Google usa relógios atômicos e aparelhos de GPS para sincronizar servidores

Os servidores são sincronizados a partir da relação entre espaço e tempo. (Fonte da imagem: Reprodução/Google Data Centers)As centrais de dados usam a tecnologia da Spanner e se comunicam pelo sistema TrueTime API.

A Google lançou recentemente a Spanner, central gerenciadora de dados capaz de coletar e armazenar informações de servidores de modo extremamente rápido. E, para que todas as bases de dados pudessem se comunicar de forma eficaz, foi preciso equipá-las com relógios atômicos e aparelhos de GPS. “São unidades que sabem a hora certa”, comenta Stacey Higginbotham, redatora do site GigaOM.

Esse sistema de sincronização, que mantém os dados atualizados através das variáveis tempo (a partir do uso dos relógios atômicos) e espaço (por meio dos aparelhos de GPS), possibilita que os servidores do maior portal de buscas da internet mantenham comunicações constantes e estáveis entre si.

Como funciona
O TrueTime API, abreviação para “Application Programming Interface” (Interface de Programação de Aplicativo), funciona basicamente da seguinte maneira: antenas de GPS coletam informações sobre o posicionamento geográfico dos dados enquanto relógios atômicos usam as propriedades individuais dos átomos, sincronizando, assim, o tempo de funcionamento de cada servidor.

Manter as centrais de dados operantes é uma tarefa bastante complicada. “Se muitas pessoas acessam uma quantidade generosa de informações pela internet, a sincronização e a estabilidade dos dados ficam comprometidas”, diz Max Schireson, CEO do portal 10gen. Mas o TrueTime API parece estar dando conta do recado, pois até agora todas as plataformas da Google estão funcionando plenamente.

Fonte: Tecmundo.

Com uso de informações geográficas, Prefeitura de Juiz de Fora (MG) aperfeiçoa gestão pública

Imagem, líder no mercado de geotecnologia, foi a responsável pela implantação do projeto, que teve investimento de R$ 5,6 milhões

Juiz de Fora é um município do Estado de Minas Gerais com mais de 500.000 habitantes e território com área superior a 1.400 km2. Em termos de utilização da geotecnologia, a base cartográfica disponível no município de Juiz de Fora desde 1983 não estava integrada a uma plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o que consequentemente não permitia uma análise precisa dos dados nem a interatividade com os recursos da informática. No decorrer dos anos, à medida que a cidade cresceu, detectou-se a necessidade de se pensar no SIG como uma base cartográfica atualizada e única para uso de todas as unidades gestoras e autarquias do município. Buscou-se a concretização desse objetivo investindo recursos financeiros em tecnologias e recursos humanos, tendo em vista criar as condições para a visualização e a disponibilização computadorizada dos dados.

“Houve o consenso que era indispensável termos o mapeamento de Juiz de Fora a partir de uma base cartográfica atualizada e, principalmente, com a universalização do acesso às informações geográficas”, afirma André Zuchi, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora.

A estruturação do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), por parte da Secretaria de Planejamento, exigiu a implantação de uma plataforma robusta de informações georreferenciadas. Diante desse contexto, idealizou-se a execução de um projeto de geotecnologia capaz de armazenar, editar, integrar e fornecer informações precisas e compartilhadas entre diversos órgãos vinculados ao governo municipal. “Após realizar uma pesquisa de mercado, decidimos pela aquisição da plataforma ArcGIS, da Esri, por meio das soluções ArcGIS Desktop, ArcPad e ArcGIS Server”, explica Zuchi.

A solução ArcGIS Desktop permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar, armazenados em bancos de dados geográficos ou arquivos independentes, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; a solução ArcPad permite a coleta de dados geográficos de forma personalizada na área de interesse e a anexação de fotos tiradas por dispositivos móveis com recepção de sinal de GPS (tablets, smartphones e GPS de navegação ); e a solução ArcGIS Server permite o gerenciamento e o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

A partir de então, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora também definiu que o projeto teria início com desenvolvimento e apoio da Imagem, empresa líder no mercado de GIS do Brasil.

“Escolhemos a Imagem como fornecedora por ser uma empresa especializada em soluções de inteligência geográfica com vasta experiência no mercado e, principalmente, a única empresa que atendeu aos requisitos demandados para as ações técnicas e operacionais da Prefeitura de Juiz de Fora. Outro fator predominante foi o status da Imagem de representante oficial e exclusiva no País da Esri”, detalha Zuchi, informando que a implementação foi realizada na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da SPDE.


O investimento total foi de R$ 5,6 milhões, sendo R$ 1 milhão investido em cursos técnicos, softwares e equipamentos e os demais R$ 4,6 milhões na aquisição de uma nova base cartográfica para o município.

“A Imagem apresentou como diferencial a consultoria prestada à Prefeitura de Juiz de Fora, ao disponibilizar a equipe de especialistas em GIS para promover a capacitação da equipe técnica do cliente”, diz Péricles Picanço Jr., coordenador de pré-vendas da Imagem.

Resultados
Após a implementação das soluções de geotecnologia por parte da Imagem, realizada em 2008, dentre outros benefícios, o mais relevante conquistado pela Prefeitura de Juiz de Fora foi o recobrimento espacial dos 989,953 km2 da área rural, que corresponde a 69% da área total e a 1,14% da população do município. “O projeto tem permitido qualificar em alto grau as decisões e torná-las eficientes, promovendo um ganho substantivo para a gestão pública”, destaca André Zuchi.

Essa caracterização é estratégica para a gestão pública ao proporcionar uma análise detalhada das potencialidades e fragilidades da área rural, contribuindo para a definição de ações voltadas aos setores de educação, saúde, transporte e promoção de atividades produtivas nesta região do município.

“Um exemplo prático é a localização dos pontos de embarque e desembarque dos 493 alunos de 14 escolas municipais, que utilizam o transporte escolar rural, disponibilizado pela Prefeitura de Juiz de Fora”, complementa o executivo, ressaltando que “consequentemente, houve otimização do serviço a partir da identificação de melhores rotas no transporte dos alunos”.


A plataforma ArcGIS foi também utilizada para gerar o mapeamento dos Territórios Socioassistenciais (TSs), para o Sistema de Vigilância Social a ser implantado no município. Também contribuiu diretamente para o reconhecimento de ações sociais apropriadas a diferentes segmentos da população e para a identificação de territórios ainda descobertos por iniciativas públicas.

Outros resultados proporcionados pela plataforma ArcGis
Acesso democratizado às informações geradas pelo mapeamento da cidade a partir da criação do Banco de Dados Multiusuário, que permite a publicização de dados e informações a serem visualizados por 150 gestores públicos, usuários simultâneos do sistema, otimizando seus processos de tomada de decisão;

Os aplicativos disponíveis no SIGJF-Web aperfeiçoam o modelo de gestão pública ao fornecer dados geográficos detalhados e temáticos que facilitam a tomada de decisões por parte dos órgãos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora.

Exemplos de aplicativos: Agenda JF (contém informações de caráter físico e ambiental do município); Defesa Civil (apresenta informações referentes à segurança da população frente aos possíveis desastres naturais ou decorrentes das ações humanas); Geral (apresenta informações de perímetro do município, perímetro urbano e denominação dos principais bairros); e IBGE (apresenta informações do município registradas nos Censos Demográficos de 2000 e 2010).

Sobre a Imagem
Fundada em 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) com 25% de participação no mercado nacional do setor. A empresa oferece uma solução completa de Inteligência Geográfica que reúne plataforma GIS da empresa norte-americana líder no setor Esri, conteúdo geográfico (imagens de satélite, mapas territoriais de múltiplas escalas e temas, etc) e aplicações (consultoria, implementação de sistemas,etc) para os mais diversos processos de negócio.

Os produtos e serviços da Imagem são utilizados por centenas de empresas, públicas e privadas, de setores como governo (municipal, estadual, federal), meio ambiente, mineração, óleo e gás, agrobusiness, transportes, telecomunicações, segurança pública e defesa. Também focada na área de Utilities, oferece soluções para energia e saneamento. Em 2011, a companhia obteve faturamento de R$ 72 milhões.


Sediada em São José dos Campos (SP), a Imagem conta com escritórios regionais e uma ampla rede de parceiros no país. Para mais informações, acesse: www.img.com.br.

Fonte: SEGS.

Ronda policial usando a TI

Amazonas é o maior estado da federação, com mais de 1,5 milhão km2 de área territorial, e o segundo estado mais populoso da região Norte, com 3,5 milhões de habitantes. Quando o governador Omar Aziz (PSD) se elegeu, ele tinha uma promessa: integrar polícia civil, militar, corpo de bombeiros e Detran, e colocá-los, juntos, a serviço da população. Em fevereiro deste ano, o governo do estado deu início ao projeto Ronda nos Bairros na região metropolitana de Manaus, capital do Amazonas.

Toda esta área foi dividia em setores de quatro quilômetros quadrados nos quais quatro policiais, em uma viatura e duas motos, ficam responsáveis pelo monitoramento e atendimento da população. “Fizemos uma trabalho de aproximação dos guardas com as pessoas que convivem nestas microrregiões. Então, distribuímos panfletos com o nome e foto dos policiais”, conta Alexandre Augusto Guedes Guimarães, diretor-técnico da Prodam (Processamento de Dados Amazonas S/A). Ao total, são seis zonas, divididas em 192 setores, cobertos por 253 viaturas, totalizando 4,6 mil policiais militares e 700 policiais civis, nesta primeira fase. Até o final deste ano, todas as zonas devem estar cobertas, segundo o governador.

Para garantir que o projeto fosse possível, o Estado investiu 300 milhões de reais em tecnologia e a Prodam, companhia de economia mista criada para atender às necessidades de TICs do estado do Amazonas, foi solicitada, em junho do ano passado, para integrar e desenvolver o projeto, que estava sendo desenhado por uma comissão designada pelo governador.

Diante das necessidades de tornar o atendimento de ocorrências policiais mais ágil e aperfeiçoar o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), a Prodam detectou que a maneira ideal de atingir tais objetivos era ampliar o uso de Sistemas de Informação Geográfica (GIS) nas operações da Secretaria de Segurança Pública do estado.

Desenvolvido com consultoria técnica da Imagem, o projeto consiste na reestruturação de todo o Sistema Integrado de Segurança Pública do Amazonas, englobando ações para aquisição de softwares GIS que permitem o mapeamento detalhado de todo o estado e compra de hardwares – como câmeras de monitoramento e navegador GPS, tablets militarizados, entre outros – para aumentar a eficiência logística das operações policiais.

A Imagem customizou duas soluções da Esri para utilização nesse projeto: ArcGIS Desktop, que permite ao usuário escolher os níveis de informação que deseja trabalhar por meio do bancos de dados, prevendo as consultas e a espacialização de eventos pré-selecionados; instalada no Núcleo de Geoprocessamento da Secretaria de Planejamento do Amazonas (SEPLAN-AM); e ArcGIS Server, que permite o compartilhamento das informações tanto em desktops quanto em aplicativos móveis, instalado na sede da Prodam.

Hoje, as informações geradas estão diponíveis para 200 colaboradores cadastrados no Sistema Integrado de Segurança Pública do Amazonas.

O SISP está instalado no Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), responsável pelo atendimento ao cidadão por meio do serviço 190 e pela distribuição das ocorrências para as respectivas viaturas policiais e em 34 Distritos Integrados de Polícia (DIPs), responsáveis pelo registro de boletins de ocorrência e Companhias Interativas Comunitárias (CICOMs), focados no controle dos atendimentos das ocorrências e das viaturas em ação.

Benefícios
Com o aumento da capacidade de atendimento à população, em um primeiro momento, o que as estatísticas mostraram foi um aumento dos registros, o que poderia parecer um avanço da criminalidade. “Na verdade, ficamos mais disponíveis para a população”, conta Guimarães. Mas já em maio, três meses após o início do projeto, a Secretaria de Segurança Pública já anunciava redução de 13% dos homicídios e uma baixa de 10% de outros delitos. “O aumento dos chamados gerou um aumento na resolução das ocorrências”, comemora.

Em termos qualitativos, além da integração dos dados das polícias Civil e Militar, outro resultado de destaque foi a consolidação das informações do Centro Integrado de Operações de Segurança e dos Distritos Integrados de Polícia em uma única base, o que não acontecia anteriormente ao Ronda nos Bairros.

Com o uso da geotecnologia, há um controle maior da efetividade da ação policial. Pelos mapas é possível localizar a viatura que se encontra mais próxima do solicitante e encaminhá-la com muita rapidez. E as câmeras de vídeo dentro das viaturas, que captaram imagem e som, possibilitam uma melhor avaliação da ação policial.

Fonte: CRN.

Oracle faz acordo com Nokia e licencia tecnologia de mapas

A Oracle firmou acordo de licenciamento para utilizar a tecnologia de mapas da Nokia. De acordo com comunicado divulgado pelas companhias, a Oracle desenvolveu um link entre a ferramenta Fusion Middleware, solução para renderização de mapas e criação de aplicações online utilizando dados espaciais, e a Nokia Location Platform (NLP).

Com isso, o mapa da fabricante finlandesa de celulares será integrado à ferramenta da Oracle com possibilidades de customização, estendendo o benefício para uso por clientes corporativos da fabricante de software. “Poucos provedores de dados têm a habilidade de fornecer informações de mapas para plataformas integradas de análise e serviços online de mapeamento que são integrados aos produtos da Oracle”, diz o vice-presidente e gestor de produto das tecnologias de servidores da companhia, Jim Steiner.

De acordo com a Nokia, a NLP tem cobertura a mais de 200 países. Em setembro, a Amazon.com licenciou a tecnologia para dados de localização no tablet Kindle Fire.

Fonte: TI INSIDE Online.

Sistema de georeferenciamento utilizado em Manaus é apontado como referência

O Sistema de Informações Geográficas (SIG-Manaus) foi utilizado no recadastramento e levantamento do mapa imobiliário da cidade, aumentando a base de contribuintes do IPTU de 300 mil para 540 mil cadastros imobiliários

Manaus foi apontada como referência no que diz respeito à utilização do Sistema de Informações Geográficas (SIG-Manaus), implantada há dois anos pela Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), pela empresa Esri/Imagem, em São Paulo, que desenvolve sistemas de georeferenciamento para todo o Brasil.

“Hoje, a partir do ‘SIG’, temos um sistema eficiente para cálculo da planta venal de um imóvel, com acesso a croqui, fotometria, planta métrica e demais ferramentas para cálculos de IPTU. Diante disso, fomos convidados a apresentar esses resultados aos representantes de outras cidades”, declarou o subsecretário de Tecnologia da Informação da Semef, Raymundo Thury.

O sistema de georeferenciamento da Esri/Imagem já é utilizado em várias capitais brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Curitiba, entre outras.

“Conseguimos desenvolver a melhor aplicação com o SIG-Manaus e estamos trabalhando para avançar ainda mais. Nosso próximo passo é disponibilizar todas essas informações na internet para consulta do contribuinte”, conclui.

Tecnologia e integração
A implementação do SIG-Manaus, segundo Thury, culminou na expansão tecnológica e investimentos em novos servidores e unidades de armazenamento da Prefeitura de Manaus. Além disso, o sistema permitiu a interligação de todas as secretarias municipais.

“Hoje os órgãos colegiados da prefeitura são integrados em rede de alta disponibilidade e meios físicos em fibra óptica. Isso é um grande avanço”, destacou.

O uso dessa tecnologia será exposto pelo subsecretário de TI da Semef durante um evento da Esri/Imagem, em setembro. Ele explicará todas as utilidades dos mapas multifinalitários para cada uma das secretarias. De acordo com ele, por meio do SIG-Manaus, inúmeras informações importantes poderão ser levantadas.

“A Defesa Civil do município, por exemplo, já utiliza nossos mapas para identificar as áreas de risco da cidade”, ilustrou Thury.

“Vamos avançar ainda mais. Estamos trabalhando para ampliar a integração do ‘SIG’ às esferas estadual e federal. O Estado, por exemplo, já usa nossos mapas multifinalitários para o projeto ‘Ronda nos Bairros’ da Secretaria de Segurança Publica”, concluiu.

Números
Com a implementação do SIG-Manaus, a Prefeitura realizou um trabalho inédito no que diz respeito a recadastramento e levantamento do mapa imobiliário na capital amazonense. Em dois anos, a base de contribuintes do IPTU saltou de 300 mil para 540 mil cadastros imobiliários, um crescimento de 80% se comparado com a planta imobiliária da capital amazonense de dois anos atrás.

Fonte: A Crítica.

Caixa Econômica investe R$ 94 milhões em TI

A Caixa Econômica Federal firmou dois contratos com a Indra para prestação de serviços de TI, cuja soma totaliza recursos estimados em R$ 94 milhões – por quatro anos. As contratações envolvem serviços técnicos especializados para o desenvolvimento, manutenção, documentação e sustentação de programas de tecnologia da informação. Para atender demandas de duas áreas da instituição financeira: empréstimo/financiamento e risco de crédito.

Além de garantir a estabilidade operacional dos sistemas, destas duas áreas, do banco brasileiro, os serviços prestados pela Indra estabelecerão um padrão de gestão dos negócios sustentável e de alta eficiência. A ideia é proporcionar a otimização de recursos, o aprimoramento da qualidade dos serviços, a redução de custos operacionais e maior competitividade. Trabalhando em sinergia com as equipes do banco, os profissionais de TI da empresa de tecnologia oferecerão respaldo profissional ágil, garantindo, por exemplo, a redução do tempo de lançamento de novos produtos bancários.

A empresa de tecnologia é parceira tecnológica do banco brasileiro há mais de dez anos, desenvolvendo projetos em setores estratégicos da instituição como gestão de finanças, crédito, centralizadoras de operação e contact center. Os novos contratos consolidam o posicionamento da multinacional como provedora de serviços TI para grandes instituições financeiras.

Fonte: Decision Report.

A importância da tecnologia da informação para a tomada de decisão

Com as ferramentas apropriadas e as perguntas adequadas, conseguimos desenvolver soluções inteligentes

Pedro Henrique Chagas Arruda*

Estima-se que 55 a 60% das pequenas e médias empresas no Brasil convivam com um baixo grau de informatização. Esta afirmação associada ao fato de que o uso da tecnologia como impulsionador do negócio deixou de ser mandatório e passou a ser questão de sobrevivência, nos leva para um mundo onde a própria tecnologia pode apresentar armadilhas.

Hoje no universo em que vivemos, onde a velocidade e a complexidade das informações que chegam até os tomadores de decisão é feita de forma tão intensa e rica, saber lidar com estes dados e tomar as decisões de forma rápida e precisa é o grande desafio a ser atingido.

Avaliando o cenário em 2011, percebemos que tivemos a explosão das redes sociais e sites de compras em grupo. Além disso, houve uma evidência, cada vez maior, das tecnologias de e-commerce, viabilizando negócios virtuais em concorrência direta ao mundo físico. Com base nessas informações, as empresas devem estar preparadas para absorver e entender esses movimentos que já estão revolucionando a forma de atendimento aos clientes.

Durante muitos anos, as informações e os sistemas foram tratados de forma isolada, o que acarretava uma grande barreira e perda de velocidade para o tomador de decisão. Sistemas eram adquiridos, sem a preocupação de uma integração Corporativa – ERP´s; Sistema de tratamento de Extrato, de cadastro de clientes, de Faturamento, de Pedidos ou pesquisa de mercado etc…. E, hoje nos perguntamos qual é o impacto disso, observando o cenário já descrito para uma tomada de decisão estratégica acertada?

Ao longo dos últimos dez anos de atuação na área de integração de soluções entre parceiros de negócios, em empresas de diversos portes, podemos afirmar que não se deve desprezar nenhuma fonte de informação que circule na empresa, quer sejam redes sociais, emails, sistemas atuais e legados, informações de mercado, etc… Devemos utilizar estes ativos de dados e preservar os investimentos já realizados. Através de portais Web, conectores e coletores de informações, temos como disponibilizar ao tomador de decisão o subsídio da informação correta no tempo certo.

Por meio da catalização destas informações e de sua adequada estruturação, podemos afirmar que, aplicando a filosofia correta, as ferramentas apropriadas e as perguntas adequadas, conseguimos desenvolver soluções inteligentes que conseguem reduzir custos operacionais de 40% a 60% nos trabalhos operacionais ou viabilizem a tomada de decisão, antes impossível de ser executada.

* Pedro Henrique Arruda Chagas é gerente de Projeto da Accesstage (www.accesstage.com.br), empresa especialista em soluções para o intercâmbio de dados financeiros em vários segmentos do mercado.

Fonte: Revista Incorporativa.

Ferramentas ajudam a reduzir incertezas no campo

Em meio aos inúmeros imprevistos que rondam a atividade agrícola, informações proporcionadas por instrumentos de precisão, que incorporam elevado nível de tecnologia, contribuem para os bons resultados no campo. Tratores e colheitadeiras são cada vez mais equipados com sofisticados aparelhos desenvolvidos para indicar o posicionamento geográfico das áreas onde se realizam plantio de lavouras, tratos culturais, irrigação e colheita. As imagens captadas por satélite e transmitidas para os equipamentos de bordo orientam o manejo das culturas numa prática que se define como agricultura de precisão. O aprimoramento dos tratos culturais, orientado por uma infinidade de informações e tecnologias, contribuiu para que o Brasil elevasse o volume da produção de grãos em mais de cinco vezes em 40 anos. Nesse período, caíram os custos de produção e os preços reais ao consumidor, segundo os índices oficiais de produção e cotações de produtos agrícolas.

Agricultura de precisão, segundo a Embrapa, é tema abrangente que engloba dados obtidos por meio da tecnologia da informação (TI). Está voltada às inúmeras culturas e regiões onde a agricultura é explorada. O recurso começou a ser difundido a partir da década de 1990, quando avançaram os sistemas de posicionamento geográfico (Global Positioning System – GPS), permitindo melhor monitoramento das lavouras. O manejo integrado da produção passou a ser orientado por um conjunto de ferramentas desenvolvidas para a agricultura com a ajuda de sistemas como Global Navigation Satellite System (GNSS) e Sistema de Informações Geográficas (SIG).

Sofisticados computadores de bordo reúnem dados indicativos da produtividade das lavouras, com base nas condições do solo e das plantas. Estas informações, reunidas, permitem aplicar os insumos na medida certa, sem maiores desperdícios nem maiores impactos ao meio ambiente.

A repercussão do livro “Agricultura de Precisão – Um novo Olhar”, lançado em abril pelaEmbrapa, com tiragem de apenas mil exemplares, mas com livre acesso pela internet, serviu para mostrar o elevado interesse pelo tema. Em pouco mais de um mês foram mais de dez mil acessos por parte de agricultores e técnicos.

Na esperança de ampliar esse espectro tecnológico, a Embrapa criou o projeto Rede de Agricultura de Precisão, que reúne mais de 200 especialistas de diversos centros de pesquisa, com o objetivo de aprimorar os critérios validados cientificamente para melhorar a qualidade da agricultura de precisão. Está também sendo instalado em São Carlos (SP) o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), cuja função é integrar a agricultura de precisão em suas várias dimensões, além de desenvolver padrões, realizar testes, validações e certificações de sistemas. O custo previsto de implantação do laboratório é de R$ 1,7 milhão e deverá estar pronto em meados de setembro.

A principal tarefa dos pesquisadores da Embrapa é difundir a informação de que agricultura de precisão não é bicho de sete cabeças. O coordenador de pesquisa da unidade de São Carlos, Ricar-do Inamasu, diz que pequenos e médios agricultores, responsáveis por mais de 70% das atividades no campo, devem aderir a essa ideia para elevar a produtividade em seus sítios e fazendas. “Não é preciso de investimento elevado. Basta um notebook ou um tablet na mão para ter acesso a uma infinidade de informações sobre as lavouras”, diz. Para ele, a agricultura de precisão serve para orientar os produtores rurais a tratar as diferenças. Até mesmo numa pequena propriedade há diferentes tipos de solo e as informações podem informar a medida certa para a aplicação de insumos para elevar a produção A Embrapa Instrumentação Agropecuária de São Carlos foi responsável por desenvolver um instrumento portátil, de fácil utilização, Wiltmetero, que permite medir a umidade das folhas, informação útil, especialmente para os produ-tores que recorrem à irrigação.

Quando se pergunta a um agricultor o que é agricultura de precisão, não é raro ele responder que é uma espécie de piloto automático que se instala nos tratores e nas colheitadeiras, porque esse sistema controla as atividades da fazenda, desde o plantio até a colheita da produção. Mas, para o especialista em redes RTK da John Deere, Diogo Haacke, não é tão simples. Ele diz que, no caso dos instrumentos de bordo, o sistema exige gerenciamento por parte dos operadores das máquinas agrícolas, o que demanda bom nível de conhecimento. “São muitas as informações geradas que precisam ser analisadas”, afirma Haacke. É com base nesses dados que será definido o volume de herbicida ou de adubo a ser aplicado na lavoura.

Os sinais emitidos por satélite nem sempre são precisos. Diversos fatores, como a atmosfera, provocam distorções que podem chegar a dez metros no posicionamento geográfico das áreas. Para a correção dos sinais de satélite, a fabricante de tratores e colheitadeiras John Deere, com apoio de suas concessionárias, instala as redes RTK na correção dos sinais. São torres de transmissão, semelhantes às utilizadas pelas operadoras de telefonia celular, cujos sinais são captados pelos equipa-mentos de bordo dos tratores. Em Araçatuba (SP), o concessionário da montadora de máquinas D. Carvalho instalou uma rede de torres do sistema RU da John Deere Network, com abrangência de 19 quilômetros de raio para atender a uma área de 110 mil hectares. Significa que agricultores, cujas lavouras se encontram nessa área, poderão ter acesso aos sinais de correção com mais facilidade, sem precisar fazer investimentos próprios em torres nas suas propriedades, além da garantia de uma rede montada sob a orientação direta da fábrica. Para os revende-dores de máquinas, é um excelente instrumento de marketing.

Fonte: IICA.

Operadoras começam a divulgar mapa de rede conveniada na internet

As regras foram definidas pela RN 285 e passam a valer a partir de 23 de junho de 2012

A partir de 23 de junho de 2012, as operadoras de planos de saúde com mais de 100 mil beneficiários deverão divulgar suas redes assistenciais na internet através de georreferenciamento por meio de imagens ou mapas que indiquem a localização espacial geográfica dinâmica de cada prestador de serviço de saúde. A determinação consta da Resolução Normativa nº 285, publicada em 26/12/2011, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

As demais operadoras, com menos de 100 mil beneficiários, deverão cumprir essa determinação a partir de dezembro. As que possuem entre 20 mil e 100 mil beneficiários deverão adotar o georreferenciamento através de mapeamento geográfico. As operadoras com até 20 mil beneficiários poderão divulgar em seus portais corporativos as informações de seus planos de saúde e suas respectivas redes credenciadas de forma simplificada, sem necessidade do mapeamento de localização.

A partir de dezembro de 2012, portanto, todas as operadoras de planos de saúde, com qualquer número de beneficiários, deverão ter suas redes de credenciados abertas à consulta na Internet.

A norma permitirá aos beneficiários localizar de forma mais fácil e ágil todos os prestadores de saúde do plano contratado. Permitirá, ainda, que qualquer cidadão pesquise informações sobre a rede credenciada de prestadores de todas as operadoras de plano de saúde do país. Essa possibilidade aumenta a concorrência no setor pelo fato de tornar mais visível o que cada operadora oferece, possibilitando uma melhor escolha no momento de contratar um plano. Todas as informações prestadas pelas operadoras deverão ser atualizadas constantemente e sua utilização será um direito do consumidor.

A rede assistencial deverá ser exibida por cada plano de saúde, apresentando o nome comercial do plano, seu número de registro na ANS ou seu código de identificação no Sistema de Cadastro de Planos comercializados anteriormente a janeiro de 1999, data de vigência da Lei 9.656/98.

Em relação aos prestadores de serviços de saúde, a operadora deverá expor informações como: nome de fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica) ou nome do profissional (pessoa física); tipo de estabelecimento; e principalmente a(s) especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) – de acordo com o contrato firmado – e endereço, além de telefones para contato. Neste caso, os parâmetros sugeridos para que a informação seja disponibilizada são os seguintes: unidade da federação; município; bairro; logradouro; número; telefones; e código de endereçamento postal – CEP.

Confira a entrevista com diretora adjunta de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Carla Soares:

1) Quais os benefícios dessa norma para os consumidores?
O consumidor poderá localizar, de forma mais fácil e ágil, todos os prestadores de saúde do plano contratado. Além disso, qualquer cidadão poderá pesquisar as informações sobre a rede credenciada de uma operadora de plano de saúde.

2) Todas as operadoras são obrigadas a disponibilizar essas informações agora em junho?
A partir de 23 de junho/2012 as operadoras com cem mil beneficiários, ou mais, deverão disponibilizar as informações. A partir de dezembro, as operadoras com menos de cem mil beneficiários passam a ser obrigadas a disponibilizar suas redes de credenciados.

3) A ANS estabeleceu um padrão de apresentação da rede na internet?
As exigências da resolução levam em conta o porte e a capacidade das empresas de planos de saúde. As operadoras com número superior a 100.000 (cem mil) beneficiários deverão apresentar, no mínimo, georreferenciamento por meio de imagens ou mapas que indiquem a localização espacial geográfica de cada prestador de serviço de saúde (mapeamento geográfico dinâmico). Já as operadoras com número de beneficiários entre 20.000 (vinte mil) e 100.000 (cem mil) deverão obrigatoriamente adotar o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico). Para as operadoras com até 20.000 (vinte mil) beneficiários deverão informar a rede credenciada na internet, permanentemente atualizada, não sendo obrigatório exibir o mapeamento geográfico ou mapeamento geográfico dinâmico.

4) Quais são os benefícios da norma para os consumidores?
Os consumidores terão a facilidade de escolher prestadores e serviços em locais de sua preferência (próximo à residência, ao trabalho, quando estiver em viagem etc), além disso, poderão escolher as operadoras e planos com oferta de rede assistencial mais adequada às suas necessidades.

5) O que motivou à ANS a criar a norma?
A criação da norma faz parte da diretriz “garantia de acesso à informação” que está na Agenda Regulatória da ANS. A possibilidade de consultar a rede de uma operadora na Internet permite que o cidadão faça escolhas que atendam melhor às suas necessidades.

6) As operadoras já estão preparadas para colocar essas informações à disposição dos interessados?
Sim. A norma foi publicada em dezembro de 2011. Portanto, tivemos um prazo de seis meses para que as operadoras de grande porte pudesse disponibilizar essas informações. Para as outras operadoras, o prazo é de um ano, o que deverá ocorrer no final deste ano.

7) Como será a apresentação da rede?
As operadoras deverão manter atualizados em tempo real os dados de sua rede assistencial, sem prejuízo da garantia dos direitos contratuais dos beneficiários.
A consulta, a partir do portal corporativo da operadora na Internet, deve permitir, de forma combinada e/ou isolada, a pesquisa de todos os dados dos prestadores de serviços de saúde pertencentes à sua rede assistencial. A visualização será em mapeamento gráfico ou mapeamento gráfico dinâmico.
Os usuários poderão enviar avisos, alertas e comentários. O sistema terá os recursos típicos dos sistemas de georreferenciamento, como zoom, “traçar rotas”, traçado de círculos concêntricos, entre outros.

Como a operadora deverá disponibilizar as informações referentes a prestadores na internet?
Em relação aos prestadores de serviços de saúde, a operadora deverá expor informações como: nome de fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica) ou nome do profissional (pessoa física); tipo de estabelecimento; e principalmente a(s) especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) – de acordo com o contrato firmado – e endereço, além de telefones para contato. Neste caso, os parâmetros sugeridos para que a informação seja disponibilizada são os seguintes: unidade da federação; município; bairro; logradouro; número; código de endereçamento postal – CEP; e telefones.

9) Todos poderão consultar a rede da operadora?
Sim, todos poderão consultar a rede da operadora, independente de vínculo com a empresa. A norma veda, inclusive, a restrição à consulta destas informações na internet.

10) A norma trará custos para as operadoras de planos de saúde?
Não. Pelo contrário, as empresas terão mais eficiência na gestão da rede e, consequentemente, na prestação da assistência, através da facilidade de visualização da oferta de serviços.

11) Qual será a vantagem para os prestadores?
Os prestadores de serviços poderão visualizar as oportunidades de associação com operadoras que atuem em sua região e de expansão em áreas com carências de oferta.

12) O que a norma traz de novo para a ANS?
A Resolução traz maior eficiência na atualização da base de dados da rede assistencial e no monitoramento da dispersão da rede assistencial das operadoras. Além disso, a ANS desenvolverá um sistema que possibilitará a recepção dos dados completos da rede de prestadores.

13) As operadoras que descumprirem as novas normas da ANS serão punidas? Qual é
a punição?
Sim. As operadoras serão multadas em R$25. 000,00 (vinte e cinco mil reais).

Fonte: Inteligemcia.

Sistema de informação aprimora a gestão da saúde no Estado

O sistema de informação em saúde desenvolvido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) será apresentado, em Brasília, na Câmara Técnica de Informação e Informática em Saúde do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O mecanismo foi desenvolvido pela equipe de analistas de sistemas da secretaria, Cristiano dos Santos, Fernando Lovre e Ivo Alencar. A ferramenta de Bussiness Intelligence e de georreferenciamento permite ao gestor ter uma visão detalhada das informações em saúde geradas no Estado, com bases de dados dos sistemas do Ministério da Saúde.

O Bussiness Intelligence possibilita que os dados de diferentes sistemas do Ministério da Saúde possam ser cruzados, gerando diversos tipos de relatórios para o gestor. O sistema de georreferenciamento oferece as informações em mapas, por município, região de saúde e regional administrativa. Essas duas aplicações estarão disponíveis no novo Portal da Saúde da Sespa.

Segundo o coordenador do Núcleo de Tecnologia de Informação e Informática em Saúde da Sespa, Marcos Silva, esse é um novo modelo de gestão em tecnologia de informação aplicada, proporcionando informação com qualidade, agilidade e análise. “Esta é uma ferramenta macroestratégica na gestão aliada ao conhecimento técnico e científico das equipes da secretaria”, explicou.

A integração com a equipe de analistas em redes e infraestrutura, segundo ele, possibilitou a agilidade no tempo de resposta às solicitações de informações dentro das duas aplicações. “Pelo fato de os sistemas serem softwares livres, não foi gerado nenhum custo para a secretaria, o que mostra responsabilidade com o recurso público”, ressaltou.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde é uma entidade que se pauta pelos princípios que regem o direito público e congrega os secretários estaduais da saúde e seus substitutos legais, enquanto gestores oficiais das pastas dos Estados e Distrito Federal. Tem como missão promover a articulação e a representação política da gestão estadual do Sistema único Saúde (SUS).

Fonte: Agência Pará de Notícias.

Subscribe: Entries | Comments

Copyright © GEOeasy – Geotecnologias & Meio Ambiente 2018 | GEOeasy – Geotecnologias & Meio Ambiente is proudly powered by WordPress and Ani World.