Rio Amazonas, maior do mundo

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu em 2008 as medições com imagens de satélites que indicam o Amazonas como o maior rio do mundo. Segundo a metodologia do trabalho coordenado por Paulo Roberto Martini, da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, o Amazonas tem 6.992,06 quilômetros de extensão enquanto o Nilo atinge 6.852,15 quilômetros.

Desde o início dos anos 90 o INPE estuda o rio Amazonas por meio do sensoriamento remoto e geoprocessamento, tecnologias derivadas do Programa Espacial Brasileiro. Neste estudo sobre as extensões dos rios foram utilizados mosaicos ortorretificados Geocover, gerados a partir de dados Landsat, e cenas do sensor Modis corrigidas a partir dos mosaicos. A interpretação dos dados foi feita diretamente sobre a imagem na tela do Spring, o software de geoprocessamento desenvolvido no INPE.

As medidas do Amazonas foram tomadas sobre imagens Modis (resolução espacial de 250 metros de pixel) e mosaicos Geocover (25 metros de pixel) seguindo seus canais mais longos. A diferença entre as medidas ficou menor do que um pixel do sensor Modis – 250 metros em 6.992,06 quilômetros. “Um erro aceitável em termos cartográficos”, diz Martini.

As vertentes mais distantes do Amazonas, onde se iniciaram as medidas, só foram cientificamente definidas na expedição às nascentes organizada pela RW Cine, em junho de 2007, e que reuniu pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do próprio INPE. Segundo Martini, um importante suporte para o registro cartográfico e ecológico desta expedição foi obtido através das imagens da câmera CCD do satélite sino-brasileiro CBERS e da plataforma Google, cujos dados foram integrados por Oton Barros, pesquisador que representou o INPE na expedição.

“A metodologia pode ser aplicada para qualquer grande rio do planeta coberto por imagens Modis ou mesmo pela câmera WFI do CBERS, que também possui resolução espacial de 250 metros”, comenta Martini.

O trabalho que analisou os rios Amazonas e Nilo foi apresentado no XIII Simpósio Latino Americano de Sensoriamento Remoto, no mês de setembro de 2008 em Havana, Cuba. Com o título “Metodologia de Medição das Extensões dos Rios Amazonas e Nilo utilizando Imagens Modis e Geocover”, o trabalho foi assinado por Paulo Roberto Martini, Valdete Duarte, Egídio Arai, estes do INPE, e Janary Alves de Moraes.

Fonte: Portal Amazônia.

IBGE facilita download de mapas topográficos do Brasil

Mapa Índice Digital está disponível no site do instituto.
Usuários podem consultar mapas para estudos.

Usuários poderão consultar folhas topográficas como a da cidade de Brasília, na imagem (Foto: Divulgação)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou em seu site uma versão digital de mapas topográficos do Brasil de forma que o usuário consiga baixá-los mais facilmente. Os dados podem ser utilizados para estudos e estão disponíveis na área de downloads do site do instituto (clique aqui para acessar).

O Mapa Índice Digital tem como referência dados do ano de 2011, e traz um conjunto de informações atualizadas relativas ao mapeamento sistemático existente no país, de acordo com o IBGE.

Esta é a quarta edição do Mapa Índice em versão digital desde 2002. Anteriormente, ele só era possível ser obtido pela loja virtual do IBGE ou no Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI).

O conteúdo é composto por um conjunto de informações sobre bases cartográficas de referência, permitindo sua recuperação e apresentação tanto para impressão quanto em meio digital. Nesta edição, foram inseridas informações sobre ortofotos – mosaico de fotos aéreas ortorretificadas – e modelos digitais de elevação.

O Mapa Índice foi feito para consulta de órgãos governamentais, instituições públicas e privadas, universidades, órgãos de pesquisa e profissionais como engenheiros cartógrafos, geógrafos, geofísicos, estatísticos, planejadores e administradores, bem como professores e estudantes, entre o público geral.

As informações podem ser aplicadas em mapeamento aeronáutico, rodoviário e ferroviário; legislação de estruturas territoriais, regional e setorial; projetos ambientais; segurança e defesa nacional; estudos e projetos governamentais; projetos de desenvolvimento urbano entre outros.

Fonte: Globo.com.

Ortofotos escala 1:10.000 do Município do Rio de Janeiro

Em 1999 foi realizado um levantamento aerofotogramétrico que produziu ortofotos coloridas na escala 1:10.000 de todo município do Rio de Janeiro. Estas ortofotos podem ser selecionadas para download na extensão PDF e estão disponíveis em 2 tipos de resolução. A visualização dos arquivos de melhor qualidade oferece um maior detalhamento da área escolhida mas levará um tempo maior para ser acessado. As ortofotos podem ser selecionadas abaixo pelo mapa índice clicando aqui , d onde são encontrasas as articulações de folhas 1:10.000 ou através da busca por bairro que listará as folhas correspondentes a área solicitada.

Para download do mosaico o link é: http://portalgeo.rio.rj.gov.br/ortofotos/ortofoto.zip

Um antigo post do blog já havia indicado as plantas 1:10.000 para download, para aqueles que quiserem associar mais informações o link do post é: http://sosgisbr.com/2011/11/14/plantas-digitais-do-municipio-do-rio-de-janeiro/

Fonte: SOS GISbr.

Georreferenciamento é base para atualização de dados de imóveis de Macaé (RJ)

O georreferenciamento, iniciado pela Prefeitura de Macaé no final de 2010, é a base para a atualização de dados da nova planta genérica de valor e a modernização da Legislação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Nos próximos dias, o prefeito de Macaé, Riverton Mussi, encaminha para a Câmara Municipal o projeto de Lei onde reconhece as áreas de interesse social no município criando o IPTU Popular.

Ao todo, 30 pessoas da Secretaria Municipal de Fazenda estão envolvidas na atualização do banco de dados de imóveis de Macaé. A partir das fotos aéreas realizadas em dezembro, a equipe da secretaria está em campo fazendo o levantamento de todos os terrenos, com fotos da fachada e medição de cada imóvel. O bairro piloto escolhido para começar a atualização dos dados foi a Riviera. Os outros locais a serem atualizados serão o Mirante da Lagoa e Lagoa, bairros de maior poder aquisitivo.

No orçamento anual de Macaé, o IPTU representa R$ 11,5 milhões. Para se ter uma ideia da defasagem dos dados, que de acordo com a Fazenda chega a 30 anos, em 2011 foram distribuídos 65 mil carnês do imposto. O cadastro da empresa Ampla, fornecedora de energia elétrica, registra um total de 90 mil ligações em Macaé.

- Com o georeferenciamento teremos uma base de dados sadia e atualizada, onde poderemos ter parâmetros reais para rever a legislação do IPTU, que é de suma importância para a economia do município. Nosso objetivo é trazer o IPTU para valores justos, observando o princípio do poder de contribuição. Vamos rever a legislação, adequando para a nova realidade e os valores a serem cobrados a partir de 2012 – explicou o secretário de Fazenda, Cassius Tavares Ferraz.

As fotos aéreas foram feitas em vôos de até mil metros de altitude. São fotos ortoretificadas, já com coordenadas geográficas. De acordo com o subsecretário de Tributos, Fabrício Costa, são fotos bem precisas, que a cada 100 metros apresentam até um metro de erro para mais ou menos. Após o trabalho de campo, os dados são lançados no sistema da secretaria de Fazenda. A previsão é que toda atualização do banco de dados seja finalizada no final de 2012.

Fonte: Rede Presença de Comunicação.

Windows lança papéis de parede de ortofotos do Bing Maps

Mesmo com o anuncio do Windows 8, o Windows 7 continua a todo o vapor - Foto: DivulgaçãoRecentemente, o blog do Windows lançou novos papéis de parede, desta vez com temas criados a partir do Bing Maps e da paisagem dos Estados Unidos. Segundo informações postadas no blog, o projeto teve início em março, quando Charlie Peterson, gerente de programas do Bing Maps Imagery Technologies comentou que as imagens coletadas para o projeto Global Ortho ficariam ótimos na área de trabalho do Windows, pois mais parecem arte abstrata. O projeto Global Ortho tira fotos de paisagem usando a técnica da ortofotografia.

Para ver as imagens dos papéis de parede ampliadas clique aqui.

Conforme explicação da Wikipédia, citada no post, a ortofotografia, usada no Projeto Ortho, consiste em tirar fotos de uma região da superfície terrestre, no qual todos os elementos apresentam a mesma escala, livre de erros e deformações, com a mesma validade de um plano cartográfico. Uma ortofotografia se consegue mediante a um conjunto de imagens aéreas (tomadas desde um avião ou satélite) que tenham sido corrigidas digitalmente para representar uma projeção ortogonal sem efeitos de perspectiva, pela qual é possível realizar medições exatas, ao contrário de uma fotografia aérea simples, que sempre apresenta deformações causadas pela perspectiva da câmera, a altitude ou da velocidade com que se move a câmera. A este processo de correção digital chama-se de ortoretificação.

Metade dos Estados Unidos há foi fotografado dessa maneira segundo o blog do Windows. o próximo passo é ortofotografar a Europa. Para ver imagens áreas direto no Bing Maps acesse o link http://binged.it/jiE7rJ e para baixar o temas entre em http://bit.ly/kREUWs. Ah, é o mais legal, o tema será atualizado com 4 a 10 novas fotos toda a semana.

Fonte: Terra.

Projeto de geoprocessamento está na fase final

Reprodução de tela do programa do Sistema de Informação Geográfica (SIG), com foto da fachada do Paço Municipal e visão aérea de imóveisO projeto de geoprocessamento em Porto Ferreira está em sua fase final. Inicialmente previsto para terminar no dia 9 de junho, os trabalhos tiveram de ser prorrogados por mais 60 dias, a fim de consolidar todas as informações coletadas.

O geoprocessamento do município é uma ferramenta importante de gestão pública. Até agora várias etapas foram cumpridas, como o registro, feito por meio de avião, das ortofotos (representação fotográfica da superfície terrestre, no qual todos os elementos apresentam a mesma escala, livre de erros e deformações, com a mesma validade de um plano cartográfico). Isto permite fazer a vetorização de quadras e lotes do perímetro urbano com muito mais precisão, qualidade e atualização. Também foram feitas fotografias e vídeos das fachadas de todos os imóveis da área urbana, por meio de um veículo com câmeras georeferenciadas acopladas no teto.

Todas estas informações vão permitir à Administração Municipal, por exemplo, efetuar uma atualização precisa da base cadastral do IPTU e, com isso, gerar um aumento da arrecadação. Muitas vezes, o proprietário de um imóvel promove uma ampliação de sua área edificada e não a atualiza ou a informa ao setor de Cadastro Imobiliário da Prefeitura. Assim, o valor do IPTU é cobrado sobre uma área menor do que a realmente existente. O geoprocessamento permitirá corrigir estas informações, gerando consequente aumento de arrecadação e promovendo uma cobrança mais justa.

“A regularização das informações do cadastro vai fazer com que todos os contribuintes paguem o IPTU sobre a área efetivamente construída de seus imóveis. Esperamos, com isso, além de promover uma cobrança mais justa, melhorar a arrecadação para que isto retorne em benefícios para a própria população, nas áreas da saúde, educação, promoção social, segurança, obras, etc.”, comenta o diretor municipal de Finanças, Marcos Antonini.

Vale ressaltar que o município nunca promoveu nenhum tipo de programa de atualização de sua base cadastral do IPTU. Sendo assim, as informações foram sendo defasadas com o passar dos anos.

O uso de tecnologia de ponta também chama a atenção no projeto de geoprocessamento. Serão colocados na nova base cartográfica digital marcos geodésicos que servirão como referência para os mais diversos serviços. “Antigamente, quando era traçado um novo loteamento, por exemplo, muitas vezes na prática apareciam desvios ou distorções de metros de distância. Agora, com esta nova ferramenta, esse desvio não passará da casa dos centímetros”, completa Antonini.

Modernização
O projeto de geoprocessamento está a cargo da empresa SSR Tecnologia, Engenharia e Aerolevantamentos Ltda., vencedora de pregão presencial. O geoprocessamento é uma ferramenta de auxílio na reestruturação organizacional da Prefeitura e na racionalização de procedimentos para modernizar a gestão pública, por meio da prestação de serviço ágil e qualificada, proporcionando uma nova maneira de analisar o espaço urbano.

Sua aplicação pode atingir as áreas mais diversas, como ordenamento e gestão do território, otimização de arrecadação, localização de equipamentos e serviços públicos, identificação de público-alvo de políticas públicas, gestão ambiental, gerenciamento do sistema de transportes e gestão da frota municipal.

Para realizar este processo a Prefeitura contou com recursos do BNDES, por meio de financiamento do Programa PMAT (Programa de Modernização da Administração Tributária), aprovado pela Câmara Municipal.

Fonte: Porto Ferreira Online.

SEMAR conclui base cartográfica do litoral piauiense

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), apresenta na terça-feira, dia 22, ao governador Wilson Martins, o projeto de Elaboração da Base Cartográfica nas Escalas 1:10.000 e 1:2.000 dos Municípios Luis Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande -PI, dando continuidade em sua missão de gerar informações geográficas e cartográficas para o Estado do PI. A apresentação está marcada para acontecer, às 11h30, no Palácio de Karnak.

A base cartográfica foi financiada pelo PRODETUR concebida através de um convênio celebrado entre a SEMAR, Ministério do Turismo (MTur) e SETUR. A sua execução foi coordenada pela SEMAR e realizada por uma empresa especializada em levantamento aerofotogramétrico, contratada através de licitação pública.

Fazem parte da base cartográfica os municípios do litoral piauiense: Luís Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande. Estes municípios estão enquadrados entre as coordenadas geográficas aproximadas φ=2º43’S, λ=41º53’ WGr. e φ=3º28’S, 41º09’ WGr.

De acordo com o secretário Dalton Macambira, a base cartográfica corresponde ao mapeamento na escala 1:10.000 dos municípios e ao mapeamento na escala 1:2.000 áreas urbanas e distritos com vocação turística. Ele ressalta que o objetivo da elaboração da base cartográfica é subsidiar as ações constituintes, como por exemplo: a elaboração dos planos diretores de desenvolvimento municipais; o inventário de oferta turística; a implantação de unidades de conservação; o inventário, cadastro, proteção e conservação dos recursos culturais; entre outras ações, como por exemplo a cobrança mais justa e exata IPTU, ou seja, é uma fabulosa ferramenta para o planejamento da ocupação mais racional do espaço urbano dos municípios.

O material cartográfico do Pólo Costa do Delta vem sendo utilizado no planejamento e tomada de decisão em vários projetos no Governo, tendo a SEMAR repassado o material cartográfico para diversos órgãos do Estado, destacando: Patrimônio da União, disseminando assim o uso da informação cartográfica e evitando o desperdício de recursos na contratação de informações georreferenciadas, uma vez que o Piauí possui atualmente para os municípios do Litoral, contemplados neste projeto, uma base cartográfica em nível de detalhe (1:10.000 e 1:2.000) e atualizada.

É preciso enfatizar que a base cartográfica do Pólo Costa do Delta desenha-se como uma importante ferramenta para o planejamento e tomada correta de decisão pelos gestores públicos, pois a mesma reúne informações indispensáveis ao monitoramento, avaliação e aperfeiçoamento das ações governamentais, auxiliando também no diagnóstico, formulação e implementação de políticas públicas voltadas principalmente para a melhoria da qualidade de vida da população local.

O trabalho de elaboração e conclusão do projeto da base cartográfica foi dividido em cinco etapas: Planejamento e recobrimento aerofotogramétrico; Apoio de campo básico; Aerotriangulação; Restituição planialtimétrica e Ortofotocartas.

“A elaboração da base cartográfica nas escalas distintas se torna importante para subsidiar vários projetos visando, por exemplo: demarcação de áreas de preservação permanente; monitoramento do processo de urbanização da orla, criação de plantas cadastrais como subsídio a elaboração de planos diretores urbanos e planos de uso e ocupação do solo; implantação de sistema de arrecadação de IPTU; obras de engenharia (construção de estradas, barragens, entre outras), bem como maior segurança para a emissão de licenças ambientais e para a fiscalização e o combate aos crimes ambientais”, enfatiza Macambira.

Fonte: 45graus.

Rio tem 18 mil imóveis em áreas de alto risco, diz prefeitura

Rosilene Viera da Silva perdeu o filho em deslizamento de terra do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.A prefeitura do Rio de Janeiro, através da Geo-Rio, apresentou, nesta quinta-feira, um mapeamento geotécnico das encostas da cidade, apontando que cerca de 21 mil imóveis em 117 comunidades estão em áreas de alto risco e passam a receber atenção especial da Defesa Civil. Segundo a prefeitura, 3 mil desses imóveis já receberam reparos e saíram da situação de alto risco.

Foram mapeadas as encostas localizadas no Maciço da Tijuca e adjacências, abrangendo 52 bairros das zonas norte, sul, oeste e do centro da cidade. Ao todo, foram vistoriados 13,02 km², o equivalente a 1.302 hectares, dos quais 30% foram considerados áreas de alto risco.

A partir deste levantamento, a prefeitura afirma que vai trabalhar na elaboração de projetos de obras específicas para cada comunidade para tentar minimizar os riscos. Em 2010, segundo a prefeitura do Rio, pelo menos 47 dessas comunidades listadas no mapeamento da Geo-Rio passaram por obras de contenção de encostas e urbanização, além de parte dos moradores ter sido reassentada através do aluguel social e de unidades do Minha Casa, Minha Vida.

O levantamento engloba ainda a área formal da cidade, já que o Maciço da Tijuca tem acessos através de bairros como Cosme Velho, Laranjeiras, Humaitá, Jardim Botânico, São Conrado, Alto da Boa Vista, Barra da Tijuca e Santa Teresa. Nesses casos, em se tratando de área particular, o proprietário do terreno em área de risco será notificado a executar o projeto sugerido pela Geo-Rio.

Líderes comunitários são treinados
Foram treinados no ano passado 1.800 agentes de saúde do Programa de Saúde da Família, que serão responsáveis por coordenar as primeiras ações em situações como chuvas, alagamentos, deslizamentos de encosta e risco de desabamentos. A partir da próxima semana, mais 1.200 pessoas, principalmente líderes comunitários, também receberão o treinamento, totalizando cerca de 3 mil profissionais capacitados, afirmou a prefeitura.

Os profissionais integram o sistema de alerta comunitário, que conta com um meio de comunicação integrado, utilizando aparelhos celulares cedidos pela prefeitura para a troca de mensagens. Os telefones receberão mensagens com alertas em caso de ocorrências de chuvas. Nesta quinta-feira, em reunião com o prefeito e representantes da Defesa Civil e da Geo-Rio, os presidentes de associações de moradores das 117 comunidades receberam um relatório fotográfico da sua área, uma cartilha com orientações e um desses telefones celulares.

Fonte: Terra.

No Google, fotos aéreas da China antes e depois do terremoto

Empresa publicou pacote de fotos em alta resolução da província de Qinghai, que em 13/4 foi atingida por um tremor de 6,9 graus.

Fotos aéreas comparativas da província de Qinghai, na China, tiradas antes e depois do terremoto de 13/4, foram divulgadas nesta segunda-feira (19/4) pelo Google.

Segundo o engenheiro de dados GIS Pete Gienke, que publicou o anúncio em blog oficial, as imagens aéreas da província de Qinghai têm alta resolução e podem ser vistas com ajuda do Google Earth. Para visualizá-las, é preciso baixar um arquivo KML.

O terremoto de 13/4 atingiu 6,9 graus na escala Richter e causou a morte de mais de 2 mil pessoas, segundo estimativa desta segunda-feira. Em apoio, uma equipe internacional de funcionários do Google, incluindo os do escritório chinês, criou uma página de resposta à crise dedicada ao terremoto, com recursos adicionais.

Entre as ferramentas disponíveis estão o China Person Finder, para ajuda no reencontro de desaparecidos; busca em tempo real com as últimas informações de autoridades e de pessoas presentes no local; e MyMap, com dados sobre condições de áreas específicas.

Fonte: IDG Now!, 19/04/2010.

O Geoprocessamento e a Gestão Municipal

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Google Earth gera grande interesse e fascínio nas pessoas

A disseminação das novas tecnologias relacionadas a informação espacial, correntemente veiculadas pelos meios de comunicação, indicam uma crescente popularização de novas ferramentas voltadas para o conhecimento e estudo do espaço habitado. A facilidade em observar sua cidade, seu bairro e até mesmo sua casa sob uma nova perspectiva, vista do espaço, por meio dos visualizadores de imagens, como o Google Earth, geram grande interesse e fascínio nas pessoas, ao mesmo tempo em que contribuem para a criação de uma percepção mais ampla acerca do espaço geográfico.

No entanto, ao mesmo tempo em que está tecnologia vem sendo rapidamente difundida, vem se tornando alvo de uma crescente mistificação de seu funcionamento e dos objetivos de sua aplicação, sendo comum uma compreensão equivocada de seu real objetivo prático. É preciso tornar claro para a população, de uma maneira geral, a grande capacidade instrumental que esta técnica (ou ciência?) representa para o planejamento e gestão territorial.

Quando se trata de sua aplicação na gestão e planejamento do espaço urbano, o geoprocessamento deve ser visto como uma ferramenta útil e essencial ao desenvolvimento urbano, e não como uma ferramenta de extorção e vigilância, como muitos querem fazer parecer, mesmo porque, no geoprocessamento trabalha-se com imagens estáticas que representam uma dada porção do espaço em um momento determinado, não se trata de uma câmera filmando de forma continua de modo a invadir a privacidade das pessoas em seus lares.

Na realidade, o geoprocessamento, enquanto ferramenta de apropriação do espaço, adquire grande relevância por possibilitar uma visão clara da forma da ocupação realizada em um dado espaço, como a cidade, uma qualidade de grande valia quando pensamos no planejamento e gestão do espaço. Emerge daí a grande importância do geoprocessamento na gestão das cidade.

No planejamento municipal, de uma forma geral, o geoprocessamento assume um papel de destaque, fato que pode ser verificado no planejamento e gestão do município de Taboão da Serra, onde o geoprocessamento pode ser considerado como tendo um papel estratégico, como uma ferramenta focada especificamente para o planejamento e desenvolvimento urbano, caracterizando-se por possibilitar a agregação e análise de uma grande quantidade de informações.

O geoprocessamento permite que, sobrepostas espacialmente, as informações gerem respostas rápidas e confiáveis que subsidiam a tomada de decisão nos diversos campos da gestão municipal, que vão desde o planejamento da infra-estrutura básica, dos serviços essenciais, a logístico da alocação dos equipamentos públicos, da rede escolar ou das unidades de saúde, até a delimitação de áreas públicas a serem abordadas pelos programas de regularização fundiária, em que auxilia na confrontação entre as situações real e legal do uso e ocupação do solo e fornece elementos para que os especialistas tracem a melhor estratégia para regularizar as áreas em situação irregular, ou auxiliando ainda no diagnóstico e resolução de problemas de ordem ambiental, desastres naturais, distribuição da população etc.

Neste sentido, para bom entendimento do papel do geoprocessamento em Taboão da Serra, é necessário entendimento conceitual claro do que é e quais as aplicações e limitações de tal Tecnologia:

1 – O Geoprocessamento não é um simples programa de tratamento de “fotos” de satélites, é um campo que engloba diversas técnicas, desde análise espacial até o sensoriamento remoto, e sua utilização é anterior inclusive ao uso da informática na cartografia.

Os satélites não tiram “fotos”, eles capturam imagens, muitas delas multiespectrais, onde podemos capturar informações fora da faixa de luz visível pelo homem, e em sí, as imagens de satélite fazem parte do sensoriamento remoto, umas das técnicas (ou ciência, ainda em discussão) auxiliares do Geoprocessamento. As fotografias aéreas são na verdade produto de uma outra técnica adjunta do Geoprocessamento, a fotogrametria, que captura fotografias a bordo de plataformas suborbitais (em geral aviões), as quais após retificadas ortometricamente dão origem as ortofotos, estas sim com confiabilidade de mapa e utilizada em análises urbanas.

2 – O geoprocessamento não trabalha com imagens em tempo real, isto é um mito, por menor tempo de revisita que um satélite ou voo realizado tenha, sempre existe uma defasagem temporal, e quanto maior o detalhe da imagem ou ortofoto utilizada, geralmente maior a demora do tempo de revisita. O tempo de retorno para a captura de uma imagem ou fotografia de um mesmo espaço é chamado de resolução temporal.

Outros três tipos de resolução fazem parte da análise dessas imagens: a resolução espectral, que se refere ao intervalo no espectro eletromagnético captado, usa-se essa característica por exemplo para mapeamento da temperatura da superfície terrestre; a resolução radiométrica: se refere a quantidade de níveis de cinza presentes numa imagem, por exemplo uma imagem em preto e branco possui apenas dois níveis de cinza, e quanto maior a quantidade de níveis nessa imagem, mais variações entre o preto e o branco e assim mais detalhes podem ser observados; por fim a resolução espacial: se refere ao tamanho do menos objeto que pode ser observado em determinada fotografia ou imagem, sendo assim, quanto menor o tamanho do objeto observado, maior a resolução espacial.

3 – Tem sido amplamente difundido o acesso aos dados de sensoriamento remoto e produtos advindos de geoprocessamento, especialmente os organizados e produzidos por organizações públicas e gerados sob interesse do povo, como é o caso de Taboão da Serra, no departamento de Cartografia.

4 – O Google Earth é apenas um visualizador de imagens com interface para entrada de dados sem precisão cartográfica, e a maioria de suas imagens é recente, muitas delas advindas não só do sensoriamento remoto, mas também da aerofotogrametria. O grande mérito do Google Earth é a difusão de um novo paradigma, onde as pessoas se apropriam de seu território, e isso representa uma mudança na forma como as pessoas encaram seu espaço.

De fato, o contato que as pessoas tem com informações geoespaciais a partir da internet, além de indicar um processo de migração de funcionalidades do Geoprocessamento para a web, representa uma forma de popularização da informação como um todo, associada a um movimento mais amplo.

As possibilidades de observar sua casa do espaço também é porta aberta para o entendimento e participação no planejamento da cidade, na melhor forma de aproveitar o espaço, na resolução de conflitos ambientais e principalmente representa uma via de planejamento que emana da população e não apenas em sentido inverso, do governo para a população. O Geoprocessamento é sem dúvida uma forma de participação e não de controle.

Texto:
Andreza A. Soares – Departamento de Cartografia – SEMUDUH – PMTS
Júlio César Pedrassoli – Departamento de Cartografia – SEMUDUH – PMTS

Fonte: Jornal na Net, 02/03/2010.

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