Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Valor de produção da indústria chinesa de geoinformação atingirá US$ 31,8 bilhões em 2012

O valor de produção da indústria de informação geográfica da China deve chegar a 200 bilhões de yuans (US$ 31,8 bilhões) até o final do ano.

Segundo um comunicado divulgado pela Administração Nacional de Topografia, Mapeamento e Geoinformação na quinta-feira, a produção da indústria poderá ultrapassar 400 bilhões de yuans antes do final de 2015.

Os softwares nacionais de informação geográfica representam 70% da cota do mercado relevante do país, e a cota do mercado de softwares domésticos de fotogrametria digital na China atingiu 90%, de acordo com o comunicado.

Um sistema avançado de tecnologias e equipamentos relacionados à informação geográfica está formado na China, combinando tecnologias e equipamentos do espaço, ar e terra, incluindo o satélite Ziyuan III, o sistema de navegação por satélites Beidou e um sistema de monitoramento de geoinformação emergencial, diz o documento.

A China abriu na quinta-feira seu primeiro parque nacional de indústria tecnológica em Shunyi, no subúrbio de Beijing.

Fonte: CRI Online.

Seminário do Levantamento Quantitativo do Manguezal

“Sergipe possui hoje 25.626,24 hectares de área total de manguezal”. Essa foi à afirmação feita pelo secretário de Meio Ambiente, Genival Nunes, durante a realização do II Seminário Temático do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, realizado no auditório da Codise durante a manhã do dia 18. Na oportunidade, houve o lançamento do CD-ROM Interativo do Projeto Levantamento Quantitativo Manguezal em Sergipe.

O seminário, que irá acontecer até amanhã, 19, está direcionado para a disseminação de informações sobre o ecossistema por meio da utilização de ferramentas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

Conforme explicou Genival Nunes, a partir das imagens de satélite Rapideye, Sergipe possui quatro regiões onde estão localizados os manguezais. “Somente 2911,07 hectares estão situados na região do Baixo São Francisco; 291,31 ha no Leste Sergipano, 13325,46 na Grande Aracaju e 8343,23 na região Sul Sergipano”, afirmou.

Ainda referente ao Estado, o secretário de Meio Ambiente destacou que a área de manguezal em Sergipe da qual abrange 256,26 km² equivalente a 1,17% do território sergipano. “Se formos para a Grande Aracaju, uma área que sofre ações antrópicas devido a pressão imobiliária, percebemos que a área de manguezal corresponde à 133,25 km², equivalendo assim a 52% da área total de manguezais do Estado e 0,61% do território de Sergipe”, disse.

Outro ponto importante abordado pelo secretário em função do índice de manguezal se deu a partir do município de Brejo Grande, do qual, corresponde uma área de 20,392 km², equivalendo assim 13,6% do território municipal. “Em Brejo Grande existe um paradoxo muito grande, uma vez que a cidade possui o menor IDH do Estado e um dos mais significativos mangues de Sergipe”, apontou Genival.

Sobre a distribuição dos manguezais entre os municípios sergipanos, Genival ponderou ainda que os mesmos apresentam em média 15,56 km² com 41,34 km² em Estância e 0,37 km² em Riachuelo. “A porcentagem média dos territórios municipais ocupados por manguezais é de 6,54%, com 0,48% em Riachuelo e 14,16 da Barra dos Coqueiros”, frisou o secretário.

Ações
Referente às próximas ações a serem realizadas em função do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, Genival apontou que foram feitas aquisições de novas Imagens RapidEye do Litoral Sergipano, para monitoramento. “Iremos também promover o desenvolvimento de ferramenta para realização do processo automático de monitoramento, a geração de alarmes para envio de equipes de fiscalização, análise multi-temporal do avanço/recuo do desmatamento, a Integração das informações geoespaciais ao licenciamento ambiental e o Monitoramento remoto das áreas de manguezais”,disse, revelando ainda que umas de suas metas em sua gestão é realizar também o levantamento quantitativo do bioma caatinga.

Palestras
Ainda durante toda a programação houve também palestras sobre “Aplicação do Geoprocessamento no Cadastro Ambiental Rural” (CAR), proferida por Adm. Leonardo Machado do SCCON; “Análise integrada do meio ambiente utilizando-se de técnicas de sensoriamento remoto”, ministrada pelo Dr. Antônio Lázaro Ferreira Santos, professor da Universidade Federal de Sergipe; “Sistema de Recepção de Imagens de Satélite na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos” feita pelo meteorologista da Semarh, Overland Amaral, além de minicursos sobre a utilização do Atlas Digital dos Recursos Hídricos de Sergipe.

Fonte: Infonet.

Com uso de informações geográficas, Prefeitura de Juiz de Fora (MG) aperfeiçoa gestão pública

Imagem, líder no mercado de geotecnologia, foi a responsável pela implantação do projeto, que teve investimento de R$ 5,6 milhões

Juiz de Fora é um município do Estado de Minas Gerais com mais de 500.000 habitantes e território com área superior a 1.400 km2. Em termos de utilização da geotecnologia, a base cartográfica disponível no município de Juiz de Fora desde 1983 não estava integrada a uma plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o que consequentemente não permitia uma análise precisa dos dados nem a interatividade com os recursos da informática. No decorrer dos anos, à medida que a cidade cresceu, detectou-se a necessidade de se pensar no SIG como uma base cartográfica atualizada e única para uso de todas as unidades gestoras e autarquias do município. Buscou-se a concretização desse objetivo investindo recursos financeiros em tecnologias e recursos humanos, tendo em vista criar as condições para a visualização e a disponibilização computadorizada dos dados.

“Houve o consenso que era indispensável termos o mapeamento de Juiz de Fora a partir de uma base cartográfica atualizada e, principalmente, com a universalização do acesso às informações geográficas”, afirma André Zuchi, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora.

A estruturação do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), por parte da Secretaria de Planejamento, exigiu a implantação de uma plataforma robusta de informações georreferenciadas. Diante desse contexto, idealizou-se a execução de um projeto de geotecnologia capaz de armazenar, editar, integrar e fornecer informações precisas e compartilhadas entre diversos órgãos vinculados ao governo municipal. “Após realizar uma pesquisa de mercado, decidimos pela aquisição da plataforma ArcGIS, da Esri, por meio das soluções ArcGIS Desktop, ArcPad e ArcGIS Server”, explica Zuchi.

A solução ArcGIS Desktop permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar, armazenados em bancos de dados geográficos ou arquivos independentes, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; a solução ArcPad permite a coleta de dados geográficos de forma personalizada na área de interesse e a anexação de fotos tiradas por dispositivos móveis com recepção de sinal de GPS (tablets, smartphones e GPS de navegação ); e a solução ArcGIS Server permite o gerenciamento e o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

A partir de então, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora também definiu que o projeto teria início com desenvolvimento e apoio da Imagem, empresa líder no mercado de GIS do Brasil.

“Escolhemos a Imagem como fornecedora por ser uma empresa especializada em soluções de inteligência geográfica com vasta experiência no mercado e, principalmente, a única empresa que atendeu aos requisitos demandados para as ações técnicas e operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora. Outro fator predominante foi o status da Imagem de representante oficial e exclusiva no País da Esri”, detalha Zuchi, informando que a implementação foi realizada na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da SPDE.


O investimento total foi de R$ 5,6 milhões, sendo R$ 1 milhão investido em cursos técnicos, softwares e equipamentos e os demais R$ 4,6 milhões na aquisição de uma nova base cartográfica para o município.

“A Imagem apresentou como diferencial a consultoria prestada à Prefeitura de Juiz de Fora, ao disponibilizar a equipe de especialistas em GIS para promover a capacitação da equipe técnica do cliente”, diz Péricles Picanço Jr., coordenador de pré-vendas da Imagem.

Resultados
Após a implementação das soluções de geotecnologia por parte da Imagem, realizada em 2008, dentre outros benefícios, o mais relevante conquistado pela Prefeitura de Juiz de Fora foi o recobrimento espacial dos 989,953 km2 da área rural, que corresponde a 69% da área total e a 1,14% da população do município. “O projeto tem permitido qualificar em alto grau as decisões e torná-las eficientes, promovendo um ganho substantivo para a gestão pública”, destaca André Zuchi.

Essa caracterização é estratégica para a gestão pública ao proporcionar uma análise detalhada das potencialidades e fragilidades da área rural, contribuindo para a definição de ações voltadas aos setores de educação, saúde, transporte e promoção de atividades produtivas nesta região do município.

“Um exemplo prático é a localização dos pontos de embarque e desembarque dos 493 alunos de 14 escolas municipais, que utilizam o transporte escolar rural, disponibilizado pela Prefeitura de Juiz de Fora”, complementa o executivo, ressaltando que “consequentemente, houve otimização do serviço a partir da identificação de melhores rotas no transporte dos alunos”.


A plataforma ArcGIS foi também utilizada para gerar o mapeamento dos Territórios Socioassistenciais (TSs), para o Sistema de Vigilância Social a ser implantado no município. Também contribuiu diretamente para o reconhecimento de ações sociais apropriadas a diferentes segmentos da população e para a identificação de territórios ainda descobertos por iniciativas públicas.

Outros resultados proporcionados pela plataforma ArcGis
Acesso democratizado às informações geradas pelo mapeamento da cidade a partir da criação do Banco de Dados Multiusuário, que permite a publicização de dados e informações a serem visualizados por 150 gestores públicos, usuários simultâneos do sistema, otimizando seus processos de tomada de decisão;

Os aplicativos disponíveis no SIGJF-Web aperfeiçoam o modelo de gestão pública ao fornecer dados geográficos detalhados e temáticos que facilitam a tomada de decisões por parte dos órgãos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora.

Exemplos de aplicativos: Agenda JF (contém informações de caráter físico e ambiental do município); Defesa Civil (apresenta informações referentes à segurança da população frente aos possíveis desastres naturais ou decorrentes das ações humanas); Geral (apresenta informações de perímetro do município, perímetro urbano e denominação dos principais bairros); e IBGE (apresenta informações do município registradas nos Censos Demográficos de 2000 e 2010).

Sobre a Imagem
Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas, etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.


Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país. Para mais informações, acesse: www.img.com.br.

Fonte: SEGS.

China lança com sucesso “satélite de sensoriamento remoto”

O Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan informou que a China lançou para o espaço, às 12h06m de hoje (25), com sucesso, o Yaogan XVI, um satélite de sensoriamento remoto.

O satélite, lançado a partir do centro localizado na província de Gansu, no noroeste da China, foi efetuado através do foguete Longa Marcha-4C, e enviado para a órbita predeterminada.

O satélite foi projetado para usos diversos, incluindo experiências tecnológicas, levantamentos topográficos, estimativa da safra e prevenção e controle de desastres.

Portal Alagoas em Dados e Informações pode auxiliar sinalização e monitoramento do trânsito

Diretoria de Geoprocessamento da Seplande e técnicos do Detran se reuniram nesta quarta-feira (21)

Na manhã desta quarta-feira (21), a diretoria de Geoprocessamento da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) se reuniu com técnicos de Engenharia de Tráfego do Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran/AL).

No encontro, foi apresentado à equipe do Detran o Portal Alagoas em Dados e Informações, plataforma interativa para consulta de dados socioeconômicos do Estado de Alagoas. Após a explanação, os presentes discutiram a possibilidade da utilização de elementos contidos no Portal para auxílio no controle e na sinalização de trânsito.

O diretor de Geoprocessamento da Seplande, Robson Brandão, ressaltou a importância da parceria para o auxilio na sinalização e planejamento do trânsito. “As imagens do Portal, obtidas via satélite, serão capazes de facilitar a visualização e o mapeamento de locais onde houve ocorrências, como acidentes e, assim, os engenheiros de tráfego poderão dar a devida atenção aos locais”.

No mês de dezembro, outra reunião será realizada, onde técnicos do Detran receberão um treinamento, dado pela equipe de Geoprocessamento da Seplande, para visualização e uso das informações do Portal. A partir disso, será analisada a melhor forma de utilização dos dados, para dar continuidade ao processo.

Fonte: Primeira Edição.

Novo projeto da Adema garante monitoramento espacial de biomas em Sergipe

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) dá mais um expressivo passo em direção à preservação dos manguezais do Estado. Após desenvolver projeto que quantificou o ecossistema manguezal em Sergipe, a Adema fecha contrato com a Santiago e Cintra Consultoria para desenvolver um novo projeto: o do Banco de Dados Geoespacial. Com a iniciativa, o órgão ambiental irá acompanhar a evolução dos manguezais do Estado mediante utilização de modelagem computacional com uso de geoprocessamento em imagens.

Outro destaque dessa nova forma de observação ao ecossistema é quanto ao seu alcance. Além de monitorar os manguezais, com a utilização do geoprocessamento espacial, outros biomas, a exemplo da Caatinga, também serão quantificados. Esse cenário irá permitir o aperfeiçoamento da gestão nas atuações do órgão, tendo como suporte para esse finalidade o arquivamento de imagens para produção de informações ao Banco de Dados Geoespacial da Adema, conforme objetiva o projeto.

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes Silva, o contrato firmado com empresa irá proporcionar maior eficácia nas ações da área de meio ambiente no Estado.

“A implantação e execução do projeto desenvolvido pelos técnicos da Adema com suporte da empresa contratada, com vista na ampliação da capacidade gerencial e estratégica de ações em benefício dos manguezais e outros biomas do Estado, faz parte do planejamento ambiental do Estado. O Governo de Sergipe tem se preocupado em qualificar cada vez mais a gestão ambiental do Estado em função do Desenvolvimento Sustentável e da qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

Genival destaca ainda que “o projeto irá permitir maior proteção às Áreas de Preservação Permanentes, Unidades de Conservações, bem como outros vegetações do Estado. Por meio da visualização espacial dos biomas, registrada através de imagens de satélite e encaminhada ao Software elaborado para atender projeto da Adema. A agilidade no procedimento de licenças também é vantagem a ser destacada”, revela.

Além de fornecer serviços de imageamento e da solução de geoprocessamento, a empresa contratada irá prestar treinamentos a equipe da Adema e da Emgetis, grupo responsável pela execução do serviços e de fiscalização. Segundo a representante da Santiago e Cintra Consultoria, Iara Musse, os trabalhos e a metodologia desenvolvidos pela equipe da Adema para mapeamento e quantificação automática da vegetação do mangue de todo o Estado de Sergipe poderão contribuir significadamente para melhoria das atividades de monitoramento e gestão ambiental do Ecossistema.

“Os trabalhos e resultados de alta precisão gerados pela Adema, inclusive checados em campo, que utilizaram imagens Rapideye e processamento do Erdas poderão ser utilizadas posteriormente para o Cadastro Rural(CAR)”, apontou Musse.

Para o assessor de Planejamentos da Adema, Damião Melo, “a concretização do Projeto Banco de Dados Geoespacial eleva o órgão um novo patamar de qualidade técnica e operacional no licenciamento, por colocar a Adema na vanguarda tecnológica e operacional do uso de geoprocessamento da gestão ambiental.

O contrato entre a Adema e empresa que desenvolverá o softwear tem prazo de 12 meses para ser concretizado, correndo à partir desta segunda-feira, 19.

Fonte: Aqui Acontece.

Professor da FEUP inventa GPS para o interior de edifícios

A tecnologia ULF-MC promete revolucionar a navegação indoor Foto: DRDirk Elias, professor da FEUP e diretor do Fraunhofer Portugal, inventou uma aplicação de GPS para smartphone, capaz de ler os caminhos de um espaço interior.

Quem nunca quis ter o mesmo aparelho que o ator Michael Champion usa no filme “Total Recall” (Desafio Total), de 1990? Para quem nunca viu (pode ver aqui) ou não se lembra, a certa altura, Champion persegue Arnold Schwarzenegger dentro de uma estação de metro, recorrendo a um sistema de GPS que lê os caminhos interiores do edifício.

Pois bem, aquilo que Dirk Elias, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e diretor do Fraunhofer Portugal, apresentou no European Satellite Navigation Competition (ESNC), não anda longe disso. Na verdade, é teoricamente o mesmo.

O concurso desafiava os participantes a apresentarem novas ideias de negócio para a navegação por satélite. Dirk Elias propôs o “Seamless Navigation through Ultra Low Frequency Magnetic Field Communication” (ULF-MC) e arrecadou o Galileo Master 2012, ou seja, o primeiro prémio.

LOCUS
O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e a empresa Tomorrow Options também se associaram para desenvolver um software à base de ondas hertzianas e microeletrónica, que seja capaz de localizar pessoas isoladas em lugares sem acesso a navegação por satélite. O produto final que daqui resultar chamar-se-á LOCUS.

O ULF-MC é uma aplicação destinada a smartphones, que utiliza o sistema GPS, mas desta vez orientado para espaços interiores. Em declarações ao JPN, Dirk Elias refere que, além dos smartphones, que terão de ter a aplicação instalada, também os os espaços físicos terão de estar cobertos pela tecnologia usada, que funciona através de campos magnéticos e internet móvel.

“Atualmente estamos a fazer uma demonstração da tecnologia e a procurar parceiros comerciais que possam estar interessados em licenciá-la”, expressa Dirk Elias. Algo que não deverá demorar muito tempo, tendo em conta as soluções atrativas que a aplicação oferece. Melhorar os sistemas de segurança e evacuação de recintos fechados, como estádios desportivos ou aeroportos, ou até ajudar uma pessoa a encontrar uma saída alternativa no meio de um incêndio num centro comercial, são algumas delas.

No entanto, não é só na navegação indoor que o ULF-MC se destaca. A tecnologia está preparada para estender a navegação para túneis, para pessoas invisuais e com outras necessidades especiais, e ainda pode permitir, por exemplo, fazer pagamentos em máquinas ATM. Resta apenas esperar pela data do lançamento.

Fonte: Jornalismo Porto Net (Portugal).

Ministério autoriza compra de imagens de satélite para o Cadastro Ambiental Rural

A partir de dezembro deste ano, as imagens captadas por um satélite alemão contratado pelo governo brasileiro vão apontar a situação nos 5,2 milhões de imóveis rurais que existem no país. Com as informações, será possível identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade e acompanhar a recuperação da cobertura vegetal onde a lei exigir.

O georreferenciamento realizado a partir desse equipamento é uma exigência do novo Código Florestal brasileiro e serve como base para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Pela nova lei, todos os produtores terão que aderir ao CAR.

Com o contrato assinado pelo Ministério do Meio Ambiente, a empresa paulista Santiago e Cintra Consultoria – responsável pelo uso do satélite – terá que entregar, em dois meses, as imagens captadas ao longo de todo o ano de 2011. O acordo custou aos cofres do governo R$ 28,9 milhões.

“O cadastro nasce com o que tem de melhor em tecnologia, hoje, em termos de informação. Pela primeira vez, teremos um conjunto de imagens de todo o país, em alta resolução”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo ela, as imagens também serão disponibilizadas para os órgãos ambientais estaduais e municipais, que serão os responsáveis pela formulação do CAR em cada região. “Essa tecnologia vai aprimorar a gestão e fiscalização no país. É uma mudança bastante expressiva no dia a dia da gestão florestal”, avaliou.

Como a contratação do serviço prevê o compartilhamento das imagens com outros ministérios e órgãos do governo federal, o material captado também poderá ser usado para o Censo Agropecuário, previsão de safra agrícola, e para o acompanhamento de queimadas e desmatamento ilegal em unidades de conservação.

Cerca de 500 equipamentos, conhecidos como plataforma de coleta de dados, serão distribuídos para técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) e do Instituto Chico Mendes (ICMBio). O equipamento funciona como um celular capaz de carregar as imagens captadas pelo satélite, apontando detalhes para facilitar a chegada dos fiscais às áreas afetadas.

Segundo o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, o problema de regularização fundiária na Amazônia é um dos dificultadores do processo de fiscalização da derrubada ilegal de árvores. Com as imagens e a consolidação dos dados no CAR, Cabral acredita que será possível identificar quem é o proprietário da área, além de “acelerar e dar mais confiabilidade ao processo de fiscalização, que é uma ação decorrente do cadastro”.

A empresa contratada também terá que repassar a metodologia de análise dos dados para os estados e municípios e os outros órgãos federais. A intenção do governo é criar uma base uniforme, já que hoje as diferentes metodologias e tipos de imagens utilizados, muitas vezes, resultam em dados controversos sobre uma mesma avaliação, como a de áreas desmatadas no país.

De acordo com Iara Musse, diretora da empresa contratada, existe uma dificuldade comum em órgãos estaduais de meio ambiente de todas as regiões do país. “A dificuldade é tanto do ponto de vista da disponibilidade de especialistas e técnicos para analisar o cadastro, que é um desafio pelo volume de dados, quanto da falta de disponibilidade de uma informação segura”, explicou.

Iara Musse garantiu que os técnicos estaduais vão receber toda a especificação de como analisar as imagens que serão disponibilizadas. Segundo ela, a tecnologia usada para captação das imagens é a mais atualizada entre todas as disponíveis atualmente. Com a resolução de 1 metro para 5 metros, Iara Musse explica que é possível captar detalhes com mais precisão do que o próprio Código Florestal exige, chegando a identificar áreas de até 0,5 hectare.

Uma equipe do Ministério do Meio Ambiente também está levantando dados de outros satélites já utilizados para monitorar o desmatamento, por exemplo, desde 2007, que vão complementar, com as novas imagens, o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). De acordo com a ministra, um acordo com o Exército Brasileiro vai possibilitar a recuperação de imagens da cobertura vegetal do país na década de 1960.

Fonte: Agência Brasil.

IPÊ utiliza informações geográficas em programa para conservação da Anta Brasileira na Mata Atlântica e Pantanal

Projeto para geração de mapas com resultados de pesquisas de ecologia espacial da Anta Brasileira foi desenvolvido com apoio da Imagem, líder no mercado de Informações Geográficas.

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) está utilizando a tecnologia de informações geográficas (Geographic Information Systems) para disponibilizar dois portais de mapas focados em resultados de pesquisa de campo da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB). Por meio dos portais, os internautas têm acesso livre e gratuito à informações detalhadas sobre a ecologia espacial (área total de uso, áreas de maior intensidade de uso e outros parâmetros) de cada anta monitorada pela INCAB na Mata Atlântica e Pantanal brasileiros.

“Ao disponibilizar resultados provenientes de nossas pesquisas de campo, buscamos compartilhar essas informações com outros pesquisadores que trabalham com a Anta Brasileira, além de organizações governamentais e não-governamentais, bem como quaisquer pessoas que tenham interesse em conhecer nossos resultados, utilizando-os para o benefício da conservação dessa espécie no Brasil e no mundo”, afirma Patrícia Medici, Coordenadora de Pesquisas do INCAB-IPÊ. Patrícia ressalta ainda o pioneirismo do IPÊ, explicando que esta é a primeira iniciativa brasileira para divulgação de informações de pesquisa de campo, com acesso gratuito, por meio da tecnologia de informações geográficas.

A INCAB destaca-se, ainda, pela obtenção e compartilhamento de dados relativos à demografia, genética e saúde da Anta Brasileira, os quais contribuem para o desenvolvimento de estratégias para a conservação da espécie nos biomas brasileiros onde ocorre, incluindo Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

Nessa ação, o IPÊ contou com apoio da Imagem, líder no mercado latino-americano de geotecnologia e responsável pela implantação do ArcGIS Online (solução para gerenciamento de conteúdo colaborativo para mapas, aplicativos, dados e outras informações geográficas).

“A solução ArcGIS Online é de propriedade da Esri, empresa líder no mercado mundial de informações geográficas. Como a Imagem é representante oficial e exclusiva da Esri no Brasil, ela proveu todo o conhecimento técnico que o IPÊ necessitava para desenvolver o escopo dos portais e colocá-los no ar”, diz Rafael Ruas, instrutor da Academia GIS Imagem, responsável pela implantação do projeto no IPÊ.

Imagem-Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas,etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.

Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país[www.img.com.br].

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização não governamental brasileira que trabalha pela conservação da biodiversidade do País, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, possui título de Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e tem sua sede em Nazaré Paulista (São Paulo). O Instituto conta com uma equipe de mais de 80 profissionais trabalhando em cerca de 40 projetos espalhados pelo Brasil. Nos locais onde atua, a organização tem adotado o modelo IPÊ de Conservação, um modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de habitats, envolvimento comunitário e desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas. Uma das preocupações do IPÊ é a transferência do conhecimento adquirido em suas pesquisas. Como parte desse processo, a instituição conta com o Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC), que realiza cursos de atualização, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS) com Mestrado Profissional (parceria com o Instituto Arapyaú) e o MBA em Negócios Socioambientais (parceria com Artemisa e apoio do CEATS/USP) [www.ipe.org.br].

Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB)-A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira do IPÊ, coordenada pela pesquisadora Patrícia Medici, é um esforço conservacionista em nível nacional que visa estabelecer programas de pesquisa e conservação da anta nos biomas brasileiros onde ela ocorre. A INCAB teve seu início através do Programa Anta Mata Atlântica conduzido no Parque Estadual Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema, São Paulo, entre 1996-2008. Em 2008, houve uma expansão das pesquisas com o estabelecimento do Programa Anta Pantanal. No futuro próximo, a INCAB será estabelecida nos biomas Cerrado e Amazônia. Através destes projetos de pesquisa são coletados dados de ecologia, demografia, genética e epidemiologia das populações de Anta Brasileira em cada um dos biomas e Planos de Ação Regionais para a conservação da espécie são desenvolvidos e implementados subsequentemente [www.tapirconservation.org.br].

Fonte: Fator Brasil.

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