Publicação retrata socioeconomia alagoana em mapas

A Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) lançou, nesta quarta-feira (26), o Alagoas em Mapas. A publicação traz um conjunto de mapas sobre o Estado e seus municípios, abordando diversos aspectos como demografia, caracterização territorial, indicadores socioeconômicos e infraestrutura. Elaborada pela diretoria de Geoprocessamento da Seplande, a publicação, inédita no Estado, conta com 146 mapas e dez imagens anáglifas para visualização em 3D.

Para a formatação dos mapas, foram captados dados de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eletrobras Distribuição Alagoas, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto do Meio Ambiente (IMA). O Alagoas em Mapas será distribuído em escolas das redes municipal e estadual, universidades e para representantes do executivo e legislativo do Estado e dos 102 municípios, como instrumento para nortear a criação de políticas públicas.

“Essas informações são capazes de subsidiar estudos da situação socioeconômica de Alagoas. Além da criação de políticas públicas, os dados podem servir para os gestores avaliarem e monitorarem programas, projetos e ações. O Alagoas em Mapas traz a realidade do Estado de maneira inovadora, nunca contamos com uma publicação com esse volume de informações”, declarou o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, que enfatizou o trabalho de todos os técnicos envolvidos em um processo que teve duração de dez meses.

O Alagoas em Mapas está dividido em seis áreas, que trazem desde aspectos dos setores estruturais, como abastecimento de água e energia, até mapas sobre a produção agrícola, industrial e do comércio em Alagoas.

De acordo com o diretor de Geoprocessamento da Seplande, Robson Brandão, a publicação conta com as informações mais atualizadas de alguns índices como o número de matrículas no ensino fundamental em Alagoas; o total e a distribuição de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas no Estado; a frota de veículos nos municípios; o total da população urbana e a taxa da mortalidade infantil.

Metodologia
O diretor ainda fala que as tecnologias utilizadas na estruturação do banco de dados geográficos foram baseadas em softwares livres. Para elaboração dos mapas, foi utilizado como principal sistema de informações geográficas o TerraView versão 4.2.1, desenvolvido pelo Departamento de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (DPI/INDPE).

Novo Mapa
Outra novidade da diretoria de Geoprocessamento é a atualização do mapa político-administrativo de Alagoas. O material conta com as informações mais recentes sobre as principais rodovias federais e estaduais que cortam o Estado; limites intermunicipais; população; municípios com destinação turística e cidades com ocorrência de assentamentos rurais e de etnias indígenas

A partir do mês de janeiro, o Alagoas em Mapas e o novo mapa político-administrativo do Estado estarão disponíveis para visualização através do site informacao.al.gov.br.

Fonte: Alagoas 24 Horas.

Georreferência apoia gestão de cidades

Informações geográficas associadas a bancos de dados subsidiam gestores públicos na tomada de decisões para gerenciamento de imóveis, obras e serviços
Obras em Minas Gerais fiscalizadas por informações georreferenciadas do GeoObras
Órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal têm começado a fazer uso de informações georreferenciadas. O motor por trás dessa movimentação é o avanço das tecnologias envolvidas, com destaque para as técnicas de mapeamento e os sistemas capazes de lidar com a explosão de dados (big data), um fenômeno que caracteriza a atual era da informação.

Comportando inúmeras definições, o georreferenciamento pode ser entendido como técnica que atribui a um determinado mapa ou planta um sistema de coordenadas, que é ligado a um referencial. “Isso possibilita a extração de posições e medidas dos elementos existentes nas plantas e mapas”, diz o especialista Luis Antonio de Lima, que faz mestrado em georreferenciamento direto de imagens aéreas e comanda a diretoria técnica da Fototerra.

O conceito também pode ser definido como uma área do conhecimento que, por meio de grande número de tecnologias, fornece coordenada que aponta, no globo terrestre, localização, pontos de referência e elementos próximos, entre outras informações.

O coração do georreferenciamento é a tecnologia Global Navigation Satellite Systems – GPS ou GNSS. De acordo com Lima, hoje não se pode falar em georreferenciamento sem a utilização desses sistemas GNSS, que são classificados como de navegação em terra ou mar e geodésicos.

Os GNSS de navegação têm, em geral, baixa precisão de posicionamento e baixo custo. Já os geodésicos são mais dispendiosos, atingem precisões na casa do centímetro e podem valer-se de outras tecnologias, como aparelhos que medem distâncias e ângulos, possibilitando a criação de sistema de referência dos elementos levantados.

O geoprocessamento abrange diversas tecnologias de análise, coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Entre essas tecnologias, destacam-se sensoriamento remoto, digitalização de dados, automação de tarefas cartográficas, Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (SIGs).

Especialistas, entre eles Lima, acreditam que, com as tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, os maiores desafios em projetos da natureza são os seus custos de aquisição e a escassez de capital humano qualificado. O cálculo do custo dos projetos é difícil porque leva em conta fatores múltiplos, como grau de precisão, nível de detalhamento e tamanho do projeto, mas em um ponto a opinião dos entrevistados converge: são projetos caros.

Benefícios para a gestão pública
No setor público, os exemplos de benefícios trazidos pelo georreferenciamento tecnológico são incontáveis. A começar pela sofisticação do cadastro técnico multifinalitário, utilizado por prefeituras para gerenciar imóveis existentes e futuras implantações imobiliárias. Na evolução dessa ferramenta, todas as informações oriundas de mapas ou cartas analógicas passaram a ser manipuladas por SIGs, cujas informações são georreferenciadas e ligadas a um banco de dados.

Isso significa, conforme explica Lima, que os elementos que compõem a estrutura de uma cidade, seja em sua parte urbana, seja em sua parte rural, hoje estão registrados por meio de sistema que contém uma componente geométrica (como um desenho de um lote ou quadra) e outra componente alfanumérica (nome do proprietário e área do lote, por exemplo).

Outros exemplos de aplicações de SIG cobrem as mais diversas áreas de atuação pública, com maior ou menor complexidade, dependendo do escopo e tamanho do investimento. Destacam-se a definição de imóveis que não cumprem sua função social, identificação de locais que possuem alto índice de imóveis subutilizados, cruzamento de dados espaciais com dados socioeconômicos para orientação de políticas públicas, definição dos melhores locais para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários (postos de saúde, creches, hospitais, escolas, aterros sanitários, aeroportos, pontes etc.) e dados para análise ambiental, possibilitando o controle de áreas desmatadas, entre várias outras.

A escolha da técnica de georreferenciamento está relacionada com o nível de precisão buscado no projeto. Por exemplo, o cadastro urbano – em que são computados valores de impostos com base no tamanho do lote, na área construída e nas benfeitorias locais – não admite erros de precisão acima do metro, sob pena de gerar prejuízo financeiro tanto para o proprietário, quanto para o órgão arrecadador. Já um sistema em tempo real de controle de transporte público pode comportar uma maior margem de erro, segundo Lima.

Uma das técnicas mais utilizadas nesses projetos é o aerolevantamento, que consiste na execução de voo com câmera aérea fotogramétrica. As imagens são posteriormente georreferenciadas por meio de GNSS, gerando as cartas e os mapas georreferenciados. O uso de SIGs para ligar as informações gráficas a informações alfanuméricas contidas em bancos de dados específicos permite a criação de mapas temáticos, que são utilizados para a tomada de decisão de setores públicos específicos.

Informações georreferenciadas da cidade de Porto Alegre permitem geração de mapas com informações específicas por região, como domicílios com esgotamento sanitário adequado e números de estabelecimentos de saúde Porto Alegre
Um caso de uso adiantado do geoprocessamento em prol do município é o de Porto Alegre. A atividade ganhou impulso na capital gaúcha a partir de 2005, na esteira dos investimentos da prefeitura em infraestrutura de rede e capacidade computacional.

Éberli Riella, gerente de tecnologia e serviços da Procempa, empresa de TI da cidade de Porto Alegre, informa que todo o espaço geográfico da cidade já está espacializado e com todos os seus elementos aptos a serem geridos. “Fizemos um voo aéreo fotogramétrico e as imagens foram acopladas aos mapas das diversas regiões, de forma que qualquer elemento novo, seja casa, obra ou rua pode ser facilmente identificado pelo gestor”, diz ele, acrescentando que, “atualmente, todas as áreas da administração municipal alimentam o banco de dados e se alimentam dele, gerando mapas temáticos customizáveis, acessíveis por meio de portal nos moldes do Google Maps”.

Riella diz que a infraestrutura que permite as aplicações avançadas de georreferenciamento no dia a dia da administração municipal inclui datacenter próprio, que centraliza servidores e bancos de Oracle e armazenam grande volume de informações. Ali, elas são processadas e distribuídas para os cerca de 400 prédios públicos da cidade, interligados por 800 km de fibras ópticas e tecnologia sem fio. O órgão mantém uma equipe de dez especialistas dedicados ao georreferenciamento, além de dezenas de outros profissionais que alimentam o banco de dados a partir dos sistemas integrados dos órgãos e das secretarias.

O arsenal tecnológico da Procempa na área de georreferenciamento inclui mix de softwares proprietários e de código aberto. “Criamos uma área específica para supervisão de geomática, para incorporar ao datacenter todas as tecnologias de cartografia, devolvendo aos usuários dados em forma de relatórios especializados e mapas temáticos”, diz o gestor. Ele assegura que qualquer gestor público com qualificação mediana pode acessar um mapa temático e ter facilitadas suas tomadas de decisão.

Para ilustrar as facilidades trazidas pela tecnologia, o executivo informa que hoje um funcionário da Prefeitura de Porto Alegre encarregado de abrir um cano de água enterrado sabe exatamente sua localização e profundidade. “Porque o departamento responsável pela captação e distribuição de água está com suas atividades 100% geoprocessadas, o que significa que o sistema enxerga toda a canalização subterrânea com base em sua posição geoespacial”, diz.

Riella não precisa o valor que a Prefeitura de Porto Alegre já despendeu para atingir o estágio atual em termos de georreferenciamento, mas adianta que se trata de investimento grande e complexo. “Nem sempre é compatível com o orçamento e com a capacitação dos recursos humanos de pequenos municípios”, diz.

Uma alternativa para orçamentos menores, em sua avaliação, seria a formação de consórcios entre municípios pequenos para montar e compartilhar datacenter e serviços. “Outra tendência é contratar serviços por meio da computação em nuvem, em lugar de gastar com pessoal capacitado e infraestrutura”, diz o executivo.

GeoObras
Um exemplo de compartilhamento de recursos de georreferenciamento que beneficia municípios de qualquer porte é o GeoObras, um SIG que permite controle externo de obras e serviços de engenharia executados por Estados e municípios. O instrumento foi criado pelo Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), mas já está sendo utilizado por diversos Estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.

A ferramenta do TCE-MT permite inserção, em banco de dados, de fotografias convencionais georreferenciadas, imagens de satélite e dados físico-financeiros oriundos de documentos de licitação, contratação e execução da obra, entre outros. Quem alimenta o sistema são os próprios órgãos municipais e estaduais (jurisdicionados) responsáveis pelas obras. Por meio de um módulo de acesso específico, eles enviam pela internet informações e documentos relacionados com todas as etapas das obras e dos serviços de engenharia.

Os dados requeridos pelo GeoObras incluem descrição e localização de pontos georreferenciados (definidos por coordenadas geográficas). Em obras grandes e lineares ou que ocupem grandes áreas, como, por exemplo, linhas de transmissão, redes de abastecimento, rodovias, barragens e campos de irrigação, o usuário insere pontos que permitam definir o contorno ou o caminhamento da obra e também pontos de interesse, como início de trechos, estacas, locação de unidades ou equipamentos especiais, áreas diferenciadas, pontos críticos etc.

No TCE-MG, onde o GeoObras está em fase de implementação, o coordenador do setor de fiscalização de obras e serviços de engenharia do órgão, Luiz Henrique Starling, destaca como diferencial do sistema o fato de que, embora tenha função principal de facilitar as auditorias do TCE, ele também incrementa a gestão das secretarias municipais, não importa o tamanho da cidade, uma vez que os jurisdicionados do TCE (todos os órgãos municipais e estaduais sob jurisdição do Tribunal) têm módulo próprio para acesso via web (assim como todos os órgãos públicos de controle que são parceiros do TCE e os cidadãos).

“A população tem acesso às obras e pode, inclusive, fazer comentários e enviar imagens e denúncias caso identifique no sistema informações que não batem com a obra que ele vigia em seu município”, diz o especialista.

A implementação do GeoObras conta com a parceria com o Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) e o Governo Estadual ajuda a alimentar o banco de dados com aquisição de imagens via satélite e fotos tiradas por fiscais nos canteiros de obras.

Em Minas Gerais, o GeoObras ainda está em fase de teste em 66 municípios e duas empresas estatais, mas Starling já vislumbra todo o seu potencial. “Numa obra de infraestrutura em uma estrada, é possível, dependendo da resolução de imagens, fazer medidas e inferências, comparar detalhes com informações prestadas pelo jurisdicionado ou mesmo confirmar se uma obra remota de fato existe”, ilustra.

A expectativa dos idealizadores do GeoObras é que o aprimoramento constante do sistema permita atualizações em um ritmo tal que o acompanhamento detalhado das obras ocorra em tempo real. A tecnologia já oferece capacidade para tanto, eles dizem, mas o avanço depende de investimentos.

Secretarias de obras
No site do TCE, é possível encontrar imagens (fotos e satélite) de obras em andamento. Basta indicar o município e o órgão responsável, e escolher em imagens para localização. No detalhe, foto satélite da ampliação e reforma do terminal de passageiros do Aeroporto municipal de Sinop, no Mato GrossoNa percepção do gerente de marketing e produto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Carlos Alberto Previdelli, o georreferenciamento no setor público ainda se restringe a áreas específicas e carece de integração de sistemas e de informações. Mas ele enxerga a forte expansão da tecnologia no setor, sobretudo o seu uso associado com fotos de satélite para acompanhamento de grandes obras, como usinas e estádios. “Todo o rodoanel de São Paulo foi acompanhado por tecnologia geoespacial”, lembra o executivo do CPqD, empresa que tem o seu sistema modular GeoMunicipal implantado em cidades como as paulistas Campinas e Osasco, entre outras.

Segundo Previdelli, por meio de módulo específico para secretarias de obras, a inserção de informações e imagens de satélite de tempos em tempos permite acompanhamento macro da obra. “O software não se destina a acompanhamento passo a passo da engenharia, mas oferece cronograma para acompanhamento macro da obra, com informações visíveis a todas as demais áreas”, explica.

O executivo admite que montar um sistema integrado é um desafio complexo, porque requer conhecimento de toda a logística de uma prefeitura, além de leis, normas etc. “Não são projetos que envolvem apenas software, mas também digitalização e reaproveitamento de dados, montagem de processos e integração com outros sistemas, entre vários outros esforços”, diz Previdelli.

Mapa detalhado de Campinas com dados vetoriais e imagem de satéliteDependendo do caso, ele salienta, é preciso fazer todo o trabalho de coleta de informações nas várias áreas, contratar parceiros e fazer novos voos sobre a cidade para levantar informações atualizadas e montar mapa de referência. “É um processo pesado”, diz o executivo, acrescentando que o custo final depende de muitas variáveis, entre as quais, o número de funcionários que usarão a solução.

No caso de prefeituras com menos recursos, ele acredita que o primeiro passo deve ser definir as áreas mais importantes e que precisam de retorno rápido. “O administrador pode estruturar e converter dados que já existem, complementando-os com informações que faltam, ou partir para técnicas de coleta de dados de imagem de satélite, caso queira atingir um nível de precisão maior”, diz.

Fonte: Infraestrutura Urbana.

Emater apresenta tecnologia para cadastramento ambiental de propriedades rurais

A Empresa de Assistência Técnica Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) apresenta o programa de Sistema de Informações Geográficas e Ambientais (SIGA- Emater). A inovação tecnológica vai garantir maior agilidade ao processo de elaboração do Cadastramento Ambiental Rural (CAR), que está sendo realizado nos onze municípios do entorno da Hidrelétrica de Belo Monte. A tecnologia será apresentada durante o I Workshop Sobre Cadastro Ambiental Rural na Região da Cidadania do Xingu, que acontece no município de Altamira, das 9h às 18h. A ação é desenvolvida pelo Núcleo de Geotecnologia, Diagnóstico e Rastreabilidade (NGDR) da Emater.

O sistema que será aplicado nesse primeiro momento na região do Xingu, que é prioritária nas ações de regularização ambiental das propriedades de agricultores familiares conta com as parcerias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Programa Municípios Verdes. Até 2013 a Emater, deve realizar 19.643 CAR em propriedades rurais com até quatro módulos fiscais. O processo que é feito gratuitamente acontece por meio de um convênio com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O SIGA, que está em fase de testes, deve ser ajustado de acordo com as necessidades junto à Sema.

Com o SIGA, a equipe técnica em campo vai conseguir acumular informações das propriedades rurais visitadas em um banco de dados, que permite ser trabalhado com o sistema off line nos municípios que apresentam dificuldades de acesso à internet. As informações que serão geradas já obedecem as novas regras do Código Florestal Brasileiro. Os dados serão inseridos no Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (Sinlam).

Iniciado no último mês de março, as ações do CAR na região do Xingu precisam ser readequadas devido o momento que vive a região, para tanto um plano de ações será traçado. Os critérios e a forma de execução das atividades obedecerão a Matriz de Processos e Resultados (MPR), que será desenvolvido de forma participativa com os técnicos da Emater nos municípios envolvidos. A elaboração do CAR também ajuda a combater o desmatamento nas propriedades rurais. “O sistema também vai permitir acompanhar, identificar e quantificar a produção dos técnicos em campo”, disse Jamerson Vianna, geógrafo da Emater.

Fonte: Agência Pará de Notícias.

Campus Vitória (ES) recebe o GIS Day

O campus Vitória do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes sediou, na última sexta- feira (23), atividades do GIS Day, evento que é uma iniciativa da National Geographic Society. O Gis Day é realizado mundialmente e tem o objetivo de destacar a importância da Geografia para a sociedade, promovendo o aprofundamento desta disciplina nas escolas, nas comunidades e nas organizações.

Durante a manhã, foram realizadas palestras para alunos e para a comunidade. A palestra “Conectados ao mundo pela Geografia” foi apresentada por Humberto Fligliuolo e buscou mostrar as principais tendências do Sistema de Informações Geográficas – GIS e as possibilidades do mercado de trabalho de geotecnologia no Brasil.

Já Gabriela Ippoliti ministrou a palestra “O diferencial do “G”: GIS, Geotecnologia, Geoprocessamento e o mercado de trabalho”, que apresentou diferenciais para inserção dos futuros profissionais no mercado de trabalho. Em seguida, Pablo Lira falou sobre “Geotecnologias no campo da segurança pública brasileira”.

À tarde, as atividades foram voltadas para gestores e demais profissionais da área. Lúcio Graça apresentou a palestra “ GIS como plataforma para IDE”; Humberto Fligliuolo abordou os “Geoindicadores na gestão pública”; e Marcilene Favarato falou sobre o “Novo Geoweb Vitória”, em uma palestra que explicou que 80% das funções de uma prefeitura utilizam informações de geoprocessamento.

A última apresentação do dia seguiu com o Leandro Feitoza, Hideko Nagatani e Wagner de Oliveira, com a palestra “ Rede Colaborativa de bases geoespaciais do Espírito Santo – Geobases.”

A programação do evento contou também com workshops apresentados por alunos do curso de Geoprocessamento. O trabalho Geoweb tem o objetivo de democratizar as informações da geografia do estado, buscando escolas, igrejas, comércios etc. cadastrados na prefeitura da cidade. O Geoweb foi desenvolvido pela professora do campus, Claudinete Vicente, e apresentado pelas alunas Micaela Candce, Rayane Gama Botero, Mirella Mille e Daiane Henriques.

O segundo projeto foi o Arcgis, que tem como principal meta a espacialização de informações, e pode ser usado por empresas e pessoas fisícas. O trabalho foi apresentado por Michely Alves, Jessica Costa e Ramon Bugeli.

Fonte: Ifes.

Com uso de informações geográficas, Prefeitura de Juiz de Fora (MG) aperfeiçoa gestão pública

Imagem, líder no mercado de geotecnologia, foi a responsável pela implantação do projeto, que teve investimento de R$ 5,6 milhões

Juiz de Fora é um município do Estado de Minas Gerais com mais de 500.000 habitantes e território com área superior a 1.400 km2. Em termos de utilização da geotecnologia, a base cartográfica disponível no município de Juiz de Fora desde 1983 não estava integrada a uma plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o que consequentemente não permitia uma análise precisa dos dados nem a interatividade com os recursos da informática. No decorrer dos anos, à medida que a cidade cresceu, detectou-se a necessidade de se pensar no SIG como uma base cartográfica atualizada e única para uso de todas as unidades gestoras e autarquias do município. Buscou-se a concretização desse objetivo investindo recursos financeiros em tecnologias e recursos humanos, tendo em vista criar as condições para a visualização e a disponibilização computadorizada dos dados.

“Houve o consenso que era indispensável termos o mapeamento de Juiz de Fora a partir de uma base cartográfica atualizada e, principalmente, com a universalização do acesso às informações geográficas”, afirma André Zuchi, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora.

A estruturação do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), por parte da Secretaria de Planejamento, exigiu a implantação de uma plataforma robusta de informações georreferenciadas. Diante desse contexto, idealizou-se a execução de um projeto de geotecnologia capaz de armazenar, editar, integrar e fornecer informações precisas e compartilhadas entre diversos órgãos vinculados ao governo municipal. “Após realizar uma pesquisa de mercado, decidimos pela aquisição da plataforma ArcGIS, da Esri, por meio das soluções ArcGIS Desktop, ArcPad e ArcGIS Server”, explica Zuchi.

A solução ArcGIS Desktop permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar, armazenados em bancos de dados geográficos ou arquivos independentes, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; a solução ArcPad permite a coleta de dados geográficos de forma personalizada na área de interesse e a anexação de fotos tiradas por dispositivos móveis com recepção de sinal de GPS (tablets, smartphones e GPS de navegação ); e a solução ArcGIS Server permite o gerenciamento e o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

A partir de então, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora também definiu que o projeto teria início com desenvolvimento e apoio da Imagem, empresa líder no mercado de GIS do Brasil.

“Escolhemos a Imagem como fornecedora por ser uma empresa especializada em soluções de inteligência geográfica com vasta experiência no mercado e, principalmente, a única empresa que atendeu aos requisitos demandados para as ações técnicas e operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora. Outro fator predominante foi o status da Imagem de representante oficial e exclusiva no País da Esri”, detalha Zuchi, informando que a implementação foi realizada na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da SPDE.


O investimento total foi de R$ 5,6 milhões, sendo R$ 1 milhão investido em cursos técnicos, softwares e equipamentos e os demais R$ 4,6 milhões na aquisição de uma nova base cartográfica para o município.

“A Imagem apresentou como diferencial a consultoria prestada à Prefeitura de Juiz de Fora, ao disponibilizar a equipe de especialistas em GIS para promover a capacitação da equipe técnica do cliente”, diz Péricles Picanço Jr., coordenador de pré-vendas da Imagem.

Resultados
Após a implementação das soluções de geotecnologia por parte da Imagem, realizada em 2008, dentre outros benefícios, o mais relevante conquistado pela Prefeitura de Juiz de Fora foi o recobrimento espacial dos 989,953 km2 da área rural, que corresponde a 69% da área total e a 1,14% da população do município. “O projeto tem permitido qualificar em alto grau as decisões e torná-las eficientes, promovendo um ganho substantivo para a gestão pública”, destaca André Zuchi.

Essa caracterização é estratégica para a gestão pública ao proporcionar uma análise detalhada das potencialidades e fragilidades da área rural, contribuindo para a definição de ações voltadas aos setores de educação, saúde, transporte e promoção de atividades produtivas nesta região do município.

“Um exemplo prático é a localização dos pontos de embarque e desembarque dos 493 alunos de 14 escolas municipais, que utilizam o transporte escolar rural, disponibilizado pela Prefeitura de Juiz de Fora”, complementa o executivo, ressaltando que “consequentemente, houve otimização do serviço a partir da identificação de melhores rotas no transporte dos alunos”.


A plataforma ArcGIS foi também utilizada para gerar o mapeamento dos Territórios Socioassistenciais (TSs), para o Sistema de Vigilância Social a ser implantado no município. Também contribuiu diretamente para o reconhecimento de ações sociais apropriadas a diferentes segmentos da população e para a identificação de territórios ainda descobertos por iniciativas públicas.

Outros resultados proporcionados pela plataforma ArcGis
Acesso democratizado às informações geradas pelo mapeamento da cidade a partir da criação do Banco de Dados Multiusuário, que permite a publicização de dados e informações a serem visualizados por 150 gestores públicos, usuários simultâneos do sistema, otimizando seus processos de tomada de decisão;

Os aplicativos disponíveis no SIGJF-Web aperfeiçoam o modelo de gestão pública ao fornecer dados geográficos detalhados e temáticos que facilitam a tomada de decisões por parte dos órgãos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora.

Exemplos de aplicativos: Agenda JF (contém informações de caráter físico e ambiental do município); Defesa Civil (apresenta informações referentes à segurança da população frente aos possíveis desastres naturais ou decorrentes das ações humanas); Geral (apresenta informações de perímetro do município, perímetro urbano e denominação dos principais bairros); e IBGE (apresenta informações do município registradas nos Censos Demográficos de 2000 e 2010).

Sobre a Imagem
Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas, etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.


Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país. Para mais informações, acesse: www.img.com.br.

Fonte: SEGS.

Fibria apresenta pesquisa em geotecnologia

A área de Cadastro e Geoprocessamento da Fibria, em parceria com a área de Meio Ambiente Florestal, vem aperfeiçoando seus estudos e pesquisas em monitoramento de suas áreas. Prova disso é o artigo sobre o Monitoramento multitemporal em áreas de conservação – Estudo de Caso: Projeto Major Vicente, apresentado no 4° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal – GeoPantanal, no final de outubro em Bonito/MS.

O objetivo do congresso foi promover o encontro de profissionais das comunidades acadêmico-científicas e de estudantes interessados no uso de geotecnologias para estudos no Pantanal, incluindo-se a regiões do entorno delimitadas pela bacia do alto rio Paraguai.

O evento também abriu a oportunidade para trabalhos de desenvolvimento metodológico que, de alguma forma, possam ser aplicados ao Pantanal. Neste âmbito, a Fibria colaborou com o artigo em painel, exemplificando como é realizado o monitoramento de suas áreas de conservação, incluindo Áreas de Preservação Permanente – APPs e Reservas Legais – RLs. O artigo foi elaborado por Dennis Bernardi, Renato Cipriano Rocha e Fabio Henrique de Almeida, todos da Fibria, sendo apresentado pelo último, que é analista de Sistemas de Informações Geográficas em Três Lagoas.

Para o analista, o congresso foi uma oportunidade de divulgar e discutir informações entre os níveis de conhecimento prático e de pesquisa básica, visando a sustentabilidade. “A aproximação de empresas privadas, como a Fibria, no meio acadêmico-científico proporciona a oportunidade de absorção de novas geotecnologias para nosso negócio e vem reafirmar que estamos no caminho correto no monitoramento de nossas áreas”, disse Fabio.

O palestrante doutor Edson Luís Piroli (UNESP) destacou em sua apresentação a importância das imagens de alta resolução espacial para o mapeamento da dinâmica do uso da terra e enfatizou que a tendência do Governo é direcionar-se ao uso de tais imagens para gestão de recursos em geral. “Como Fibria, isso nos deixa bastante satisfeitos, pois estamos em constante melhorias no que diz respeito a imagens de alta resolução e suas aplicações”, completou Fabio.

Fonte: Hoje MS.

Fibria apresenta pesquisa em geotecnologia para monitoramento de áreas de conservação

A área de Cadastro e Geoprocessamento da Fibria, em parceria com a área de Meio Ambiente Florestal, vem aperfeiçoando seus estudos e pesquisas em monitoramento de suas áreas. Prova disso é o artigo sobre o Monitoramento multitemporal em áreas de conservação – Estudo de Caso: Projeto Major Vicente, apresentado no 4° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal – GeoPantanal, no final de outubro em Bonito/MS.

O objetivo do congresso foi promover o encontro de profissionais das comunidades acadêmico-científicas e de estudantes interessados no uso de geotecnologias para estudos no Pantanal, incluindo-se a regiões do entorno delimitadas pela bacia do alto rio Paraguai.

O evento também abriu a oportunidade para trabalhos de desenvolvimento metodológico que, de alguma forma, possam ser aplicados ao Pantanal. Neste âmbito, a Fibria colaborou com o artigo em painel, exemplificando como é realizado o monitoramento de suas áreas de conservação, incluindo Áreas de Preservação Permanente – APPs e Reservas Legais – RLs. O artigo foi elaborado por Dennis Bernardi, Renato Cipriano Rocha e Fabio Henrique de Almeida, todos da Fibria, sendo apresentado pelo último, que é analista de Sistemas de Informações Geográficas em Três Lagoas.

Para o analista, o congresso foi uma oportunidade de divulgar e discutir informações entre os níveis de conhecimento prático e de pesquisa básica, visando a sustentabilidade. “A aproximação de empresas privadas, como a Fibria, no meio acadêmico-científico proporciona a oportunidade de absorção de novas geotecnologias para nosso negócio e vem reafirmar que estamos no caminho correto no monitoramento de nossas áreas”, disse Fabio.

O palestrante doutor Edson Luís Piroli (UNESP) destacou em sua apresentação a importância das imagens de alta resolução espacial para o mapeamento da dinâmica do uso da terra e enfatizou que a tendência do Governo é direcionar-se ao uso de tais imagens para gestão de recursos em geral. “Como Fibria, isso nos deixa bastante satisfeitos, pois estamos em constante melhorias no que diz respeito a imagens de alta resolução e suas aplicações”, completou Fabio.

Geotecnologia para a sustentabilidade
O presidente do Comitê Técnico-científico do 4º GeoPantanal, João dos Santos Vila da Silva, da Embrapa Informática Agropecuária, afirmou que a participação das empresas no evento é importante, pois podem divulgar suas atividades, tanto na pesquisa científica e responsabilidade ambiental, quanto na exposição dos seus produtos para a sociedade. “É através da visão das empresas que, em grande parte, compreendemos a viabilidade econômica dos projetos. A Fibria, no MS, cuja atividade econômica é associada ao reflorestamento em crescente expansão no Estado, tem a possibilidade de contribuir com a recuperação de áreas degradadas na região e, ao mesmo tempo, mostrar a preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente, cujo acompanhamento e monitoramento podem ser efetuados por meio do uso de geotecnologia.”

Simpósio
O 4º GeoPantanal foi organizado pela Embrapa Informática Agropecuária, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A Fibria já foi convidada para participar da próxima edição do GeoPantanal, que será realizado em Rondonópolis/MT em 2014.

Sobre a Fibria
Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,25 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas localizadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint venture com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). Com uma operação integralmente baseada em plantios florestais renováveis localizados nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, a Fibria trabalha com uma base florestal total de 958 mil hectares, dos quais 336 mil são destinados à conservação ambiental. Em outubro de 2012, a companhia firmou aliança estratégia com a norte-americana Ensyn para investir no segmento de combustíveis renováveis a partir de madeira e biomassa.

Fonte: Jornal Dia Dia.

Primeiro sistema de informações geográficas de Tocantins é lançado

O Sistema WebGIS do Projeto Corredor Ecológico da Região do Jalapão foi inaugurado pela Seplan – Secretaria do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública. O evento aconteceu no auditório da Semades – Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e contou com a presença de técnicos de ambas as secretarias e da JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão.

Denominado WEB GIS Geo Jalapão, a novidade é um Sistema de Informações Geográficas para internet (SIG-WEB) básico, gerado a partir de software livre, capaz de realizar consultas e análises simples, utilizando dados de temas diversos, nas áreas ambiental, de recursos naturais, de limites territoriais, de uso da terra e de infraestrutura, dentre outros. A página contém dados geográficos como recursos naturais e infraestrutura, informações institucionais e arquivos para download, entre outros.

O Sistema foi operacionalizado pela diretoria geral de Pesquisa e Zoneamento Ecológico-Econômico da Seplan, por meio da produção e sistematização de dados estruturados em sistemas de informação geográfica. Segundo o diretor geral, Joaquim Cifuentes, essa é a primeira ferramenta de disseminação de informações geográficas que o Estado está colocando à disposição da sociedade como um todo, além disso estão previstas outras iniciativas como essas. “Nós temos um projeto institucional que é uma ferramenta onde todas as secretarias do Estado irão disponibilizar informações e disseminar para toda a população. Isso está previsto para o próximo ano”, afirma Cifuentes.

As informações relativas ao Sistema Web GIS do Corredor Jalapão podem ser encontradas no site www.seplan.to.gov.br/corredorjalapao e tem livre acesso do público à informações com abrangência espacial nacional e estadual, produzidas por órgãos do Governo Federal e estadual, sendo mais um instrumento de acesso ao conhecimento de aspectos geográficos do território tocantinense.

De acordo com Manabu Kawakuchi, perito da JICA que desenvolveu a ferramenta, o projeto teve custo zero para o Estado. “Essa ferramenta GIS antes era muito cara, mas disponibilizando pela internet se torna gratuita e pode ser acessada por qualquer usuário.

Corredor Ecológico da Região do Jalapão
O projeto visa estabelecer um corredor ecológico para reforçar a preservação dos ecossistemas naturais que unem as Unidades de Conservação, promover a integração entre unidades e a população local, assim como incentivar as alternativas de desenvolvimento sustentável na Região. O WEB GIS Geo Jalapão vai orientar ao planejamento participativo das estratégias de uso sustentável dos recursos naturais.

O Projeto Corredor Ecológico da Região do Jalapão é uma iniciativa do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em cooperação técnica com a JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão, e vem sendo implementado com a colaboração da equipe da Seplan, Semades e Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins.

Fonte: Governo do Tocantins.

Livro aborda Conservação da Biodiversidade com SIG

Publicação tem organização de vários profissionais, entre eles Alexandre Uezu, pesquisador do IPÊ e professor da ESCAS

Nos últimos dez anos, o acesso à tecnologia dos SIG (Sistemas de Informações Geográficas) e a disponibilidade de dados espaciais aumentaram significativamente, sobretudo em trabalhos cujo objetivo é a conservação ambiental. Entretanto, ainda existe uma grande demanda por informações e pela criação de capacidades analíticas em todas as regiões do País, especialmente naquelas em que as ações de conservação são mais urgentes. Para ajudar a suprir essa necessidade por conhecimento, a editora Oficina de Textos, lançou a publicação “Conservação da Biodiversidade com SIG”, organizada por Adriana Paese, Maria Lucia Lorini, André Cunha e Alexandre Uezu, pesquisador do IPÊ e professor do Mestrado Profissional da Escas e de cursos de atualização na área de SIG.

Por meio da apresentação de vários estudos de caso, que combinam conceitos, métodos e aplicações, com foco especial na implementação dos projetos, o livro aborda alguns temas mais importantes na área como avaliação de componentes e ameaças à biodiversidade, priorização de áreas para a conservação, restauração florestal e projetos de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), além de desenvolvimento de aplicativos e ferramentas para a gestão da biodiversidade e mapeamentos participativos em comunidades locais e indígenas.

O objetivo do livro é atender a pesquisadores, conservacionistas e usuários de SIG em organizações não governamentais, universidades e centros de pesquisa, empreendedores ambientais, líderes comunitários e populações indígenas.

A publicação pode ser encontrada no site: http://www.ofitexto.com.br/produto/conservacao-da-biodiversidade-com-sig.html.

Fonte: IPE.

IPÊ utiliza informações geográficas em programa para conservação da Anta Brasileira na Mata Atlântica e Pantanal

Projeto para geração de mapas com resultados de pesquisas de ecologia espacial da Anta Brasileira foi desenvolvido com apoio da Imagem, líder no mercado de Informações Geográficas.

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) está utilizando a tecnologia de informações geográficas (Geographic Information Systems) para disponibilizar dois portais de mapas focados em resultados de pesquisa de campo da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB). Por meio dos portais, os internautas têm acesso livre e gratuito à informações detalhadas sobre a ecologia espacial (área total de uso, áreas de maior intensidade de uso e outros parâmetros) de cada anta monitorada pela INCAB na Mata Atlântica e Pantanal brasileiros.

“Ao disponibilizar resultados provenientes de nossas pesquisas de campo, buscamos compartilhar essas informações com outros pesquisadores que trabalham com a Anta Brasileira, além de organizações governamentais e não-governamentais, bem como quaisquer pessoas que tenham interesse em conhecer nossos resultados, utilizando-os para o benefício da conservação dessa espécie no Brasil e no mundo”, afirma Patrícia Medici, Coordenadora de Pesquisas do INCAB-IPÊ. Patrícia ressalta ainda o pioneirismo do IPÊ, explicando que esta é a primeira iniciativa brasileira para divulgação de informações de pesquisa de campo, com acesso gratuito, por meio da tecnologia de informações geográficas.

A INCAB destaca-se, ainda, pela obtenção e compartilhamento de dados relativos à demografia, genética e saúde da Anta Brasileira, os quais contribuem para o desenvolvimento de estratégias para a conservação da espécie nos biomas brasileiros onde ocorre, incluindo Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

Nessa ação, o IPÊ contou com apoio da Imagem, líder no mercado latino-americano de geotecnologia e responsável pela implantação do ArcGIS Online (solução para gerenciamento de conteúdo colaborativo para mapas, aplicativos, dados e outras informações geográficas).

“A solução ArcGIS Online é de propriedade da Esri, empresa líder no mercado mundial de informações geográficas. Como a Imagem é representante oficial e exclusiva da Esri no Brasil, ela proveu todo o conhecimento técnico que o IPÊ necessitava para desenvolver o escopo dos portais e colocá-los no ar”, diz Rafael Ruas, instrutor da Academia GIS Imagem, responsável pela implantação do projeto no IPÊ.

Imagem-Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas,etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.

Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país[www.img.com.br].

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização não governamental brasileira que trabalha pela conservação da biodiversidade do País, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, possui título de Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e tem sua sede em Nazaré Paulista (São Paulo). O Instituto conta com uma equipe de mais de 80 profissionais trabalhando em cerca de 40 projetos espalhados pelo Brasil. Nos locais onde atua, a organização tem adotado o modelo IPÊ de Conservação, um modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de habitats, envolvimento comunitário e desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas. Uma das preocupações do IPÊ é a transferência do conhecimento adquirido em suas pesquisas. Como parte desse processo, a instituição conta com o Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC), que realiza cursos de atualização, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS) com Mestrado Profissional (parceria com o Instituto Arapyaú) e o MBA em Negócios Socioambientais (parceria com Artemisa e apoio do CEATS/USP) [www.ipe.org.br].

Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB)-A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira do IPÊ, coordenada pela pesquisadora Patrícia Medici, é um esforço conservacionista em nível nacional que visa estabelecer programas de pesquisa e conservação da anta nos biomas brasileiros onde ela ocorre. A INCAB teve seu início através do Programa Anta Mata Atlântica conduzido no Parque Estadual Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema, São Paulo, entre 1996-2008. Em 2008, houve uma expansão das pesquisas com o estabelecimento do Programa Anta Pantanal. No futuro próximo, a INCAB será estabelecida nos biomas Cerrado e Amazônia. Através destes projetos de pesquisa são coletados dados de ecologia, demografia, genética e epidemiologia das populações de Anta Brasileira em cada um dos biomas e Planos de Ação Regionais para a conservação da espécie são desenvolvidos e implementados subsequentemente [www.tapirconservation.org.br].

Fonte: Fator Brasil.

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