem do projeto Mamíferos da Mata Atlântica.

O principal objetivo dos dois projetos é despertar a curiosidade e a capacidade de estabelecer relações entre as formas de vida existentes no ambiente, além de favorecer a produção oral e escrita dos alunos. Neste ano, as crianças aprenderam bastante sobre a fauna brasileira e a Mata Atlântica, especialmente sobre a questão da convivência, já que moram em áreas próximas à Reserva Biológica Tamboré, que abriga muitas das espécies estudadas. Os projetos despertaram o interesse das crianças pela pesquisa e observação da natureza.

Dois projetos e muita interação
No final de novembro, o projeto Aves do Entorno da Escola fechou o ano com um evento especial, com a apresentação dos trabalhos finais das crianças na Escola Ursinho Branco. Familiares, pais, professores e alunos foram conferir os resultados.

Quatro turmas produziram trabalhos diferentes: um calendário, um álbum de figurinhas, um vídeo das crianças falando curiosidades sobre as aves e um jogo de desenho e leitura.

Sobre os resultados, a professora Fernanda Félix, que participou do projeto Aves do Entorno, contou de que forma ele mobilizou os envolvidos. “Foi algo que despertou tanto crianças quanto adultos. Cada ave que aparecia no comedouro era sempre comemorada, além de dar cada vez mais vontade de saber mais sobre aquela espécie. As crianças desenvolveram o registro por meio do desenho, e isso deu muito resultado e avanços bem significativos para esta faixa etária. Mesmo depois do final do projeto, elas falam sobre suas descobertas e sempre arranjam um lugar em outras situações para fazer seus registros de desenhos das aves”, disse.

Logo em seguida, também no ritmo de conclusão dos trabalhos, nos dias 5 e 7 de dezembro, o Projeto Mamíferos da Mata Atlântica teve atividades de apresentação sobre os mamíferos da Reserva Biológica Tamboré. Elas contaram com as palestras do biólogo Amarildo Jordão, do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba, e da Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield. Eles levaram curiosidades e informações sobre os mamíferos, com ênfase aos encontrados na Mata Atlântica, principalmente aqueles presentes na Reserva.

A respeito da participação das crianças durante as atividades sobre os mamíferos, Amarildo contou que ela aconteceu de forma bem espontânea.

“Eles são bem agitados, curiosos e querem sempre contar alguma experiência vivida relacionada ao assunto. Durante a atividade, eu mostrava fotos de uma parte de um animal e as crianças tinham que adivinhar qual animal era. Por exemplo, eu mostrava uma foto com a língua do tamanduá e eles tinham que adivinhar que aquele bicho era, de fato, o tamanduá. Foi uma palestra bem interativa e eles puderam tirar dúvidas e contar suas experiências. Além disso, eles puderam conhecer mais a Reserva Biológica Tamboré, que está ao lado deles.”, disse.

Fonte: Instituto Brookfield.

Emater apresenta tecnologia para cadastramento ambiental de propriedades rurais

A Empresa de Assistência Técnica Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) apresenta o programa de Sistema de Informações Geográficas e Ambientais (SIGA- Emater). A inovação tecnológica vai garantir maior agilidade ao processo de elaboração do Cadastramento Ambiental Rural (CAR), que está sendo realizado nos onze municípios do entorno da Hidrelétrica de Belo Monte. A tecnologia será apresentada durante o I Workshop Sobre Cadastro Ambiental Rural na Região da Cidadania do Xingu, que acontece no município de Altamira, das 9h às 18h. A ação é desenvolvida pelo Núcleo de Geotecnologia, Diagnóstico e Rastreabilidade (NGDR) da Emater.

O sistema que será aplicado nesse primeiro momento na região do Xingu, que é prioritária nas ações de regularização ambiental das propriedades de agricultores familiares conta com as parcerias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Programa Municípios Verdes. Até 2013 a Emater, deve realizar 19.643 CAR em propriedades rurais com até quatro módulos fiscais. O processo que é feito gratuitamente acontece por meio de um convênio com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O SIGA, que está em fase de testes, deve ser ajustado de acordo com as necessidades junto à Sema.

Com o SIGA, a equipe técnica em campo vai conseguir acumular informações das propriedades rurais visitadas em um banco de dados, que permite ser trabalhado com o sistema off line nos municípios que apresentam dificuldades de acesso à internet. As informações que serão geradas já obedecem as novas regras do Código Florestal Brasileiro. Os dados serão inseridos no Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (Sinlam).

Iniciado no último mês de março, as ações do CAR na região do Xingu precisam ser readequadas devido o momento que vive a região, para tanto um plano de ações será traçado. Os critérios e a forma de execução das atividades obedecerão a Matriz de Processos e Resultados (MPR), que será desenvolvido de forma participativa com os técnicos da Emater nos municípios envolvidos. A elaboração do CAR também ajuda a combater o desmatamento nas propriedades rurais. “O sistema também vai permitir acompanhar, identificar e quantificar a produção dos técnicos em campo”, disse Jamerson Vianna, geógrafo da Emater.

Fonte: Agência Pará de Notícias.

Com uso de informações geográficas, Prefeitura de Juiz de Fora (MG) aperfeiçoa gestão pública

Imagem, líder no mercado de geotecnologia, foi a responsável pela implantação do projeto, que teve investimento de R$ 5,6 milhões

Juiz de Fora é um município do Estado de Minas Gerais com mais de 500.000 habitantes e território com área superior a 1.400 km2. Em termos de utilização da geotecnologia, a base cartográfica disponível no município de Juiz de Fora desde 1983 não estava integrada a uma plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o que consequentemente não permitia uma análise precisa dos dados nem a interatividade com os recursos da informática. No decorrer dos anos, à medida que a cidade cresceu, detectou-se a necessidade de se pensar no SIG como uma base cartográfica atualizada e única para uso de todas as unidades gestoras e autarquias do município. Buscou-se a concretização desse objetivo investindo recursos financeiros em tecnologias e recursos humanos, tendo em vista criar as condições para a visualização e a disponibilização computadorizada dos dados.

“Houve o consenso que era indispensável termos o mapeamento de Juiz de Fora a partir de uma base cartográfica atualizada e, principalmente, com a universalização do acesso às informações geográficas”, afirma André Zuchi, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora.

A estruturação do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), por parte da Secretaria de Planejamento, exigiu a implantação de uma plataforma robusta de informações georreferenciadas. Diante desse contexto, idealizou-se a execução de um projeto de geotecnologia capaz de armazenar, editar, integrar e fornecer informações precisas e compartilhadas entre diversos órgãos vinculados ao governo municipal. “Após realizar uma pesquisa de mercado, decidimos pela aquisição da plataforma ArcGIS, da Esri, por meio das soluções ArcGIS Desktop, ArcPad e ArcGIS Server”, explica Zuchi.

A solução ArcGIS Desktop permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar, armazenados em bancos de dados geográficos ou arquivos independentes, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; a solução ArcPad permite a coleta de dados geográficos de forma personalizada na área de interesse e a anexação de fotos tiradas por dispositivos móveis com recepção de sinal de GPS (tablets, smartphones e GPS de navegação ); e a solução ArcGIS Server permite o gerenciamento e o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

A partir de então, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora também definiu que o projeto teria início com desenvolvimento e apoio da Imagem, empresa líder no mercado de GIS do Brasil.

“Escolhemos a Imagem como fornecedora por ser uma empresa especializada em soluções de inteligência geográfica com vasta experiência no mercado e, principalmente, a única empresa que atendeu aos requisitos demandados para as ações técnicas e operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora. Outro fator predominante foi o status da Imagem de representante oficial e exclusiva no País da Esri”, detalha Zuchi, informando que a implementação foi realizada na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da SPDE.


O investimento total foi de R$ 5,6 milhões, sendo R$ 1 milhão investido em cursos técnicos, softwares e equipamentos e os demais R$ 4,6 milhões na aquisição de uma nova base cartográfica para o município.

“A Imagem apresentou como diferencial a consultoria prestada à Prefeitura de Juiz de Fora, ao disponibilizar a equipe de especialistas em GIS para promover a capacitação da equipe técnica do cliente”, diz Péricles Picanço Jr., coordenador de pré-vendas da Imagem.

Resultados
Após a implementação das soluções de geotecnologia por parte da Imagem, realizada em 2008, dentre outros benefícios, o mais relevante conquistado pela Prefeitura de Juiz de Fora foi o recobrimento espacial dos 989,953 km2 da área rural, que corresponde a 69% da área total e a 1,14% da população do município. “O projeto tem permitido qualificar em alto grau as decisões e torná-las eficientes, promovendo um ganho substantivo para a gestão pública”, destaca André Zuchi.

Essa caracterização é estratégica para a gestão pública ao proporcionar uma análise detalhada das potencialidades e fragilidades da área rural, contribuindo para a definição de ações voltadas aos setores de educação, saúde, transporte e promoção de atividades produtivas nesta região do município.

“Um exemplo prático é a localização dos pontos de embarque e desembarque dos 493 alunos de 14 escolas municipais, que utilizam o transporte escolar rural, disponibilizado pela Prefeitura de Juiz de Fora”, complementa o executivo, ressaltando que “consequentemente, houve otimização do serviço a partir da identificação de melhores rotas no transporte dos alunos”.


A plataforma ArcGIS foi também utilizada para gerar o mapeamento dos Territórios Socioassistenciais (TSs), para o Sistema de Vigilância Social a ser implantado no município. Também contribuiu diretamente para o reconhecimento de ações sociais apropriadas a diferentes segmentos da população e para a identificação de territórios ainda descobertos por iniciativas públicas.

Outros resultados proporcionados pela plataforma ArcGis
Acesso democratizado às informações geradas pelo mapeamento da cidade a partir da criação do Banco de Dados Multiusuário, que permite a publicização de dados e informações a serem visualizados por 150 gestores públicos, usuários simultâneos do sistema, otimizando seus processos de tomada de decisão;

Os aplicativos disponíveis no SIGJF-Web aperfeiçoam o modelo de gestão pública ao fornecer dados geográficos detalhados e temáticos que facilitam a tomada de decisões por parte dos órgãos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora.

Exemplos de aplicativos: Agenda JF (contém informações de caráter físico e ambiental do município); Defesa Civil (apresenta informações referentes à segurança da população frente aos possíveis desastres naturais ou decorrentes das ações humanas); Geral (apresenta informações de perímetro do município, perímetro urbano e denominação dos principais bairros); e IBGE (apresenta informações do município registradas nos Censos Demográficos de 2000 e 2010).

Sobre a Imagem
Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas, etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.


Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país. Para mais informações, acesse: www.img.com.br.

Fonte: SEGS.

Governador entrega veículos e inaugura Núcleo de Geotecnologia na Emater-PA

O Governo do Estado entregou 40 novos veículos populares para doze regionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), além de 250 kits tecnológicos, formados por computador, impressora e no-break. Resultado de um investimento de R$ 1,5 milhão, a entrega foi feita na manhã desta segunda-feira, 26, pelo governador Simão Jatene, durante cerimônia que também contou com a presença do vice-governador Helenilson Pontes, secretários de Estado e deputados estaduais. Após a entrega dos carros, o governador inaugurou o Núcleo de Geotecnologia, Diagnóstico e Rastreabilidade, que com o auxílio de equipamentos de última geração vai gerar imagens de satélite mais precisas, além de oferecer capacitação técnica em tempo real.

A criação do núcleo permite também maior eficiência do diagnóstico das cadeias produtivas na elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), especialmente nos municípios onde o acesso à internet é difícil. Na ocasião, o governador assistiu uma apresentação do Programa Nacional de Georreferenciamento (PNGEO), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e as soluções da Emater para o CAR. “O que vemos aqui é a realização de um sonho, onde a tecnologia está sendo posta a serviço do desenvolvimento sustentável. A Emater é um exemplo de superação, afinal o órgão já passou por altos e baixos, mas com o apoio e perseverança de seus servidores tem conseguido cumprir sua missão institucional, garantindo benefícios aos produtores rurais e agricultores do nosso Estado”, ressaltou o governador.

A presidente da Emater, Cleide Amorim, afirmou que somente este ano a Emater já investiu um montante superior a R$ 2 milhões, provenientes de convênios, recursos próprios e do Tesouro Estadual. No que diz respeito ao material humano, mais de R$ 400 mil foram destinados a capacitações, congressos e seminários direcionados ao corpo técnico. Ela também anunciou que, em 2013, mais 23 veículos serão distribuídos para outras regionais no interior. “Hoje, a Emater atende mais de 140 mil famílias em todo o Estado, sendo 16 mil nos projetos de assentamento mantidos com o governo federal. Com todos esses investimentos que estamos fazendo e com essa parceria contínua com o Governo do Estado pretendemos chegar a todos os municípios, qualificando e modernizando o setor rural paraense”, concluiu.

Fonte: Governo do Pará.

China lança com sucesso “satélite de sensoriamento remoto”

O Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan informou que a China lançou para o espaço, às 12h06m de hoje (25), com sucesso, o Yaogan XVI, um satélite de sensoriamento remoto.

O satélite, lançado a partir do centro localizado na província de Gansu, no noroeste da China, foi efetuado através do foguete Longa Marcha-4C, e enviado para a órbita predeterminada.

O satélite foi projetado para usos diversos, incluindo experiências tecnológicas, levantamentos topográficos, estimativa da safra e prevenção e controle de desastres.

Fibria apresenta pesquisa em geotecnologia

A área de Cadastro e Geoprocessamento da Fibria, em parceria com a área de Meio Ambiente Florestal, vem aperfeiçoando seus estudos e pesquisas em monitoramento de suas áreas. Prova disso é o artigo sobre o Monitoramento multitemporal em áreas de conservação – Estudo de Caso: Projeto Major Vicente, apresentado no 4° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal – GeoPantanal, no final de outubro em Bonito/MS.

O objetivo do congresso foi promover o encontro de profissionais das comunidades acadêmico-científicas e de estudantes interessados no uso de geotecnologias para estudos no Pantanal, incluindo-se a regiões do entorno delimitadas pela bacia do alto rio Paraguai.

O evento também abriu a oportunidade para trabalhos de desenvolvimento metodológico que, de alguma forma, possam ser aplicados ao Pantanal. Neste âmbito, a Fibria colaborou com o artigo em painel, exemplificando como é realizado o monitoramento de suas áreas de conservação, incluindo Áreas de Preservação Permanente – APPs e Reservas Legais – RLs. O artigo foi elaborado por Dennis Bernardi, Renato Cipriano Rocha e Fabio Henrique de Almeida, todos da Fibria, sendo apresentado pelo último, que é analista de Sistemas de Informações Geográficas em Três Lagoas.

Para o analista, o congresso foi uma oportunidade de divulgar e discutir informações entre os níveis de conhecimento prático e de pesquisa básica, visando a sustentabilidade. “A aproximação de empresas privadas, como a Fibria, no meio acadêmico-científico proporciona a oportunidade de absorção de novas geotecnologias para nosso negócio e vem reafirmar que estamos no caminho correto no monitoramento de nossas áreas”, disse Fabio.

O palestrante doutor Edson Luís Piroli (UNESP) destacou em sua apresentação a importância das imagens de alta resolução espacial para o mapeamento da dinâmica do uso da terra e enfatizou que a tendência do Governo é direcionar-se ao uso de tais imagens para gestão de recursos em geral. “Como Fibria, isso nos deixa bastante satisfeitos, pois estamos em constante melhorias no que diz respeito a imagens de alta resolução e suas aplicações”, completou Fabio.

Fonte: Hoje MS.

Mapa colaborativo criado na Poli indica alagamentos na cidade de São Paulo

Na Escola Politécnica (Poli) da USP, a geógrafa Eliane Hirata desenvolve em pesquisa de mestrado um esquema conceitual para elaborar mapas dinâmicos e colaborativos, disponibilizados na internet, que indiquem alagamentos na cidade de São Paulo. As informações são obtidas a partir da contribuição voluntária de dados geográficos pelos usuários que acessam o site do projeto, obtidos por receptores GPS em telefones celulares. A página com o mapeamento, denominada Pontos de Alagamento, pode ser acessada por computador, celular e dispositivos móveis. Também é possível aos usuários se cadastrarem no site para receber alertas de inundações.

O site utiliza a plataforma livre e de código aberto Ushahidi, criada por desenvolvedores africanos e já utilizada no exterior em casos de desastres naturais e crises políticas. Essa plataforma permite criar mapas de forma colaborativa, com base no princípio denominado Volunteered Geographic Information (VGI), ou seja, informação geográfica voluntária, conta a geógrafa. A página é hospedada no serviço Crowdmap, que abriga mapas sem a necessidade da instalação em servidores, bastando apenas customizar o site.

Ao acessar a página, o usuário visualiza um mapa da cidade de São Paulo, com marcações dos pontos de alagamento. Ele também pode consultar uma lista com os relatos de inundações, incluindo indicação de endereço, data e horário, aponta Eliane. São disponibilizadas ainda informações fornecidas pelos órgãos oficiais, como o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, e sites de notícias.

A pessoa que quiser colaborar pode enviar um relato de alagamento, preenchendo um formulário, e também mandar fotos e vídeos. A descrição dos eventos é padronizada, de acordo com os padrões do CGE, conta a pesquisadora. O site possui um sistema que indica no mapa se a rua está intransitável, transitável ou se a água já escoou, entre outras categorias.

Os usuários cadastrados também podem receber alertas de alagamento, bastando informar seu endereço. Uma vez cadastrado, ele receberá os informes sobre alagamentos acontecidos em um raio que pode ser de 5 a 100 quilômetros de distância do local informado, ressalta Eliane. O acesso ao site pode ser feito pela internet, e também por telefone celular, iPhone ou Android, por intermédio de um aplicativo disponibilizado aos usuários no site do projeto.

Pela internet, é possível entrar com o nome da rua e marcar manualmente no mapa o ponto de alagamento, afirma a geógrafa. Quando a informação é passada por celular ou aparelhos móveis, o ponto é inserido automaticamente por meio do sistema de localização do celular, baseado em GPS.

A pesquisa está sendo desenvolvida no Laboratório de Geoprocessamento (LabGEO) do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Poli, com orientação dos professores Ana Paula Camargo Larocca, José Alberto Quintanilha e Mariana Abrantes Giannotti. O estudo conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O site está disponível no endereço http://pontosdealagamento.crowdmap.com/ e já aceita informações de colaboradores. Eliane atua como administradora e atualmente tem colocado no mapa da cidade os pontos de alagamento informados no site do CGE. Na medida em que os usuários acessarem, eles também poderão fornecer dados e colaborar com a atualização do mapeamento, diz. Além disso, para quem puder colaborar com a pesquisa, está a disposição um questionário rápido, para que o sistema possa ser aperfeiçoado.

Mais informações: li_hirata@yahoo.com.br, com Eliane Hirata, larocca.ana@usp.br, com a professora Ana Paula Larocca, marianagiannotti@gmail.com, com a professora Mariana Gianotti.

Fonte: Salário Mínimo.

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